História Cárcere - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Seventeen
Personagens Jeon Wonwoo, Kim Mingyu
Tags Drama, Meanie, Minwon, Romance, Seventeen
Exibições 80
Palavras 1.235
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


esse capítulo é um oferecimento miro mello com patrocínio da companhia Tristeza & Depressão™
é dedicado a anja @choavevo que faz aniversário amanhã.......... eu amo minha waifu


LEIAM RELICÁRIO, A MELHOR JICHEOL DO MERCADO, VOCÊS NÃO VÃO SE ARREPENDER, SOMENTE HOJE PROMOÇÃO DE GRAÇA

Capítulo 15 - Não sorria para mim


ah... insistir na vida

algo assim

como sorrir

sobre o leite derramado

e se fartar

do sabor do doce

que teria sido

Nydia Bonetti

 

13; não sorria para mim

Mas Mingyu era um homem de manias. 

Gostava que seus sapatos ficassem alinhados a cama sempre que possível. Na sua cama tinha sempre um jogo de lençóis, e não peças separadas. Seus travesseiros tinham o mesmo tamanho, fazendo da cama uma simetria quase perfeita. Tinha sempre um copo de água no criado mudo do lado esquerdo da cama, que era o lado onde se sentava para depois poder se deitar. Levantava-se pelo lado contrário, do lado da janela, e assim que acordava abria as cortinas. Gostava de fazer um ovo pela manhã e tomava o café enquanto corria para o lado de fora da casa. 

E ele achava que mesmo que Wonwoo tivesse vindo passar um dia ali, sua rotina não mudaria. 

Wonwoo não gostava de manias. Ele não tinha rotina, fazia tudo quando queria e se queria, e raramente se dava ao trabalho de fazer qualquer coisa que não tivesse vontade de fazer. Passar um dia na casa de Mingyu foi uma rara exceção a essa regra, que segundo o mais alto lhe era obrigatória, tendo em vista que Mingyu passara alguns dias com ele. Wonwoo entendeu, naquele dia, que a voluntariedade do mais novo para passar dias na rua não foi tão voluntária assim, e na verdade exigia bastante em troca. 

E o mais velho, desacostumado com as grades que lhe cercavam, parecia querer fugir a todo o momento. Mingyu pensou em usar uma coleira antiga nele apenas de brincadeira, mas abandonou a ideia assim que percebeu que talvez Wonwoo não conseguisse levar qualquer coisa que se relacionasse com sua própria liberdade na brincadeira. Mas apesar de ser difícil para ele, acabou aceitando a estadia; desde que deixassem a porta destrancada. Seoul não era tão violenta e assaltos não eram tão comuns, mas a ideia incomodava um pouco Mingyu. Mas, se fosse essa a prerrogativa exigida para que Wonwoo ficasse, ele o faria. 

Foi difícil em especial fazer com que ele entrasse no prédio. Wonwoo estancou em frente às grades altas de metal como se encarasse um passado não tão distante. Foram-se pelo menos quinze minutos explicando que sim, ele poderia entrar e sair a hora que quisesse, para que Wonwoo tomasse coragem e entrasse no pequeno condomínio cercado. Também foi difícil para ele conter o ímpeto de sair correndo  dali quando Mingyu ficou parado bem a frente do portão para receber a pizza que haviam pedido. Wonwoo olhou Mingyu e entendeu, em instantes, que ele era como as grades ali. 

Comeram em silêncio vendo um filme qualquer na televisão. Logo de início foi complicado agradar ambos os gostos ali. Wonwoo não via filmes com frequência, mas lia muitos livros; não queria besteiras românticas inspiradas nos dramas de Nicholas Sparks, nem tampouco qualquer longa metragem que se inspirasse em livros. Mingyu não gostava de terror ou filmes de ação, então estes também acabaram sendo descartados. Levou uma pizza e meia para que decidissem por um filme que, finalmente, deixasse os dois felizes. O Cidadão Kane, de Orson Welles. 

O filme era em preto e branco e pouco entendiam da história, mas era interessante. Pelo menos na primeira metade, a que conseguiram ficar acordados para ver. Durante o tempo em que ficaram acordados, o resto da segunda pizza foi embora junto com dois pacotes de pipoca de micro-ondas. Mingyu comia demais e Wonwoo era magro demais, motivos estes que levaram Mingyu a se encher de comida e fazer o mesmo com o outro, que passaria a noite em claro, sendo um dos motivos para isso o estômago que parecia querer sair pela boca. 

O outro motivo era um pouco mais complicado. 

Wonwoo acordou perto da meia noite. Tinham colocado o filme as oito, o que significava que tinham dormido um pouco mais do que esperava. Mas o que o surpreendeu mais não foi o horário no relógio. Ele acordou encostado em Mingyu, que também dormia recostado em um dos braços do sofá. Estava quase encolhido entre as pernas do outro, com a cabeça apoiada em seu ombro e  com os braços de Mingyu a sua volta. Era bom, mas sufocante. Esgueirou-se para longe do outro e foi em direção ao banheiro, mas não sem antes passar pelo quarto de Mingyu e pegar uma muda de roupas emprestada. 

Mas quase desistiu; não sabia que raio de tecnologia era aquela para abrir o chuveiro, mas simplesmente não conseguia decifrá-la. Já estava prestes a quebrar as portas de vidro que lhe cercavam quando ouviu uma batida simples na porta que logo em seguida se abriu. 

— O do meio. Puxa para frente e depois vira um pouco pra esquerda, a água vai sair quente. Se estiver quente demais, vira um pouco para a direita. — a voz de Mingyu era como no dia que o reencontrou: baixa, um pouco lenta demais, e definitivamente cansada. 

Fez o que ele disse, e o banho foi agradável. Mais do que no abrigo, aonde a água ia do quente demais para a fria demais em instantes e era impossível de regular. Foi lento também, já que não teria de pagar nada por aquela água e sabia que Mingyu não se importaria. Lavou a cabeça com xampu pela primeira vez em anos, mas que pouco fez pela textura áspera dos fios. Trocar-se-ia com calma, colocando as roupas largas e macias que pegara emprestado; um conjunto de moletom cinza claro, pareado com meias e camiseta de cor branca. 

Não disse palavra alguma ao voltar para a companhia de Mingyu, e o viu levantar e se dirigir ao banheiro também. Não fechou a porta; talvez a intimidade fosse um pouco demais para Wonwoo, que ainda estava se acostumando com aquilo. Começou há alguns meses, com um beijo meio impensado o qual Wonwoo correspondera com certo desgosto. Beijo tinha gosto de prisão, segundo ele. Mas passaram rapidamente de selares simples a longas noites juntos, e o mais velho não sabia lidar mito bem com isso. Por melhor que fosse, e mesmo que fossem os de Mingyu, beijo continuava tendo gosto de prisão. E se apenas um beijo tinha um gosto tão intragável para ele, acordar de braços entrelaçados com Mingyu e sem suas roupas era nauseante, mesmo que isso não o impedisse de continuar a acordar nessa situação. 

Mas Mingyu era um homem de manias, e ele acordava cedo no dia seguinte para caminhar. Estava cansado, cansado demais para prestar atenção em Wonwoo ou nas sobrancelhas franzidas do outro, agora deitado ao seu lado, que estava visivelmente desconfortável. E talvez até cansado demais para prestar atenção no que dizia. 

Virou-se em direção ao outro e colocou um dos braços sobre seu peito. Seus rostos estavam próximos, mas não próximos demais. Wonwoo encarava o teto, os olhos fixos na luminária, enquanto Mingyu tinha o rosto virado para o mais velho, mas os olhos já fechados. De voz já embargada, disse quase inaudível: — Eu te amo, Wonwoo. 

Wonwoo não sabia direito o que era amor. Não sabia se era coisa boa ou ruim, ou se ele já havia realmente sentido aquilo. Não sabia se o amor era rosa claro, vermelho, ou branco. Se era doce, amargo, azedo, ou salgado. Mas sabia de uma coisa: se o amor tivesse forma, seria a de uma cela. 

E Wonwoo não gostava de celas. 


Notas Finais


- os capítulos terão SEMPRE em torno de mil palavras. eu amo fazer capítulos grandes mas não farei dessa vez. esse plot vai muito bem com as drabbles, na minha opinião akjfsdf
- eu postarei todo domingo até dia 13 de novembro (aniversário da anja sooyeol....), tentarei não falhar mas não prometo! isso dá em torno de 17 capítulos (eu acho......)
- a cada capítulo vai ter um pequeno poema de início que tem a ver com a história. leiam por favor. <3
- vou colocar uma música ao final de cada capítulo, algo que me inspirou ou que eu apenas ouvi escrevendo.
- feedback é muito bem vindo sim! ficarei muito feliz de ler seus comentários e ver o que posso melhorar.
- nem todo capítulo será betado, apesar de eu corrigir ele diversas vezes, provavelmente os erros serão frequentes. perdoem os meus erros. </3
- eu respondo os comentários assim que posto capítulo novo, então se eu não tiver respondido ainda provavelmente é esse o motivo!
- aproveitem a história!

✿✿✿✿

música desse capítulo: big bang - let's not fall in love
é da música que é tirado o título, nossa que musicão da porra..........

tava vendo a fancam do hanbin em what's wrong, fiquei triste e decidi postar o capítulo............
bom, acho que nem tem muito o que eu falar sobre esse capítulo. acho que foi nele que vocês puderam entender um pouco mais sobre o que a liberdade significa pro wonwoo, mas ainda tem história por vir e vou explicar melhor sobre isso. espero que tenham gostado mesmo sabendo que talvez a história esteja se encaminhando por um caminho diferente do que a maioria de vocês imaginou. ♥
além disso, 70 favoritos e ainda com 5 comentários no último, são mais de 35 comentários. eu fico muito feliz de receber opiniões de todos aqui, sério! pra mim é muito bom ver vocês dando suas ideias sobre a fic. espero de verdade que estejam gostando, pra mim é super importante saber que tem tanta gente acompanhando. ah, e fiquem ligados que talvez tenha algo no forno pra vocês..................
agora aos agradecimentos ♥ primeiro à @choavevo que faz aniversário amanhã e pra quem eu dedico esse capítulo, nÃO FICA BRAVA COMIGO PORFA EU TO TRISTE POR DENTRO NÃO SEI FAZER COISAS FELIZES,, mas de qualquer jeito, parabéns adiantado eirin!!!! espero que amanhã você tenha um ótimo dia (comigo) dlkgldgjgkld ♥
também à @junshi que elogiou a descrição da fic e eu fiquei [heavy breathing] porque amanhã recebo uma redação de descrição com nota...... rezem por mim.... @anao_sagaz que tem uma forte conexão mental comigo e estava ouvindo oneulttara antes de ler o último capítulo........ mulheres ikonic.........
também a @zbabydolly que leu cárcere tudo de uma vez nossa que coragem...... maratona cárcere.......... dgdklgjkldjgd muito obrigada por todos os elogios aaaaa!!
também a @shirahimesama que me aceita como hanbin biased obrigada anja.......... foi difícil sair do armário...... dkjggdgjd [eu sou um pouquinho sádica sim socorro] [e alguém prende ele por favor ele tá acabando comigo.....]

enfim, muito obrigada mesmo a todo o carinho com a fic!!! por favor não desistam de mim, ainda tem mais quatro capítulos muita coisa pode acontecer................

beijos e até domingo que vem.
com amor,

miro (ɔ◔‿◔)ɔ ♥


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