História Captain Swan- True Love - Capítulo 42


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Princesa Aurora, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Violet, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Captain Hook, Captaincobra, Captainswan, Charmingfamily, Emma Swan, Emmaswan, Killianjones, Onceuponatime, Ouat, True Love
Exibições 182
Palavras 4.492
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Estou de volta amores, eu pretendia postar antes porém fiquei 5 dias sem internet então... Boa leitura ❤️

Capítulo 42 - Desire


Fanfic / Fanfiction Captain Swan- True Love - Capítulo 42 - Desire

 

POV Emma 

Assim que o saque termina todos nós entramos no navio com os suprimentos recém adquiridos e deixamos Íbis o mais rápido possível. Já em alto mar, á noite, o clima no navio é de festa, com os marujos bebendo barris de rum e tocando músicas no violão sob o céu estrelado como eu nunca vi antes. Eu coloco um vestido que roubei mais cedo me enrolando um pouco com o espartilho e subo novamente.
"É sempre assim depois de um saque?" Pergunto a Killian, parando ao seu lado no mastro.
"É sim, eles comemoram até acabar com tudo e virem os dias de miséria em alto mar" responde com a aparência cansada, depois de tudo o que aconteceu nos últimos dias também preciso de umas boas horas de sono. 
"Quer que eu o substitua essa noite capitão?" Pergunta Jack se aproximando e Killian assente lhe passando o comando. 
Nós caminhamos até o meio do deck aonde todos se encontram em uma roda e nos sentamos perto de Regina, Robin e os novatos compartilhando uma garrafa de rum, conversando sobre diversos assuntos. 
Depois de um tempo a menina mais nova, Amber, se retira para ir dormir e Roland faz o mesmo. 
Aos poucos o álcool vai anestesiando os meus sentidos e reprimindo o meu recato, no meio da noite, quando dou por mim já estou no centro da roda dançando com Regina e Violet enquanto os homens batem palmas. A sensação de rodopiar ao som da música me causa uma imensa felicidade, não lembro de ter um momento descontraído desses há anos, simplesmente dançando e esquecendo todos os problemas. Regina logo puxa Robin e os dois se balançam no ritmo animado trocando alguns beijos sem se importar com a presença dos outros.
Mesmo meio bêbada não consigo deixar de sentir os olhos de Hook em mim e quando finalmente foco nele no meio da dança vejo o seu olhar faiscando em uma mistura de desejo com algo mais e eu sinto uma enorme necessidade de quebrar a distância entre nós. 
Encorajada pela bebida eu caminho até ele divertida e o puxo pela gola do sobretudo para que se junte a mim. Ele reclama um pouco mas logo cede, envolvendo seus braços na minha cintura. Ele me gira algumas vezes logo me trazendo de volta ao seu peito e estar envolvida pelo seu calor, tão próxima dele faz com que eu perca totalmente a atenção e o ritmo da música, quando vejo nós estamos apenas balançando lentamente, grudados um no outro e não consigo tirar o meu sorriso bobo do rosto. 
Enquanto isso o resto do pessoal por conta da bebida ou de coisas mais interessantes fica totalmente alheio a nós.
"Eu quero te beijar agora" ele sussurra no meu ouvido, fazendo a sua barba roçar na minha orelha me causando um arrepio "Posso?" Ele pergunta com a voz rouca, descendo a sua boca pelo meu pescoço enquanto me aperta mais em seus braços. 
"Eu..." Tento formular uma resposta mas acaba soando como um arquejo ao sentir ele chupar a região lentamente. 
"Pare de lutar contra isso, amor" ele pede beijando a minha clavícula, me fazendo agarrar o seu cabelo enquanto me derreto contra ele e eu não me importo mais sobre onde estamos e quem possa estar assistindo, eu só preciso que ele continue. 
Até que de repente parece que aquilo também não é mais o suficiente, a sua boca na minha se torna uma necessidade e tomo consciência de que há muita roupa entre nós. O calor parece me devorar enquanto eu puxo a sua cabeça para atacar a sua boca e ele desliza a sua mão pela parte desnuda das minhas costas.
"Capitão" ouço a voz irritante de Smee nos trazendo de volta à realidade, uma fração de segundos antes de nossas bocas se encontrarem e não consigo reprimir um gemido de frustração.
"O que foi?" Pergunta Hook com raiva, ainda mantendo o aperto entre nós. 
"O rum acabou" reclama bêbado ajeitando a touca vermelha na cabeça, totalmente alheio ao que eu estava fazendo com o seu capitão antes de ele se intrometer. 
"Vai lá buscar" digo lembrando que só ele tem a chave da despensa e me desvencilhando dele que deixa sua insatisfação evidente.
Assim que ele se afasta eu respiro fundo e me sento de volta à roda, virando um copo de água enquanto observo o único casal ainda dançando, Henry e Violet. Aparentemente Regina e Robin já foram encontrar um canto mais reservado, penso comigo mesma lembrando que apenas alguns minutos atrás eu estava quase fazendo o mesmo. 

POV Amber 

Nós estávamos todos conversando no centro do navio e eu me senti pela primeira vez completa em muito tempo, apesar da minha família não lembrar de mim, pelo menos estávamos juntos. Aos poucos a bebida foi pesando e os olhares trocados pelos casais na roda começaram a se tornar mais evidentes, o que fez com que eu me retirasse e Roland também, para dar a eles mais privacidade e evitar o constrangimento.
"Está com sono?" Pergunta Roland se sentando ao meu lado na mesa da cozinha do navio, me oferecendo uma maçã. 
"Não, o clima lá estava apenas muito intenso" digo rindo e aceitando a fruta. 
"Concordo" ele balança a cabeça rindo e não consigo deixar de notar que ele tem um sorriso muito bonito, assim como a sua boca, os seus olhos escuros e o cabelo castanho que parece ótimo para se correr com os dedos...
"O que?" Indago após perceber que ele me perguntou algo que deixei passar. 
"Como você está se sentindo de finalmente estar com os seus pais?" ele repete sem se ligar na minha distração.
"É estranho. Ao mesmo tempo que é reconfortante estar na presença deles também não é, pelo fato deles não saberem quem eu sou. Não poder abraçar os dois... É uma tortura" respondo sincera, abaixando o olhar. 
"Eu entendo" ele diz pegando a minha mão com delicadeza "Quando eu olho nos olhos do meu pai e não enxergo nada, é horrível" ele completa e eu aperto mais a sua mão na minha, me sentindo grata por ter alguém na minha vida que sente o mesmo que eu, já que Henry apesar de estar na mesma situação ainda tem Violet e tem passado boa parte do tempo tentando reconquista-la. 
"Eu não vejo a hora de acabar logo com isso. De retomar nossas vidas" confesso frustrada. 
"Você vai conseguir. Eu vi o quão forte você é, na verdade eu senti" ele diz fazendo sinal sobre o peito aonde eu o golpeei, me arrancando uma risada e eu me sinto leve novamente, impressionada com a sua capacidade de transformar as situações tristes em momentos divertidos. 
"Sabe, você é muito melhor agora sem correr atrás de mim com insetos mortos" digo levantando uma sobrancelha com um sorriso de lado ao relembrar a nossa infância. 
"Ah você também é muito melhor do que eu me lembro" responde olhando fixamente nos meus olhos, erguendo a mão que acaricia levemente o meu rosto antes de colocar para atrás da minha orelha uma mecha de cabelo que estava sobre o meu rosto, o seu toque repentino porém tão espontâneo me faz estremecer e eu sustento o seu olhar, me sentindo cada vez mais envolvida por ele. 
"Melhor quanto?" Entoo desconhecendo a minha própria voz e ele aproxima mais o seu rosto do meu. 
"Muito. Muito melhor" responde com a voz rouca descendo o olhar para a minha boca e eu umedeço os lábios antes de me inclinar mais para frente, fazendo os nossos narizes quase se tocarem. 
"Posso dizer que tenho a mesma opinião sobre você" digo por fim acabando com a distância e ele rapidamente envolve o meu corpo com os seus braços, me puxando da minha cadeira para o seu colo. 
A sensação da sua boca na minha é reconfortante e abrasadora. Eu dou passagem para que a sua língua se encontre com a minha e nós ficamos sentindo o gosto um do outro por um longo tempo, enquanto ele passeia uma de suas mãos pelas minhas costas e a outra se embaralha no meu cabelo, ditando o ritmo do beijo enquanto deixa o polegar acariciando a minha nuca, me causando leves arrepios. Eu não fico para trás, querendo sentir cada vez mais dele, deslizando as minhas mãos pelo seu peitoral e braços rígidos muito bem definidos. Poucas vezes na vida eu me entreguei a momentos assim, sempre focada no meu destino acima de tudo, mas apesar da minha pouca experiência tenho certeza de que nada nunca foi como esse beijo e provavelmente nada nunca será. O calor do seu corpo acalma o meu ao mesmo tempo que o deixa mais ávido por ser tocado. Me sinto por um momento surpresa com a minha própria ousadia, ao mesmo tempo que me orgulho de mim mesma por finalmente me permitir vivenciar algo que com certeza ficará marcado na minha memória por um bom tempo. 
Os seus beijos vão descendo para o meu pescoço causando uma sensação maravilhosa enquanto eu deixo marcas de unha temporárias em seus ombros, ele já está quase me erguendo para a mesa quando um barulho na porta faz eu pular rápido para o outro banco, com o coração na boca. E evidentemente tinha que ser a pior pessoa possível para nos pegar nessa situação, o meu pai. 
Por um momento ele nos observa com uma carranca e já estou pronta para ele socar Roland quando ele balança a cabeça e me lembro que ele não sabe que é a sua filha aos amassos com seu sobrinho de consideração na cozinha de seu navio. 
"Pensei que tinham ido dormir" ele comenta "Cuidado rapaz, se o pai dessa moça pega vocês dois assim você vai direto para o tumúlo ou termina com uma aliança de casamento" avisa divertido indo até a dispensa e eu observo Roland engolir em seco enquanto estamos envergonhados e assustados demais para nos encarar.
Eu espero o meu pai sair com um barril de rum e me levanto rapidamente para fazer o mesmo. 
"Amber" chama Roland puxando o meu pulso e me fazendo virar para encará-lo "Eu..." Começa a falar mas eu sinto que não estou preparada para seja lá o que ele quer dizer então simplesmente me inclino dando um beijo rápido em seus lábios.
"Boa noite Roland" digo saindo da cozinha e o deixando sozinho com uma expressão abobada. 
Assim que sinto o vento salgado do corredor tocar o meu rosto eu respiro fundo fechando os olhos, saboreando os toques de momentos atrás. Então entro no primeiro quarto que encontro e me deito na rede com muito no que pensar.

POV Emma 
"Regina?" Pergunto ao entrar no quarto escuro e sem querer me chocar com o corpo na rede. 
"Ah, sou eu. Desculpa, eu já vou sair" diz Amber envergonhada. 
"Não tem problema, pode ficar. Regina aparentemente encontrou um lugar mais interessante para passar a noite de qualquer forma" digo rindo em uma tentativa de dizer que está tudo bem. 
"Obrigada" ela agradece com um sorriso. Ela é tão bonita, tão cheia de vida e ao mesmo tempo tão familiar... De alguma forma eu me sinto ligada à  essa jovem, algo que não consigo explicar. Talvez seja por estarmos passando pela mesma situação, indo em busca dos nossos pais o que me desperta uma vontade de protegê-la, para que ela não sofra tudo o que eu já sofri. 
"Mas então, por que está com esse sorriso bobo no rosto?" Pergunto me deitando na minha cama ao notar a sua animação exagerada. 
"Não é nada" ela tenta disfarçar.
"Eu sou muito boa em reconhecer uma mentira. Tem alguma coisa a ver com aquele garoto bonito que não para de olhar para você?" Pergunto com um sorriso malicioso lembrando do seu evidente admirador. 
"Nós nos beijamos" ela confessa por fim com as bochechas vermelhas. 
"Sabia! Não preciso nem perguntar se foi bom, a sua expressão já entrega" comento rindo. 
"É só... que eu sinto que foi cedo demais. Sabe quando você conhece uma pessoa há muito pouco tempo, tecnicamente, e já sente algo muito forte por ela?" Indaga olhando nos meus olhos e eu não consigo evitar de comparar a sua situação com a minha. 
"Sei exatamente como se sente" confesso suspirando. 
"Sério? Você e o capitão..." Ela começa e eu me surpreendo, aparentemente todos sabem sobre nós. 
"Não temos nada. Quer dizer, nós nos beijamos uma vez e tem toda essa coisa entre nós..." Começo a contar e me surpreendo novamente. Eu não havia falado sobre isso para ninguém, mas de alguma forma eu me sentia a vontade para compartilhar isso com essa jovem. 
"E então?" Ela pergunta animada. 
"Sempre algo atrapalha ou eu recuo pelo medo que eu tenho de me envolver" continuo me sentindo um pouco covarde. 
"Sabe se tem uma coisa que eu aprendi nesse tempo todo separada das pessoas que eu mais amo é que nós devemos aproveitar cada momento, é preciso se arriscar porque a vida é curta demais, se você deixar esse medo te dominar um dia você vai acordar e perceber que não viveu nada, ai vai ser tarde demais" ela diz olhando nos meus olhos me passando coragem e eu fico impressionada de como mesmo nova ela é tão sábia. 
"Você acha que eu devia ir atrás dele?" Pergunto me sentindo perdida. 
"Eu não sei o que você ainda está fazendo aqui" ela responde com um sorriso e um levantar de sobrancelhas. 
Eu aperto a sua mão e saio do quarto procurando por ele entre a roda de homens que ainda bebem. 

Pergunto para um deles e este me informa que Hook se retirou para dormir, por fim respiro fundo e bato na sua cabine. 
"Swan?" Ele abre a porta meio sonolento e indica que eu desça a escada. Eu o faço e quando estamos sozinhos lá dentro as palavras fogem da minha cabeça "Não que eu esteja reclamando, mas o que você está fazendo aqui?" Ele pergunta enquanto acende o lampião e eu finalmente tomo consciência de que ele está sem camisa, o que me deixa mais nervosa. 
"Eu quero conversar" digo desviando o olhar e por fim me sentando na sua cama. 
"Tudo bem" ele responde se sentando ao meu lado. 
"Eu estou com medo... De não conseguir dar conta dessa missão" digo a meia verdade sem saber o que falar. Sem saber nem o que eu tinha em mente quando vim aqui o acordar. 
"Ei, há poucos dias do seu lado eu já pude perceber que você pode dar conta de qualquer coisa, amor" ele diz erguendo a minha cabeça e olhando nos meus olhos "Você me salvou" continua com convicção, então puxa a minha mão a colocando entre a sua e o lugar aonde ele foi ferido e eu o curei, na lateral do seu abdômen, para provar o seu ponto. 
Eu apenas deixo a minha mão deslizar por ali, contornando a pequena cicatriz branca, consciente do calor da sua pele por baixo da minha palma. Aos poucos vou cedendo à vontade de tocar cada vez mais e vou subindo com as minhas duas mãos, com a respiração difícil, passeando por todo o seu abdômen liso e deslizando os meus dedos através dos pêlos macios do seu tórax, fazendo com que ele feche os olhos também respirando com dificuldade. Eu me aproximo ainda mais dele na cama subindo as minhas mãos pelo seu pescoço e chegando a sua barba que faz cócegas gostosas nos meus dedos, então passo a delinear a sua boca macia com o meu polegar e ele o abocanha, o chupando devagar sem desviar os olhos dos meus, me arrancando um gemido que faz com que eu feche os olhos. O calor entre nós se tornando sufocante.
"Emma..." Ele deixa escapar o meu nome tocando o meu rosto e descendo com a sua mão pelo meu pescoço me fazendo estremecer com o toque quente em contraste com seus anéis gelados.
Tudo o que o meu corpo e coração querem no momento é toma-lo para mim, mas a minha cabeça ainda assim está lá, mandando eu correr, me jogando inúmeras lembranças sobre as consequências de deixar alguém entrar. 
"Eu... Preciso ir" digo balançando a cabeça para quebrar o feitiço, saindo dos seus braços e me levantando rápido.
Ouço ele se levantar também mas permanece parado no mesmo lugar.
"Eu lembro do beijo" ele diz finalmente quando coloco o pé no primeiro degrau da escada "Mesmo naquelas circunstâncias eu lembro, acho que ia precisar de muito mais que febre e rum para esquecer um beijo seu. A verdadeira questão é, uma hora você vai ter que parar de negar o que nós dois sentimos, uma hora você vai ter que deixar de correr" conclui com uma pontada de tristeza e frustração em sua voz. 
Eu fico estática enquanto peso suas palavras. E é verdade. Eu passei a vida correndo de Blue, do Senhor das Trevas e agora eu estava correndo mais uma vez, do que eu realmente desejo. 
Bom, pelo menos nesse momento eu cansei de ser covarde. 
E com esse pensamento em mente me entrego ao que o meu coração anseia. Eu me viro e em dois passos chego até ele, agarrando a sua nuca e colando a sua boca na minha com pressa, sentindo o gosto de rum do qual eu passei o dia desejando provar. 
Ele corresponde ao meu beijo com urgência, me envolvendo em seus braços, tirando-me do chão e não aguentando mais esperar, senta-me encima da sua mesa que é mais perto que a cama, jogando tudo que havia sobre ela no chão sem se importar. A sua língua envolve a minha enquanto ele desce a sua mão pelo meu pescoço e aperta os meus seios por cima do tecido me fazendo gemer alto em sua boca, se mantendo entre as minhas pernas e eu o enlaço com mais força com as minhas coxas se fechando em volta do seu quadril. As minhas mãos vagam pelas suas costas largas e eu desço a minha boca da sua lentamente, beijando o seu queixo, o seu pescoço e todo o seu peito quente, deslizando a minha língua pela região querendo gravar para sempre o gosto da sua pele. Ele me puxa firme pela cintura usando o braço do gancho, me fazendo ter plena noção do quanto ele me deseja, com a sua excitação dura pressionada contra a minha barriga. Eu desço a minha mão para a sua calça, querendo me livrar logo daquele impedimento mas ele a sobe com a sua pelo seu corpo, a parando em seu peito, então desce a mão novamente para o meu espartilho brigando com os cadarços e quando se sente frustrado o suficiente arranca eles com força usando o gancho e jogando a peça longe.
"Killian..." Deixo escapar o seu nome  no seu ouvido tremendo de prazer ao sentir os seus beijos molhados no meu pescoço enquanto sua mão corre por cima do fino tecido do vestido, apertando com firmeza cada parte do meu corpo. 
"Você não sabe o quanto eu esperei por isso" ele confessa com a voz rouca e a respiração ofegante enquanto com uma mão eu agarro o seu cabelo para puxá-lo para a minha boca e com a outra enlaço o seu quadril, o puxando mais contra mim em um claro pedido para que ele me dê logo o que nós dois precisamos.
"Pode ter certeza que eu sei" respondo olhando nos seus olhos famintos e sendo cada vez mais tomada pela sua fome, o que faz eu descer a minha mão pelo seu volume apertado pelo couro e o massageie para que ele finalmente perca o que lhe resta de controle. 
"Ah Swan..." Ele geme puxando o vestido para baixo e expondo os meus seios enquanto eu brigo com os botões da sua calça.
"Eu preciso de você... Agora" peço arqueado a minha coluna enquanto a sua boca chupa o meu seio direito e o seu gancho brinca com a borda da minha calcinha por baixo do vestido.
"Shh amor, sem pressa. Esperei muito por isso para não saborear devidamente" ele sussurra puxando um mamilo entre seus dentes e me sinto a beira de explodir. Finalmente consigo abaixar a sua calça e faço o mesmo com sua cueca, agarrando seu membro finalmente nu com avidez, sentindo ele pulsar na minha mão. Ele solta uma espécie de grunhido e termina de rasgar o meu vestido, puxa a minha calcinha para baixo com o gancho, me deixando totalmente exposta e então admira todo o meu corpo enquanto o contorna com os dedos, como se tentando registrar cada detalhe, começando pela minha boca, correndo pelo meu queixo, pescoço, cada um dos meus seios e descendo com a palma da mão pela minha barriga, a acariciando antes de descer mais um pouco para o interior das minhas coxas. O seu olhar me queimando viva durante todo o processo.
"Bloody Hell, você é tão linda" ele diz com adoração e eu coro até ele massagear a minha intimidade sensível me fazendo gritar e me arquear mais contra a sua mão "E tão pronta para mim" ele completa com o olhar enegrecido antes de deslizar dois dedos em mim. 
"Killian-n" digo gemendo com a visão embaçada sentindo ele estocar com os dedos em mim e ele leva a sua boca para a minha, movimentando as nossas línguas de acordo com os movimentos que realiza dentro de mim, em um beijo não só excitado mas sim... Apaixonado. 
Estou perto da borda quando ele retira os seus dedos, já estou pronta para reclamar quando ele leva a sua mão para a minha bunda, a apertando com força me fazendo gemer sem controle enquanto esfrega a sua ereção na minha entrada, impaciente eu o puxo pelo quadril com as duas mãos, o afundando em mim.
 A sensação de ser preenchida por ele me faz ver estrelas, é como se estivéssemos estado longe por muito tempo e finalmente estivéssemos juntos, é a melhor coisa e a mais certa da qual consigo me lembrar. Conforme ele começa a se movimentar dentro de mim eu me sinto outra pessoa. Não mais a Emma órfã e abandonada mas sim uma Emma diferente, uma pessoa amada e que finalmente encontrou um lar. Eu me agarro ao seu pescoço subindo a minha boca para a dele enquanto ele controla o ritmo com o braço esquerdo firme em volta da minha cintura. Eu lhe dou pequenos beijos me sentindo totalmente entregue ao prazer e logo ele aprofunda o nosso beijo. O que me deixa ainda mais impressionada é a familiaridade que ele tem com o meu corpo, como ele sabe com exatidão o ponto certo e o ritmo ideal para me dar o máximo de prazer, assim como o meu corpo automaticamente toca o dele nos lugares que ele quer, fazendo com que a nossa primeira vez juntos passe a sensação de que nós já fazemos isso há anos. 
"Quase lá..." Aviso sentindo a visão turva, com os meus seios se chocando contra o seu peito causando um atrito gostoso e com mais uma estocada a explosão de prazer domina todo o meu corpo, fazendo com que eu me aperte em volta dele. Ele dá pequenos beijos nos meus lábios enquanto continua a se movimentar me segurando e logo se libera dentro de mim com o corpo tremendo e a respiração entrecortada, se deitando sobre mim na mesa, com a cabeça escondida no meu pescoço enquanto ambos aproveitamos a sensação de êxtase juntos. 
Depois de um longo tempo começo a tomar consciência novamente do seu peso sobre o meu corpo e me mexo fazendo com que ele o alivie, se apoiando sobre seu cotovelo. 
"Eu nunca me senti assim" ele declara ainda um pouco tonto brincando com alguns fios do meu cabelo. 
"Nem eu" digo com um sorriso preguiçoso ainda me sentindo no céu e ele me dá mais um selinho. 
"Aonde conseguiu isso?" pergunta após um tempo deslizando os dedos para o meio dos meus seios, causando um leve arrepio ao pegar o colar com o anel. 
"Tenho ele desde que nasci, eu acho. Deve ter sido dos meus pais" respondo segurando a sua mão envolta do anel, tentando me lembrar de como realmente o consegui e não achando a explicação em minha memória.
E então com um choque nós dois não estamos mais ali. 
Estou em um lugar ensolarado ao lado de um poço e ele está a minha frente. Mas não nu, muito menos vestido como sempre, mas sim com um outro casaco com detalhes vermelhos e um colete de couro da mesma cor. O seu cabelo parece maior e o seu olhar me prende com todo o... Amor. 
"Que pelo menos sirva como um lembrete que você tem um pirata de olhos penetrantes que te ama aqui" diz ele e então fecha a minha mão com o anel em seu interior e eu lhe dou um beijo apaixonado que aquece todo o meu corpo, com uma felicidade indescritível. 
"Eu também te amo" respondo com toda a certeza que sinto em meu coração e então a cena sai de foco e eu vejo nós dois diante de um espelho, dessa vez ele parece machucado e veste uma jaqueta de couro preto, porém curta e eu uma semelhante porém vermelha. Os seus beijos quentes descem pelo meu pescoço enquanto ele desliza o colar com o anel em volta dele. 
 

De repente a visão some e eu estou de volta embaixo dele me sentindo tonta e inundada com um misto de emoções conflitantes.
"Você viu isso?" Pergunto confusa com o coração acelerado, tocando o seu rosto para ter certeza de que isto é real.
"Nós dois..." Ele tenta formular uma frase mas acaba não conseguindo completar. Não dá pra explicar algo inexplicável.
"Eu não entendo" sussurro mais para mim mesma, sentindo o meu peito se encher de tristeza, saudade e então felicidade. Eu volto a olhar nos seus olhos e sinto como se encarasse o espelho, com todas as minhas emoções refletindo ali, nós não entendemos nada mas ao mesmo tempo deixamos de ligar para a explicação, só querendo matar aquela saudade profunda que se apoderou de nós, como se por mais juntos que estivéssemos não fosse o suficiente, então não reclamo quando ele finalmente me pega no colo e me leva para a sua cama, beijado todo o meu corpo com adoração e dessa vez nós fazemos tudo lentamente, diferente da primeira vez em que toda a tensão sexual entre nós pairava tentando se libertar, dessa vez há algo mais, o modo como sorrimos um para o outro e os seus olhos grudam nos meus enquanto ele nos conecta, carregados de sentimentos que eu não consigo decifrar, porém eu consigo sentir. 

E é tarde demais, eu sei que estou fazendo amor com ele e que não há mais como impedir que ele entre no meu coração, já que aparentemente ele sempre esteve lá dentro. 
 


Notas Finais


Então, início do romance entre a Amber e o Roland e primeira/milésima vez do OTP ❤️❤️❤️
Espero que tenham gostado e até o próximo 😘


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