História Cartas de Mim Para Mim - Capítulo 7


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Categorias As Crônicas dos Kane, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Bianca di Angelo, Carter Kane, Charles "Charlie" Beckendorf, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Frank Zhang, Hades, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper McLean, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Sadie Kane, Thalia Grace, Walt, Will Solace, Zeus, Zia Rashid
Tags As Crônicas Dos Kane, Os Herois Do Olimpo, Os Olimpianos, Percy Jackson
Visualizações 32
Palavras 1.440
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Bom dia!
Eis mais um capítulo da história. Foi uns dos que eu mais gostei de escrever, por se tratar de uma experiência íntima de Nico retratada de uma forma mais pessoal e singela. Espero que curtam.
Dica de música: Voices, do Alice In Chains.
Gostaria de agradecer pelo último favorito e pelos comentários. Muito obrigada! :)
Ademais, desejo a vocês um bom domingo e uma ótima semana.
Abraços e boa leitura!

Capítulo 7 - Turbilhões


Após a aula chequei as visualizações do último conto publicado. Haviam 20 comentários - o que era muito pouco, comparado aos comentários recebidos pelos outros alunos, mas que eram muito para mim. Todos pareciam estar gostando das situações nos contos ainda que eles tenham deixado havia muito de serem apenas contos. Eram minhas próprias histórias contadas em capítulos. Quíron me chamara a atenção sobre isso. Eu havia fugido da proposta do trabalho e os capítulos já não tinham mais uma ideia central ou o desfecho de uma ideia como em um conto, apenas continuações das publicações anteriores. Mas como eu havia conseguido leitores e já estava fazendo, ele me disse para continuar, mas que eu não ganharia uma nota tão alta. Dei de ombros e me pus a pensar no desfecho daquela breve história. 

Aquilo ainda era sobre minhas vivências e experiências pessoais e tudo tinha sido interessante em um determinado momento. Mas assim como Quíron e meus poucos leitores queriam saber do desfecho, mesmo que alguns não acreditassem na veracidade dos escritos. 

Na caixa de mensagens, uma breve frase de Sadie da noite anterior não respondida me arrancou um sorriso. "Se cuida, durma bem". 

Vi Jason sair do quarto com a bola de basquete em uma mão e a garrafa de água em outra. 

- Vai rolar uma partida? - perguntei. 

- Vai - Sorriu - Receio que não poderá assistir. Tem visita. 

- Visita? 

- Sim. Até mais tarde - Disse ele, antes que eu pudesse perguntar quem era. 

Entrei no quarto e encontrei Sadie sentada sobre minha cama. Sobre as pernas cruzadas, folheava um de meus livros que eu costumava deixar sobre o criado-mudo. Sorriu ao me ver e senti meu rosto corar, e então ouvi seu riso em resposta ao ato. 

- Desculpe invadir seu quarto assim - Disse.

- Sem problemas - Sorri e sentei-me ao seu lado na cama. 

- Desculpe não ter respondido a sua última mensagem - Ri - Caí no sono. 

- Tudo bem. Depois dela eu caí também.

- Está aqui há muito tempo?

- Cinco minutos é muito tempo?

- Acredito que não. Quer beber alguma coisa? Só temos água - Ofereci e ela riu.

- Vim te chamar para sair - Disse.

- Sair? Para onde?

- Acho que cinema é bem clichê, então pensei que poderíamos ir a um show que vai rolar hoje a noite naquele galpão que tocamos. Não será uma batalha de bandas, só um show acústico da banda de um amigo meu.

- Um show acústico! Legal! Claro, eu adoraria ir - Falei. 

- Beleza - Sorriu e se levantou - O show começa às oito, mas te vejo no portão às nove porque não começará às oito - Riu.

- Às nove - Falei e nos olhamos demoradamente.

Eu conhecia Sadie há apenas uma semana, mas fora suficiente para que eu começasse a pensar nela de uma maneira diferente. Sabia que não a conhecia o suficiente, mas a sensação de estar com ela era indescritível. Queria saber se ela pensava o mesmo, mas pensava ser muito cedo para questioná-la sobre isso. Os últimos dias me fizeram experimentar novas coisas ao seu lado, como ter alguém preocupado comigo e trocando mensagens durante toda a noite. Alguém que fazia perder a fome só de aparecer na minha frente. Eu não sabia o que era aquilo, e tudo parecia um turbilhão, mas eu gostava desse turbilhão.

Eu realmente gostava desse turbilhão. 

*

A noite, encontrei-a no local combinado. Estava frio como no último show e eu estava novamente coberto pelos mesmos casacos. As feridas em meu rosto não estavam completamente cicatrizadas, e algumas partes de meu corpo ainda doíam, principalmente no frio. Sadie fumava no meio-fio da calçada e, ao me ver, sorriu e jogou o cigarro na rua. 

- Pera... Não há ingressos - falei, com a mão na testa. 

Sadie riu e colocou a mão dentro da jaqueta, tirando em seguida os dois ingressos. Nos dirigimos à entrada, onde voltamos a encontrar Connor Stoll.

- Hoje não vai ter regalia, di Angelo - Adiantou ele.

- Hoje eu tenho ingresso - Ri e Sadie o entregou. Connor riu abriu passagem para nós.

Assim que entramos, Sadie foi abordada por um rapaz. Ele era alto, de pele negra e vestia uma camiseta sem mangas que exibia os braços musculosos. A princípio, me ocorreu que poderia ser algum ex-namorado que não a deixava em paz, mas ao vê-la sorrir, relaxei. Era impossível ignorar o quão relaxada Sadie estava ao falar com ele. Sorria e gargalhava com o que ele dizia, algo que eu não a via fazer em quase nenhuma frequência.

- Deixe-me apresentá-lo. Nico, esse é Walt - Disse Sadie - Walt, esse é Nico. 

Walt estendeu a mão e eu apertei.

- Você foi o cara que caiu no tapa com o Anúbis? - Perguntou-me em tom sério.

- Fiquei conhecido?

- Talvez - Walt sorriu - Não se mete com aquele cara. Ele não é a pessoa mais justa que irá conhecer. Já disse para Sadie se afastar dele, mas ele não larga do pé.

- Notei.

- Toma cuidado, cara. E obrigada por tê-la defendido. Fico sempre muito preocupado com ela quando sei que está sozinha. Mesmo com Thalia os ataques são inevitáveis - Walt checou o telefone - Tenho que ir. Espero que aproveitem o show. Prazer em te conhecer, Nico. 

Walt apertou minha mão e deu um abraço em Sadie, beijando-lhe a testa. Em seguida, saiu correndo e sumiu entre as mesas que foram colocadas por ali. 

Sadie e eu encontramos uma mesa não muito perto do palco. O local enchia aos poucos, estava agradável e muito diferente da noite de show no qual se encontrava semanas antes. Pouco tempo depois, a banda entrou em palco e iniciou o show fazendo uma versão acústica de Voices, da banda Alice In Chains. Sadie se levantou e me chamou para dançar. Timidamente aceitei e ela me puxou para a frente do palco, colando seu corpo ao meu e alguns minutos depois, outros casais juntavam-se à nós. Sadie me olhava intensamente, nossos corpos colados balançavam ao embalo da música. E então, ainda ao som de Alice In Chains, ela me beijou e eu só percebi que a música havia acabado quando ela se afastou de mim, segurando minha mão.

- Vem, conheço um lugar - Disse, e guiou-me pelas duplas que continuaram agarrados para a próxima música. 

Saímos da parte principal e fomos parar de um corredor que parecia ser apenas para funcionários. Sadie parou na frente de uma porta e, após olhar para os dois lados, abriu-a, chamando-me para entrar. A sala tinha uma iluminação não muito forte. Havia um frigobar ao lado de uma penteadeira cujo espelho era envolto em luzes, e haviam três sofás encostados em três paredes, que eram pintadas em uma cor creme. 

Ouvi o clique a porta atrás de mim e soube que Sadie tinha trancado-a. Virei-me para ela e a mesma envolveu meu pescoço com os braços e, na ponta dos pés, voltou a me beijar. Minhas mãos pousadas em sua cintura traziam-na para perto, colando nossos corpos e, atrevidamente, adentrou em sua camisa, sentindo a pele por toda a extensão do tronco. Suas mãos em meus cabelos seguravam-no fortemente e seu beijo tornava-se cada vez mais cálido. Aos tropeços e risos, deitei-me no sofá com ela por cima, cada perna sua em um lado do meu corpo, com as mãos passeando por onde fosse possível. Sentia sua excitação, seu desejo e senti também uma súbita vontade de lhe satisfazer. 

Ainda com os lábios nos meus, Sadie tirou a própria jaqueta e jogou-a no chão ao lado do sofá. Tirei sua camisa e ela tirou a minha, em seguida, ajudei-a com meu cinto. E então senti-a em mim, apoiando-se com as mãos em meu peito, arfando e gemendo baixo. Ainda que tomado pelo êxtase do prazer que me proporcionava, não pude deixar de olhá-la e apreciá-la em sua totalidade, suada, com os olhos travessos e cheios de desejo que não se desviavam nem por um momento dos meus e que apenas se fechavam pela sensação prazerosa do momento. Em seu ápice, vi-a fechar os olhos claros, abrir os lábios e soltar um breve gemido de prazer. E então vi todo o momento se intensificar, sentindo suas pernas ao meu redor, tremendo, e suas unhas arranhando meu peito. Quando abriu os olhos, estava corada de uma forma linda e não sorria de uma forma sacana, mas doce, como eu nunca vira antes.  E parecia trazer amor de uma forma que há muito tempo eu não sentia. 
 



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