História Cão de Briga ( Imagine BTS ) - Capítulo 18


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, JR, Jungkook, Mark, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V, Youngjae, Yugyeom
Tags Bts, Drama, Got7, Romance, Violencia
Exibições 133
Palavras 4.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amores! Me desculpem pela hora, fiquei mais ocupada do que imaginei.
Bom, vou matar vocês de curiosidade mais um pouquinho sobre o estado da Dominic
Temos o nosso segundo shipp: # Kooknic, obrigada ~mini_humana00!!!
Eu particularmente que esse capítulo ficou maior mas espero que valha a pena, tenham uma boa leitura!

Capítulo 18 - Primeiro contato


Fanfic / Fanfiction Cão de Briga ( Imagine BTS ) - Capítulo 18 - Primeiro contato

Im JaeBum on

Eu nunca fui um cara que seguia as regras. Eu vim de uma família de classe média alta e apesar de ganhar sempre tudo o que quis e nunca ser proibido de nada ainda sim, eu sentia que faltava alguma coisa eu só não sabia o que era.

Estava andando pelas ruas de um bairro, que alguém da minha classe social não deveria sequer pensar. Um bairro esquecido pela sociedade bem-sucedida, mas eu me sentia bem ali, não precisava ser falsamente simpático com ninguém , a maioria das pessoas ali não tinham coragem para encarar os outros ao seu redor então se limitavam a andar como baratas esbarrando uns nos outros e sussurrando pedidos de desculpas por mera obrigação.

Em minha jornada àquele bairro cheguei a uma avenida um tanto movimentada, com alguns comércios baratos e prédios que qualquer um que visse de fora os julgaria abandonados mas se impressionaria com o número de moradores que cada apartamento era capaz de acomodar. Com a minha mochila nas costas continuei seguindo o caminho aonde aquela rua daría, não me importava com o horário apesar de já está escurecendo, não queria chegar em casa apesar de ter certeza que ouviria um sermão maior do que já ouço todos os dias: "Você precisa amadurecer!", "Eu me envergonho em ser o seu pai!", "Quero ver você continuar agindo assim sem dinheiro para bancar você e suas 'amiguinhas'.

Todo dia eu ouvia a mesma ladainha, não é novidade para ninguém que eu não sou um filho exemplar. Gosto de beber e ficar com várias meninas, afinal sou um cara livre e desimpedido, gosto de sair e não ter hora para voltar porque uma coisa que eu prezo é a minha liberdade, gosto de matar aula como estou fazendo agora mas o que mais tira os meus pais do sério é o fato de que eu não quero assumir os negócios da família. Uma empresa de advocacia que o meu bisavô fundou e que desde então está crescendo gradativamente e vem sendo passada de geração em geração, e eu como a ovelha negra da família vou quebrar essa tradição.

Enquanto eu continuava vagando por aquela rua notei uma movimentação mais a frente, pessoas gritavam e não demorou muito para que alguns jovens uniformizados viessem em minha direção e um deles me jogou uma sacola escura, eu segurei a sacola e olhei em direção a eles mas eles se perderam entre as vielas já escuras então eu voltei o meu olhar para frente e me surpreendi com um senhor, que parecia muito irritado vindo em minha direção acompanhado de uma pequena multidão.

- OLHA LÁ! - ele gritou apontando para frente, olhei para os lados e para trás procurando por alguém até me dar conta que ela estava apontando para mim - PEGA ELE! - voltei a olhar para ele e percebi o quanto a multidão furiosa havia se aproximado. Me apressei para sair dali e apesar de obrigar as minhas pernas a trabalharem em conjunto com os meus pulmões para continuar correndo eu estava me sentindo bem, muito bem na veradade, como se finalmente eu conseguisse respirar depois de muito tempo prendendo a minha respiração dentro daquela bolha sem vida à qual eu era obrigado a viver. Correndo pelas ruas e entrando em vielas, eu me deparei com uma parte desconhecida da cidade pelo menos para mim.

Eu me encontrava em um quarteirão de casas pequenas, haviam poucas pessoas na rua talvez pelo horário. Meu corpo tremia com toda aquela adrenalina enquanto passava pelas casas, foi quando um rapaz apareceu me empurrando em direção a uma daquelas casas. Lá dentro haviam mais três rapazes, que quando me viram estranharam mas quando olharam para as minhas mãos sorriram abertamente vindo de encontro a mim. O que me trouxe começou a retirar vários bolos de dinheiro de dentro daquele saco e começa a contar na minha frente, eu assisto tudo com os olhos arregalados.

- Tá aqui para você. - o cara dá uma parte do dinheiro para um - Pra você. - e assim ele começa a destribuir o dinheiro - E para você.- ele diz entregando um maço para mim.

- Como assim para mim?- eu pergunto e ele me olha desconfiado - Eu não faço parte disso.

- Claro que faz. - ele diz um pouco alterado - Foi você que trouxe o dinheiro até aqui.- ele continua alterado o que atraiu a atenção de alguns dos rapazes que estavam ali, um cara de cabelos loiros vem em nossa direção.

- O que tá acontecendo aqui? - ele pergunta ficando ao lado do outro e os dois me encaram.

- Jackson, esse idiota que fez o serviço e agora quer tirar o dele da reta. - o outro reclama - Se você acha que por não aceitar o dinheiro você pode denunciar alguma coisa, você está muito enganado. - ele fala ainda mais nervoso o tal Jackson me encara por algum tempo, parece me analisar de cima abaixo com uma mão no queixo até que parece chegar a uma conclusão.

- Calma hyung. - ele diz colocando as mãos sobre os ombros do amigo - Ele não é um dos nossos.- ele fala apontando para mim que concordo com a cabeça.

- Como assim não é um dos nossos? - ele pergunta em meio aconfusão e irritação.

- Olha o uniforme dele. - ele aponta para o minha roupa e eu olho para baixo, a confusão foi tanta que até me esqueci que estava de uniforme - Ele é diferente do nosso, o nosso é azul e o dele é preto sem contar o emblema da escola que é diferente.

- EU NÃO ACREDITO NISSO! COMO ISSO FOI ACONTECER? - ele pergunta nervoso e o outro levanta as mãos em rendição, ele passa as mãos pelos cabelos - Você. - ele fala apontando para mim.

- Eu? - pergunto apontando para mim mesmo.

- Sim idiota você. Quem foi que te deu o saco de dinheiro?

- Eu não lembro foi tudo muito rápido. - minto, o cara está nervoso na minha frente pode estar armado sabe-se lá o que pode acontecer.

- Como alguém carrega uma sacola de dinheiro pela cidade e não sabe quem lhe deu?!

- Fui eu! - um cara sai de dentro de um cômodo que eu nem sabia que existia levantando a mão.

- BamBam seu imprestável. Você viu o que fez? - ele pergunta indo em direção ao cara e o trazendo a nossa pequena reunião.

- Desculpa, eu o vi de uniforme e achei que fosse um dos nossos. - o tal BamBam se desculpa e o outro bufa.

- Hyung dá um desconto pra ele. - o loiro abraça o BamBam de lado - Nem você reparou que os uniformes eram diferentes. - ele fala sorrindo de lado - Prazer eu sou o Jackson. - ele fala estendendo a mão e eu a aperto - E esse aqui é Bhuwakul mas pode chamar ele de BamBam. - eu aceno para ele que corresponde timidamente - Aquele nervosinho ali é o Kwan hyung, nosso líder. - ele aponta par o líder que passa as mãos pelo cabelo e se afasta nos deixando para trás - Não se preocupe esse é o jeito dele mesmo. - ele sussurra para mim que dou de ombros.

- Eu ouvi isso hein! - ouvimos a voz do Kwan distante, o que fez com que Jackson fizesse uma careta por ter sido descoberto - Vem vamos por aqui. - ele fala me encaminhando em direção aos outros rapazes - Esse aqui é o Min-ki. - ele apresenta o cara que estava sentado no único sofá que tinha ali, ele acena com a cabeça levemente e eu imito o seu gesto - Esse aqui é o Hyunk e aquele ali é o Gun. - os dois que contavam seus lucros da noite pararam momentâneamente para me dar um leve aceno com mão que foi retribuído do mesmo modo - Bom, eu apresentei todo mundo mas você não se apresentou ainda. - ele comentou levantando uma sombrancelha.

- Ah, eu me chamo JaeBum mas podem me chamar de JB. - falo tranquilamente.

- Então JB, o que um cara como você faz no lado podre da cidade? - ele pergunta se jogando no sofá.

- Como assim: Um cara como eu? - pergunto confuso.

- Rico. - ele solta e eu o encaro surpreso - Qual é? Eu não sou tão burro assim, eu sei que esse seu colégio é de elite e um dos melhores por sinal. Você não deve ter se perdido e muito menos veio fazer um trabalho na casa de um amigo, então a questão continua: O que você faz por aqui? - ele termina de falar e cruza os braços mantendo uma expressão que me desafiava a contar a verdade.

- Eu gosto de vir aqui quando eu preciso pensar. - falo indiferente.

- Pensar no quê? Em como a sua vida é melhor do que a nossa? - BamBam pergunta sarcástico.

- Não. Apesar das coisas por aqui serem como são, eu me sinto melhor aqui do que em casa. - explico a eles.

- Oh meu Deus! Como esse menino deve ser injustiçado? - Kwan aparece falando com uma voz mais fina e aperta a minha bochecha quando passa por mim, claro que isso arranca várias risadas dos rapazes à minha frente mas eu permaneço sério - Bom, bom, bom. Já deve estar na hora do seu toque de recolher almofadinha. - cerro meus punhos encarando Kwan, ele continua com a sua postura e já era nítido que o clima ali estava ficando pesado.

- Toma JB. - Jackson me joga um bolo de dinheiro e eu o olho sem entender - É a sua parte, eu sei que você não precisa mas você trabalhou. Encare isso como uma diária. - ele fala simplista.

- Ei, ei, ei quem manda nessa porra ainda sou eu.- Kwan fala alterado.

- Mas isso é o justo. Você mesmo já tinha separado essa parte para ele, ele fez o serviço ele leva. - Jackson argumenta ainda calmo deixando Kwan frustrado.

- Deixa Jackson, eu real... - eu começo a falar com ele enquanto conto o dinheiro e tomo um susto - UOU! Isso tudo é para mim?

- Sim essa é sua parte. - Jackson fala e eu sorrio, talvez isso não fosse tão ruim - Talvez você devesse reconsiderar a sua vida.

- Eu já estou reconsiderando. - digo com um sorriso que não pode durar muito tempo.

- Mas que não reconsidere aqui. Esse não é um abrigo para playboys, então antes que eu mude de ideia e te sequestre por um boa quantia é melhor que você saia daqui. - Kwan disse e era possível sentir a raiva em sua voz.

- Dúvido que consiga. - o desafio com uma expressão que não demonstrava nada além de deboche. Ele vem em minha direção mas é impedido por Jackson, que se põe entre nós dois.

- Não é assim que nós trabalhamos hyung. - ele encarando Kwan - E você JB, é melhor ir embora. - ele fala sem mudar a sua posição. Depois de longos segundos nos encarando mortalmente eu resolvo seguir o conselho de Jackson, afinal o resultado de nós dois ali com nossas raivas palpáveis não seria nada bom. Dou as costas seguindo em direção a saída, quando chego a porta olho o dinheiro em minhas mãos e sorrio.

- Jackson! - o chamo e ele se vira para mim ainda na frente de Kwan - Toma para você. - falo jogando o dinheiro em sua direção, vendo a seu rosto surpreso com o meu ato - Até algum dia. - saio fechando a porta atrás de mim. Talvez eu tenha encontrado algum sentido na minha vida enfim.

[...]

Depois que eu descobri a adrenalina que aqueles pequenos furtos me causavam eu não consegui parar mais, era viciante, então entrei mais e mais nesse caminho sem volta. Fazia serviços em bairros pobres e conheci vários contatos que poderiam me ajudar em qualquer coisa, reencontrei Jackson e BamBam que quiseram se juntar a mim depois que uma outra gangue matou Kwan. Depois de algum tempo JinYoung, Mark, Youngjae e Yugyeom se juntaram a nós, cada um com seu próprio motivo. Eu percebi como o serviço fluía bem com o nosso grupo reunido, nos denominamos Got7.

Depois de alguns meses o trabalho do nosso grupo evoluiu, agora fazíamos a proteção da parte pobre da cidade em troca de dinheiro e também fazíamos roubos de cargas, tudo muito profissional. Começamos a chamar a atenção, nos noticiários, nas ruas, não se falava de outra coisa, achavamos que éramos discretos afinal todos nós matinhamos a nossa vida social sem problema algum, poderíamos ir em qualquer lugar que quisessemos sem sermos reconhecidos. Até que em uma noite em que estávamos prestes a fazer mais um roubo, um homem apareceu.

- Olá senhores. - sua voz grave chamou a nossa atenção naquela rua vazia.

- O que você quer? - eu perguntei grosseiramente, o sujeito riu enquanto se aproximava de nós em passos calmos e apesar da pouca iluminação, eu tenho certeza que vi um sorriso sinistro em seu rosto. Estavamos atentos a todos os seus movimentos.

- Não meus caros, não é assim que se trata os mais velhos. - ele disse parando à alguns metros de distância - Contudo o errado fui eu que apareci assim sem avisar, mil perdões. - ele faz uma leve reverência enquanto fala tudo muito calmo - Eu me chamo Sun Kwangsu.

- Dispenso as apresentações. O que você quer com a gente? - pergunto impaciente, todos os rapazes estavam em suas posições esperando um mero deslize que fosse para acabar com a raça desse Kwangsu.

- Você tem muita coragem em falar com o dono da cidade assim, não acha? - ele pergunta e eu o olho incrédulo, volto a minha atenção ao meu grupo que com excessão de Jackson e BamBam que pareciam assustados, a maioria parecia confusa. De duas uma: Ou esse cara é maluco ou ele é problema - Bem, vejo que consegui te calar um pouco, isso é bom pois eu preciso que você ouça a minha oferta. Eu quero que vocês trabalhem para mim. - ele fala com um sorriso.

- Você nem sabe quem somos ou o que fazemos, como pode nos pedir para trabalhar para você, assim do nada? - eu pergunto igualmente com um sorriso que não dura muito.

- Eu sei o suficiente sobre vocês Im JaeBum ou devo dizer JB. Eu sei seus nomes, endereços, números de telefone e até o nome da sua professora do jardim de infância. - ele fala sem desmanchar o seu sorriso que pareceu dobrar de tamanho, minha postura vacilou um pouco com a sua declaração - E então? Vão trabalha para mim?

- E se nos recusarmos? - JinYoung notando que eu ainda não tinha voltado a minha compostura pergunta se colocando ao meu lado.

- Boa pergunta! Por que não pede uma opinião aos colegas de vocês? - ele pergunta quase gargalhando - Assim vocês podem explicar para eles o motivo de aceitarem a minha proposta. - era de se estranhar todo essa sua confiança de que iríamos aceitar a sua proposta, me viro para falar com os meninos e todos estão apavorados e eu logo noto o motivo, todos nós tinhamos pontos vermelhos em nossas testas. Volto a minha atenção ao homem com o seu terno impecável e que mantinha a sua expressão convencida, olhando nosso rostos paralisados pelo medo - Pelas suas expressões eu devo presumir que isso seja um sim? - nos olhamos mais uma vez e muito a contragosto assentimos levemente com as nossa cabeças - Ótimo! - quando ele diz isso ouvimos o som de um carro se aproximar - Vocês gostariam de se juntar a mim essa noite? - ele pergunta abrindo a porta do carro.

- Não. - eu respondo, ele me encara parecendo não acreditar na minha resposta - Não vamos entrar em nemhum carro com você, não depois de termos miras lasers apontadas para nós. - eu respiro fundo esperando não falar ou fazer nada que vá colocar as nossas vidas em perigo - Podemos marcar em algum lugar para descutir nossos interesses.- o homem sorriu de lado.

- Tudo bem se é assim que preferem...amanhã eu tenho uma luta, podemos nos encontrar lá. - ele fala entrando no carro e antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, o motorista arranca com o veículo. Nos entreolhamos intrigados.

- Mas que porra acabou de acontecer aqui? - Mark pergunta alterado, e como se para provar que o que aconteceu foi real nossos celulares tocam simultâneamente nos alertando que havia chegado uma notificação. Meus olhos dobram de tamanho ao ler a mensagem que continha o local e a hora do tal evento. É não teria como fugir.

No dia seguinte chegamos à um local que se não fosse pelas dezenas de carros parados em frente e a música que parecia ser de boate, poderíamos jurar que era um galpão abandonado. Querendo acabar logo com isso, abrimos caminhos entre as pessoas nos enfiando cada vez mais naquele local nada agradável até darmos de cara com ele, Kwangsu que quando percebeu nossa presença sorriu abertamente. Ele fez um movimento com a mão indicando para nos aproximarmos, ele estava em uma espécie de camarote improvisado, uma vista completa para um ringue também improvisado. Kwangsu nos indicou nossos assentos ao seu lado, ele se sentou em seguida.

- Que bom que vieram. - ele fala mais alto devido ao som da música e com empolgação mas eu posso jurar que eu senti uma pitada de irônia. Afinal o que nos aconteceria senão viessemos?

- Achei que quem lutaraia fosse você. - falo inexpressivo. Ele poderia partipar da luta e morrer para nos ver livre disso aqui. Ele riu antes de me responder.

- Não, eu não duraria dois minutos dentro do ringue com alguma dessas mulheres. - eu o olho tentando entender se eu ouvi direito. Mulheres?! Antes que eu o peça par repetir um alvoroço se forma na entrada. Um homem em um terno de linho faz seu próprio caminho em meio a multidão que se abre para que ele passe, no seu encalço há uma mulher alta e um tanto musculosa, ela está muito confiante - Aquela dali é a adversária da minha cadela. - ele fala naturalmente e eu não consigo evitar olhá-lo.

- Cadela?! - ele acente enquanto leva seu copo de whisky a boca.

- Sim, nós vamos assistir a uma luta de cadelas. - a minha expressão deve ser engraçada pois ele não para de rir - Não me diga que nunca assistiram a uma luta dessas antes? - ele pergunta e tanto eu quanto os meninos negamos com a cabeça - Então eu me sinto lisonjeado de lhes apresentar. - ele fala apontando para a entrada onde é possível ver dois homens que parecem seguranças puxando alguém com uma estatura um pouco baixa, mas o que chama a atenção é o fato da pessoa está de camisa de força e encapuzada. Por um instante imaginei que veria Hannibal Lecter ali na minha frente, mas quando eles retiraram o capuz, eu vi uma...menina?! E muito bonita por sinal.

Retiraram a sua camisa de força mas eu não pude deixar de notar o medo estampado em seu rosto, ela se alongou minimamente antes de ser empurrada bruscamente em direção ao ringue.

- Ela não é muito nova? - eu pergunto direcionando o meu olhar a ele.

- Sim ela é, mas não se deixe enganar pela sua aparência. - ele responde sorrindo de lado. Eu fiquei curioso e apreensivo, quando eu vi a outra competidora que é visivelmente maior e mais forte, imaginei que a competidora de Kwangsu seria pelo menos o dobro do seu tamanho e não a metade, mas acho que Kwangsu não jogaria para perder.

O locutor começa anunciando as competidoras, eu não dei a mínima para a outra mas mantive a minha atenção presa a menina, Dominic é o seu nome. Ela se manteve parada no mesmo lugar, qualquer um ali poderia ver que ela não queria estar ali, a tristeza em seu rosto era notada a quilômetros de distância. A sua adversária foi com tudo para cima dela que só desviava e ficou um bom tempo só fazendo isso, independente de ser socos, chutes ou voadoras ela só desviava. As pessoas começaram a vaiar, vi quando Kwangsu chamou um de seus seguranças sussurrando algo em seu ouvido, ele assentiu seguindo em direção ao locutor que parou a luta. O segurança passou o seu recado à Dominic, o terror em seu pequeno rosto era torturante e no mesmo instante algo que brilhou com a claridade, trilhou um caminho em seu rosto chegando ao seu queixo, nesse momento eu me esforcei para acreditar que seria só suor. Ela assentiu levemente com a cabeça e a luta recomeçou.

A mulher foi ao seu encontro tentando lhe dar uma rasteira, Dominic pulou acertando um chute no rosto da mulher que se desiquilibrou e caiu no chão, por outro lado Dominic pousou no chão com a graça de um gato. A mulher se descontrolou e correu em direção a Dominic, eu não sei bem o que ela pretendia fazer só sei que quando ela estava próxima Dominic posicionou sua perna em um angulo reto, acertando em cheio o abdomên da outra que caiu de joelhos, Dominic ficou parada em seu lugar mas quando viu que sua adversária levantaria de novo se aproximou com toda a sua leveza e deu uma joelhada na cara da outra que dessa vez caiu desmaiada. O público gritava para que Dominic a finalizasse, Kwangsu só faltava explodir de tanto berrar para que ela acatasse aquele pedido mas ela se negou indo em direção a saída do ringue.

- Eu sabia que vocês iriam gostar. - Kwangsu fala satisfeito, eu nem tinha reparado que ainda a encarava saindo do ringue, ela estava suada e um pouco descabelada também, estava mancando por causa da joelhada que foi dirigida a sua adversária - Sabe, eu já tentei trazer o meu sobrinho aqui mas ele sempre se recusa. - ele lamenta mas eu não queria lhe dar atenção. Vi os capangas colocarem a camisa e o capuz novamente em Dominic e se distanciarem em direção a saída.

- Sabe senhor, agora que estamos no mesmo time adorariámos acompanhá-lo em eventos como esse. - digo tentando soar natural, Kwangsu gargalha.

- E você por acaso acha que eu sou idiota? - ele pergunta ainda rindo me causando confusão - Eu bem vi que você não tirava os olhos dela, mas é bom que você saiba de uma coisa. - ele se aproxima de mim e sussura em um tom ameaçador - Ela é minha! Tenha isso em mente. Não quero você perto dela, não quero que você sequer respire o mesmo ar que ela. Ouviu bem? - eu aceno levemente a minha cabeça confirmando então ele sorri largo, dando dois tapas leves em meu rosto - É assim que eu gosto. Agora se me der licença eu vou ali pegar o meu prêmio. - ele fala antes de se retirar.

- Mas em que porra você está pensando? - Jackson me repreende em um sussurro tão alto que ele poderia ter falado normalmente que não teria feito diferença -E que história é essa de: " Adoraríamos acompanhá-lo em eventos como esse"? Eu realmente não me lembro de você ter nos perguntado alguma coisa. - ele parecia muito puto.

- Você tem noção do que ele pode fazer com a gente? - BamBam estava muito irritado - Espero que você não esteja planejando nada que como objetivo seja aquela garota. - ele advertiu e eu encolhi meus ombros ouvindo eles bufarem.

Eu não sabia que eu poderia gostar tanto de adrenalina, o fato de Kwangsu ter me proibido de sequer ficar no mesmo espaço que ela só serviu para aumentar o meu pequeno distúrbio. A única pessoa que pode me impedir de saboreá-la é ela mesma, e devo admitir que vê-la lutar só aumentava a minha expectativa.

O que eu posso fazer? Quando eu coloco alguma coisa na cabeça ela se recusa a soltar.

" Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados."

Mahatma Gandhi


Notas Finais


Então meus amores é isso, espero que tenham gostado. Esse foi um capitulo com um ponto de vista diferente e eu prometo que no próximo teremos notícias de Dominic.
Kisses e até o próximo...


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