História Carcereiro. - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Jude Heartfilia, Layla Heartfilia, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Fairy Tail, Hentai, Nalu, Romance
Visualizações 345
Palavras 1.398
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ATENÇÃO: Ainda está em vigor a regra do CD - Capítulo Duplo- em dia do aniversário de algum leitor!

Capítulo 10 - Melhorando.


Lucy On

Eu nunca esperei ficar doente assim, foi um susto até para mim e quando eu desmaiei sozinha no quarto com toda certeza teria morrido se Beth não tivesse avisado Natsu e sabe, ele está me surpreendendo bastante, até me dar comida na boca está dando. Acordei sentindo uma brisa fresca entrando pela janela , olha só... Fazia tanto tempo que não sentia uma brisa fresca.

-Bom dia – escutei Natsu e o olhei – Trouxe seu café...

-Obrigada – eu disse me sentando com dificuldade na cama – Meu estomago dói...

-Eu sei, mas vai melhorar – ele disse colocando a bandeja com o café na cama – As coisas aqui são bem leves, como o médico disse...

-Eu espero que sim, não quero vomitar em você – eu disse rindo e peguei uma torradinha.

-Eu também – ele disse – Bom, só você terminar de comer que eu vou aplicar a injeção...

-De novo? – eu disse fazendo cara de dor, meu traseiro está dolorido pra caramba por causa dessas injeções, e segundo Natsu cheio de hematomas roxos por conta delas.

-Sim, ou é isso, ou você fica muito mais doente – ele disse e assenti, olhei para a porta da sacada e respirei fundo.

-Pode abrir a porta? – perguntei e ele deu um sorriso de canto.

-Claro – ele disse se levantando indo até a porta da sacada e a abriu deixando mais a brisa fresca entrar, respirei bem fundo e sorri – Quando se sentir melhor vamos dar uma volta lá fora...

-Sério? – eu disse e ele assentiu – Obrigada...

-Disponha... – ele disse sentando na cama de novo – Lucy... Eu acho que tenho que ser sincero com você...

-Sincero? – perguntei e ele assentiu – Tudo bem... 

-Antes do acidente de avião que matou minha família... Eu tinha uma namorada – ele disse e assenti – O nome dela era Lisanna, nos conhecíamos desde crianças e eu sempre adorei ela, ela era uma menina incrível, linda, amável...

-E terminou com ela? – perguntei meio sem jeito e ele negou – Foi ela?

-Mais ou menos – ele disse rindo triste – Ela tinha quinze anos quando descobriu que estava com câncer no cérebro e não podia ser retirado... Eu tinha pedido ela em namoro um mês antes, foi como um tiro em câmera lenta que acertou meu peito quando eu soube... A família dela fez de tudo pro tumor sumir, mas não sumiu, foi um ano naquilo até que ela... Que ela olhou pra mim e se dizer nem adeus ela foi embora pra sempre... 

-Eu sinto muito Natsu... – eu disse e ele sorriu com os olhos cheios de lágrimas – Por isso não gostava que eu te tocasse?

-Talvez – ele disse – Aquela vez que eu recuei que você encostou a testa na minha... Ela fazia aquilo... Não só ela encostava a testa na minha, mas minha mãe também... Depois que elas morreram eu fiquei com medo de gostar de alguém de novo, por que eu sempre sei que as pessoas vão embora e eu soube desse mercado negro de mulheres, você as compra, se enjoa as devolve... Elas nunca iriam embora até eu querer, mas... Sabe, quando se perde tudo, fica meses numa ilha sozinho, é tratado feito lixo num navio pesqueiro até chegar finalmente em casa, te muda um pouco... Tem noites que eu nem durmo em lembrar das coisas que fiz pra aquelas meninas, e ultimamente não durmo mesmo pensando no que fiz pra você... 

-É... Foi bem horrível mesmo – eu disse levando a mão ao rosto dele – Natsu, olha esse lugar, olha pra você... Acha mesmo que descontar toda sua dor em pessoa indefesas, como eu ou como qualquer outra menina que já pegou... Vai funcionar? Isso só te atormenta mais...

-Por isso eu decidi que você é a ultima – ele disse me deixando surpresa – Depois que for embora, eu vou trancar aquela casa pra sempre, vou fechar o elevador e ela nunca mais vai existir... Você me fez sentir algo que eu não sentia há muito tempo, ainda bem...

-Eu fico feliz em saber disso – eu disse rindo e ele também – Você não é uma pessoa agressiva de verdade, é?

-Um pouco – ele disse – Mas não muito, só nas horas certas, se é que tem hora certa... Quando você se curar vai ser livre pra ir embora... E... Me perdoa pelo o que eu fiz... Por tudo, por tudo... Me perdoa mesmo... – ele simplesmente começou a chorar na minha frente e eu sem saber o que fazer.

-Natsu... – disse e ele me abraçou colocando a cabeça no meu colo e chorando de soluçar.

-Me perdoa Lucy... Me perdoa... – ele disse e ainda sem entender nada – Se eu pudesse voltar no tempo seria diferente... Mas eu não posso...

-Não vou dizer que está tudo bem, por que realmente não está – eu disse – Nada vai voltar, você sabe disso...

-Eu sei – ele disse – Você me odeia muito?

-Demais – eu disse e ele assentiu – Desculpa Natsu, mas...

-Eu entendo – ele disse – Bom, já terminou de comer? – limpou as lagrimas e assenti. Ele pegou a injeção e eu fiquei de bruços na cama, passou álcool no local e logo eu senti a pontada, essa agulha é grande e o liquido da injeção dói muito mais.

-Pronto? – perguntei e ele não respondeu nada. Só olhei por cima do ombro e ele estava guardando os remédios.

-Volto amanhã pra nova injeção, a porta está aberta, pode fazer o que quiser – ele saiu do quarto e eu fiquei ali sozinha, ele está diferente depois que fiquei doente, bem diferente, acho que isso fez ele... Fez ele voltar a ser um humano.

No dia seguinte eu estava bem melhor, pude levantar da cama e comer na mesinha do quarto, desta vez foi uma empregada que trouxe o café para mim. Esperei até ele aparecer para me dar a injeção, mas novamente veio a empregada. Ela injetou certinho, mas não doeu menos né. Depois eu de roupão, um roupão branco, bem felpudo e grosso, quentinho, comecei a andar pelos corredores, é corredor que não acaba mais nessa casa. Desci as escadas e comecei a andar aleatoriamente, até que cheguei nos fundos da casa e eu quase perdi o ar.

-Meu Deus – eu disse vendo o jardim enorme, piscina enorme, essa casa tem fim?! Olha tem até um carrinho de golf pra andar! Olhei pra piscina novamente e Natsu estava saindo dela, se sentou na beirada e ficou olhando a água. Fui andando até ele e quando me viu ficou surpreso.

-Oi – eu disse dando um sorriso de canto.

-Estou vendo que está melhor – ele disse e assenti – Tem bastante lugar pra caminhar, pode perceber...

-Percebi – eu disse rindo – O quão grande é aqui?

-Bom – ele disse se levantando e pegando uma toalha – Tem academia, tem campo de golfe, futebol, com direito a arquibancada, quadra de tênis um lago artificial no campo de golf... É...

-Tudo bem , já entendi – eu disse assustada e ele riu.

-Tem uma sala de cinema, dentro da casa e... Bom, acho que só – ele disse e cruzei os braços.

-Que modesto – eu disse e ele sorriu de canto – Pode me mostrar tudo isso?

-Posso trocar de roupa? – perguntou e assenti – Certo... – ele foi trocar de roupa e eu fiquei esperando. Quando voltou, pegamos o carrinho de golfe e sim, tem caminhos tipo estradinhas que levam de um lugar pro outro.

-Já pensou em ter um zoológico, igual o Michael Jackson? – eu disse zombando e ele sorriu largo, um sorriso de verdade que eu nunca tinha visto.

-Não, aquilo é muito egocêntrico – ele disse e arqueei a sobrancelha.

-Falou o cara que tem campo de golf em casa – eu disse rindo – Você devia ser que nem o Riquinho...

-Eu era o verdadeiro Riquinho – ele disse rindo – Meu filho vai ser mais do que eu era...

-Quer filhos? – perguntei e ele assentiu.

-Vou adotar – ele disse me deixando surpresa – Só não sei qual, talvez um filho tire essa solidão que eu sinto...

-É, talvez – eu disse sorrindo. Foi o dia todo só pra ele mostrar a casa dele, disse que é num bairro da cidade onde só tem gente do tipo dele, então têm poucas casas e são bem distantes das outras. A casa em si tem dezoito quartos e acho que uns vinte banheiros, a cozinha é enorme, tudo é um sonho, mas sabe... É tudo tão grande só pra ele, tão grande só para ele... Sabe, agora eu vejo que ele é mesmo muito sozinho.



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