História Caos - Capítulo 2


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Pesadelo


VEÍCULO EM VELOCIDADE ELEVADA, O SOM DE PNEUS QUEIMANDO O ASFALTO NUMA DERRAPAGEM BRUSCA. UM CORPO SE CHOCANDO CONTRA O CAPÔ DO CARRO, MULTIDÃO. UM GRITO, UMA VOZ, UM PERDÃO QUE CHEGOU TARDE DEMAIS.

Acordei assustada, desorientada. Olhei meus arredores e me lembrei de que enfiei minha cabeça na mochila e dormi na aula de Filosofia. O sinal para o intervalo tocou e eu finalmente despertei. Subi as escadas com pressa, na tentativa de fugir das piadas que me assolavam todos os dias. Ok, até agora eu consegui. Peguei meu lugar de sempre, numa mesa bem no canto do pátio, longe das pessoas. É, eu realmente era um animal que vivia numa mata e sempre que avistava um humano, corria. Minha mente é minha mata, que me mata dia após dia, aos poucos. 
Me arrumei na mesa, coloquei meus fones e observei praticamente todo o pátio, cheio. Pessoas conversavam, comiam, combinavam de ir em festas, xingavam, brigavam. Ali, começava e acabava namoros, aqueles de 1 mês, sabe? Ali, se viam diversas discussões, sejam por motivos sensatos ou não, sempre tinha. Pessoas sorriam, ou fingiam sorrir.
E quanto a mim? Apenas existo. Apenas aproveito meus minutos de "não paranóia", ou pequenos segundos de sossego. 

Xxx: SOLITÁRIA AHAHHA. NÃO TEM AMIGOS E FICA SE FAZENDO DE COITADA, MERDINHA.

Sabendo que meus minutos de paz e tranquilidade acabaram, aumentei minha música, encostei a cabeça na parede e ignorei a existência daquele ser insignificante. Mas.. Avistei uma menina, apesar de um estilo masculino, uma menina, era óbvio. Ela me encarou por uns segundos. Seu rosto.. Vi ela se aproximar.

Xxx: Você melhorou? - disse num tom preocupado.


Olhei seu rosto. Eu jurava reconhecer de algum lugar, mas qual? Onde?  Aqueles olhos não me eram estranhos, nem o olhar um tanto sério, nem sua voz. De onde você surgiu?

Me desculpa, eu.. Não me recordo de você.  

Katy: Katy Perry. 

Ela sorriu e eu me lembrei da noite passada, minha piada infame. Ela ainda lembra, foi ridiculamente marcante. Ótimo.

Aaaaah, lembrei. O que houve comigo depois do táxi? 

Katy: Uh... Você adormeceu, mas parecia desmaiada, te chamei inúmeras vezes e você só respondeu "Uhm". Parecia até aquelas zumbis cabulosas de série, sabe? -Ela sorriu e continuou -, te deixei em casa, avisei o que houve ao seu pai. Eu vi preocupação no semblante dele, mas eu disse que tava tudo bem. Aí fui embora. 

MEU PAI SABE QUE BEBI? -Arregalei meus olhos e coloquei a mão em minha testa, num ato de leve desespero - EU VOU SER CARBONIZADA E O COMBUSTÍVEL VAI SER ÁLCOOL. 

Katy: Ele não gosta que beba? Eu só disse que você ficou sonolenta do nada. 

Eu suspirei de alívio e a agradeci. Katy me disse que era nova lá na escola, tinha alguns amigos, porém, claramente do tipo que seria popular muito em breve. Pela primeira vez no ano, saí daquela mesa e dos pensamentos que ali me prendiam. Dei umas voltas pela  escola com ela até o sinal tocar. Ela foi pra sala com os amigos e eu segui pra minha. Havia algo, algo que me chamou muito a atenção nela, talvez o ato de ajudar uma pessoa considerada "estranha".

Passado todas as aulas, era hora de voltar pra casa. Caminhei até a saída, como de costume, com meu fone. Senti alguém segurar meu braço. Katy. Ela me entregou um papelzinho, nele tinha seu telefone. Correu até o carro, onde uma mulher de aparentemente uns 30 e poucos anos a esperava. O carro foi embora, e eu segui até o ponto de ônibus mais próximo, minha casa era longe. Dois ônibus. 

No caminho, salvei o número que tinha me dado. Abri a tela pra iniciar uma conversar. Hesitei uns segundos, mas mandei um "Oi. Melanie". O "online" me dava calafrios, minha ansiedade ataca novamente. A inquietação do meu pé, batendo na plataforma do ônibus me irritava fortemente, mas eu não conseguia conter. Ela gravou um áudio, perguntou se cheguei bem e disse que ja tinha almoçado. ~Quem come nessa velocidade? Meu Deus...~. Respondi que ainda estava no ônibus, perto de casa.  Olhei a janela uns minutos e vi que ja estava dois quarteirões longe da minha casa. Me levantei e puxei aquela "cordinha"  do ônibus, que parou e eu desci.
Caminhei em passos grandes e rápidos até minha casa, onde morava eu e meu pai. Bom, minha mãe há algum tempo, deixou meu pai e foi viver em Paris, com seu novo "amor". Sinceramente, eu chamo isso de cova, já que ela cava a sua cada vez mais.. Eu nunca quis ir, tinha apenas 6 anos.. Era ingênua e.. Bem.. Burra. Mas de certa forma fiz bem, eu não quis deixar meu pai sozinho. 

Cheguei em casa, ao que parecia, meu pai estava no trabalho. Sem fome, fui direto ao banho e depois me joguei na cama, exausta. Adormeci. O mesmo pesadelo que tive na aula, aconteceu de novo. Mas... O que há de errado comigo?



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