História Cara, que droga! - Capítulo 66


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Anko Mitarashi, Baki, Chiyo, Chouji Akimichi, Darui, Deidara, , Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Han, Hanabi Hyuuga, Hidan, Hinata Hyuuga, Hotaru Katsuragi (Hotaru Tsuchigumo), Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Izuna Uchiha, Jiraiya, Jiroubou, Kabuto, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Karui, Karura, Kiba Inuzuka, Kidoumaru, Killer Bee, Kimimaru, Konan, Kurama (Kyuubi), Kushina Uzumaki, Maito Gai, Matsuri, Mei, Menma Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Rin Nohara, Rock Lee, Roshi, Sai, Sakon & Ukon, Sakura Haruno, Sari, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shion, Shisui Uchiha, Shizune, Suigetsu Hozuki, Tamaki, Tayuya, Temari, TenTen Mitsashi, Toneri Otsutsuki, Tsunade Senju, Utakata, Yagura, Yahiko, Yamato, Yondaime Kazekage, Yugito Nii, Yukata, Yuukimaru, Zetsu
Tags Akatsuki, Naruhina, Naruto, Saiino, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 100
Palavras 2.231
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo!

Capítulo 66 - Então eu sou 10 de outubro também?


O cabelo dele era loiro, espetado, com longas franjas emoldurando cada lado do rosto, os olhos eram azuis e possuía três marcas finas em cada bochecha.

Fitamos um ao outro por longos minutos, nossos olhos arregalados. Ele tinha a mesma altura que eu, estava vestindo uma calça jeans azul e uma camiseta verde com um símbolo de fogo estampado. Eu vestia short branco e camiseta azul, que Gaara e eu tínhamos comprado na lojinha de roupas usadas em Uzushio.

- O-oi - eu gaguejei tentando formular uma frase, o que era difícil.

- O-oi - ele também gaguejou, o que me deixou mais relaxado, afinal eu não era o único que estava desconfortável com aquilo.

Hinata, que tinha chegado junto com ele mantinha uma sobrancelha erguida.

- Eu não sabia que você já tinha chegado, Naruto - ela disse - Então, esse é o Menma. E Menma, esse é o Naruto.

- O-oi - nós dissemos um para o outro novamente.

Cara, agora diga para mim o que diabos você faria se encontrasse seu irmão gêmeo idêntico frente a frente sendo que até alguns atrás você não sabia da existência dele? Pois é, a situação em que eu estava era confusa e perturbadora, eu não tinha me preparado para aquilo.

Meus olhos pousaram em Hinata, que eu não via há dias, mas eu não sabia dizer direito qual era a minha reação ao fitá-la, pois eu já me sentia em estado crítico antes dela chegar. Hina me encarou de volta, seus olhos perolados me analisando.

- Você está vivo... - minha mãe estava encarando minha cópia - Menma, você...

- Essa é Kushina Uzumaki - Hinata desviou os olhos de mim e continuou as apresentações - Sua mãe, Menma.

Mamãe se levantou e se pôs de frente a ele, o olhando de cima a baixo e chorando.

- Menma...

- Você é a minha mãe? - ele deu dois passos em direção a ela.

Ela fez que sim, dando soluços horríveis que faziam o meu peito arder. Eu não gostava de ver minha mãe chorar, mesmo com tudo o que estava acontecendo.

- Eu... Eu sempre quis te conhecer... Mãe - Menma começou a chorar também e quebrou a distância entre eles, a abraçando.

- Meu filho - ela o apertou - Você tinha um aninho quando te tiraram de mim... Você, o Naruto e o pai de vocês eram as coisas mais importantes da minha vida... Eu tinha perdido você, perdi o seu pai... Eu só tinha o Naruto...

Ouvir aquilo me fez lembrar do dia que eu tinha chegado tarde em casa e ela estava morrendo de preocupação. É por isso que eu não quero que nada de ruim lhe aconteça, ela tinha dito. Preciso te proteger porque você é a coisa mais importante da minha vida. Você entende?

- Meus sobrinhos... Que ficaram comigo depois que a minha irmã morreu... - mamãe continuava dizendo enquanto molhava a camiseta do Menma com lágrimas - Eu perdi tantas pessoas que amo... Mas você... Mas você, Menma...

- Eu estou aqui agora - ele soluçou em resposta - Cresci num orfanato em Taki... Mas passava a maior parte do tempo nas ruas da cidade fazendo bagunça... Com a minha irmã...

Engoli em seco.

- V-você tem uma irmã? - eu o interrompi, assustado.

Menma me encarou por sobre a cabeça da minha – nossa – mãe.

- N-não de sangue - ele me respondeu, gaguejando também.

- Ah.

Eu fiquei olhando para Menma, pensando que ainda que ele fosse igual a mim, eu não conseguia vê-lo como irmão. Karin e Nagato estavam mais próximos disso do que ele. Resumindo, a situação era estranha, eu não sabia o que fazer. Estudei o olhar de Menma e me pareceu que ele estava pensando a mesma coisa.

Mamãe e ele continuaram abraçados por um tempo, não sei quanto, eu não estava pensando direito. Então ela o soltou, olhou para mim, sorriu ainda chorando e me estendeu a mão. Engoli em seco, sabia o que ela queria fazer. De qualquer forma, me aproximei e segurei sua mão, ela me puxou para mais perto ainda de Menma, ele e eu ficamos ainda mais constrangidos.

Pensei que ele estava mesmo feliz em conhecer sua mãe, mas encontrar uma cópia sua, exceto pelas franjas emoldurando o rosto, era muito estranho, muito estranho, muito estranho mesmo. Por um segundo eu quis saber o que ele sentia em relação a mim além disso, mas o que eu sentia por ele? Eu não entendia, as frutas jogadas no liquidificador foram colocadas para girar em velocidade máxima agora.

Meus pensamentos estavam mais bagunçados do que nunca.

- Vocês dois - mamãe começou - Estavam juntos - ela acariciou a própria barriga - Bem aqui.

- Legal - Menma e eu dissemos ao mesmo tempo, evitando olhar um para o outro.

Em meio ao choro dela, vi uma veia saltando em sua testa.

- Como é que é?! - ela berrou socando nossas cabeças na velocidade da luz - Eu falo uma coisa bonita e tudo o que vocês dizem é... "legal"?

- Ai - Menma passou uma mão no galo que provavelmente iria se formar daqui a pouco.

- Droga, mãe! - exclamei - Isso dói!

- É pra doer mesmo!

Encarei meu "irmão" – entre aspas mesmo, era difícil se acostumar com isso.

- Saiba que Kushina Uzumaki não é exatamente carinhosa, na maioria das vezes - contei - Ela é assustadora e, como diria meu amigo Shikamaru, completamente problemática. Ela tem ouvidos de vampiro!

- O que você está dizendo, Naruto?! - ela gritou comigo.

- A verdade! - retruquei já me tremendo.

Engraçado, alguns minutos atrás eu estava discutindo com ela, agora eu estava morrendo de medo, só não era pior do que naquele dia em que eu contara a ela que iria ser pai.

Hinata, Yugito, Nagato e Yahiko nos assistiam com expressões surpresas, sorridentes e confusas ao mesmo tempo.

- Entendo - Menma falou, ainda apalpando a cabeça.

- Mas ela consegue ser um amor de pessoa - acrescentei - Pergunte ao Pain - apontei para Nagato, que sorriu.

- E aí, Menma - ele acenou - Não tivemos a chance de nos conhecer antes, estive meio ocupado.

- Hã?

- Sou seu primo - o ruivo continuou - Meu nome é Nagato, mas quase todo mundo me chama de Pain. Tia Kushina cuida de mim desde que eu tinha 11 anos, posso afirmar, ela é uma boa pessoa... Mesmo com o temperamento explosivo.

- Nagato! - mamãe falou revoltada.

Todo mundo riu, até mesmo eu.

- Então - Yahiko limpou a garganta - A gente vai deixar a família a sós.

Ele saiu para a cozinha, acompanhado de Hinata e Yugito. Vi os olhos de mamãe sobre a Hina, eu mesmo a encarei fixamente, mas ela não olhou de volta para nenhum de nós.

Minha mãe se largou no sofá, ela puxou Nagato para o lado dela e indicou para que Menma e eu nos sentássemos lado a lado no outro sofá, seu olhar brilhava ao nos ver juntos.

- Vocês são tão iguais! - ela exclamou, tinha parado de chorar, agora só sorria.

- Chega a ser assustador - Nagato concordou.

- Bom - eu revirei os olhos - Nós somos gêmeos, deve ser por isso.

Menma e Nagato riram, mamãe fechou a cara.

- Esse chinelo no meu pé vai sair voando direto pra sua cara! - disse muito brava.

Me encolhi no sofá.

- Você tem uma prima também - Nagato falou para Menma - Ela é minha irmã, a Karin.

- Nossa - meu "irmão" sorriu - Família grande.

- Nem tanto - comentei - Somos só nós mesmo, a matriarca Kushina, governando com mão de ferro, Nagato, Karin e eu.

Foi muito rápido, de repente eu estava sentindo uma baita dor na cara, em todo o lado direito do rosto.

- Ai, caramba! - resmunguei, o chinelo da minha mãe caído em meu colo.

- Para de falar assim de mim! - mamãe exclamou - Vê se me respeita!

- Ugh - gemi - A senhora sabe que ainda precisamos conversar sério!

Menma assistia a cena meio chocado e meio achando graça, devo dizer que era estranho ver minhas expressões, que na verdade eram as expressões dele? Era quase como me observar no espelho, quase.

- Então - Menma começou, um pouco envergonhado - Quando é o aniversário de vocês?

- 10 de julho - mamãe respondeu.

- 19 de setembro - Nagato falou.

- 10 de outubro - eu disse.

Eu estava prestes a perguntar o dele, quando entendi a situação.

- Então eu sou 10 de outubro também? - ele indagou olhando para minha mãe.

Ela assentiu.

- É... - murmurei.

- Como ninguém sabia... Eu comemorava em algum dia de dezembro - ele deu de ombros - Foi quando eu cheguei no orfanato.

Encarei mamãe fixamente.

- Como foi que ele sumiu? - questionei mordendo o polegar.

Kushina Uzumaki fechou os olhos com força e balançou a cabeça. Devia estar revivendo as memórias. Com certeza isso era ruim, muito ruim.

É um filho que ele está perdendo, Naruto. Você não tem noção da dor que se sente porque ainda não é pai.

Fitei o chão, me sentindo atormentado de repente.

- Foi assim - mamãe deu de ombros, o semblante triste - Simplesmente sumiu. Sua avó estava no hospital, internada, eu estava sozinha em casa. Deixei o Menma no berço, dormindo. E fui dar um banho em você, que tinha acabado de fazer o número dois - ela riu devagar, eu continuei fitando o chão - Quando eu voltei, Menma não estava mais lá. Vocês tinham um ano, já conseguiam andar, eu pensei que de alguma forma o Menma havia saído do berço, mas isso era meio impossível. Saí correndo pela casa toda com o Naruto nos braços, procurando meu filho - mamãe começou a chorar de novo - Foi uma bagunça, a polícia não conseguiu ajudar em nada, meus amigos e conhecidos reviravam Konoha inteira, o Kakashi e o Yamato estavam até com olheiras, mal dormiam. Eu não estava melhor.

Ergui os olhos, Nagato estava abraçando minha mãe, ela escondia o rosto no peito dele e sua voz chorosa saía abafada.

- Tá tudo bem agora, tia - ele murmurava enquanto acariciava as costas dela - Tá tudo bem...

Sua avó estava no hospital, internada. Foi quando ela tinha descoberto sobre o câncer, provavelmente. E dois anos depois falecera, eu não tinha lembranças nítidas sobre ela.

Ah, qual é. Os jovens de hoje em dia, eu tiro por experiência própria, não querem ouvir os velhotes. É por isso que nós sempre quebramos a cara, Sakura havia falado naquele dia quando eu fora buscar o bolo de aniversário da Karin. E a sua avó? Gosta de te dar conselhos?

Minha vó morreu quando eu tinha três anos, eu tinha respondido.

O quanto Kushina Uzumaki aguentou sozinha? Droga, aquilo era demais. Perdeu um filho, então a mãe, depois a irmã e o cunhado, será que ela também sentira a perda do Minato Namikaze? E mesmo assim ela sorria, era valente. Talvez ela devesse se sentir agradecida por ter a mim e os sobrinhos. Talvez fosse isso que a fizesse ser forte, mesmo que não aguentasse mais a dor.

Cara, que droga! Mesmo que eu quisesse ficar com raiva dela agora, por ter me escondido certas coisas, eu não conseguia mais. Eu estava olhando para uma mulher guerreira, uma mulher que eu sempre admirei e que sempre me mostrou o caminho correto, quase arrancou minha orelha várias vezes, que ensinou meus primos e eu a tocar violão, que nos levou ao parque de diversões, que nos levou em piqueniques chatos, que nos fez ser unidos como família.

- Desculpa - murmurei - Desculpa, mamãe - pedi me levantando do sofá onde estava e me largando ao lado dela no outro - Desculpa - ela ainda chorava no peito do Nagato, eu encostei meu rosto em suas costas e comecei a chorar também - Eu sou um idiota - falei - Você sempre foi a melhor mãe do mundo, tudo o que fez foi querendo nos proteger. Desculpa ter gritado com a senhora, mãe.

- Naruto... - ela murmurou de volta, saindo do abraço do Nagato e então quase me matando sufocado - Eu te amo, meu filho - ela beijou minha testa e me soltou, abraçou o sobrinho de novo e fez o mesmo com ele - Eu te amo, Nagato - então ela se levantou devagar, fitou Menma no outro sofá, que tinha uma expressão chorosa, mas não deixava nenhuma lágrima cair - E você, Menma. Eu te amei esse tempo todo, nunca me esqueci de você e não teve um dia em que eu não derramasse lágrimas por você, meu filho. E eu ainda te amo. Por favor, me perdoe por todo esse tempo longe, eu falhei com você.

Menma se levantou e ficou de frente para ela, passando as mãos nos olhos, tentando impedir o choro, mas ele veio. Meu "irmão"... Tá certo, vamos esquecer as malditas aspas. Meu irmão agarrou nossa mãe apertado, agora ele soluçava horrivelmente.

- Não foi culpa sua - disse - E eu sempre quis conhecer minha mãe. Por isso só me prometa que não vai embora agora. Porque eu já amo você também... Mamãe!


Notas Finais


Jaa ne!


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