História Cara, acho que gosto de garotos - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Menção Namjin, Menção Taekook, Minimini, Sugamin, Suji, Yaoi, Yoonmin
Visualizações 6.790
Palavras 4.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


pare o mundo que eu quero nestle
AI MEU DEUS QUE PROPAGANDA CHATA DA PORR4AAAAAAAAAAAAA pior q trivago
e aí meu cheiros como vcs tao? porque eu to morrendo de vergonha serio
esse capitulo eh basicamente porno e eu to sem palavras pra descrever como eu to com a mao coçando pra pegar uma folhinha de cebola e me enforcar com ela de tanta vergonha KKKKKKJ BOSTA
MT OBRIGADA A NICOLE QUE FICOU DIAS ME AGUENTANDO NO TUMBLR POR CAUSA DA VERGONHA E NAO ME DEIXOU DESISTIR DE ESCREVER ESSE PORNO HORRIVEL AMEM.
enfimmmm boa leitura <3

Capítulo 11 - Cof, cof


6 de março, 23:00

 

 — Mas você concordou sabendo das consequências, né? — perguntei. Yoongi só virou para mim e revirou os olhos.

 — É claro, Jimin. Eu tenho o total conhecimento do fato de que você é um belo de um filho da puta.

 — Acho que você também já sabe o que eu vou fazer agora.

 — Eu sei. — Yoongi semicerrou os olhos desconfiado e começou a se levantar da cama. — Pode esperar um pouco? Eu já volto. — Yoongi devia ter percebido que eu tinha uma interrogação gigante na cara e voltou para explicar. — Eu vou me lavar. Você não ia gostar de ter alguma surpresa.

 Faz de conta que eu entendi.

 Me joguei de braços abertos na cama dele e dei um suspiro alto. Era tão bom sentir o gosto de vingança na boca.

E eu só fui entender do que o Yoongi estava falando quando ouvi ele ligando o chuveiro. Ah, mas nem venham me julgar, eu já falei que sou lerdo.

 E foi aí que eu também comecei a me preocupar com coisas idiotas, tipo se eu estava cheirando bem ou se o meu cabelo estava arrumadinho. A resposta dessas perguntas era uma só: Não. Eu estava é com cheiro de queijo, isso sim.

 Levantei da cama num pulo e corri pro banheiro onde Yoongi estava tomando banho, batendo na porta com força. Eu não estava nem vendo, mas sabia que ele devia estar revirando os olhos.

 — Jimin, ou você sai daqui ou eu enfio esse sabonete no seu rabo.

 — Mas eu preciso tomar banho!

 — Bom, então espera a merda da sua vez! — já era de se esperar que eu não ia conseguir usar o banheiro tão rápido assim. Eu tinha ouvido um estrondo e cheguei a pensar que Yoongi tinha caído, mas na verdade parecia que ele só tinha jogado um chinelo na porta.

 Resolvi só reduzir à minha insignificância e esperei o Príncipe com P maiúsculo terminar de tomar o seu tão precioso banho encostado na parede.

 Yoongi demorou tanto tempo lá dentro que eu já tinha cogitado a ideia de ele ter infartado e morrido, só que ele acabou saindo de lá um tempo depois. Nem falei nada, só empurrei ele para fora do banheiro e tranquei a porta, ignorando os palavrões que esse menino de boca suja me jogou sem um pingo de vergonha na cara ou remorso.

 Joguei a calça encharcada de refrigerante no cesto junto com as minhas outras roupas, voando para debaixo do chuveiro quase na velocidade da luz. Em situações normais, eu sairia debaixo do chuveiro rápido e xingaria Yoongi por nunca trocar o registro quando terminava de tomar banho, mas eu estava me sentindo esquisito e a água fria não foi tão difícil de suportar. Eu estava todo suado, cheirando a queijo, refrigerante e a ódio, então estava contando com aquela água podre de tão fria para em ajudar a tirar esse cheiro de fracasso do corpo.

 Quando eu acabei de tomar banho e me certificar de que tinha lavado bem todas as partes do meu corpo, eu fui direto para o meu quarto para botar uma roupa. E agora é a hora de perguntar “Nossa, mas quem se arruma pra transar?” ... Eu. É que dessa vez ia ser diferente, tudo certinho, especial e bonitinho. Ainda mais com o Yoongi disposto a fazer tudo o que eu pedir, cof, cof.

 É agora que eu me vingo por um dia inteiro com dor no traseiro.

 

 Ilusão.

 Eu aqui pensando que eu ia chegar lá, tudo naquela vibe, tesão pra lá e pra cá que nem você vê nos filmes pornôs, onde os caras mal chegam e já vão mostrando a rola. Merda nenhuma, tudo ilusão. Fui ludibriado.

 Quando eu abri a sua porta, Yoongi estava jogado na cama enquanto lia uma revista qualquer. Todo vestido! Não tinha tirado nem a camiseta e parecia até ter se esquecido do porquê de ter tomado banho. Tive vontade de me dar um tapa na cara, mas consegui conter essa vontade e apenas limpei a garganta para chamar a sua atenção. Yoongi desviou o olhar da revista e me chamou para perto com um sinal de mão.

 Ridículo.

 Dei mais um suspiro de desgosto e fui me arrastando para o seu lado, sentando perto dele na cama. Yoongi sentou também e cruzou as pernas tipo borboleta, lendo a revista em seu colo e meio que fingindo que eu não estava ali. E pior que estava com aquelas roupas de mendigo dele, todo de moletom preto e calça folgada. Meu Deus, às vezes eu tinha impressão que Yoongi ia começar a andar pelado. Em casa ele se vestia de um jeito tão desleixado que mais parecia um saco de batatas. Um saco de batatas bem fofo e gostosinho de apertar, mas enfim.

 — Você está limpo?

 — Sim. — revirei os olhos. Como ele tinha coragem de perguntar isso? Eu não era tão cuzão a ponto de expulsar ele do banheiro e sequer tomar banho direito, me poupe. — Você está? — perguntei só de cuzisse mesmo, porque eu sabia que não era possível que Yoongi não estivesse limpo depois de passar tanto tempo debaixo do chuveiro.

 — Tire as suas próprias conclusões. — acho que ele não era tão bom para pegar sarcasmo e respondeu a minha pergunta retórica do mesmo jeito. Puxou a gola do moletom, me dando a visão perfeita das suas clavículas. Fiquei uns bons minutos só olhando para a sua pele clarinha e praticamente intocada. — Ei, não é para encarar. É para cheirar.

 — Ah... Eu acho que prefiro acreditar na sua palavra.

 — Cheira logo a porra do meu pescoço, Jimin.

 Yoongi era esquisito. Ora queria tirar minhas tripas, ora queria que eu cheirasse o pescoço dele, vai entender. Dei um suspiro, cheguei mais perto e puxei seu moletom para enfiar a cara no seu pescoço, só que eu não contava com a sua mão tocando no meu cabelo pra me manter ali.

 Acho que ele estava tentando me asfixiar.

 Yoongi deu um suspiro quando deixei um beijinho na sua pele e finalmente consegui tirar a cara do seu pescoço. — Yoongi, ‘cê cheira bem.

 — Eu sei.

 E Meu Deus, que cheiro. Yoongi era um pilantra, sabia que eu tinha um fraco naquele cheiro dele misturado com sabonete e usava isso contra mim. Insano.

 — Hyung, você tem que fazer o que eu mandar, lembra? Eu limpei o chão.

 — Acho que não consigo mais fugir de você. — deu um suspiro. — Vai, pode pedir.

 — Pedir não. — sorri pra ele, abusando do pouco poder que eu tinha. — Mandar.

 — Que seja. — Yoongi fez um carinho agressivo no meu cabelo e não sabia se ficava puto ou feliz por causa disso. Parecia que nem carinhoso ele sabia ser, credo. — Só que, se você transformar num submisso, você vai ver uma coisa.

 — Mas ser submisso não é ruim. — falei baixinho.

 — Pode até não ser ruim, só que eu não quero ser um agora. — Yoongi respondeu tão baixo quanto.

 — Tá, então primeiro... — me separei dele, encarando a sua cara emburrada, esperando a sua ordem. — Você tem que me dar um beijo.

 Yoongi estalou a língua, entediado. Eu já tinha fechado os olhos, então nem percebi quando ele se aproximou e só tocou os seus lábios nos meus rapidamente.

 — Isso lá é beijo? — bufei, dando um tapa fraco na sua coxa. — Leve a sério.

 Yoongi nada disse além de palavrões e me pediu para fechar os olhos de novo. Tive vontade de rir da sua indignação, mas nem deu tempo porque eu logo já sentia os seus lábios em cima dos meus de novo. Yoongi jogou a revista que estava lendo para longe e afastou as pernas para sentar no meu colo, puxando o meu cabelo sem força.

 E nem teve essa de pedir passagem com a língua, não. Dragões entram em cavernas, é assim que as coisas funcionam, né?

 Segurei a sua cintura com as duas mãos, puxando-o mais para perto ao mesmo tempo que o beijo ficava mais intenso. Um choque me descia pela espinha toda vez que a sua língua fazia um movimento contra a minha e as suas mãos possessivas puxavam o meu cabelo agora com mais força, coisa que me fazia quase derreter nas suas mãos.

 Fiquei de joelhos no colchão com Yoongi meu colo, as pernas cruzadas em volta do meu corpo. Deslizei uma das minhas mãos até a sua coxa, apertando-a. Ele deu um suspiro manhosinho e mordeu meu lábio.

 — Hyung. — sussurrei contra os seus lábios, separando-me dele com relutância. — Eu tenho mais uma coisa para você fazer.

 — É? — Yoongi escondeu o rosto no meu pescoço, ofegante por causa do beijo. — O quê?

 — Você deve ficar parado.

 — Parado? — Yoongi perguntou, todo sarcástico. — Isso é fácil.

 — Veremos. — sorri pra ele de novo e o empurrei de leve pelos ombros, fazendo Yoongi cair de braços abertos no colchão. Ver aquela cena do Yoongi jogado na cama me dava até uns negócios no peito. Fiquei por cima dele, encurralando-o entre o colchão e eu. — Sem se mexer.

 Yoongi balançou a cabeça, me encarando. Eu encarei ele de volta enquanto me aproximava devagar, mas desviei da sua boca e mordi o seu queixo ao invés disso, descendo até o seu pescoço e beijando-o ali. Yoongi tremeu um pouco e resmungou.

 — Assim não vale, beijar meu pescoço é golpe baixo.

 — Mas eu nem fiz nada. — dei risada.

 — Você é um manipuladorzinho de merda, isso sim. — Yoongi continuou me xingando baixinho, enquanto eu voltava a deixar marquinhas de mordida no seu pescoço.

 Subi as mãos pela sua cintura, levantando o seu moletom preto. Yoongi parecia estar levando a regra de não se mexer a sério, porque ele mal levantou os braços para me ajudar a tirar a sua roupa. Como o moletom obviamente não ia sair sozinho e eu tinha dito a Yoongi para não se mover, eu só parei de beijar o seu pescoço para terminar de tirar aquela roupa que estava me atrapalhando a beijar o resto do seu corpo por conta própria e a joguei para longe. Yoongi deu uma risadinha por causa do jeito agressivo que eu quase arranquei a cabeça dele fora para tirar a sua roupa. Eu que tinha feito ele me mexer, então não valia.

 Contornei o seu peito com meu dedo indicador e suspirei, contemplando. Parecia que não importava quantas vezes eu olhasse, eu nunca ia me cansar de observar ele. Yoongi era tão bonito que chegava a me dar raiva.

 Voltei a beijar a sua pele depois de ficar um tempo apenas observando, agora sem aquele moletom idiota para me atrapalhar. Desci a minha mão pelo seu braço, onde minhas unhas arranhavam a sua pele. Nossas mãos se encontraram e ele entrelaçou nossos dedos.  Não consegui evitar um sorriso.

 — Você se mexeu.

 — É, e o que você vai fazer? Me punir? — Yoongi perguntou, sorrindo travesso.

 — Garotos maus merecem castigo.

 — Tenha dó do seu Hyung. — Yoongi deu um choramingo. Ele não deve ter achado que eu realmente fosse punir ele. — Eu só peguei na sua mão.

 — Não. — me levantei até ficar pertinho do seu ouvido. — Eu disse que não era para se mexer.

 Yoongi apertou a minha mão quando eu comecei a abaixar as suas calças até a metade das suas coxas sem avisar antes.

 — Você quer ser punido do jeito bom ou do jeito ruim? — e eu ainda estava fazendo o esforço de perguntar. Filma o burro que nem ser dominador sabe.

 — Uh, eu não quero ser punido.

 — Então eu vou pegar leve com você, Hyung.

 Yoongi deu uma risadinha e jogou a cabeça no travesseiro, fechando os olhos enquanto suspirava. Eu meio que sabia como era constrangedor estar naquela situação, então nem estranhei quando ele se virou, optando por deitar o rosto no travesseiro.  Com o dedo indicador, eu contornei o volume marcado na sua cueca e senti ele apertando a minha mão de novo.

 Eu estava tão nervoso. Todo aquele lance de poder ver e tocar no corpo do Yoongi sem nenhuma roupa para atrapalhar ainda era uma coisa nova para mim. Mas não que eu estivesse reclamando, cof, cof.

 Eita, tosse.  Mais atirada que eu.

 Desvencilhei a minha mão da sua, posicionando-a em sua coxa. Não tendo mais no que segurar, a mão de Yoongi buscou o lençol da cama e mesmo eu achando aquilo a coisa mais linda do mundo, eu tentei me focar no que estava fazendo e passei o dedão na sua glande por cima da roupa.

 — Ah, olha só para você, Hyung. — falei sorrindo, massageando o seu membro já desperto. — Eu nem te toquei direito.

 — Jimin, sem ofensas. Você é incrível, mas acho que prefiro quando você fica calado. — Yoongi disse, meio desconexo por estar arfando. Mas que babaca. Sim, ele era um fofo e tudo mais, só que era um babaca do mesmo jeito e provavelmente nunca ia deixar de ser. Ai, ai.

 Finalmente, eu tive a chance de ter a minha esperada vingança. Tudo bem que o meu primeiro plano de vingança envolvia bombas, aves famintas e flechas com fogo, só que esse tipo de vingança era mais inesperado. Além disso, acho que também tinha um efeito melhor.

 Com toda a fúria e desejo de acertar as contas que eu tinha, abaixei a sua cueca — não tudo, apenas o suficiente — e fechei a mão em volta do seu membro, massageando-o tão devagar que até eu mesmo fiquei agoniado. Yoongi se remexeu na cama, resmungando. — Jiminnie...

 — O que você quer, Hyung? — eu sequer fiz questão de esconder o sarcasmo na voz. Ele era cuzão comigo? Eu seria cuzão com ele.

 — Você sabe...

 — Sei? — dessa vez, não consegui conter um sorriso ao ver ele dar um suspiro e se contorcer no meio dos lençóis quando eu comecei a usar um pouco mais de firmeza na mão.

 Eu não vou mentir. Esse negócio de dominar os outros não era tão ruim.

 — Eu quero que você me toque. — Yoongi parecia estar com mais vergonha do que eu. Suas bochechas estavam tão vermelhinhas que ele parecia um moranguinho. Deixei uma nota mental para morder ele na cara depois.

 — Eu deveria? — nada impedia ele de me dar um chute na cara e sair correndo de raiva por causa de todo aquele cu doce que eu estava fazendo, eu sabia disso. Só que era tão, tão inevitável. Eu parei de tocá-lo e puxei a sua roupa íntima até o lugar onde estava antes, cobrindo o seu membro. Apesar de estar desconfortável e se remexendo sem parar na cama, Yoongi se limitou a dar um gemido e se agarrar aos lençóis. — Não sei se você está merecendo.

 Foi aí que ele me xingou.

 Admito que eu estava achando um pouquinho de graça na situação. Aposto que Yoongi nunca tinha me imaginado como um dominador e muito menos ser dominado por mim. Eu não conseguia parar de pensar no que ele devia estar pensando agora.

 Finalmente, depois de fazer o Yoongi praticamente implorar para que eu o tocasse algumas vezes, eu abaixei a sua roupa de novo, mas deixando apenas a sua glande à mostra. Apesar de tudo, eu não queria ser tão fácil de se manipular. Eu era o manipulador, afinal de contas.

 — Você promete que vai ser um menino obediente? — perguntei, passando o indicador na parte do seu membro que era vista, acariciando-o de um jeito superficial. Yoongi assentiu várias vezes em resposta, mal aguentava fechar a boca. Parecia estar mais desesperado do que eu.

 Eu estava me sentindo um pouco culpado. O meu plano inicial era dar o troco de praticamente um dia inteiro sem andar, só que Yoongi se remexendo todo manhosinho na cama e desesperado por carícias era um fator que eu não esperava que me afetasse tanto. No final de tudo, eu ainda tinha um coraçãozinho de manteiga derretida e queria recompensá-lo por ter me aguentado, um aspirante a dominador, até esse ponto.

 Com isso em mente, eu me afastei um pouco e me inclinei, tocando aquela parte do seu corpo com a língua. E era bem esquisito porque, assim, eu nunca tinha feito aquilo antes. A minha experiência nesse quesito era menor do que zero, então tudo que eu podia fazer era seguir o meu instinto. Ou pelo menos tentar.

 Acontece que a minha mente estava uma bagunça. Eu não sabia qual pensamento usar como base, então recorri ao bom e velho “você é um cara, você sabe o que os outros caras gostam.” Além disso, eu juntei toda a informação sobre filmes pornôs que eu acumulei em anos.

 Raciocínio nota dez.

 Meio desconfiado das minhas próprias habilidades de merda, eu abaixei aquela roupa idiota que só serviu para me atrapalhar esse tempo todo até os seus tornozelos e joguei por cima do ombro. Segurei seu membro pela base e passei a língua na sua glande, chupando-a. Yoongi deu um gemido bem mais audível do que todos que já tinha soltado hoje e perdeu sua mão no meio dos meus cabelos.

 A esse ponto, eu nem ligava mais para as consequências. Nem para o fato de que amanhã tínhamos aula cedo, nem para os vizinhos do lado que deviam estar ouvindo tudo e muito menos para as minhas roupas sujas de queijo e refrigerante esperando para serem lavadas. Eu só tinha pensamentos para o Yoongi.

 — J... Ji-

 — Shh. — com a mão que não estava sendo usada, eu toquei nos seus lábios com o dedo indicador antes que ele dissesse algo. — Você disse que ia ser comportado.

 — Eu vou matar você. — disse, a voz baixa, meio gemida e meio ameaçadora. Só que, naquela situação, a voz se perdeu no meio de respiradas fundas, suspiros desconexos e barulhos viciantes ao ouvido de pele com pele.

 — Acho que não.

 Continuei a tentar abrigar todo o membro de Yoongi na boca e o resto com a mão, indo e vindo devagar só para testar a sua paciência. Ele arqueava as costas, seu peito subia e descia. Estava entretido demais com as próprias sensações para se preocupar com os palavrões feios que saíam da sua boca sem que ele percebesse.

 Não demorou muito para Yoongi se desfazer inteiro na minha mão, gemendo manhoso. O seu corpo tremia de um jeito adorável e eu estava até disposto a ignorar aquele nojinho por saber que tinha acabado de lhe proporcionar sensações tão intensas. Ele estava com as bochechas vermelhas e respiração bagunçada; Puxou um travesseiro para cobrir o rosto assim que percebeu que eu estava encarando ele. Dei risada e afastei o travesseiro, inclinando-me para dar aquela mordida na sua bochecha que pensei antes.

 — Tomara que o Hyung tenha aprendido a lição, né? — deixei um beijinho na sua testa e deixei que ele cobrisse a cara com o travesseiro de novo. Saí de cima de Yoongi e fiz o favor de catar todas as suas roupas antes de sair do quarto.

 Depois de chegar no banheiro e jogar suas roupas no cesto, me encostei na porta e ri comigo mesmo. Mas era riso de nervoso mesmo, eu nem sabia em que buraco me esconder. Apoiei uma mão na pia e comecei a encarar a minha mão suja daquele líquido viscoso, alternando o olhar entre ela e o meu reflexo no espelho. 

 E algum dia eu ainda ia levar uma surra do meu subconsciente por ser tão curioso — ou doente da cabeça — e ter metido um dedo na boca para sentir o gosto daquilo.

 

7 de março, 6:30

 

 Maldita dor de cabeça, maldito alarme irritante do celular, maldita preguiça. Mundo maldito!

 — Jimin, acorda. — Yoongi entrou no meu quarto quando eu não estava esperando, fazendo-me dar um grito fino e completamente espontâneo, banhado pelo susto e demonstrando o ataque cardíaco que eu quase tive ali mesmo, antes mesmo de botar o pé para fora da cama. Eu já estava acordado, só me recusava a abrir os olhos. Meu Deus, era impossível, parecia que Yoongi ouvia o alarme dele, desligava e vinha voando para o meu quarto só para ter o prazer de me acordar. Será que já não bastava o meu próprio telefone me avisando das responsabilidades que eu tinha? Eu, hein.

 — Ai, fala sério. — cocei os olhos entediado e me sentei na cama, morto. — Como você consegue acordar tão cedo todo dia?

 — Eu sempre acordo cedo, já falei que você que é preguiçoso. — Yoongi riu. — Levanta e toma banho, eu vou fazer o café. — saiu, me deixando com uma interrogação na cara.

 Mas que merda?

 Olha, acho que eu conheço o Yoongi melhor do que a mãe dele e posso assegurar que ele nunca me acordou com um sorriso genuíno antes. Quer dizer, ele sorria sim, mas ele ria do meu desespero diante das responsabilidades da vida de estudante e não porque estava realmente contente. Ele gostava era de ver caos, isso sim. Digo isso porque uma vez ele me acordou com um chinelo na mão só para fingir que ia me bater se eu não levantasse e depois riu do grito que eu dei durante uns quinze minutos.

 Eu estava com medo.

 

 Depois de tomar banho e me vestir, eu fui me arrastando feito lesma até a cozinha e praticamente capotei na cadeira. Eu estava com dor de cabeça, dor nas costas, dor na garganta, dor em tudo. Devia ser um sinal de que a minha hora estava chegando.

 — Yoongi, ‘cê não tem nenhuma DST não, né? — só por via das dúvidas. Eu queria, pelo menos, saber a causa da minha morte.

 — Só se você tiver me passado.

 Esse sim é o comportamento com o qual eu estava acostumado. Isso foi um tranquilizante para mim, porque apesar de gostar bastante dos momentos sem brigas que tínhamos, eu ainda gostava muito de brigar com o Yoongi. E o melhor jeito de fazer isso era atrapalhando a sua pseudo alegria matinal. Acho que é por isso que ele acorda de bom humor e depois fica uma carranca; Eu sempre estrago os dias dele com meus comentários desnecessários logo de manhã cedo. E bem, isso é bem chato. Ainda bem que eu nem ligo.

 — Ou você come tudo ou eu enfio na sua garganta à força. — disse, colocando uma xícara com café e um prato com um sanduíche na minha frente. Eu não estava surpreso por causa da sua ameaça, mas sim porque... Ele realmente tinha feito o meu café? Quer dizer, na maioria das vezes, ele só diz “se vira” e eu acabo comendo alguma fruta estragada da fruteira, porque eu claramente não sei cuidar de mim mesmo. Será que a vida finalmente resolveu ser legal comigo?

 Amém.

 Oportunidade de ouro dessas não é de se desperdiçar, não.

 — Obrigado... — agradeci, desconfiado. Puxei a xícara para perto e tomei um gole do café, fingindo que não tinha queimado a língua. — Mudando de assunto, quando você vai pintar esse cabelo? Já 'tá todo desbotado.

 — Quando você deixar de ser preguiçoso.

 — Eu não sou preguiçoso. Eu limpei o chão.

 — ‘Tá. — Yoongi deu uma risadinha. — Eu vou comprar tinta verde e laranja, então. Se eu pintar o meu, você também vai pintar o seu.

 — Feito.

 Tirando a carranca, a preguiça, os amigos retardados, os mal-entendidos e a babaquice, nós dois éramos colegas de quarto com uma vida razoavelmente pacata e tranquila. Para ser sincero, acho que eu não trocaria essa vida por nada. Se bem que, se Yoongi e eu namorássemos, tudo ia ser bem melhor. Cof, cof.

 Ah, tosse. Isso entrega que eu estou doente. Ai, se eu pudesse faltar da aula... Só que, se eu faltasse por causa de uma suposta doença, alguém arrancaria um pedaço da minha carne fora com um estilete e acho que nem preciso dizer quem estaria segurando ele.

 — Ah, Yoongi. — ele desviou o olhar da tela do seu celular para olhar para mim. — Onde estão os seus óculos?

 — Finalmente você percebeu. — revirou os olhos. Quantas vezes eu ia ter que dizer que eu sou lerdo, meu Deus? — Eu esqueci na casa do Taehyung aquele dia e estava com preguiça de voltar lá para buscar. Então, arranjei lentes de contato.

 — Bem que eu estava sentindo falta de alguma coisa.

 — Sentiu falta da minha mão na sua cara, isso sim.

 — Ei, sem violência. Falando sério, ‘cê fica bonito usando lentes. — Yoongi sempre foi cagado com coisas relacionadas à visão. Eu já achava lindo usando óculos, mas preciso admitir que o seu rosto ficava mais fofo sem eles. Ainda bem que eram lentes transparentes, desse jeito não fazia muita diferença. Comecei a rir sozinho imaginando o Yoongi usando lentes coloridas.

 — Então eu não ficava bem com óculos?

 — Não foi isso que eu quis dizer! Eu quis dizer que você fica bem de lentes, sem entrelinhas. — tentei reformular a minha frase para Yoongi não interpretar errado.

 — Jimin, deixa pra lá, só come esse sanduíche logo. 


Notas Finais


k i n k y
ai meu deus eu sou muito louca nesses dois credo
foi isso ai ate qualquer dia
e sim eu tirei aquela referencia (quem lembra lembra quem nao lembra... nao lembra)
http://sassypotatoss.tumblr.com


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...