História Carta à suicida - Capítulo 2


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Palavras 492
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eu gostei muito de escrever esse trecho/capítulo, espero que vocês gostem de ler também.
Desculpinha, demorei pra atualizar.

Boa leitura.

Capítulo 2 - NiCK


Ainda me fazia anestesiada pelo conteúdo da carta. Alguém me conhecia, via, ouvia, sabia o meu nome e eu não sabia quem. Comecei uma busca mental entre as pessoas que eu conhecia, alguém que pudesse ser considerado suspeito, nada, pensei na minha mãe, todavia descartei a possibilidade, ela teria sido mais acolhedora, carinhosa e o mais importante, teria assinado.

Repousei o copo sobre a pia e resolvi que o lavaria depois, quando as louças estivessem todas sujas, provavelmente. Abri a geladeira em busca de algo para aliviar o ardor crescente no meu estômago, senti um cheiro que me deixara nauseosa, farejei a procura do aroma, eram morangos, uma caixa com vários deles, os comprei na feira perto de casa, talvez no mês passado, quando os comprei estavam vermelhos, grandes e suculentos, agora, eram uma maçaroca gosmenta, mofada, coberta por bolores, havia um pouco de água por baixo deles, o cheiro novamente inundou meu nariz, a ânsia de vomito fez-se presente, e eu estava ali, parada, com um olhar fixado nos morangos, eles eram a representação de como eu me senti, eu me via neles, coberta por leveduras, impregnada com um perfume fétido de morte, despejei-os na lixeira e o pensamento me rodeou, eu teria o mesmo destino.

Acabei fritando um ovo, avistei um pão velho sobre a mesa e os uni, meu almoço, pão com ovo. Retornei a sala com o almoço no prato, mordi um pedaço do pão, o ovo estava sem sal e eu já havia sentado no chão, então resolvi comer mesmo assim, fitei a carta, curiosa, a segurei, tornei a procurar um nome, uma assinatura, imaginei que pudesse ter uma pista, marca d’água, a coloquei contra o sol, bingo, uma parte mais clara formava “NiCK”, e era só isso, fiquei frustrada.

“O que porra é NiCK?”

Mordi o último pedaço do pão, senti o vazio do estômago indo embora, abandonando-me como tudo. Ri, debochando do pensamento.

“Será que é uma pessoa? Pode ser uma empresa.”

Conversei com a solidão, mas ela não era de muitas palavras e sem respostas fui pegar meu notebook no quarto. Sentei na cadeira, coloquei o notebook sobre a mesinha de estudo e pesquisei.

“NiCK. NiCK. Não tem nada. Espera. Isso é interessante.”

Cliquei no site, era um fórum, o título da discussão era “Como lidar com uma paixão platônica?”, um dos comentários vinha de um usuário nomeado por “NiCK”. Não podia ser coincidência.

NiCK: Primeiro você precisa contar, caso tenha assumido que você tem 0% de chance, então supere. Se você gosta da pessoa e ela não sabe da sua existência faça com que ela te note, de uma maneira boa, seja o apoio que ela espera do mundo, seja amigável e especialmente você. Faça-a sentir-se interessada por você, curiosa por te conhecer. Mas tenha em mente, o primeiro passo, se errado, pode ser o último.

“Puta merda. Se esse NiCK for “o NiCK”, se ele tiver o mesmo objetivo, conseguiu, deixou-me interessada.”


Notas Finais


Até o próximo capítulo, estou ansiosa para escrever mais.

Beijinhos.


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