História Cappuccino - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Cappuccino, Fluffly, Originais, Romance, Shoujo
Exibições 17
Palavras 1.344
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, pessoas! A ideia para essa hsitória começou com o meu amor por cappuccino, então eu estava tomando um uns dias atrás e pensei nesse trama envolvendo os personagens que crieie: Ricardo e Eliza. Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eu o observava levar seu cappuccino à boca e tomar exatos três goles, para logo largá-lo novamente em cima da mesa e voltar a ler um livro do qual título era impossível ser visto. Você sempre vinha 20h00 para a cafetereia na qual eu trabalhava, apenas tomava um copo médio da bebida quente e lia, como se aquele fosse seu refúgio. 

Era interessante observá-lo quando os pedidos sessavam e não tinha mais nada para fazer do que esperar por alguém entrar pela porta do local. Suas feições costumavam mudar sempre que algo o supreendia na leitura, ou lhe intrigava. Seu cabelo negro caía levemente sobre seu rosto, seus dedos brincavam com a argola discreta que ficava pendurada em sua orelha direita. 

Eu era tímida demais para chegar em você e simplesmente perguntar: "Moço, qual seu pedido?", então mandava sempre minha amiga do trabalho para lhe atender. Porém, naquele dia, você decidiu mudar a rotina que havia estabelecido naquela cafeteria. Levantou seu braço, chamando-me com um leve sorriso. 

Assustei-me e olhei ao redor, percebendo que apenas eu estava ali. Peguei o bloquinho e a caneta e fui até sua mesa, que era sempre a da janela. Sempre essa. Pode me chamar de stalker se quiser, eu mereço. 

— Olá. — disse baixinho, para que não me notasse tanto. — O que deseja? 

— Olá. — você sorriu abertamente, o que provocou uma batida falha de meu coração. — Poderia trazer um... — olhou para o cardápio rapidamente, depois para mim. Olho no olho. Seus olhos castanhos eram incrivelmente claros, parecendo de um dourado cintilante. — ...cookie? E um pouco de água, por favor. 

— Claro. Só um minuto. — sorri levemente e fui para o balcão buscar seu pedido. Senti seu olhar sobre mim, esperando. Senti-me envergonhada por estar com meu cabelo todo bagunçado, num alto rabo de cavalo com os cachos caindo em ondas arrepiadas e usando aquele uniforme estranho. Mas o que raios estava acontecendo comigopor me importar tanto? — Aqui está. — disse, entregando o que queria e prestes a sair, mas você impediu que isso ocorresse. 

— Desculpe, moça, mas qual seu nome? — congelei por um momento, mas depois sorri. 

— Eliza, senhor. Me chamo Eliza. 

— Prazer, Eliza. — você estendeu sua mão para que nos cumprimentássemos. Hesitante, peguei-a e senti a maciez de sua pele e logo pensei se você usava algum creme, pois seu toque era como encostar em um travesseiro. — Me chamo Ricardo. Sabendo meu nome eu espero que não me chame mais de "senhor". — um sorriso brincalhão estava estampado em seus lábios. 

— Ah, sim! Desculpe por te chamar de "senhor", você realmente é jovem para isso. — ri levemente. Eu tinha de me segurar para não falar demais. Esse era um defeito meu: quando alguém puxava assunto, eu não calava mais. 

— Sim, eu tenho só 19 anos, farei 20 em novembro e, infelizmente, estamos em julho. — rimos. — E você? Quantos anos tem? — um certo interesse ficou presente em sua voz, deixando-me desconcertada. 

— Tenho vinte anos. — sorri. — Fiz aniversário no mês passado.

— Então, meus parabéns. — sorrimos um para o outro e conversamos mais. Os clientes não se incomodavam e nem pediam mais coisas, nem novas pessoas passavam pela porta, o que me ajudou a descobrir seu interesse em artes, seu curso em odontologia, seu amor pelo violão. 

Você continuava indo lá todo dia e eu me sentia motivada a ir trabalhar, sem me preocupar mais com meu aluguel no final do mês ou se meu carro não funcionava mais como antes, eu deixei de me preocupar até com meu pai internado no hospital quando estávamos juntos.

Então, como qualquer outro dia acordei e fui apra a faculdade escutar sobre o corpo humano, sobre enzimas, glóbulos brancos e outras coisas que se aprende num curso de medicina. Estudei à tarde e, quando deu quatro horas, vesti o uniforme do trabalho e fui até a cafeteria. 

As horas se passaram e eu esperava por você com meu coração batendo forte, na esperança de ter meu dia ainda mais colorido. Assim que se sentou em sua mesa costumeira, aproximei-me com o bloquinho e a caneta. 

— Aceita um cappuccino? — disse, mais uma coisa que se tornou nossa. Eu apenas perguntava isso a você e me sentia especial por isso. Sua risada melodiosa invadiu meus ouvidos, provocando-me um sorriso. 

— Sim, Eliza. 

— Certo, senhor. — provoquei e acabamos por rir. Assim que voltei com o pedido, ouvi sua voz me chamar mais uma vez. — Sim? 

— Hoje eu quero mais uma coisa. — suas bochechas pálidas estavam com uma coloração rosada. 

— O que seria, Ricardo? — olhei-o confusa quando hesitou em falar. 

— Pode me fazer companhia? — sua franja escondia um pouco de seu rosto quando abaixou levemente a cabeça, fazendo-me rir. 

— Claro, apenas se um cliente chamar que devo sair. E meu chefe não pode saber disso. — alertei, sentando-me na cadeira de frente para ele. 

— É um segredo de Estado, senhorita. — rimos e conversamos animadamente, sendo interrompidos por um cliente ou outro que pedia a conta ou mais alguma coisa. 

Fui para casa e chequei as mensagens em meu celular. Tudo parecia normal, até notar uma de minha mãe, que dizia: "Ligue assim que puder, filha." Meu coração parou e logo chamei pelo número dela, ansiosa.

— Alô? Mamãe? — disse desesperada.

— Oi, filha. — a voz dela era de uma mulher cansada como sempre, mas havia algo de diferente. — Bom que ligou. 

— Sobre o que queria falar? — minha voz era falha. Mil coisas se passaram por minha cabeça e a pior de todas talvez pudesse ter acontecido. Um silêncio se instalou na ligação e o que pude ouvir foi um leve soluço de minha mãe. — Não me diga que ele... 

— Morreu hoje de manhã. O enterro foi hoje à tarde. — foi direta. Com ela sempre era assim, sem enrolação, mas dessa vez eu queria que ela tivesse enrolado. Tivesse até mentido se preciso. 

— E-Eu nem pude me despedir. — lágrimas já caíam silenciosamente de minhas orbes quase negras.

— Era doloroso demais. Você não iria reconhecê-lo, Eliza. — apenas concordei com um mumuro.

— Ligo depois, mamãe. Te amo. — sussurrei com a voz falha. 

— Também te amo. — desliguei e soltei o grito que estava preso em minha garganta. Corri para o meu quarto odiando morar em outra cidade e não poder ter me despedido. Odiando a minha vida sem uma das pessoas que mais amava. 

Peguei meus tênis de corrida e os calcei rapidamente, trocando apenas a blusa que trajava por uma outra qualquer e indo correr de calça jeans. Corri até meus pés doerem e não percebendo que já se passava da meia noite e a cidade era perigosa de madrugada, mas não estava pensando direito. 

Quando me cancei, entrei num bar com música ao vivo e pedi uma água. O copo de vidro tremia em minha mão e o pensamento de que eu desmaiaria não saía de minha mente. Minha pressão devia estar lá embaixo graças ao choque que levei, eu devia estar pálida e suando demais. 

A música havia parado para os integrantes da banda darem um intervalo, mas não liguei muito. Ouvi uma garçonete se virar para a outra enquanto olhava em minha direção e perguntava prepcupada: "Aquela moça está bem?". "Não, eu não estou, obrigada", era o que eu respondi mentalmente. 

Estava tão nervosa sentindo minhas lágrimas se misturarem com o suor que não notei alguém se aproximar até ficar ao meu lado. Uma mão masculina repousou gentilmente em emu ombro e olhei para cima, você estava com o seu tão falado violão nas costas e com um semblante aconchegante no rosto. 

— Aceita um cappuccino? — indagou e aquilo foi o suficiente para que eu desmoronasse. Seus braços me protegeram e tentaram colar os pedaços de meu coração que havia se quebrado em um segundo. Você me tirou dauqele bar e calmamente me levou para sua casa para que eu não desse uma de louca e saísse correndo novamente. 

Naquela noite, eu percebi que o único que podia me ajudar era você. Meu amor havia ficado preso em meu peito e reprimido por minhas ações, mas quero que saiba que desde muiro antes daquela noite em que você cuidou de mim, eu já te amava, Ricardo.


Notas Finais


Obrigada por lerem!


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