História Cara, acho que gosto de garotos - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Desculpa Deus, Época Run Pq Eu Quis, Eu Shippo O Que Eu Quiser, Jimin Na Sofrencia, Namjin, Perdoa Meus Pecadosss, Sugamin, Taekook, Tem Lemon Sim Viado, Vkook, Yaoi, Yoongi Carrancudo, Yoonmin
Exibições 1.198
Palavras 5.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


eu to sumida ne
desculpa. a culpa é dese demônio chamado Yuri!!! on ice e cara puta merda isso sugou minha vida
Capítulo grande seria milagre
Boa leitura :]

Capítulo 35 - Barraqueiros em ação


  [3 de abril, 00:10]

 

 

- Yoongi, minha mesada? - perguntei alto assim que o assunto pipocou na minha mente, e senti o corpo ao meu lado tremer pelo susto e logo suspirar entediado.

 

- Você acertou quando disse que a senhora Park não ia depositar tão cedo - riu, ainda virado para o lado oposto.

 

Depois do entregador do supermercado ter acabado com a minha vida, nós tínhamos uma mesa cheinha de compras para desempacotar e guardar. Quando eu fui reclamar do tanto de coisas que ele tinha comprado, o Yoongi só disse "dinheiro bem-gasto é dinheiro gasto com comida" e nós tivemos que guardar tudo do mesmo jeito.

 

Yoongi também me ajudou a guardar as louças e disse que eu devia tomar mais cuidado.

 

Após isso, nós conversamos sobre mais algumas coisas aleatórias - Eu adoro as nossas conversas sem pé nem cabeça que acabavam conosco xingando um ao outro e rindo de tudo - E resolvemos nos deitar, porque já era, tipo, onze da noite.

 

E ele aceitou a minha proposta de dormirmos na mesma cama por essa noite. Guardem segredo, eu vou pegar no pé dele todos os dias até ele se acostumar a dormir na mesma cama que eu. Então, nós seremos felizes para sempre e iremos dormir numa cama de casal.

 

Ou num lençol grande no chão, sei lá.

 

Mas sério, precisamos de uma cama de casal urgentemente. Cada um tem a sua de solteiro e, quando eu pego pirraça pra dormir com o Yoongi, um de nós acaba espremido contra a parede. Poderíamos também juntar as duas e deixar um dos quartos vagos…

 

- Droga - saí da minha bolha de pensamentos e suspirei pesadamente quando me toquei que ja ter que esperar mais uns dias para a querida senhora Park me dar o meu sustento. Yoongi se virou de frente para mim com uma cara nada boa.

 

- Droga? Que nada - franziu o cenho com raiva - Você nem usa o teu dinheiro, infeliz. Sou eu que compro tudo nessa merda e eu nem sei em que rio você joga a tua mesada.

 

- Eu uso ela apropriadamente! - resmunguei baixo. Yoongi riu cheio de sarcasmo e me deu um peteleco na testa.

 

- Com o que, por exemplo?

 

- Você sabe… Comida.

 

- Ah! Então, quer dizer que você vem comendo escondido ultimamente? Porque eu nunca te vi comprando um pacote de arroz.

 

- Ah, hyung - revirei os olhos - Você sabe que eu não sei lidar com dinheiro. Eu acabo gastando sem nem ver!

 

- Sei, sei - suspirou pesadamente e também revirou os olhos - Mas… Quer saber? Seria até melhor se você comesse escondido. Não te vi comendo muito esses dias pra cá, e estava até com medo de você estar desnutrido ou coisa assim.

 

- Não se preocupa com isso - sorri e me aproximei para beijar sua testa - Eu prometo que vou continuar comendo feito um porco e que não vou ficar anêmico.

 

- Seja um homem de promessa, então.

 

Yoongi devolveu o sorriso e se aninhou em meu peito. Não era uma noite - madrugada - tão insuportavelmente quente assim, então aquele contato era até aceitável, contando que ainda estávamos por baixo de um lençol fino. Passei minha mão por cima de seus ombros, abraçando-o e trazendo-o ainda mais para perto. Yoongi entrelaçou nossas pernas e riu baixo.

 

- Cara, a gente é muito gay.

 

- Você fala como se fosse novidade, hyung.

 

E então, nós rimos.

 

- Puta merda - Yoongi resmungou e eu o olhei com aquela cara entediada de "o que foi agora?"; - Amanhã é domingo.

 

- Mas já? - Eu fico indignado. Não entendia como a semana passava tão devagar e os finais de semana tão rápido. - Absurdo.

 

- E eu aposto que amanhã-

 

- Hoje - cortei-o.

 

- Aposto que hoje uns certos filhos da puta vão me tirar do conforto da minha casa.

 

- Nos tirar do conforto da nossa casa - corrigi, e ele bateu no meu peito.

 

- Que seja - suspirou pesadamente - Vamos apostar quem chama?

 

- Vamos. Eu voto no Taehyung com aquele fogo no cu que só ele tem.

 

- Meu voto vai pro Namjoon. Ele tem cara de homem de família que passa os feriados e domingos com a família e amigos num churrasco.

 

- O que a gente aposta? - perguntei com a voz arrastada. Eu já estava com sono e praticamente desligando devagar.

 

- Se eu ganhar, você vai me dar a sua mesada assim que ela sair. Você não vai usar, mesmo - deu de ombros e voltou a encarar meus olhos. Eu aposto que estava com olheiras fundas, mas nenhum de nós dois realmente ligava pra isso.

 

- Tá. Então, se eu ganhar, eu quero que você limpe a casa no meu lugar.

 

- Mas eu já faço isso todos os dias.

 

- Mas que merda - fechei os olhos, reunindo um restinho de força de vontade que eu ainda tinha pra pensar em algo melhor - Ah, já sei. Se eu ganhar, você vai ter que abraçar o namoradinho do Hoseok.

 

- E agora, o prêmio de Maior Filho da Puta do ano. Pode entrar, Park Jimin.

 

- Reclama mais que vai ter que beijar a bochecha dele também.

 

- Tem certeza? Você vai ficar com ciúmes e vai tentar desfazer a própria aposta - riu. Respirei bem fundo e soltei o ar pela boca. Era a mais pura verdade.

 

- Para de me distrair, hyung - desconversei e virei para o lado, dando as costas para ele - Boa noite.

 

- Você também sente ciúmes de mim, só não quer aceitar - riu novamente e se grudou no meu corpo, me abraçando pelas costas. Revirei os olhos e toquei em seu braço, acariciando-o. Yoongi emanava calor humano e sua respiração calma batia em minha nuca.

 

Meus pensamentos pré-sono foram completamente atrapalhados pelo Yoongi descendo as mãos até um lugar obsceno, e eu fui obrigado a dar um tapa no braço dele.

 

- É pra dormir, seu pervertido desgraçado - a minha voz saiu mais rouca do que eu pretendia, o que só fez Yoongi soprar uma risada fraca e voltar a abraçar a minha cintura.

 

- Tá. Desculpa - beijou meu pescoço suavemente. Senti meus pelos se eriçarem. - Boa noite.

 

Resmunguei algum palavrão qualquer pra ele e puxei o lençol pro meu lado - Que agora também era lado dele. Yoongi pareceu não se importar e logo logo, já estava roncando. Joguei meu braço para trás mirando em sua boca, tendo a missão Dormir em Paz completada com sucesso.

 

[3 de abril, 09:21]

 

Nós dois já acordamos xingando meio mundo por causa do toque irritante de chamada do Yoongi tocando quando o celular começou a vibrar do criado-mudo. Lembrei da aposta na mesma hora e permaneci estático olhando para a parede enquanto ele o atendia.

 

- Alô? - disse com a voz entediada e pesada por ter acabado de acordar - Quem tá falando?

 

Ri sozinho. Yoongi estava tão aéreo que sequer prestou atenção no identificador de chamadas.

 

- Jungkook? - Yoongi perguntou num tom confuso e até surpreso. Senti meus próprios olhos se arregalando. Eu sequer sabia que aquela criança problemática tinha o número do meu namorado. - O que merda você quer, seu infeliz? - pausa. A voz alta e desesperada do menino podia ser ouvida, estridente - Ah, me erra, tá?

 

- Me dá aqui, hyung - me virei de uma vez e ele se assustou quando eu tomei o celular da mão dele. Limpei a garganta e já me preparei pra berrar com o mais novo da turminha.

 

"Alô? Yoongi, você tá aí?"

 

- É Jimin, minha cria. Desembucha logo, vai.

 

"Vocês dois de mau humor logo pela manhã? Credo, hyung. Estresse não tá com nada, sabia?"

 

- E você sabia que eu tô cagado de sono e tô pouco me fodendo? - respirei fundo e tentei manter a calma - Você teve mais uma briga com o Taehyung ou?…

 

"C-Como você adivinhou?" - Jungkook parecia surpreso e eu só revirei os olhos. Esses dois são tão, tão óbvios. - "Enfim, nós brigamos. Eu queria a ajuda de vocês para-"

 

- Nem fudendo! - gritei. Se ele acha que pode me acordar e me fazer sair de casa em pleno domingo pra consertar as cagadas que ele mesmo fez, está muito enganado - Quem pariu que balance. Para ser sincero, Jungkook, eu não dou a mínima para os seus problemas. Eu já tenho os meus próprios pra lidar e não preciso ser incomodado ainda mais. Tenha uma ótima vida, tchau.

 

No fim, ele não estava enganado coisa nenhuma e conseguiu sim me fazer sair de casa. Quando eu percebi, Yoongi e eu estávamos enfiados num arbusto do parque observando um certo fedelho que tropeçava nos próprios pés de nervoso. Seria até engraçado ou fofinho, se não fosse desastroso.

 

Acontece que o Jungkook resolveu desenterrar a cara de bunda do Taehyung do baú - ainda do dia que nós fomos ao clube - ontem e foi perguntar o que ele tinha. Taehyung começou a fazer todo aquele drama dele falando coisas do tipo "você não entende o meu lado" ou "é sua função, como namorado, entender pelo que eu estou passando".

 

Só que Jungkook é um mongol com M maiúsculo e insensível de nascença, e acabou soltando que aquilo era fogo no cu e que era pra ele abrir o jogo. E como o Taehyung mesmo querendo negar é sensível - e um frescurento que faz tempestade em copo d'água -, eles começaram a discutir.

 

Credo, esses casais.

 

Acabou que Jungkook arrastou Yoongi, Hoseok, eu e Seokjin pro parquinho pra tentar ajudar com o Taehyung, e agora estava todo mundo escondido na moita atrás do banco. Namjoon estava dormindo - se lê morto - e Jin achou melhor deixá-lo lá, decompondo. A mesma coisa com Donghyuk - e foi aí que nós descobrimos que ele dormiu na casa do Hoseok. Acabou também que nem Yoongi nem eu ganhamos a aposta, então também nos livramos das nossas próprias punições infantis.

 

Mas enfim, o plano em questão era o seguinte: Jungkook ligaria para o Taehyung convidando-o para o parque com aquele papinho de reconsideração, e nós, atrás do banco, devíamos beliscá-lo se acabasse falando merda.

 

Olha as ideias da criança.

 

Estávamos espiando por entre as folhas quando Seokjin acabou caindo por cima do Hoseok de algum jeito e eles começaram a se xingar. Yoongi estava do meu lado e riu de mim quando eu tentei ajudar os dois e acabei com um arranhão na cara. Foi aí que descobrimos que aquele arbusto também tinha espinhos, e pareciam até ter esquecido o conflito quando viram sangue escorrendo da minha testa, e logo todo mundo estava rindo baixo.

 

Seres de pouca fé, eles vão ver só.

 

Eu nem sabia como tinha tanta gente ali, de verdade. Devia ser um arbusto grande. Enorme. Nunca prestei atenção, para ser sincero.

 

Jungkook assoprou um "fiquem quietos, ele chegou" baixinho antes de sentar no banco à frente do arbusto. Pude perceber que ele cruzou as pernas e que estava meio inquieto. Mandei todos calarem a boca e ficamos em espera até que Taehyung se aproximou e se sentou também, suspirando entediado.

 

- O que você quer, Jungkook?

 

- Você é tão direto - riu sozinho.

 

- Claro, né, meu filho? Você me chamou aqui do nada, sem mais nem menos.

 

- Seguinte, hyung… Aquele dia você estava tão… Distante. Você tem estado diferente esses dias também. Poderia, por favor, me dizer o que tá acontecendo?

 

- Caralho, Jungkook, caralho - suspirou alto, estava na cara que estava incomodado. Fiquei a postos para beliscá-lo, caso precisasse - Eu falei pra minha mãe da gente, porra. Tá? Foi essa a merda que eu fiz. Tá feliz?

 

- Por que você foi falar pra ela? - quando ouvi Jungkook aumentar o tom de sua voz, automaticamente estiquei minha mão pra fora do arbusto e infiltrei-a por entre o espaçamento do banco, beliscando suas costas com força. Jungkook soltou um muxoxo pela dor e limpou a garganta - Q-Quer dizer… O… O que ela disse?

 

Taehyung demorou pra responder, provavelmente estranhando aquela atitude dele que não colaborou em nada. Se toda vez que a gente entrar em ação ele for pular de susto desse jeito, meu irmão, pode desistir.

 

- O que ela disse? - riu, sarcástico - "Taehyung, tantas meninas gostosas pra você beijar por aí e você decide ficar logo com um homem?", foi isso que ela disse.

 

Cara, eu quase pude sentir o Taehyung imitando as aspas com raiva. Eu nem fazia ideia que a senhora Kim, que parecia ser uma pessoa tão mente aberta, podia ser desse jeito. Deus me livre.

 

- Poxa vida, hyung… - ele parecia abatido. Yoongi revirou os olhos e bufou. Aquilo devia ser mimimi demais pra ele… - Eu… Eu sinto muito.

 

Graças a Deus que esse menino não falou merda.

 

- Eu tentei conversar de verdade com ela, sabe? - a voz do meu amigo já parecia estar meio rouca pré-choro. Tadinho. - Disse que eu logo vou estar fazendo dezoito e que ela não precisava se preocupar, sendo que eu até já moro sozinho e essas coisas. Mas você acha que ela me escutou? - pude ouvi-lo soluçando - Merda nenhuma, Jungkook. Eu tive que sair correndo de lá, porque eu ia acabar chorando. E a última coisa que eu queria era chorar na frente da minha mãe, e-

 

- Já deu, hyung - Jungkook cortou-o e Hoseok levantou a mão para beliscar suas costas, mas eu segurei seu pulso antes dele conseguir - Já deu.

 

- Jimin, seu otário - ele sussurrou com raiva. Permaneci com minha expressão neutra - Ele está sendo rude!

 

- Deixe-me ver onde vai dar, tá? Pode me estapear depois - sussurrei de volta. Ele revirou os olhos e voltamos a prestar atenção na conversa dos dois.

 

- Você não precisa ficar assim, entende? Tipo, ela meio que não pode se meter na sua vida. Você já é quase um adulto.

 

- Um adulto que só faz merda - o choro era quase evidente. A voz dele entregava tudo. Mesmo sendo um cuzão, eu odiava ver meu bebê chorando.

 

- Mas todo mundo faz merda, cara - Seokjin finalmente deu o ar da graça e deu um beliscão majestoso em seu braço com unha e tudo. - Digo… Hm… Você sabe que eu vou estar aqui independentemente das cagadas que tu faz, né?

 

Foi aí que todos os habitantes do arbusto deram um tapa sincronizado nas próprias testas. Definitivamente, ele não leva jeito com reconsiderações.

 

- É, acho que sim - Taehyung riu - Mas eu não sei se você vai aguentar a minha família. Eles podem ser muito, muito chatos.

 

- Então a gente foge.

 

- F-Fugir? - seu tom de voz era surpreso - Tá maluco, garoto?

 

- Por que não? Podíamos construir uma vida nova, sabe?

 

Atrás do banco, todos nós ouvíamos atentamente como se fosse o último capítulo da novela das nove.

 

- Eu não posso, Jungkook. Estaria fazendo tempestade em copo d'água novamente. Tenho certeza que consigo me dar bem com mamãe sem fazer todo esse alvoroço...

 

- Saiba que eu vou estar aqui pro que der e vier, hyung - as sombras falhas demonstravam que eles estavam se abraçando. Não consegui ouvir o que eles falaram durante o abraço e meu coração falhou quando se separaram - Eu te amo.

 

A nossa missão que era ajudar Jungkook a não fazer merda acabou se tornando um teste de quem chora primeiro. Preciso admitir que esses dois juntos são uma figura.

 

Mesmo sendo completamente opostos.

 

Depois, se abraçaram por mais um tempo e Jungkook o chamou para tomar um sorvete pra acalmar os pensamentos, dizendo para ele ir na frente que ele ia logo atrás. Taehyung estava meio confuso, mas cedeu e saiu todo saltitante. Nem parecia que estava a um passo do precipício da depressão.

 

Quando ele se afastou, Jungkook virou-se e pôs-se de joelhos no banco, enfiando a mão no arbusto e fazendo um sinal de positivo em agradecimento. E então, saiu atrás do namorado.

 

Deixou quatro viados estáticos para trás. Nós tínhamos acabado de presenciar uma cena digna daqueles filmes dramáticos onde tudo dava certo no final.

 

Senti a falta de Yoongi e me virei para olhar pra ele. Estava com os olhos arregalados, chorando e tinha os braços cruzados como se estivesse indignado com tudo aquilo.

 

Sorri fraco. Afinal de contas, Yoongi ainda era sensível e bem lá no fundo se importava com os coleguinhas. Quando me virei pro outro lado, dou de cara com mais dois viados chorando. Caraca, essa foi pesada.

 

Poxa, me sinto acabado.

 

O resto da nossa tarde de domingo foi gasta com nós quatro chorando por causa daqueles dois pirralhos no apartamento e afogando as lágrimas num pote de sorvete que foi aproveitado em grupo.

 

[3 de abril, 21:21]

 

- São horas iguais. Você está pensando em mim, hyung? - cutuquei o ombro do corpo praticamente morto ao meu lado.

 

- Sim. Estou pensando em como você deixou a sua colher de sorvete jogada por aí e acabou atraindo formigas até do inferno.

 

Estávamos no sofá. Yoongi deitado de lado, olhando para a televisão, e eu esparramado do lado das suas pernas.

 

- Eu desisto de tentar manter uma conversa estável com você - bufei - Você chorou bastante hoje. Quer conversar sobre isso? - pousei a mão em sua bunda, numa tentativa de reconforto.

 

- Não - respirou fundo - Já chega de emoções por hoje.

 

- Saquei - dei um tapa fraco em sua nádega, mas que saiu estalado do mesmo jeito - Eu sei que é estranho, hyung, mas se você quiser desabafar ou coisa do tipo… Sei lá, eu vou estar aqui pra te ouvir.

 

- Vou me lembrar disso - riu fraco, esticando o braço em minha direção mas sem realmente alcançar minha cara. Entendi o recado e me aproximei, me jogando em cima dele - Valeu.

 

- Não precisa agradecer - beijei sua testa e me levantei, rumando ao meu quarto - Você dorme comigo hoje, hyung?

 

Eu sabia que ele não ia resistir à minha voz manhosa. Ninguém resiste.

 

- De novo? - perguntou sem sequer se mexer. Sua voz era indiferente. Me senti ofendido.

 

- Não precisa se você não quiser - suspirei em derrota e resolvi aceitar minha sina, arrastando os pés pelo chão até chegar no meu quarto.

 

Quando eu já estava todo embrulhado na coberta, ouvi a porta abrir. Fingi que estava dormindo e senti o lugar vago ao meu lado no colchão afundar. E então, o cheiro de sabonete. Yoongi apertou minha cintura e me puxou para perto dele, colando nossos corpos.

 

- Eu queria tomar banho primeiro. Desculpa - tocou minha nuca com a ponta do nariz. Senti um arrepio me percorrer - Estou contigo agora. Mas é melhor não se acostumar, eu não quero dividir cama.

 

Não respondi. Se eu dissesse alguma coisa, ia acabar arranjando briga.

 

E ele ia acabar tendo que dividir de um jeito ou de outro, mesmo.

 

- Eu sei que você tá acordado, Jimin - riu - Mas não tem problema. Eu gosto muito de falar sozinho.

 

Depois de mais alguns segundos em silêncio da minha parte, Yoongi respirou fundo e soprou o ar suavemente no meu pescoço.

 

Filho da puta.

 

- Será que você tá dormindo mesmo? - eu podia chutar que ele estava com um sorriso malicioso estampado na cara sem nem me virar que acertaria, tenho certeza.

 

Yoongi beijou meu pescoço ao ritmo que suas mãos passeavam pelo meu peito por baixo da camiseta. Não tentei fazer com que ele parasse, mas acho que ele soube que eu estava sentindo assim que a minha respiração ficou pesada. Yoongi riu e parou as mãos nos meus mamilos - me contraí assim que recebi o toque; os seus dedos estavam frios.

 

- A água estava gelada - explicou, murmurando contra a minha pele, causando vibrações ali que podiam facilmente acabar com toda a minha estamina - Mas você não deve se importar, sendo que está no mundinho dos sonhos - comentou sarcástico, os prendendo entre os dedos. Segurei um suspiro quando Yoongi começou a brincar com eles, apertando-os de leve.

 

Ele se inclinou um pouco, apenas o suficiente para alcançar minha orelha e deslizar os lábios por ela. Estremeci;

 

Toques suaves eram o meu ponto fraco.

 

Puta merda, eu pensava. Ele sabia que eu estava acordado, tenho certeza. Só que, se ele está achando que eu vou entregar os pontos, está muito enganado. Não sou eu quem vai abrir o jogo primeiro.

 

- Você é tão precioso, Jimin - sussurrou tão baixo que cheguei a pensar que estava falando consigo mesmo e não comigo - Mesmo me fazendo sofrer desse jeito.

 

Agora ele é que sofre aqui? Ah, tá.

 

- Eu não te faço sofrer porra nenhuma.

 

- Ah, então você acordou - Yoongi deu uma risadinha. Mas ele pegou pesado. Quando eu começo a construir a minha base, chega o Tsunami Yoongi e destrói tudo. Já deve até ser profecia.

 

- Ninguém acreditaria se você dissesse que sofre por minha causa, sabia? Nem sequer uma pessoa - a minha voz saiu mais fraca do que eu pensei, o que só fez o menino rir mais.

 

- Mas é verdade - mordeu meu lóbulo sem força - Que tipo de pessoa finge que está dormindo?…

 

- Você mesmo faz isso - revirei os olhos.

 

- Não quando dormimos juntos.

 

- Já parou pra pensar que antes de dormir de verdade a gente precisa fingir? - virei o rosto para tentar olhá-lo. Queria ver sua reação depois de eu me dirigir a ele com um tom de voz desafiador.

 

- Não fuja do assunto - uma de suas mãos escorregou até meu baixo ventre, massageando meu membro por cima da calça enquanto a outra acariciava meu mamilo com mais intensidade. A rapidez dos movimentos fizeram com que eu tomasse um choque de prazer e voltei a enfiar o rosto no travesseiro. Meu sangue estava começando a fluir para onde não deveria, o que não era nada bom - Você foi um mau garoto.

 

Um arrepio subiu pela minha espinha.

 

Acabei de descobrir que tenho uma tara por um Yoongi dominante. Acho que já ouvi falar sobre daddy kink em algum lugar por aí...

 

- E o que você pretende fazer? Me punir?

 

Eu sentia como se estivesse fazendo pacto com o diabo, mas nem deu tempo de ficar com vergonha. Antes que eu conseguisse processar o que tinha acabado de falar, Yoongi subiu no meu colo e se inclinou para a frente, tomando meus lábios num beijo fervoroso. Seus lábios tinham gosto de menta; Devia ter acabado de escovar os dentes.

 

Yoongi se separou com uma mordida leve no meu lábio e desceu para o meu pescoço, prendendo a carne entre os dentes, chupando-a. As sensações me faziam tremer dos pés à cabeça e até gemer de vez em quando, arrepios me atingiam constantemente.

 

- Eu vou te dar a punição que merece, meu pequeno - largou minha pele com um estalo sugestivo, levantando o olhar para me abrir um sorriso malicioso - E que não se repita.

 

Seu olhar intenso me fez engolir em seco. Yoongi sorriu e beijou meu pescoço uma última vez, antes de tirar minha camiseta e depois a sua própria, descendo chupões pelo meu abdômen nu. Suas unhas curtas - mal cortadas, por sinal - seguiam o caminho de seus lábios, deixando arranhões fracos, mas que ardiam do mesmo jeito. Ao chegar no cós da calça, Yoongi olhou para cima novamente e fixou os olhos em mim como se eu fosse uma obra de arte criada pelas suas próprias mãos, praticamente me devorando só de olhar. Um sorriso satisfeito surgiu em seus lábios e eu logo soube que era por causa do estrago que tinha feito - sua "marca", como tinha me dito uma vez.

 

Suas mãos eram ágeis ao tirar minhas duas últimas peças de roupa, mas nunca davam a impressão de desespero. Era tudo tão impecável apenas pelo fato de ser Yoongi quem estava conduzindo.

 

Ele desceu a língua pela minha pélvis, desviando do meu membro e mordeu minha coxa enquanto apertava a outra. Arqueei as costas e deixei um gemido rouco escapar, instantaneamente levando as duas mãos até seus cabelos esverdeados e prendendo-os entre os dedos. Ele apenas riu e voltou a morde-las, apertando a carne farta que enchia suas mãos.

 

Depois de fazer o que bem entendesse com as minhas coxas, Yoongi subiu até sua respiração ter contato direto com o meu pênis. Eu sempre me considerei uma pessoa fácil de se seduzir, então imagine o meu estado depois dessa brincadeira toda.

 

Uma de suas mãos segurou meu membro pela base, e um calafrio se fez presente. Pensei em como as mãos dele ainda estavam geladas. Mas não pude sustentar esse pensamento; Quando ele passou a língua de leve sobre a glande, todo e qualquer pensamento meu foi pro vinagre.

 

Yoongi lambeu toda a sua extensão, sua saliva se misturava com o líquido pré-seminal, ajudando a lubrificá-lo. Eu apenas me contorcia sobre os lençóis diante daquele estímulo e podia sentir que explodiria a qualquer momento.

 

A sucção alternava de intensidade e os estalos ecoavam pelo cômodo, juntamente com os meus gemidos levemente esganiçados. Os meus dedos ainda estavam enroscados em seus cabelos, e fazia questão de puxá-los toda vez que a glande tocava sua garganta. Sua boca era quente e sua língua pressionava meu pênis contra o céu de sua boca, onde os dentes raspavam de leve. Quando Yoongi o tirou todo da boca e passou a bombeá-lo com força, achei que fosse meu fim e que acabaria chorando.

 

- Hyung-ah! - Ah, faltava tão pouco. Eu estava quase mergulhando no lago do prazer quando…

 

Me puxaram de volta à superfície.

 

De repente, as mãos se foram.

 

Soltei um muxoxo indignado. Como ele ousa?

 

- Hyung… - murmurei, com a voz falha. Todas as minhas forças tinham sumido, mas ele só deu uma risada fraca e subiu até meu ouvido;

 

- Eu disse que você ia ser punido - sua voz autoritária e levemente grossa me arrepiou até o último fio de cabelo, e decidi não protestar.

 

Tive uma visão embaçada dele se afastando para tirar as calças. Joguei a cabeça para trás, afundando-a no travesseiro e tentei normalizar minha respiração. Quando fui novamente pressionado contra o colchão, gemi alto em puro deleite ao sentir as ereções se tocando e a reação mais próxima que eu consegui ter foi a de praticamente me jogar na direção dele procurando por mais contato.

 

Yoongi levou as mãos até meu pescoço, descendo-as pelo meu peito e depois voltando, como numa massagem. Seu toque não era mais tão frio.

 

- Você é tão lindo, Park Jimin - inclinou-se até meu ouvido para sussurrar - Eu poderia olhar pra você para sempre.

 

Senti as minhas bochechas esquentarem. Ele escolheu um ótimo momento pra me mimar…

 

Só que eu sofro de uma doença chamada Não Sei Reagir a Elogios, conhece? Então, toda vez que agem como se eu fosse um pote de ouro, eu me tremo todo. E existe alguém chamado Min Yoongi que é especialista em fazer as minhas pernas virarem gelatina.

 

Yoongi esticou o braço até a cômoda e tirou aquele pote tão conhecido de lá, despejando uma quantidade suficiente nos dedos e depois espalhando pelo próprio membro. Desviei o olhar para a embalagem e percebi que estava pela metade. Imaginei de quem seria a vez de passar vergonha na farmácia quando acabasse.

 

Suspirei alto e relaxei os músculos. Dobrei minhas pernas até meu peito e abracei-as, mesmo achando que aquela posição me deixava exposto demais. Yoongi sorriu, se aproximou e beijou o topo da minha cabeça. Eu estava tão suado a ponto dos meus cabelos grudarem na testa.

 

Não trocamos mais nenhuma palavra até ele direcionar seu membro até a minha entrada e me penetrar devagar. Ele deslizava com facilidade, e eu tentava não ficar tenso para não machucar a nenhum de nós dois. O meu corpo agora era, resumidamente, um turbilhão de sensações amontoadas.

 

E então, meus olhos procuraram os seus. Estabelecemos um contato visual intenso e, mesmo entrando e saindo facilmente, aquilo ainda me era um incômodo e os meus olhos começaram a marejar.

 

- Está tudo bem - confortou-me, ofegante - Eu não vou machucar você.

 

- Eu sei que não, hyung… Ah! - Yoongi acertou-me a próstata logo de cara, o que fez a dor se dissipar consideravelmente e que também me fez arquear as costas com o choque que percorreu o meu corpo. Ele sorriu de lado e começou a se mover, tudo num ritmo ainda lento. Eu me sentia tão sensível que poderia enfiar a minha cara num buraco de vergonha.

 

O mais velho fechou a mão em volta do meu pênis, masturbando-o na mesma velocidade das estocadas. Gemidos roucos saíam da minha garganta quando passei a estranhar toda aquela lentidão, e acabei de me tocar que tudo isso ainda fazia parte do meu castigo.

 

Mas eu não estava reclamando.

 

Já tomado pelo momento, soltei minhas pernas e levei-as até os ombros do Yoongi, onde se acomodaram amavelmente. Ele chegou ainda mais perto e se posicionou acima de mim, agora com os antebraços às minhas laterais no colchão. Estávamos cara a cara e as respirações descompassadas de misturavam.

 

A minha perna esquerda acabou escorregando porque, bem, eu não sou lá muito flexível. Yoongi pareceu não ligar pra isso e tomou meus lábios num beijo tão lento quando tudo ali. Eu era obrigado a quebrar o beijo para gemer sempre que ele me acertava lá, porém aquilo também não era um problema.

 

Quando eu já estava quase sem fôlego e não aguentando mais aquela porra de ritmo lento que mais parecia música de baile americano, pedi para que ele fosse mais rápido.

 

E, cara, que péssima decisão.

 

Yoongi sequer disse algo, apenas fincou as unhas na minha cintura e passou a me penetrar com muito mais intensidade, o que fez com que minha próstata fosse acertada diversas vezes. Me desfiz com um gemido longo e acabei por sujar todo o meu peito, ainda inerte pela onda de prazer que veio com tudo. Ele deu mais investidas até ejacular também, mantendo-se ainda sustento pelos antebraços sobre mim enquanto saía devagar.

 

- Já chega de punição por hoje? - perguntou com a voz cheia de sarcasmo. Revirei os olhos e neguei com a cabeça num gesto de repreensão.

 

- Filho duma cadela - Yoongi riu alto e se jogou ao meu lado no colchão - Se toda punição fosse assim… Cara, eu tava no céu.

 

- Imagino - sorrimos um para o outro. Contemplei a visão do Yoongi suado com os cabelos praticamente pingando enquanto ele me observava com a mesma admiração.

 

Eu podia não gostar tanto assim do meu corpo, mas Yoongi fazia questão de enfiar na minha cabeça que sim, eu podia contar vantagem dele.

 

Até que ele se levantou e começou a catar as roupas jogadas pelo quarto como da última vez. Ri;

 

- Você ainda tem força de vontade pra tomar banho? Hyung, eu te invejo.

 

- Tá, mas vem logo - arqueei uma sobrancelha e ele me devolveu o olhar - Eu não vou dormir do seu lado se você estiver sujo desse jeito.

 

- Novidade, essa sujeira é sua.

 

- Continua sendo sujeira. Pro banheiro, Jimin.

 

E eu fui obrigado a tomar banho. Mas eu obviamente fui atrás dos meus direitos e exigi ser carregado no colo. Afinal, a minha bunda ainda doía e eu não queria me dar ao luxo de andar.

 


Notas Finais


acho que esse foi o maior lemon que eu ja escrevi que bela bosta
ta a fim d um site porno otimo? vem ver meu tumblr ~ http://sassypotatoss.tumblr.com/
mentira não tem so porno nao. a maioria eh porno mas tem uns bagulho meu lá
NINGUEM LIGA MARIA JULIA
ta. Bom dia noite madrugada até a próxima


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...