História Cartas de Mim Para Mim - Capítulo 6


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Categorias As Crônicas dos Kane, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Bianca di Angelo, Carter Kane, Charles "Charlie" Beckendorf, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Frank Zhang, Hades, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper McLean, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Sadie Kane, Thalia Grace, Walt, Will Solace, Zeus, Zia Rashid
Tags As Crônicas Dos Kane, Os Herois Do Olimpo, Os Olimpianos, Percy Jackson
Visualizações 27
Palavras 1.444
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia! Como estão vocês?
Eis o terceiro conto escrito por Nico que eu sei que vão gostar.
Gratidão pelos últimos favoritos e comentários. *3*
Tenham um bom fim de semana, abraços!

Capítulo 6 - Terceiro Conto



 

O BEIJO

Ainda meio zonzo, abri a torneira da pia e enchi a mão da água, passando-a no rosto. Meu olho estava bem inchado, meu nariz sangrava e os cantos de minha boca estavam machucados. 

Alguém chamara a polícia, que conseguiu pegar apenas a mim. Anúbis estava são e salvo em algum lugar que eu não sabia onde. E provavelmente com Sadie em mãos. 

Sentia-me frustrado e impotente. Frustrado porque era bem provável que Anúbis estivesse com Sadie e fazendo coisas bem piores do que apenas pegá-la pelo braço. Impotente porque eu nada pude fazer antes de parar na cadeia e nada podia fazer dentro dela. 

Eu buscava uma história, uma vida além de livros e noites em claro escrevendo artigos para a faculdade. Ganhara uma crise existencial e um provável problema com a justiça. 

O pai de Thalia e Jason, Zeus Grace, era o delegado da delegacia onde fui detido. Da cela, eu os ouvia pedindo a ajuda do pai para me tirar de lá, mas não havia nada que ele pudesse fazer e era essa a frase que ele repetiu para eles inúmeras vezes. Acabaram por chamar meu pai que, desesperado, fora com minha mãe ainda vestindo pijamas até a delegacia. 

- Meu filho... O que fizeram com você? - disse meu pai ao me ver. Em seu olhar, tristeza e total descrença. Minha mãe chorava e me abraçou, fazendo-me sentir dor nas região das costelas. 

Era humilhante ter que precisar dos pais aos 21 anos de idade para pagar algo ao nível de uma fiança. Mesmo na escola, onde tive mais problemas, meus pais nunca foram chamados para uma reunião por problemas que eu poderia ter causado e eu pensei que minha vida seguiria daquela maneira: sem tormentos para meus pais. No entanto, lá estava eu. 

Acordei tarde no dia seguinte. Meus pais não me levaram para meu dormitório na universidade pois queriam que eu descansasse decentemente com uma privacidade que talvez não tivesse lá, então voltei para meu quarto em casa, aquele no qual eu não passava tanto tempo desde o Natal. Tudo estava exatamente onde eu havia deixado: pôsters de filmes e quadrinhos pela parede branca, uma pilha de livros sob a escrivaninha e minha luminária empoeirada. Abri a janela do quarto e senti o ar gelado. O apartamento era calmo, mas não a rua.

Ah, Nova Iorque. 

Na sala, Bianca, minha irmã mais velha,  assistia TV namorando uma xícara de café. Largou-a e saltou em meus braços apertando-me forte e então percebi o quanto eu sentia saudade dela. Bianca havia sido aprovada em uma universidade em Boston, então eu só a encontrava no verão e nos feriados de fim de ano. No inicio fora difícil, pois em nossa mudança para o novo país, ela foi minha única amiga até fazermos amizade com Jason e Thalia. Com o tempo fiquei bem, mas seu abraço ainda fazia falta. 

- Fiquei tão preocupada, Nico! - disse ela com o rosto enterrado em meu peito - Peguei um vôo de emergência para cá! 

- Estou bem. 

- Não, não está! - insistiu ela e não discuti. Sentamos juntos à pequena mesa da cozinha e ela me serviu café e encheu novamente sua própria xícara. Passamos as duas horas que se seguiram conversando sobre tudo o que fosse possível. Rimos juntos com as piores histórias que tínhamos para contar sobre o tempo que passamos distantes um do outro e depois assistimos a um filme juntos. 

Ao final da tarde, Bianca saiu para comprar algo para comermos naquela noite. Nossos pais sempre voltavam muito tarde do trabalho então nem sempre comiam em casa. Como não esperavam que tudo aquilo fosse acontecer na noite anterior, não havia comida em casa. Sentado na soleira da janela do meu quarto com um livro apoiado nas pernas, ouvi a campainha tocar. Pensei que pudesse ser Jason, que me prometera uma visita, mas surpreendentemente era Sadie. 

- Pedi que Thalia me desse seu endereço - disse ao ver a surpresa em minha expressão. 

- Ah... Tudo bem... Quer entrar? - perguntei e abri espaço na porta. Relutante, ela aceitou entrar. 

- Só queria saber como está - disse - Soube que foi preso... 

- Não se preocupe comigo - respondi - Quero saber de você. Ele fez algo contigo novamente? 

- Não - disse ela, mas parecia estar mentindo. No entanto, não seria eu a julgá-la. Suspirei e pedi que se sentasse. 

- Normalmente eu não perguntaria isso, ainda mais se nós mal nos conhecemos, mas... O que Anúbis é seu? - perguntei e ela, que passou a mão nervosamente pelos cabelos loiros antes de responder. 

- Um ex-namorado que eu não consigo esquecer. 

- Não é você que não consegue esquecer... - comentei e ela riu sem achar graça - Ele já... Te bateu ou sei lá? 

Sadie ficou tensa com a pergunta. Eu parecia ter tocado em um ponto sensível. 

- Talvez ele seja um pouco violento... 

- Não há nada que possa fazer para deixá-lo para tras? - perguntei, mas vi em seus olhos que as coisas pareciam ser piores e mais difíceis do que eu sequer pudesse imaginar. 

E eram mesmo. 

- Não posso voltar para Londres - Disse após um suspiro - Fui expulsa de casa pelos meus pais que não me apoiaram e continuam não me apoiando com a banda. Disseram para eu não voltar. Todas as integrantes da banda são desse estado e eu mal tenho dinheiro para me manter aqui. Moro em um apartamento minúsculo com uma amiga. 

- Tem irmãos? 

- Sim. Tenho um irmão mais velho, mas ele continua em Londres. 

- E como veio parar em outro país? 

- Com uma amiga, Zia, colega de sala de Thalia. Ela já morava aqui, então eu só liguei pra ela desesperada - Riu. Ainda que não tivesse sido uma gargalhada, percebi que foi a primeira vez que vi Sadie sorrir. 

Sorri também olhando-a e estudando seus traços com mais atenção. A mecha de cabelo loira pintada de roxo atrás de sua orelha esquerda revelava-me quatro piercings. Também havia uma argola em seu nariz. A maquiagem preta ao redor dos olhos continuava marcante como em todas as vezes que eu a vi. Usava a mesma jaqueta de couro da noite que tocara no evento, e havia alguns anéis em seus dedos.

Suas pernas eram cobertas por uma meia-calça preta rasgada, revelando alguns hematomas. 

- Gostou das minhas pernas? - Sua voz irônica tomou-me a atenção e eu senti meu rosto corar. Seus olhos claros me observavam atentamente, deixando-me mais nervoso ainda. Não só olhos atentos, eram atrevidos e intensos. 

Fui sincero:

- Sim - Mas não pretendia ser tanto - Mas reparei nos hematomas. 

Os olhos de Sadie se desviaram momentaneamente até pousarem novamente nos meus com a mesma intensidade de antes, até estarem perigosamente pertos. Sentia seu hálito de menta contra meus lábios. E então havia apenas dor. 

Seu dedo pousou em meu queixo e em seguida acariciou-me a face. E então ela me beijou. 

Havia um misto de confusão e prazer naquilo. Mal me lembrava da última vez que beijara alguém. Mas parecia ser diferente. Não só parecia, era. 

Sua mão foi para trás da minha cabeça, como para segurar-me junto a ela. Pousei minha mão em sua cintura apertando-a levemente e seguida subindo suavemente para seu rosto. Queria sentí-la. Sua mão foi para meu peito e nossos corpos se colaram. Meu coração acelerava e eu suava com o nervoso. Quando nos afastamos, eu estava ofegante. Olhei-a um pouco confuso, mas não parecia haver confusão, apenas o que foi feito. E algo mais.

Ouvimos o barulho das trancas da porta e nos afastamos um do outro. Bianca entrou no apartamento com sacolas na mão seguida de Thalia.

- Olhe quem eu encontrei na rua e vai ficar para o jantar - Sorriu Bianca e então viu Sadie - Olá... 

- Bia, essa é Sadie - Disse Thalia - É a vocalista da banda. 

- Oi - Disse Sadie, levantando-se e estendendo a mão. Bianca pousou a sacola no chão e apertou sua mão. 

- Não sabia que Nico tinha feito mais amigos - Sorriu minha irmã - Quer ficar para o jantar?

- Eu adoraria, mas tenho algumas coisas para fazer - Disse, passando a mão pelo cabelo - Obrigada pelo convite. Até mais, Thalia. 

- Até! 

Sadie se dirigiu para e porta e eu a segui. No corredor eu a parei. 

- Não quer mesmo ficar? - perguntei - Não há problemas para mim. 

- Só passei para saber de você - Sorriu de canto. Acariciou meu rosto levemente e deu-me um beijo rápido. - Até qualquer dia. 



 



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