História Cara, acho que gosto de garotos - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Desculpa Deus, Época Run Pq Eu Quis, Eu Shippo O Que Eu Quiser, Jimin Na Sofrencia, Namjin, Perdoa Meus Pecadosss, Sugamin, Taekook, Tem Lemon Sim Viado, Vkook, Yaoi, Yoongi Carrancudo, Yoonmin
Exibições 1.640
Palavras 2.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


deixa eu só fugir das pedras
eu sei q demorei ta :( desculpa
eu nunca sei o que botar aqui então boa leitura e perdoa os erros como sempre :)

Capítulo 28 - Parece que o jogo virou


 [28 de março, 12:00]

 

 Naquela hora, eu só peguei o celular meio desconfiado - vai saber, podia muito bem ser uma daquelas caixinhas que, quando você abre, ou pula um palhacinho pra te assustar ou uma luva de boxe pronta pra te socar na fuça - e dei um sorriso falso.

 

 Yoongi estava puto, Hoseok estava fuzilando o Donghyuk com o olhar e o resto só ria mesmo. Yoongi acabou dando mesmo um tapa no Taehyung pra ver se ele calava a boca, mas de nada adiantou.

 

 Depois da aula, eu nem tinha tirado o celular da caixa, e não fazia nem questão de tirar da mochila tão cedo. Se quebrasse ia ser até melhor, porque eu sei que Yoongi ficou com ciúmes. Estava até esperando ele voar o soco na cara do menino e gritar ''não dê presentes para o meu homem''.

 

 Então, Yoongi e eu estávamos na nossa rota diária para o prédio. Os meus pés estavam me matando, só que eu sabia que ele podia quebrar um tijolo na minha cabeça se eu pedisse pra ele me carregar.

 

 Estávamos no elevador quando ele finalmente olhou para mim e perguntou:

 

 - O que você vai fazer com isso?

 

 - Ver pornô.

 

 - Mas a sua vida já é um pornô, Jimin. Tu só se fode. Mas você entendeu, vai devolver ou?...

 

 - Ah, não sei direito - ignorei a piadinha que ele fez e passei pela porta do elevador, que já tinha aberto, e ele veio atrás - Decido depois, eu tô cansado agora.

 

 - Tá - respondeu simplista e virou o rosto, sem falar mais nada.

 

 Suspirei e tirei as chaves da mochila, abrindo a porta e dando-lhe passagem. Passou por mim friamente, indo direto para o quarto dele, trancando-se lá. Eu apenas joguei minha mochila no canto da sala, onde eu sempre deixo - por preguiça - e me joguei no sofá, me preparando para apodrecer.

 

 Mas eu ouvi a trava abrindo, e então, Yoongi arrastando um lençol pelo chão. Quando eu perguntei o que merda ele pretendia fazer, ele só respondeu:

 

 - Eu não consigo dormir no meu quarto, então vou dormir na sala com você.

 

 - Ah, tá. Pode deitar aqui - me afastei um pouco, dando espaço para que ele entrasse ali.

 

 Yoongi aceitou de prontidão e se ajeitou ao meu lado, cobrindo a nós dois com o lençol. Briguei com ele de leve falando que ele era um porco por estar arrastando um lençol branquinho pelo lixão que é o nosso apartamento, mas ele só me mandou ficar quieto porque era ele quem lavava as roupas ali.

 

 Então, me senti ofendido e mandei ele dormir logo.

 

 Eu não achei que ele fosse realmente dormir, mas ele dormiu mesmo. E o clima estava começando a esquentar.

 

 Não, sem ambiguidade. Estava quente mesmo. Mistura calor humano com um lençol de lã pra tu ver. Mas vou logo avisando: Não recomendado no verão.

 

 Yoongi estava agarrado no meu peito, as pernas enroscadas nas minhas, e o lençol estava mais em cima de mim do que em cima dele. Eu estava quase sufocando, pois também estava preso entre ele e o sofá.

 

 Como sempre, estava deslocado e sem saber onde botar as mãos. Então, roubei o celular do bolso dele e fui mexer, já que eu estava sem. Claro que eu sabia a senha, era o dia do aniversário dele. E é óbvio que eu não ia esquecer. Como já disse, somos íntimos o bastante para não esconder nada um do outro.

 

 Então, eu fui fuçar no histórico dele.

 

 Como matar alguém

 

 PUTA MERDA.

 

 Tinha mesmo que ser o primeiro item nos favoritos. Juro que estou com medo, imagina se ele tenta mesmo matar o menino Donghyuk? Eu ia ter que tirar dinheiro do meu cu pra pagar a pena dele e tirá-lo da prisão. E eu também tenho toda a certeza do mundo que ele não ia aparecer no enterro nem amarrado.

 

 Como esconder um corpo

 

 Ainda bem que a polícia não pegou o celular do Yoongi. Aposto que achariam  que ele é um criminoso, ou até mesmo um suspeito de algum crime que aconteceu há três anos atrás e eles buscam até hoje pelos culpados.

 

 Porra.

 

 Rolei mais algumas vezes pelo histórico, ignorando os sites escrotos de pornô ou séries estranhas que só ele assiste - dão tanto medo que eu me mijaria só nos primeiros minutos do episódio um - e alguns títulos como melhores jeitos de temperar a carne, até achar uma coisa que me interessou.

 

 Dez maneiras de manter seu parceiro ao seu lado para sempre

 

 Ai, meu caralho alado. Acho que tô em choque. Não sei se isso é muito fofo ou muito psicopata. E se o meu hyung for um maluco obsessivo?

 

 - Jimin - Yoongi disse com a voz rouca e arrastada e se mexeu minimamente, apertando-me ainda mais contra ele - Devolve meu celular - disse, bocejando e ignorando o fato de eu ter achado as evidências e os traços psicopatas dele.

 

 - Hyung, você pretende matar alguém?

 

 - Hm... - murmurou, esfregando o rosto na camiseta larga que eu peguei dele há uns meses - Talvez.

 

 - Talvez? - ri - Eu vi o seu histórico.

 

 - Uhum - ele parecia ainda meio lerdo por causa do sono e sequer se mexeu muito - É mesmo?

 

 - É - suspirei, vendo que ele não estava afetado com aquilo, e parecia até feliz por eu ter descoberto - Não mate o Donghyuk, eu te imploro.

 

 - Você está do lado dele? - sua voz ainda era calma e de quem acabou de acordar.

 

 - Não. Eu só não quero o Hoseok me enchendo o saco para visitar alguma macumbeira e reviver o amor da vida dele.

 

 - Simples. Matamos ele também.

 

 - Credo, Yoongi - ri mais uma vez, acariciando seus cabelos - Nem pense em me incluir nesses seus assassinatos. Você sabia que isso é um crime, né? É muito errado. Ainda mais errado do que tu pensa.

 

 - Sabia.

 

 - Se você matar ele, eu não vou te tirar da cadeia.

 

 - Porra, Jimin - soltou minha camiseta, se afastando e se sentando no sofá - Eu não vou matar ninguém.

 

 - Promete?

 

 - Prometo.

 

 - Então, tá - devolvi o celular para ele, mas ainda um pouco desconfiado - Acho que eu decidi o que vou fazer.

 

 - Com o que?

 

 - Com o celular.

 

 - Ah, tá. E o que tu vai fazer?

 

 - Eu vou dar ele pro Hoseok. Sabe, pra ele não guardar rancor de mim e do Donghyuk. Ele deve ter ficado bem puto. E, aliás, eu acho que nem vou precisar do meu celular, mesmo.

 

 - Sábia escolha - riu, levantando-se e sentando-se no sofá - E o celular dele também já pode ser enterrado.

 

 - Eu sei, né? A tela está toda trincada e ele conseguiu até quebrar o negócio do flash dele.

 

 - Eu não sei se ele vai conseguir mexer nesse celular novo sem quebrá-lo. É muito desleixado - bufou, indo até a cozinha - Quer comer?

 

 - Tem lasanha? - sentei no sofá também, mas meu corpo estava pesado e acabei caindo de novo.

 

 - Tem.

 

 Na verdade, dar o celular para o meu amigo apaixonado não foi só uma caridade. Ah, não. Em situações normais, eu esfregaria o celular na cara dele e falar que eu era incrível por ter aquilo e ele não podia ter, mas essa situação é bem diferente. Eu estava pensando no Yoongi. Se eu aceitasse mesmo aquilo, ele poderia ficar sem olhar na minha cara por duas semanas. Eu sei disso, porque já aconteceu uma vez. Ele sequer falou comigo por três dias inteiros, nem boa noite, nem bom dia e muito menos ''acorda, vamos pra escola''.

 

 Então, os dois lados sairão ganhando. Eu com meu hyung e Hoseok com a ilusão de que o presentinho foi pra ele. Além disso, nenhum ser nesse mundo com sã consciência trocaria Min Yoongi por um celular.

 

 [28 de março, 16:40]

 

 Como eu já não tinha mais absolutamente nada para fazer, roubei o celular do Yoongi para ligar para o Hoseok e avisar que ele não vai precisar arrancar as minhas bolas por causa de ciúmes. Ele, é óbvio, negou de todas as maneiras possíveis e tentou me convencer que ele não ficou chateado.

 

 Mas eu conheço a minha intuição, então não acreditei, claro.

 

 Falei também para ele aparecer aqui no apartamento, porque eu precisava falar com ele pessoalmente. E não era de fato uma mentira, já que nós também precisávamos criar outro plano do mal para fazer você-sabe-quem se apaixonar por você-sabe-quem.

 

 E eu também não faço ideia de como a relação deles está.No fim de semana, os dois pareciam até bem próximos, mas sabe como é. Friendzone também é uma possibilidade, e eu ia ajudar meu amiguinho a sair dela.

 

 Após o meu drama, Hoseok decidiu vir - ele disse que estava ocupado, mas eu dei uma de drama rainha e disse coisas como ''você não é meu amigo'', xinguei ele de um monte de coisas e fiz voz de choro para convencê-lo.

 

 E aqui estamos. Yoongi trancafiado no quarto, Hoseok e eu jogados pelo chão da sala, a minha barriga roncando por causa de toda a lasanha que eu comi mais cedo. No final, Hoseok só estava ocupado organizando as playlists dele em ordem alfabética e pelo gênero das músicas. Eu disse a ele que isso não era uma ocupação de verdade, mas ele apenas mandou-me tomar no cu.

 

 - Me respeita, tá? Eu tenho uma coisa pra você - disse enquanto engatinhava até minha mochila no canto da sala, sem me dar ao trabalho de levantar.

 

 - É comida?

 

 - Não.

 

 - Ah.

 

 Olhei para trás para ter certeza que ele não estava me vendo tirar a caixa da mochila, e ele só tinha sentado no sofá e parecia concentrado em arrancar um corinho do dedo com a unha. Então, me aproximei sorrateiramente por trás do sofá e coloquei a caixa na frente de seus olhos. Ele me olhou confuso, mas eu só sorri.

 

 - Pra você.

 

 - Mas esse presente não é pra mim - respondeu depois de alguns segundos em silêncio.

 

 - Eu não quero esse celular, pode ficar com ele - insisti. Eu não podia deixar minha estratégia dar errado.

 

 - Jimin, não - ele riu, afastando a caixa do seu rosto - Eu não posso. Donghyuk ficaria chateado.

 

 - Ele me deu, então é meu. Eu faço o que quiser com o que é meu, e eu quero dá-lo a você. Pega logo, viado.

 

 - Tem certeza?

 

 - Tenho. Eu posso pegar o do hyung emprestado quando quiser falar com alguém.

 

 - Não tem mais volta?

 

 - Não - revirei os olhos - Pega.

 

 Ele deu de ombros e finalmente aceitou aquele treco. Já estava me dando nos nervos. Para ser sincero, eu nunca vi muita utilidade em celular - a não ser ligar perturbando os outros bem cedo. Quanto a questões de entretenimento, eu prefiro ver televisão até cair no sono, mesmo. Não gosto nem de um nem de outro, mas é aquele ditado.

 

 A minha vida é tão pacata que eu ficaria entretido até colecionando pedras. Ou contando os grãos de arroz do meu prato.

 

 Enfim.

 

 Hoseok abriu a caixa com cuidado, revelando o modelo de celular que devia ser suuuper avançado e essas coisas. Eu não entendo lhufas dessas coisas de marcas, então dei de ombros e dei a volta no sofá para me sentar ao seu lado.

 

 - E aí? Gostou?

 

 - Passar as coisas do meu celular pra esse novo vai ser foda.

 

 - Dá teu jeito, amigo.

 

 O moreno bufou e colocou o aparelho sobre a mesinha da sala, para depois coçar a lateral do nariz e cruzar as pernas, virado em minha direção.

 

 - Você disse que precisava conversar. Sou todo ouvidos.

 

 - Então - também cruzei as pernas - Como vai a sua relação?

 

 - Relação?

 

 - Sexual.

 

 Ele começou a tossir.

 

 - Eu não sei do que você tá falando.

 

 - Ah, claro que não sabe.

 

 - Não sei mesmo.

 

 - Uhum.

 

 - É sério.

 

 - Claro que é.

 

 - Eu não transei com o Donghyuk.

 

 - Eu nunca disse que tinha transado.

 

 - Porra, Jimin. Tu é mestre em conseguir informações.

 

 - Eu sei que eu sou. Fala aí, quem deu?

 

 - Fui eu quem dei.

 

 - Yoongi vai ficar feliz em saber disso.

 

 - Sério que vocês apostaram?

 

 - Aham. Ele até disse pra eu torcer pro Donghyuk ser passivo, porque ia dar errado como tudo na minha vida.

 

 - Bom, então ele venceu. Legal, eu dei a bunda.

 

 - E como foi?

 

 - Mágico.

 

 - Massa.

 

 - Lasanha.

 

 - Fizeram mais alguma coisa?

 

 - Ah, eu fiquei puto. Depois de me deixar lá, arrombado, ele disse que tinha que sair pra comprar uma coisa. Então, descobri que foi esse celular. Antes disso, nós deixamos  Jungkook, Taehyung, Namjoon e Jin nas respectivas casas.

 

 - Vocês transaram no carro?

 

 -Isso. Depois ele me deixou em casa. Foi muito lindo.

 

 - E aquela rã dissecada disse que não era pro hyung e eu transarmos no carro dele. Parece que o jogo virou, não é mesmo?

 

 - Pois é, amigo. A vida é cheia de reviravoltas.

 

 - A minha não. A minha vida é e sempre será uma bosta.

 

 - Nisso eu tenho que concordar.

 

 Nós dois ficamos o resto daquela tarde de segunda atualizando os podres e falando mal da vida de pessoas aleatórias. Yoongi saiu do quarto e se juntou a nós, e agora éramos três fofoqueiras espalhando a discórdia.

 

 E sabe de uma coisa? Quando o Jungkook foi invadir o quarto do Taehyung e do Namjoon, eles transaram no banheiro. Namjoon disse pro Hoseok que foi horrível ouvir os gemidos deles do outro cômodo e quase não conseguiu dormir.

 

 Dói tanto ver os meus bebês crescendo. 


Notas Finais


Disse que a gente ia chorar mas não disse quando
E PARABÉNS AO NOSSO JIMINZINHO A
eu amo tanto esse menino nem sei como faço ele sofrer tanto aqui
enfim vamo todo mundo dar as mãos e chorar por lie


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