História Captains Of The Skies - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Amizade Virtual, Drama, Jogo, Romance, Suicídio Colegial
Exibições 55
Palavras 1.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Dez.


Kate está preste a chamar a policia. Ela está segurando o telefone contra o peito, mas o seu olhar é de alivio quando eu atravesso a porta.

- Asher, meu amor. Você está bem? – pergunta ela, soltando o telefone para correr até mim, e me abraçar.

- Estou. – eu digo, sem fazer a menor ideia do porque tanta preocupação.

- Tem ideias de que horas são? – Arthur indaga.

- Não. – eu respondo, sei que está tarde, mas não faço ideia de que horas aponta o relógio.

- Vacilão. – fala Jonas.

- Suba para o seu quarto está de castigo. – Arthur dá a ordem, e isso é tão estranho. A maneira como há muito tempo ele não fala comigo como se eu fosse um adolescente normal.

- Não pode castiga-lo. – Kate protesta. Ela dá o seu olhar mais amargo para o seu marido, enquanto seus braços continuam a me envolver de um jeito ridículo, e sufocante.

- Eu sou o pai dele, e posso sim. – diz Arthur.

- O que aconteceu comigo? – eu pergunto, o que já venho me perguntando faz tempo. – Como todas as minhas lembranças ficaram confusas?

Os três se encaram, mas ninguém diz nada.

- Asher sobe para o seu quarto. – Arthur mantem a ordem.

Mas Jonas se intromete.

- Adolescentes fazem coisas estupidas. – diz ele. – Não fazem ideia da gravidade até atingirem consequências irreversíveis.

- Jonas não é hora. – diz Kate.

- Como o suicídio do Sean? – eu pergunto. Sei que meu irmão e eu estamos falando da mesma coisa. – Eu era um idiota com o Sean.

- Você era um idiota com todo mundo. – Jonas diz, e depois sobe as escadas se dirigindo ao seu quarto.

A sala fica completamente silenciosa. Mas Kate está tremula como se estivesse sentindo muito frio. Ela se vira, e segue em direção à porta, trancando-a. Depois leva sua mão na testa, como se estivesse segurando sua cabeça para não cair.

- Não acreditei nele. – eu digo, ela olha para mim surpresa. – Eu não acreditei que ele fosse se matar. Achei que estava dramatizando na internet, como já vi muitos fazerem, ao dizerem o quanto suas vidas são ruins, quando na verdade, são estupidamente perfeitas.

- Sabemos disto. – diz Arthur.

- Aquele garoto tinha problemas. – diz Kate. - A culpa não foi sua.

- Sei que éramos amigos. Em algum momento. Porque eu tenho que ser um garoto tão mau?

- Você não é mau. – Arthur discorda de mim.

- Eu não o ouvi. Caçoei dele. Porque eu estava com raiva. – continuo falando, eu estou assustado, minha boca nunca havia encontrado tantas palavras antes. – Estava com raiva de mim. Não dele.

- Asher. Escuta. – Kate chama minha atenção. – Você não tem nada a ver com o que ele fez. Ele tinha uma escolha, ele tinha muitas escolhas. Ninguém foi responsável pelo que aconteceu além dele mesmo.

- Talvez ele só se sentisse muito sozinho. – então eu digo. E já não sei se estou falando do Sean, ou de mim. – E só precisasse de alguém para conversar sem julgá-lo. Alguém que apenas o entendesse. Talvez ele não quisesse se matar, talvez, ele só quisesse esquecer as coisas ruins, e lembrar-se mais das coisas boas. Talvez ele precisasse de alguém que o ajudasse a fazer isto. 

- Asher... – Kate faz uma tentativa, mas está sem palavras.

Então eu subo as escadas, vou para o meu quarto, e tento esquecer que tentei ter com eles uma conversa sincera.

Antes de dormir, eu checo minhas mensagens online. Não há nenhuma mensagem da Pixel, ela sempre escolhe a hora que aparece e desaparece de mim. Ignoro sua ausência, e todo o resto que ela me faz sentir, decido então ajeitar minha bagagem. Wes tem um plano. E essa é uma boa desculpa, para eu dar o fora dali.

Mas antes de desaparecer, preciso fazer uma coisa. Uma coisa que quero fazer a muito tempo. E já fiz, pelo menos cinco, ou seis vezes, enquanto dormia.

- Claire. Posso falar com você? – eu pergunto, e seguro o braço dela antes que ela possa dizer qualquer coisa.

- Asher. – ela parece surpresa, e não diz mais nada enquanto eu a arrasto para um canto menos frequentado da escola.

O botão de cima da sua blusa está aberto, e seus seios parecem que escolheram o dia certo para me dar bom dia. Não sei se olho para ela, ou para eles. Tudo o que sei é que eu não posso bancar o idiota, não hoje, não agora.

- O que você quer? – ela pergunta. E mantém seus lábios entreabertos como se estivessem esperando pelos meus.

- Eu só... – tento falar, mas estou sem voz, por todos os motivos errados. Meu nariz encosta no dela, e uma faísca se acende no meu peito. É uma missão difícil. Seria mais fácil derrotar todo o exercito de guerreiros, de uma guilda inteira, sozinho. Não sei se consigo, ou se devo, mas eu quero, e eu estou em pânico. Então eu a beijo. E uma placa com a palavra win, escrita com letras douradas aparece na minha testa.

É um beijo esquisito, com gosto de saliva. Não sei se gosto de beijá-la, mas continuo, e por alguma razão, que eu desconheço, ela não me empurra.

Minha língua está na dela, e suas mãos sobem para a minha cintura, e me apertam. Meu coração se acelera, e eu penso que eu deveria ter chupado uma bala, então o gosto não seria tão horrível. Mas talvez, todo beijo tenha esse gosto, e por alguma razão as pessoas ignoram, porque alguém colocou na cabeça que beijar é algo muito bom. Ou talvez, seja bom se feito com a pessoa que você ama. Eu amo Claire Sheinmel. Então... Porque...

Nossas bocas se separam, meus pensamentos se vão, e ela chama pelo meu nome. – Asher. – não é uma pronuncia sexy, como eu achei que seria ouvi-la me chamar. Pelo contrario, sua voz parece terrível. Eu abro meus olhos, e me afasto, quase tropeçando para trás.

- O que você pensa que está fazendo? – pergunta ela. Depois ajeita seus seios, como se eu os tivessem tirado do lugar. Eu nem toquei nela. Eu deveria tê-los tocado?

- Desculpa. – eu digo. Sem estar arrependido de nada.

- Você só pode ter ficado maluco. – ela fala, e eu começo a me sentir horrível.

- Desculpa. – eu digo, outra vez.

- Tudo bem. Já beijou mesmo. – ela diz. – A proposito. Meus pais vão a um jantar importante hoje, e eu vou ficar sozinha em casa, não quer ir e me fazer companhia, nessas horas solitárias?

- Quê? – eu indago. Claire não parece mais brava comigo. Ela parece tão atrevida agora. Tento não pensar nessas tais horas solitárias que precisam ser preenchidas de alguma forma. Porque acho que o encanto se quebrou. É estranho descobrir que não a amo. Mais estranho é não me sentir vazio por isso. 

Mas que idiota! Quem liga para o amor? Qualquer garoto normal, e esperto, jamais perderia uma boa oportunidade de transar. Ainda mais se o tal cara é virgem como eu. Ou será que não sou mais virgem e me esqueci desse detalhe também?

- O que há com você? – Claire pergunta. E eu só consigo dar a ela um olhar confuso. – Você me ouviu?

- Eu tenho que ir. – eu digo. E dou o fora. 

Não estou feliz. Mas aliviado por ter deixado a fase para trás.


Notas Finais


Obrigado.


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