História Candy Lips - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, Ashton Irwin, Calum Hood, Candy Lips, Hey Violet, Luke Hemmings, Michael Clifford, Nia Lovelis, Rena Lovelis
Visualizações 107
Palavras 1.448
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


To de volta
Deveria tá fazendo os trabalhos da escola? Sim, deveria.
Mas acho que a hist é mais interessante q minhas responsabilidades kk...
não sigam meu exemplo

Boa leitura <3

Capítulo 7 - Los Angeles' Lights


Prato, prato, bumbo, tons. Prato, surdo, tons. E assim ia. A bateria correspondia o meu amor pelo ritmo em cada batida. Meus cabelos, por serem curtos, batiam no meu rosto enquanto eu tocava alguma música aleatória, que só eu sabia – não havia a letra, mas a melodia já existia.

 - Sente falta da bateria? – Ashton brotou, falando isso em meu ouvido. Tremi em susto e deixei uma das baquetas caírem.

- Puta que pariu, Irwin. Não tinha problemas cardíacos, até agora. – Coloquei a mão no peito e ele riu.

Antes da fama, eu participava de uma banda, onde eu era a baterista. Não cantava, só tocava. Foram tempos bons, até que eles brigaram comigo por algum motivo inventado (que eu não me lembro, mas não era verdade), então eles meio que me expulsaram. Desde que eu saí, nunca mais ouvi o nome deles. Vingança gratuita.

Mas apesar disso, eu gostava de tudo que vinha com o fato de ser baterista. O cabelo voando, a emoção a cada batida, os olhos fechados, sem ter que me preocupar com algo (como não cair ou errar o tom). Eu acho que eu sempre sentiria falta disso. Bateria sempre foi natural pra mim, não precisava pensar pra tocar. Sempre foi meu instrumento favorito.

- Tá tocando o que? – Perguntou enquanto pegava a baqueta que caiu no chão e me dava. Dei de ombros e bati no bumbo afim de só fazer algum barulho.

- Alguma coisa que vai se tornar música um dia. – Falei simples e ele sentou no chão.

- Sempre suspeitei que gostasse mais de bateria do que do resto dos instrumentos. – Disse, analisando-me.

- Por quê? – Franzi o cenho e ele sorriu simples, como se fosse obvio. E talvez fosse.

- Nos shows o cantor geralmente acompanha com o pé ou a cintura ou o caralho a quatro – Levantou a mão, com preguiça de especificar mais algo. – A guitarra ou piano. Você é a primeira que eu conheço que sempre, sempre, acompanha as batidas da bateria.

Levantei a sobrancelha, boquiaberta. Ele levantou e, antes de sair do quarto, se virou, com a mão na maçaneta.

- E também porque eu sei que você já tocou numa banda. – Deu de ombros e eu ri, saindo de trás da bateira e indo atrás dele.

- Onde tá indo? – Perguntei e foi a vez dele de dar de ombros, enquanto saia do cômodo.

- Sei lá. Só queria saber se me seguiria ou não – Sorriu meio maldoso e eu revirei os olhos.

 - E o resto da banda? – E o Luke?, era o que eu queria perguntar.

- Comprar besteiras pra gente comer. – Olhou pra mim. – Pelo o que eu entendi. – Levantou uma sobrancelha e eu dei um meio sorriso.

Chegamos na sala, onde entravamos e ele se jogou no sofá cinza e eu sentei no mesmo, um pouco afastada. Na televisão passava Two and Half a Man, o qual Ash olhava quase que hipnotizado. Parecia até eu com desenhos animados. Quando deu a propaganda, ele virou pra mim e começou pensar num assunto. Ele me encarou e eu o encarei de volta.

- Ah, bem... Por que você aceitou tá aqui? Tipo, nesse projeto?

Tentou puxar algum e eu internamente revirei os olhos. Não gosto de assuntos sérios.

- Sério que essa é a sua tentativa de puxar assunto? Caralho. – Murmurei, desacreditada e ele meio que riu.

- Melhor que nada. Tem outra sugestão? – Desafiou-me e eu levantei uma sobrancelha.

- Olha que linda essa parede – Apontei a mão na direção dela e ele riu, observando-a.

- Ela é tão branca, né?

 - E tão alta. – Brinquei de volta.

- Claro, o poste albino tem que passar por aqui. – Justificou e eu ri, boquiaberta.

- Então é assim que trata o seu amigo? – Exclamei, brincando. O programa já estava de volta, mas ele não prestou atenção nisso, continuando nosso assunto.

- Porra, aquela girafa tem quase dois metros de altura! – Ash falou também com as mãos e eu ri.

- Amizade pura e verdadeira, algo raríssimo. – Ironizei e ele arregalou os olhos, entrando na brincadeira.

- Você acha que nós somos amigos? Pfff. Ele é meu amante. Ou você acha que eu me contento só com o Cal? – Olhou-me com o canto dos olhos.

- Mas, mas... – Coloquei as mãos na cabeça. – Tudo o que eu sempre acreditei é uma mentira! – Lamentei-me e ele continuou.

- Luke e Cal acham que me enganam, sabe? – Falou em tom mais baixo e eu me inclinei, como se fingisse que era um segredo intimo. – Eles acham que me enganam. Que eu não sei que eles me traem. Mas ouça o que te falo, Lilith, vingança é um prato que se come frio. – Ah, e como eu sei disso.

A porta se abriu, com o empresário deles entrando e logo saindo da sala. Ambos o acompanhamos com o olhar até que desaparecesse do nosso campo de visão. Nós nos olhamos, prontos para recomeçar a brincadeira.

- E o Mike? Como ele fica nessa historia? – Lembrei-me do de cabelos coloridos.

- Essa é uma historia um tanto quanto triste. – Assenti com a cabeça, séria. – Quando Mike conheceu a Crystal, ele começou a deixar o Luke um pouco de lado, dai ele veio buscar ajuda no garanhão aqui ó. – Bateu no seu próprio peito, sorrindo e eu ri. Aposto que havia um pouco de verdade nessa mentira.

Começamos a ouvir a voz dos meninos, então ele me olhou serio demais. O sorriso se desmanchou imediatamente nos meus lábios, não sabia por que.

- Ei, eu preciso te contar uma coisa. – Assenti, ambos sérios demais comparados aos últimos minutos. – Sem eles. – Apontou pra porta.

 - Por quê? – Murmurei. As vozes ficavam mais altas.

- Vem que eu te explico. – Ele se levantou e, quando chegou no corredor, olhou pra mim. Suspirei e o segui, rumo a um lugar que eu nem sabia que existia.

Quando ele abriu a porta, no meio do corredor, um dos meninos abriu a porta. Eu honestamente nem ligava se eles nos vissem ou não, mas Ash sim. Por isso fiz o possível para que não nos vissem.

Atrás daquela porta havia uma escada, que nos levava pra a cobertura. Tudo estava levemente molhado pela chuva de primavera do dia anterior. O céu estava rosa, devido a poluição luminosa, afinal, era Los Angeles. A falta de estrelas e o fato de a lua mal aparecer era deprimente. O concreto que Irwin se sentou era mais ainda. Eles iriam deixar aquele prédio em algumas semanas, mas eu não deixava de pensar que aquele cenário provavelmente servira de inspiração para algumas musicas tristes.

O cacheado me olhou, deixando-me analisar tudo. Lá embaixo, a cidade era tão movimentada, mas sabia que não tinham muita vida. Num lugar tão artificial, é difícil viver. Num lugar tão grande, é difícil fazer a diferença.

Pessoas normais se sentem inspirados ao verem a visão tão do alto. Eu não. Nunca gostei, me sentia tão insignificante quanto eu realmente sou ao observar a cidade do alto. Odiava esse sentimento. Odeio esse sentimento.

- Como você se sente importante? – Murmurei, com as mãos apertando o parapeito forte até demais.

Senti-o se aproximar. O vento era gelado, apesar de ser quase junho. A blusa fina de manga comprida me deixava um tanto quanto gelada. Ash se apoiou do meu lado, com seu braço tocando levemente o meu. Serio, por que eu tenho a impressão que homens sempre estão com a pele quente, comparando a mim?

- Como você consegue viver num lugar onde tem tanta gente que nem existe?

Ele me olhou, tristonho. O vento batia no seu cabelo, que o fazia bater em seus olhos. Ele colocou a mão por cima da minha, como se quisesse dizer que ele estava ali, que ele me apoiaria. Não no sentido malicioso, ou no “vamos nos beijar”. Ele só queria me dar apoio emocional.

- Como consegue garantir que existe? – Olhei-o, tirando meus olhos das ruas e o encontrei olhando para lá embaixo.

- Eu não consigo. – Reprimiu seus lábios e a porta se abriu, com um Calum procurando por nós. Ele discretamente tirou sua mão da minha e voltou a olhar pra mim. – Mas eu faço o possível.

- Isso te consola? – Perguntei, tanto quanto inocente demais para ser eu, dando de costas a cidade.

- Eu finjo. – Sorriu triste e Cal se sentiu mal por ver o amigo triste.

Hood abraçou o baterista de lado. Ele sabia de algo que eu não sabia. Eles desceram a escada, esquecendo-me de mim.

E então era só eu, o vento e meus pensamentos inúteis. Ah, e o nó na minha garganta, que eu não sabia o  motivo.


Notas Finais


E então? O que vcs acham q o Ash queria dizer p Lili?
Eu quero saber a opinião de vcs --- vcs querem q tenha pov de outras pessoas ou só da nossa demoniazinha?

Até o prox (q provavelmente vai demorar) <3


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