História Capitão América - Uma Nova Esperança - Capítulo 2


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Categorias Capitão América, Guardiões da Galáxia, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers), Supernatural, X-Men
Personagens Anthony "Tony" Stark, Castiel, Dean Winchester, Dr. Bruce Banner (Hulk), Personagens Originais, Sam Winchester, Steve Rogers
Tags Avengers, Capitão América, Hunters, Marvel, Supernatural
Visualizações 10
Palavras 2.287
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Super Power, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - O super-soro e o super-idiota


08:00 A.M

Nova York


Passo as mãos pelo avental na esperança de secar o suor que vem se acumulando nelas desde o momento em que entrei nesse laboratório.

Até agora só conheci dois de meus novos colegas, os gêmeos Axl e Bonnie Rockmore. Dois cientistas assustadoramente inteligentes e completamente diferentes em suas personalidade.

Axl é descontraído e bem humorado, mesmo tendo se formado na Universidade de Yale em Bioquímica com 16 anos. Já sua irmã Bonnie é totalmente o contrário, é séria e até um pouco chata, mas percebi que não é má e que depois de algum tempo de conversa ela se torna bem agradável. Bonnie é formada em Física.

O horário marcado era até oito e meia, ainda faltam dois membros da equipe mais o Stark. Não faço ideia de quem sejam, o próprio Fury escolheu a equipe e pelo que descobri conversando com os gêmeos, ele mesmo falou com cada um.

Um barulho da porta se abrindo devagar chamou minha atenção no momento em que Axl contava suas idéias sobre o projeto, ao ver quem estava na porta minhas sobrancelhas se ergueram.

- Coulson?- Pergunto vendo o agente entrar e depositar uma mala sobre a mesa.- O que faz aqui?

- Fury não contou? Sou o supervisor.

- Mas você...- Bonnie levanta um dedo e Coulson a interrompe.

- Não, eu não sou formado em nada que possa ajudar, mas conheço o projeto do Super Soldado e as características necessárias. Sem contar que Fury não permitiria que um projeto desse porte fosse regido por crianças.

- Hey - Tony passa pela porta nesse momento e já parece de mal humor.- E eu?

- Certo, desculpe. Fury não permitiria que o projeto fosse regido por crianças e pelo Stark.

- Só estou aqui porque me pediram com jeitinho - Tony resmunga se jogando na cadeira ao lado de Axl e pondo os pés sobre a mesa.

- Sabemos bem qual foi o jeitinho que ele usou com você - Falo cruzando os braços. - Ta, se você era o outro membro da equipe e Stark já esta aqui, quem é o último?

- O último membro trabalhara a distancia, ele terá envolvimento mas não estará aqui.

- E não podemos saber quem é?- Bonnie questiona.

- Claro que podem, é o Dr. Bruce Banner.

Dr. Banner? Mas como? 

- Mas já não deu errado uma vez?- Axl manifesta-se.- Quero dizer... o acidente que o tornou o monstro verde violento não foi quando tentavam reproduzir o soro?

- E é exatamente por isso que precisamos dele - Coulson explica.- Precisamos saber o que deu errado, contornar e terminar o projeto. Dr. Banner é um grande gênio e todos sabemos que ele será de grande ajuda.

- Olha, como eu já trabalhei com o verdinho posso dizer, o cara é mesmo um gênio, mas é como pular corda segurando o pino de uma granada.

- Por isso ele não esta aqui conosco - Digo revirando os olhos.- Aliás, Tony. Ele não parecia ser estressadinho quando o ajudou com o projeto de Ultron.

- Por que você tem sempre que voltar nisso? Lembrar que eu salvei a cidade de um míssil ninguém lembra!

- Está bem, está bem - Coulson ergue as mãos quando ameaço rebater. - Vocês são uma equipe agora, então sem brigas ou chegara aos ouvidos de Fury.

Cruzo os braços soltando um suspiro e então pergunto:

- E por onde começamos? 

- Temos uma copia do projeto original, foi resgatado do laboratório antes que a Hidra pudesse roubar. Também coletamos amostras do sangue de Steve que precisaram ser analisadas.

- Onde estão as amostras?- Axl pergunta já de pé.

- Estão na câmara de refrigeração, vamos buscar.

Quando o agente e Axl saem do laboratório, Bonnie também se levanta.

- Onde vai?- Pergunto. 

- Para os computadores, quando Axl voltar precisaremos cruzar o DNA de Steve com as composições do soro.

Concordo em silêncio e quando ela sai me controlo para não entrar em pânico. Não faço ideia do que vou fazer. Percorro a sala com os olhos e eles se fixam na maleta trazida por Coulson. Levanto e caminho ate a mala, abrindo-a e encontrando as anotações científicas das primeiras experiências com o super soro.

Suspiro aliviada, aquilo eu conheço, sei o que posso fazer.

- Talvez eu precise dar uma olhada nisso - Ouço a voz de Tony próximo a mim e dou um pequeno salto. Olho para o lado e ele esta a apenas alguns metros de distância, não faço ideia de como ele chegou aqui sem que eu percebesse.

- Claro - Entrego os papéis a ele.- Só tome cuidado.

- Acha que sou algum idiota?

- Preciso responder?

- Não, não precisa - Ele sorri e eu Sorrio também. Minha relação com Tony é engraçada, nos não nos conhecemos tao bem e estamos sempre batendo cabeça, mas acabamos nos entendendo as vezes.

- O que acha que deu errado?- Pergunto sentando na bancada e colocando meus óculos de aros brancos.

- Talvez a estrutura genética do picolé - Tony da de ombros e então se volta para mim tirando os olhos dos papéis. - Pelo que diz nas anotações, digamos que Rogers não era o mais apto, não era rápido, não era forte, mas era inteligente. Sabia como agir em situações difíceis.

- Então ele foi escolhido pelo potencial intelectual e moral, não físico?

- Sim, os cientistas deduziram que a parte física seria resolvida pelo soro, então resolveram apostar em um magricela esperto, do que em um brutamontes idiota.

- Acho que entendi - Murmuro.- Concertar a estrutura física de Steve envolveu mais soro do que seria necessário em uma pessoa com porte atlético.

- Exato - Tony aponta para mim com os indicadores e faz aquele sinal de tiro, piscando para mim.

- Então... o que deu errado quando Bruce foi usado de cobaia?- Pergunto.

- Raios gama. Ele ficou exposto por muito tempo, os caras que tentaram não esperavam que aquilo aconteceria. Também existem outros fatores, muita quantidade de uma substância, pouca quantidade de outra. Não temos como saber.

Apoio uma mão sob o queixo e me mantenho pensativa por alguns instantes, faz sentido o que Tony falou, mas só comprovaremos quando os resultados das amostras de sangue forem concluídos.

~~

10:56 a.m

Estrada...


- É sério, Dean - O irmão volta a insistir. - Você está quase dormindo ai. Vai acabar batendo esse carro, deixe que eu dirijo.

- Ta tudo bem, Sammy - O mais velho faz pouco caso.- Eu aguento...

- Devia ter pelo menos tomado um copo de café quando paramos naquela lanchonete. Mas você preferiu cerveja...

- O café ia demorar.

- Era nove da manhã!

- Mas era o três da tarde em algum lugar - Dean desvia os olhos da estrada e pisca para o irmão.

- Babaca - resmunga o mais novo soltando uma risada de descrença, como o irmão pode ser tão diferente dele?

- Vadia - O loiro retruca animadamente.

- Por que está tao feliz?- Sam pergunta ao irmão, percebendo a empolgação em sua voz.

- Estamos indo para Nova York, cara. É a grande maçã, as noites lá são incríveis, lembra de um bar que...

- É sério isso?- O jovem arqueia uma sobrancelha. - É nisso que esta pensando? Tem pessoas morrendo, Dean!

- E estamos indo lá para salvar as que ainda tem alguma chance, o que não me impede de me distrair quando acabar.

- Nada nunca o impede - O irmão mais novo murmura enquanto abre uma pasta e começa a verificar os registros policias que havia imprimido mais cedo.

Dean ignorou o comentário do irmão, sabia que não valia a pena iniciar uma discussão, afinal os dois eram completamente diferentes na maneira de pensar e de aproveitar a vida.

Dean era do tipo que não recusava uma boa noitada mesmo que isso lhe rendesse varias olheiras no dia seguinte. Já Sam preferia perder suas horas de sono lendo um bom livro sobre mitos ou estudando algum possível caso.

Porém mesmo sendo totalmente diferentes, os dois não conseguiriam viver sem a personalidade contraditória do outro.

Horas de silêncio se passaram enquanto Dean se mantinha firme na direção do Impala. Não demorariam a chegar em Nova York, o percurso era no minimo dois dias, e Dean não se cansava com facilidade ao volante. Ele adorava a estrada, poderia dirigir por horas.

Para muitos valeria mais a pena uma curta viagem de avião, que duraria apenas algumas horas, mas não é bem assim que o Winchester mais velho pensa. Dean tem pavor de avião, não era algo que dizia para todos que conhecia, apenas seu irmão sabia disso então sua única opção era dirigir para onde precisasse.

Já estava ficando escuro, e o Winchester mais novo resolver insistir para que o irmão parasse em algum lugar para descansar:

- Qual é, Dean. Você ta exausto - Sam fala.- Quase não dormiu essa noite.

- Eu to bem, Sammy - Dean responde com os olhos pesados. Como que para contrariar sua afirmação, um grande bocejo irrompe de sua boca.- Okay, algumas horas de sono não vai nos atrapalhar.

Dean dirige por mais ou menos umas meia hora, até encontrar a placa de um Motel dizendo haver vagas. Estacionou e quanto o irmão pegava a bolsa com seu notebook no banco de trás do Impala, o loiro já cruzava o estacionamento.

~~


09:00 P.M 

Nova York...


O som estridente de meu telefone tocando quebrou totalmente minha linha de raciocínio e aparentemente a de Tony também, pois o ouvi bufar e resmungar:

- Atenda logo essa coisa.

Impulsionei minha cadeira com rodinhas para trás ate a outra bancada e peguei o aparelho. Atendendo-o sem me preocupar em ser gentil:

- O que quer?

- Nossa, quanta gentileza - Ouço a voz de Alicia falar do outro lado da linha com seu jeito irônico.- E eu aqui toda preocupada.

- Desculpe - Murmuro, passando a mao pelo rosto totalmente fatigada.- Estou uma pilha.

- Tudo isso no primeiro dia?

- E só estamos estudando a primeira versão do soro.

- Ai, não queria ser você - Ela fala.- Só queria saber onde você esta e se está bem. Já esta tarde e não recebi nenhuma noticia, cheguei a pensar que você e Tony haviam se matado.

- Estou bem, pelo menos fisicamente. E aliás, vou chegar tarde hoje.

- Tudo bem, só tome cuidado, lembra do maluco do Central Park - Recomenda com voz maternal.

- Okay, mamãe - Falo rindo. - E durma cedo, sei que amanha a senhorita de prova.

- Okay, mamãe - Ela me repete rindo.- Tchau.

- Tchau.

Coloco o celular sobre a bancada quando ela desliga e deslizo a cadeira de volta a minha mesa.

- Vai voltar sozinha?- Tony pergunta depois de uns minutos em silêncio.

Outra vez com minha concentração quebrada, me volto para ele que parecia ler alguns documentos.

- Sim - Respondo estranhando a pergunta. - Por que a pergunta?

- Nada - Tony da de ombros finalmente me olhando.- É só que, você sabe, os desaparecimentos... você mora perto do Central Park, certo?

- Moro - Confirmo.- Espera... como sabe onde eu moro?

- Eu não sei - Ele desconversa.

- Você me rastreou, né?

- Talvez - Tony responde baixo sem me olhar.

Solto uma risada.

- Vai querer ou não uma carona?

- Não acha que fica um pouco longe do seu caminho? A torre Stark fica para o outro lado...

- Isso é alguma técnica para recusar minha oferta?- Tony pergunta desconfiado.

- Não. É só que eu não quero incomodar ninguém - Solto um bocejo. - E fala serio, você ta caindo de sono ai... bom, pelo menos eu acho que seja sono.

- O que quer dizer com isso?

- Bonnie viu você despejar Whisky no seu café.

Tony entorta a boca por alguns segundos e depois da um grande gole na xícara que estava ao seu lado na mesa.

- E parece que não foi o suficiente - Ele volta a falar com uma careta.- Eu ainda estou sóbrio.

Reviro os olhos e solto uma curta risada. Percebi que não tem mais jeito, não conseguirei mais trabalhar hoje de jeito nenhum. Levanto tirando meu jaleco e o deixando sobre a cadeira e depois pondo meu casaco.

- Aonde vai?- Tony pergunta girando na cadeira como uma criança.

- Embora, Tony - Respondo prendendo meu cabelo. - Até amanha, e vê se não destrói o laboratório.

- Não, espera...

- Pode deixar, cara - Falo me virando para ele já na porta e erguendo as mãos em sinal de pare.- Eu vou chegar viva. Até amanhã.

Não espero que ele diga mais alguma coisa e saio do laboratório, fechando a porta atrás de mim.

Caminho pelos corredores vazios descendo pelo elevador ate o térreo. Quando trabalhava na área de controle alienígena estava acostumada a sair bem mais tarde, as vezes nem voltava para casa. 

Sai para a noite fria e apertei mais o casaco, feliz por finalmente estar fora daquele laboratório claustrofóbico com Stark fungando no meu pescoço a cada cinco minutos e resmungando.

Meu prédio não é longe daqui, posso perfeitamente ir a pé, e o caminho ainda incurta ainda mais quando corto caminho pelo Central Park. Normalmente não venho por aqui, mas essa noite quero chegar logo em casa. 

Eu sei, é estupidez. Tem um assassino a solta, mas acham que para entrar na S.H.I.E.L.D você só precisa ser nerd? Lógico que não, todos os agentes passam por uma academia antes de entramos para a equipe. E eu também tenho uma arma.

Atravessei a avenida e entrei no parque, dando a volta nas grandes arvores e caminhando por entre algumas pessoas que ainda estavam por lá. No momento em que estava passando por uma área mais escura e deserta, posso jurar que ouvi um barulho atrás de mim em algum dos arbustos, mas não olhei, também não corri, poderia ser pior. Mantive a calma e respirei fundo voltando a andar.

Depois não ouvi mais nada, atravessei o parque e conclui o percurso até o edifico onde fica meu apartamento. Entrei mais silenciosa que pude, para não acordar Alícia. Tomei um banho e fui diretamente para a cama, não faço ideia de em quanto tempo peguei no sono já que estava completamente esgotada.





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