História Carmesim a cor do pecado - Capítulo 8


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Burgerpants, Chara, Grillby, Mettaton, Muffet, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Visualizações 95
Palavras 1.678
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Capítulo 8


A mulher entrou no quarto de forma elegante com sua camisola púrpura de mangas brancas. O vestido marcava bem as poucas curvas que a mais velha mantinha sem perceber. Delicadamente Toriel depositou um prato com torta de caramelo e canela junto a um copo de leite morno na escrivaninha ao lado do abajur .


*Fique a vontade m-mamãe. — Frisk se amaldiçoou mentalmente por ter gaguejando mas não sabia como disfarçar seu medo.


* Minha criança. — Sentou-se na cama arrumando um travesseiro na cabeceira onde acomodou suas costas . — Que tal falar-me um pouco sobre aquele rapaz? — A jovem engoliu a seco o que ouvira, queria gritar e se jogar da janela, igual a um esqueleto de um jogo a qual Frisk gostava, -O esqueleto dera a desculpa de que iria ao banheiro , então se jogou da janela deixando uma humana a sós com uma mulher peixe, no fim, ambas as garotas tiveram uma relação amistosa.- Frisk, ironicamente se sentia a humana ao invés do esqueleto. Acomodou sua cabeça no colo da mulher que afagava seus cabelos.


*Quer ouvir desde no início?


* Com toda certeza.


A menina de cabelos chocolates lambeu os lábios em sinal de nervosismo e começou a contar toda a história desde o momento em que Sans lhe dera uma bebida e o bilhete na boate até a hora em que ambos foram flagrados na moto e juntos foram ao bar- lanchonete de Grillby. Em alguns momentos a mãe ria das descrições que a menina dava das tentativas falhas de beijos, até que toda a história escutada com atenção veio ao fim.


* Minha criança, você nem conhece este homem, nem sabe se o que ele sente é real, e já o diz amar? — A menina desejou responder de forma rude contudo tomou todo o respeito que lhe fora ensinado, ignorou o comentário e pôs-se a deliciar-se da torta e do leite que já havia esfriado mas permanecia gostoso.— Além do mais, a outros tantos rapazes de sua classe social, porque justo um homem... An...


* Da ralé? É isso que você quer dizer?— Limpou os lábios odiosa, depositou o prato vazio e o copo igualado na escrivaninha e se levantou andando de um lado para o outro em seu quarto tentando fazer o ódio se dissipar.


* Meu amor, não é bem assim, não foi o que eu quis dizer...


* ENTÃO A SENHORA QUIS DIZER: " UM POBRETÃO SEM ESTUDO, UM NADA , UM PICHADOR DE MUROS SEM MORAL, FALIDO!”?— Exaltou a voz deixando a ira tomar-lhe por completo.


* FRISK DREEMURR, PEÇA DESCULPAS! — A mulher se sentou ereta na cama aumentando o tom de voz para com a filha.


* “ME DESCULPE”, ERA ISSO QUE QUERIA OUVIR OU UM: “ ME PERDOE VOSSA MAJESTADE, NUNCA MAIS IREI ME OPOR A SUAS ORDENS ABSOLUTAS , ENTÃO IREI ME CASAR COM UM QUALQUER QUE TENHA MUITO DINHEIRO E AME APENAS MEU CORPO E MEU ROSTO MAS QUE NÃO SE IMPORTE COM O QUE EU SINTA IGUAL VOCÊ E O PAPAI!!”— Subitamente a mulher se levantou da cama e desferiu um tapa na face pálida da filha. Ambas ficaram de boca aberta, Toriel nunca antes havia agredido um filho sequer, mas ao ouvir o final da frase não pode se conter.


* Ma...mãe? — As lágrimas quentes começaram a descer pela face marcada de Frisk, o pedaço em que se que a forma de 5 dedos começava a avermelhada ardia como fogo.


*Frisk! M-minha criança... Me perdoe...— A mulher tentando conter o desespero, levou Frisk até a cama e sentando. — Me perdoe por favor?!


* D-dói...— A dor física não era novidade para Frisk , apesar de tudo em sua infância tentava seguir Asriel e Chara nas brincadeiras mas acabava por se machucar, não era tão forte quanto os meninos, mas erguia-se e voltava a brincar como toda criança saudável, porém a dor de um tapa nunca antes fora experimentada. 


*Minha criança, olhe para mim!— A mulher tentava analisar a marca que escurecia na face da menor. Frisk não sabia se chorava pela dor, pelo ódio ou por saber que disse algo sem pensar e magoou a mãe.


* Está tudo bem!


* Me perdoe minha criança...


* Sou eu quem devo me desculpa, eu não faço ideia de como você e papai se conheceram , eu não pensei no que disse, me desculpe mamãe?


*Eu te desculpo minha criança. — A mais velha abraçou Frisk com ternura envolvendo-a em seus braços quentes repleto de carinho e afeto materno. Beijou a cabeça da filha acariciando-a os braços até que o choro cessasse.


Um longo período de silêncio pairou pelo quarto que estava de luzes apagadas, de certa a escuridão da noite tomava o recinto pelas janelas abertas , algumas luzes da rua traziam claridade o suficiente para poder andar ou reconhecer alguém em meio a penumbra.


*Um concurso.— Toriel disse baixo.


* O que?— A menina levantou a cabeça ainda abraçada a mãe, apoiou a mesma no ombro da mulher tentando a ouvir melhor.


* Eu era muito nova, meu pai havia ido embora de casa e eu cuidava da minha mãe que era muito fraca de saúde por trabalhar tanto por mim , então quando terminei os estudos eu rejeitei uma bolsa para uma faculdade até boa para os meus padrões sem dinheiro, porque eu queria cuidar da minha mãe, fiz um curso relâmpago e corri atrás de emprego, trabalhei de muitas coisas mas nada supria em casa, até achar um emprego de verdade, até lá sua avó já havia falecido pois não tínhamos dinheiro o suficiente para os remédio e o que tínhamos ela pedia para comprar os mantimentos, não adiantaria tomar os remédio e morrer de fome, então eu só o fazia. Um dia teve uma seleção de secretárias para uma empresa, eu tinha cerca de 28 anos, eles exigiram uma prova e eu e mais três moças passamos, uma para cada departamento, eu acabei ficando como secretária do secretário do meu patrão -a qual eu nunca tinha visto, pois este era muito ocupado- , ele era uma graça, tinha acho que 25 anos na época , era novinho, a tinha dificuldade com cálculos, mesmo tendo uma boa vida , condições financeiras, bons estudos, — ela riu.— apesar de tudo, ele era perfeito para assumir aquela empresa, mesmo sendo péssimo com contas. Ele dizia que eu o completava , chegou a me pedir em namoro diversas vezes mas eu o rejeitei. Um dia eu estava na cafeteria dos funcionários e um homem alto pediu ajuda com a cafeteira, eu o ajudei, afinal, antes daquilo eu já havia trabalhado em lanchonetes. — Acariciava as madeixas da filha encarando o teto como se um flashback passasse em sua mente.— Ele me agradeceu e chamou-me pra sair, eu aceitei pois precisava de um ar. Estranhei os olhares dos funcionário em direção a mim enquanto caminhava em direção a saída na cia deste homem, ele abriu a porta do carro para mim e logo se pôs a dirigir. Eu disse:“ Pela forma que nos olharam, você deve ter um cargo importante.” então ele respondeu:“ Você não sabe quem sou eu?”— A mulher imitou uma voz grossa fazendo Frisk rir.— eu disse então: “ Não que eu me lembre.” ele riu, chegamos a um restaurante lindo, a comida de lá era ótimo, me lembro de perguntar quanto anos ele tinha então o mesmo me respondeu “ 58” e eu disse: “ Parece tão mais novo” A partir de então passamos anos encontrar, eu não sentia nada por esse homem mas gostava de passar o tempo conversando com ele, um dia o garoto para quem eu era secretária me levou a uma reunião e lá estava ele,aquele homem que sempre me levava para sair, sentado na cadeira do chefe. E eu pensei “ Por quê ele nunca me disse?” mas ignorei o fato, um menino,- a qual era filho deste homem estava do lado dele, trajado de terno e gravata belíssimos, eu fiquei boquiaberta , ele não era belo, mas não era feio e mesmo assim meu coração pulsar só de olhá-lo, reunião inteira nós trocava-mos olhares com com risos sem graças, no final de tudo ele pediu me telefone e eu o passei, nos encontrávamos a escondidas e quando percebi estavamos namorando.— A mulher sorriu como uma adolescente apaixonada.— Um dia o pai dele me chamou para um jantar em sua casa, ambos estavam lá a mesa, o meu patrão sorria contente para mim, então ele disse. “ Sabe Toriel, eu já estou velho e pronto para me aposentar, meu filho irá assumir a empresa e sabe... acho que você é a pessoa certa para auxiliá-lo. O que me diz?” . Eu olhei para o filho dele com um sorriso meia boca como quem dizia: “ Asgore,você contou para ele sobre nós? ” e ele acenou que sim com a cabeça. Bastante tempo se passou, eu e seu pai já não namorava-mos mais as escondida desde aquele jantar, quando eu estava com 36 anos e seu pai 39 decidimos casar, pouco antes do casamento descobri que eu estava grávida de Asriel, logo depois veio vocês.— Suspirou tranquila — Eu não sei o que me deu quando te bati, só me senti ofendida, eu amo seu pai mais do que você imagina Frisk, eu não tinha nada, não era ninguém e mesmo assim ele me amou, eu não proíbo você de amar este homem a qual você julga gostar, mas eu peço que tenha cuidado, você é nova e ingênua.


* Sua preocupação é admirável mamãe .— A jovem secava as lágrimas recentes causadas pela história de Toriel. — Eu juro que tomarei cuidado e quando a hora chegar lhe apresentarei Sans.


* Sim minha criança — A mulher sorriu e beijou a testa da filha. — Eu irei ver se o jantar está pronto, então apronte-se e desça para comer.


*Certo mamãe. — A mais velha pegou o prato e o copo e se retirou do quarto deixando uma Frisk com ar de apaixonada para trás, a história apenas a incentivara a correr atrás de seu amor, e isso era o que ela faria.




Notas Finais


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