História Cartas De Um Admirador - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Mistério, Suspence
Exibições 6
Palavras 1.449
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente desculpem pela demora, semana de prova.
Bom mas chega de papo.
Boa leitura.

Capítulo 6 - Chapter 6


 Tínhamos tirado o dia para nós, só nós. Um dia de meninas, era o que precisávamos depois de duas semanas cheias de novidades e loucuras.

- Kate, Kate, Kate. -gritavamos em uníssono para que a mesma subisse ao palco.

Estávamos as quatro em um pequeno restaurante com karaokê; eu, Emmy, Kate e sua irmã mais nova Karol.

O local era rústico, confortável e charmoso com seu pequeno palco e várias mesas ao redor, luzes apontadas para o centro e uma das melhores comidas da cidade. Era o local perfeito para quatro amigas relaxarem.

Haviam várias pessoas à nossa volta, todas comendo e conversando com seus amigos, parceiros e família. Alguns até mesmo se arriscando à cantar.

Kate se levantou esbravejando coragem, andando de cabeça erguida e com passos confiantes até o palco.

Todos à aplaudiam, inclusive eu que estava no mínimo animada para à ver cantando. Kate havia talento para a música assim como para dar festas.

- Acha que ela vai se sair bem? -Karol pergunta sentada à meu lado.

- Sim, tenho certeza. -falo olhando para a mesma com um sorriso sincero.

- VAI KATE! -agora Emmy grita nos fazendo sorrir e aplaudi-la.

Ela olha para todos à sua volta dedicando à música para nós. Estava tudo perfeito. Perfeito até demais.

(...)

- Tchau meninas. -falo me inclinando para frente do carro e dando um beijo na bochecha de cada uma.

- Tchau Ho. -Kate exclama.

- Nos vemos amanhã! -Karol fala por fim se despedindo.

Kate havia nos deixado a poucas quadras da minha casa, nos deixando sozinhas.

- Então... O que fez segunda? Durante a festa. -pergunto entrelaçando nossos braços enquanto andávamos pela calçada.

A rua estava parcialmente escura, somente com alguns carros passando.

- Nada de mais, só bebi muito tendo uma baita ressaca ontem pela manhã. -fala rindo.

- Você de ressaca, deve ser extremamente chata. -falo brincando com um sorriso informe no rosto à encarando.

- Pouquinho. -fala gesticulando com sua mão.- Mas e você? Também não te vi durante a festa.

- Não me diga que perdeu tudo que falei para o Henry? -pergunto erguendo uma sobrancelha.

- Talvez, mas quero saber o que fez depois disso.

- Passei o resto da noite com o John.- falo.

De repente Emmy para de andar me encarando com expressão de curiosidade.

- E? -grita exasperadamente gesticulando com as mãos.

- E nada! -falo a puxando pelo braço para voltarmos à andar.- Depois que saímos fomos até um mercado 24h e compramos algumas coisas para comer, nos sentamos no capo de seu carro e só conversamos.

- Passaram a noite conversando? -pergunta com um tom incrédulo desacelerando os passos pois já estávamos próximas à minha casa.

- Sim. E vamos mudar de assunto. -exclamou suspirando querendo parar de falar sobre mim.

Havíamos passado a noite só conversando mesmo mas não queria falar sobre aquilo, muito menos sobre mim.

- Tudo bem. Então... Já aceitou algum convite para o baile? -pergunta voltando o assunto para mim.

Acontece que o baile de fim de ano letivo já estava chegando, mas ainda não havia escolhido um acompanhante. Não por desinteresse ou esquecimento mas sim por indecisão.

- Não ainda não. -falo com expressão de desgosto.- Não sei de quem aceitar o convite.

- Também não. -fala rindo agora parando em frente à minha casa.

- Por que temos que ser tão indecisas? -pergunto parando em sua frente e levantando os braços e ós balançando.

Ficamos assim alguns segundos rindo ainda paradas em frente à minha casa. Era um momento único.

- Por que não fica um pouco? -pergunto fazendo bico com o lábio inferior.

- Não posso, já está escuro e estou sem carro. -fala calmamente.

- Oh, quer que eu te leve? -pergunto mudando a expressão e pegando as chaves de casa.

- Não. -fala logo em seguida se inclinando e me dando um beijo na bochecha.- Obrigada.

- Tudo bem. -digo já entrando.

- Tchau! -fala quase gritando se afastando de minha casa.

Entro jogando minha bolsa no sofá e tirando a sapatilha. Corro as escadas rapidamente entrando no banheiro, tirando a maquiagem e logo em seguida tomando um banho.

Depois de alguns minutos em baixo do chuveiro quente resolvo sair, me seco saindo do boxe e me colocando de frente ao espelho coberto por vapor. Mas havia algo escrito nele.

"One less"

- Menos um? -pergunto em voz alta à mim mesma após ler o que estava no espelho.

As palavras eram iguais às que "fazemos" em vidros e espelhos embaçados, mas não eram recentes, como se alguém as tivessem feito antes do vapor ficar sobre o espelho.

Pego uma toalha limpando ferozmente o espelho, saindo em seguida.

Estava ressentida não sabia o que aquilo queria dizer. Muito menos quem havia escrito.

Antes mesmo de entrar no quarto, meu celular toca me fazendo assim ir até a sala.

- Oi pai. -atendo ao ver seu nome no visor.

- Hoppe! Filha preciso que venha para o hospital agora! -exclama como exigência.

- O que aconteceu? -pergunto já ficando nervosa com seu tom de voz.

- É a Emmy. -fala por fim abaixando o tom de voz.

(...)

Saio correndo do carro querendo entrar o mais rápido possível e no hospital.

- Paiii! -grito ó vendo no fundo do corredor da recepção.- Cadê ela?

- Está no quarto. -fala andando pelo corredor me fazendo ó acompanhar.

- Ela está bem? -pergunto agora parando de andar.

Mas ele fica calado se contendo.

- A bala perfurou seu pulmão, ó enchendo de muito sangue até que a ajuda chegasse. -fala.

Me viro respirando fundo com os olhos já marejados, vendo assim de longe John se aproximando.

- Como ela tá? -me pergunta já próximo.

Não ó respondo, só balanço a cabeça negativamente com lágrimas escorrendo.

Ele se posiciona em minha frente me abraçando.

(...)

Já passavam das 3:00h da madrugada e a única noticia que haviam dado era que ela estava em sala de cirurgia.

Minha cabeça estava girando com a possibilidade de perder minha melhor amiga. A sensação que tinha era que tudo que havíamos feito pela tarde eram simples lembranças passageiras.

- Droga! -Nathan resmunga à meu lado me tirando de meus pensamentos.

Estava pensativo, com a cabeça em outro lugar, tinha a aparência calma e triste, de um jeito que nunca havia visto antes.

Só tínhamos trocado algumas palavras.

- Toma. -John exclama ao aparecer com um copo de café em mãos.

- Obrigada. -falo levantando meu rosto para ó olhar.

Ele sorri se sentando à meu lado. John estava pálido fazendo sua boca rosada ressaltar ainda mais, estava com uma calça de moletom cinza e blusa listrada, parecia que estava dormindo quando recebeu a notícia. Desde de que havia chegado no hospital, tinha tentado ligar para a mãe de Emmy várias vezes, todas em vão.

O hospital estava vazio, somente com algumas pessoas doentes, nada realmente grave como Emmy. Haviam médicos passando o tempo todo mas nenhum que pudesse me falar sobre ela. Isso me deixava doida.

- Você tá bem? -John pergunta olhando para frente. Para o nada.

- Não. Me sinto como uma criança! -falo agora balançando minha cabeça negativamente vendo os dois prestarem atenção em mim.- Me sinto uma criança que está prestes a receber uma notícia de seus pais, um notícia importante, e o pior é que você não sabe se a será boa ou ruim, se você vai sorrir ou chorar à ouvi-la, se te fará feliz ou triste e como aquilo vai te mudar dali pra frente... Me sinto uma criança confusa e com medo. -falo me levantando passando as costas de minha mão sobre as lágrimas involuntárias que haviam caído.

De repente um leve som vindo do pequeno corredor da recepção soa em nossos ouvidos, e como todas as vezes que havíamos escutado aquele som, nos viramos instantaneamente para ver quem era.

Vemos meu pai parado, como se não houvesse percebido que a porta do elevador tinha sido aberta.

Ele parecia desligado. Longe da realidade.

Coloco o café sobre a mesa e logo em seguida indo à seu encontro assim como os meninos, andando em passos largos como se fosse a última coisa que tínhamos de fazer.

Paramos todos em sua frente, enfileirados, curiosos.

- Então? A cirurgia deu certo? -Nath pergunta quebrando os segundos de silêncio que haviam se instalado no lugar.

Meu coração gela, minhas mãos soam, aquele era o momento em que meus supostos país iriam me dar a notícia que poderia me fazer sorrir ou chorar. A notícia que podia mudar minha vida.

- Eu sinto muito! -meu pai fala baixo quase cochichando.- Ela não resistiu.

E então meu chão some e minha vista fica embaçada pelas lágrimas que estavam lutando para sair de meus olhos. Então simplesmente os deixei ir. 


Notas Finais


Obrigada por terem lido.

Espero muiiito que tenham gostado.

Comentem e deixem sugestões.

Beijos, até o próximo capítulo.


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