História Captains Of The Skies - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Amizade Virtual, Drama, Jogo, Romance, Suicídio Colegial
Exibições 56
Palavras 1.499
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Nove.


Fanfic / Fanfiction Captains Of The Skies - Capítulo 10 - Nove.

Kate preparou um jantar especial. Ela até arrumou a mesa, e fez uma das receitas da minha avó, arroz de forno. Não é nenhuma data especial. Então quando ela nos chamou para descer, fiquei surpreso.

-Eu espero que vocês gostem. – diz ela, e serve primeiro o Arthur, embora Jonas já esteja um tempo com seu prato na mão.

- Qual é mãe? – diz ele.

- Espera. – ela responde, e ele parece ficar chateado ao ser deixado para depois, quando Kate pega o meu prato para servir.

- Fala sério. – ele resmunga.

- Agora sim. – e ela finalmente o serve. Depois a si mesma. – Bom apetite. – diz ela, sentando-se perfeitamente a mesa, com a sua postura ereta e tudo. Kate sabe ser elegante.

Quando Kate era mais nova, Arthur disse que ela queria ser uma modelo, mas não conseguia trabalho, não que ela não seja bonita, mas por ser muito pequena. Isso explica a coleção enorme de revistas de moda que ela guarda.

- Eu não contei para vocês. – Jonas começa a falar. – Mas o meu orientador disse que um dos artigos que eu escrevi vai ser publicado.

- Legal. – Arthur diz, e muda a direção da conversa. – E você Asher? Nada para nos contar?

- Eu não terminei de falar. – Jonas reclama.

- Depois querido. – Kate diz, e Jonas não parece nada feliz por ter sido interrompido.

- Como foi com o Dr. Keely? – Arthur pergunta.

- Legal. – eu respondo, sem muita animação. – A gente saiu para caminhar, e conversou.

- Nossa! Isso é ótimo. – Kate diz.

- Verdade. Espero que tenham se divertido. – Arthur fala.

- Fala sério! Eu acabo de dizer que vou ter meu artigo publicado em uma revista importante, e vocês ficam mais felizes porque o Asher deu uma volta com um velho esquisitão? – retruca Jonas. – Querem saber? Eu perdi o apetite. – diz ele, e se retira da mesa.

- O que deu nesse menino? – Arthur indaga, e depois volta a falar do Dr. Keely, como se ele fosse um herói.

Mais tarde, vou ao quarto do Jonas, eu não sei por que, mas me preocupo com ele, e quero saber se ele ainda está chateado com Kate e Arthur.

- O que você quer? –diz ele, a me ver parado a porta. Ele está deitado na cama, jogando sua bola de futebol para cima, continuamente.

- Parabéns pelo artigo. – eu digo. E ele sorri, não é um sorriso de admiração, é de deboche.

- Engraçado. Maninho. Engraçado. Já não basta o papai e a mamãe, agora você vem pisar em mim também.

- Não estou pisando em você.

- Você está. Caçoando de mim por ser o preferido, pelos nossos pais só se importarem com você.

Ele diz, e eu penso: Coitado do Jonas. Eu fiquei esquisito, e ele foi jogado de lado. A criança que precisa crescer depressa para manter o equilíbrio do lar, enquanto os pais enlouquecem. Meu irmão não está com raiva da Kate, nem do Arthur. Ele está com raiva de mim.

- Desculpe. – eu digo. Eu estou sendo sincero. Não há nenhum tipo de sarcasmo no que eu digo.

- Tanto faz. Foda-se você, a mamãe e o papai. Agora sai do meu quarto. – ele grita. E atira sua bola na minha direção, ela acaba acertando a parede, depois bate no chão, quicando de volta em direção a cama dele.

Eu não me movo. Mas meu celular me notifica, e eu penso duas vezes para responder, quando eu o seguro na mão, e vejo de quem é a mensagem.

- É uma mensagem do Wes. – eu digo.

- Ninguém perguntou.

- Ele quer que eu vá encontra-lo essa hora. – eu continuo, mesmo que Jonas não esteja interessado.

- Eu não perguntei nada. – ele insiste, e faz uma pausa, pensando melhor no que eu estou dizendo a ele. – Espera. Você não vai não é?

- Não. – respondo.

- Que bom. A mamãe e o papai enlouqueceriam. – diz ele.

- É?

- Claro. – ele confirma.

- Então nesse caso eu vou. – eu falo, e desapareço do campo de visão dele.

- Asher. Espera! – Jonas levanta-se da cama, e corre atrás de mim, me alcançando no corredor. – Está tarde a beça. Não seja idiota de sair por aí sozinho. Você nem se lembra desse lugar, vai acabar perdido. – ele fala, e parece tão preocupado comigo, como um irmão se preocuparia.

- Eu sei me cuidar. – eu digo.

- Tomara que você se perca e nunca mais a gente te encontre. – então ele volta reclamando para o seu quarto.

Eu me agasalho para sair. Como Arthur, e Kate, estão na sala, assistindo TV, eu pulo a janela do meu quarto. Não sei onde Wes mora, mas ele vai me orientando por mensagem no celular.

Quando eu finalmente chego. Eu olho para a casa que eu acho que é a dele. Uma luz se apaga, e volta a acender. Dá para ver a sombra de um homem na cozinha, com a porta da geladeira aberta, como se ele estivesse procurando algo para comer.

Fico olhando para aquela silhueta, até ouvir um assobio vindo de trás de uma das arvores.

- Asher. – Wes me chama, ele está sussurrando, não querendo chamar a atenção de algum provável vizinho.

- O que houve?

Eu pergunto, e ele lentamente caminha na minha direção. Ele não parece muito bem. Seu lábio inferior está cortado, há um arroxeado no canto da sua boca, e suas roupas estão amassadas, como se ele estivesse acabado de sair de uma briga.

- Meu padrasto me pegou com um garoto. – ele começa a contar. – Ele não gostou do que viu. Ele não gostou nenhum pouco.

- Seu padrasto? Mas e o seu pai? – eu indago.

- Longa história. – responde ele.

- Ele está em algum show? – eu pergunto. – Nem sabia que seus pais eram separados.

- Olha! Asher, eu menti, tá bem? – Wes começa a falar, há certa magoa no tom da sua voz, como se fosse horrível para ele dizer todas aquelas coisas. – Meu pai largou minha mãe, quando eu ainda nem era nascido, para cair na estrada com sua banda de rock. Tudo o que eu sei dele, é o que eu consigo encontrar na internet sobre sua recente banda. Sei que ele toca baixo, e que está na Florida, mas ele... Ele nem deve saber que eu existo. Minha mãe não teve tempo de contar.

- Você é um mentiroso. – eu digo, mas não estou chateado, eu até entendo que ele queira ser outra pessoa, ter outra vida. Eu também gostaria.

- Mas eu tenho certeza que meu pai seria legal comigo. Ele e eu iramos fazer muitas coisas juntos. Ele ia me levar aos seus shows. E me ensinar a tocar baixo. Talvez eu pudesse ajuda-lo a escrever uma canção.

- Você por acaso é bom nisso?

- Não. Eu sou horrível. Mas com o meu pai tudo seria mais fácil.

- E qual é o nome dele?

- Eu vou te mostrar. – Wes retira um recorte de revista do bolso traseiro da sua calça. – Ele é esse cara. – diz ele, apontando para o papel, um homem não muito velho, de jaqueta jeans, e óculos escuros. – Todos o conhecem como Ayres. Ele não é demais?

- Não da nem para ver direito. – eu respondo. – Mas se você está dizendo.

- E olha. – ele corre com o dedo sobre o recorte de revista, para uma propaganda. – Essa é a gravadora deles. Eles devem saber um telefone pessoal. Algo assim.

- Você vai ligar? Tipo, ligar e perguntar sobre esse tal de Ayres?

- Não. Eu vou até eles. – Wes responde.

- Você ficou louco? É muito longe. – eu digo, com o meu sistema começando a entrar em pânico.

- Nove horas, se conseguimos carona direto.

- Porque você está falando no plural? Quem é que vai contigo? – eu pergunto, esperando sinceramente que ele não diga meu nome.

- Você. – ele responde.

- Sem chance. Você ficou doido? Porque eu faria algo estupido assim?

- Porque você é o meu único amigo na merda dessa cidade. E porque você não é tão ruim como você acredita.

- E o que você vai dizer para esse tal de Ayres? Tipo. Oi eu sou o seu filho, você largou minha mãe gravida, mas eu te stalkeio desde que aprendi a ler. Ele pode nem ser seu pai. Pode ser uma mentira da sua mãe. As mães adoram iludir os filhos. A mãe do Ted, por exemplo, diz que ele é o garoto mais bonito e esperto do mundo, mas ninguém concorda com ela. Mesmo assim ele acredita, porque esperamos que nossas mães nunca mintam para nós. Mas elas mentem, Wes. – eu digo, palavra atrás de palavra, porque espero que ele desista desse absurdo.

- Não. Eu só preciso saber como ele é.

- Sem chance. Wes. – eu digo. E estou decidido. Então Wes passa seus braços pela minha volta, e me abraça.O jogo é sujo. Mas eu tenho que admitir que ele sabe jogar. 



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