História Cartas para Boruto - Capítulo 28


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Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Boruto Uzumaki, Chouchou Akimichi, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Jiraiya, Kabuto, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Kizashi Haruno, Konan, Konohamaru, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Maito Gai, Matsuri, Mebuki Haruno, Menma Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Personagens Originais, Rin Nohara, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikadai Nara, Shikamaru Nara, Shisui Uchiha, Shizune, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Borusara, Boruto Uzumaki, Naruhina, Naruto, Sarada Uchiha, Sasusaku, Universo Alternativo
Visualizações 249
Palavras 1.722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Escolar, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 28 - Segunda temporada - capítulo 2


 As ruas nunca foram tão agitadas quanto hoje em dia. Carros e pessoas com tanta pressa, que se chegam a se esbarrar e até pedir desculpas, se esbarra novamente em outra pessoa.

 Crianças sorrindo e, algumas com  celulares em mãos jogando. 

 Antigamente era assim? A criançada ganhando celulares para substituir a companhia dos pais em suas brincadeiras? 

 Quando foi que a tecnologia se tornou uma parede invisível entre pais e filhos, entre um amigo e outro? 

 Aonde foi que erraram? O nosso futuro são eles e sê não dermos atenção aos pequenos, como será mais pra frente?

 Atenção é sempre bom, quem não gosta de alguém perguntando se está tudo bem, conversar por minutos ou horas? Todo mundo gosta, mesmo muitas vezes não admitindo.

 Eu era uma pessoa que me abria fácil, conversava com todos. Hoje em dia eu não sei se consigo ser assim. Todo mundo tem uma fase da vida que o silêncio se torna a melhor coisa. E estou assim.

 O bom é que me encontro nas minhas músicas. Nas músicas da banda.

 Quando contei aos meus pais, ambos ficaram muito felizes. Só que conforme fui crescendo, papai falou para mim escolher outro caminho para seguir porque, eu tinha que crescer uma hora e aprender que isso pode não dar certo.

 E eu não desisti, esse foi uma ideia e que se tornou meu sonho. Cantar alivia tanto, um diário. Meu refúgio compartilhado.

 Meus dias são resumidos em escola, trabalho, curso e tocar. Mesmo escondido, isso me diverte e à cada apresentação, meu coração enche de alegria.

 Não são poucos as pessoas que gostam das nossas músicas. Os elogios, as críticas. Fazemos o nosso melhor, sempre. Cada vez mais nos chamam para mais festas.

 Paro quando o sinal fecha e noto do outro lado da rua, o prédio que a Chou mora. Por que ela se afastou? Por que todas as meninas?

 Dizer a verdade é tão ruim assim? Boruto não estava gostando dela, ele estava comigo. Está comigo. 

 O sinal abre e passo a rua, indo para a direção contrária do prédio da morena. Dez minutos depois entro na escola, recebendo os olhares dos outros alunos.

 Aos poucos as empresas Uchiha cresceu muito fazendo o sobrenome ser reconhecido em vários lugares. Por sorte nunca fui alvo de fofocas, nem coisa parecida.

 O que não gosto disso é o fato de quase ser coroada a "princesinha" da escola, por causa do dinheiro.

 Espero de todo o meu coração que um dia todos acordem e percebam que dinheiro não é tudo e nem será. Na vida uma amizade verdadeira, uma casinha simples, uma família unida e feliz, é a melhor coisa que podemos ter.

 Não gosto de chegar em algum lugar e todos vierem me atender melhor do que atendem os outros. Não me sinto superior a ninguém. 

 Meu pai e minha mãe, meus avós e meus tios são ricos. Mas eles trabalharam para isso, não eu. Por isso o fato de eu trabalhar, é um espanto para muita gente. 

 Não ganho muito sendo atendente de uma confeitaria mas tudo o que ganho, guardo. Se um dia eu querer alguma coisa, é só ir e comprar com o meu dinheiro. Não irei precisar pedir aos meus pais.

 Infelizmente trabalhar, para alguns, é quase o fim do mundo. Muitos colegas da escola zombam por isso mas os ignoro. É algo digno, mesmo sendo apenas atendente. 

 Gari, professor, policial, médico, pedreiro; todos são trabalhos dignos e merecem respeito. 

 Pode ser que algumas pessoas não mereçam mas, não é xingando que acontece a mudança. Para algo mudar, primeiro é preciso mudar à si mesmo. Quando a mudança acontece dentro de nós, os outros se espelham e também mudam.

 Entro na sala de aula e percebo alguns alunos já na sala. Dou um breve aceno com a cabeça e um meio sorriso, e eles retribuem.

 Retiro meus fones de ouvido e pego um antigo companheiro. Meu caderno, que de diário passou para caderno das composições.



 " Você sabe seus amigos mais confiáveis?

 Eles podem se afastar"



 Trecho especial para as garotas.



" Até quem você ama pode te deixar"



 Dou um sorriso triste, ao lembrar da mamãe. Sinto saudade das nossas conversas, das brincadeiras.

 Quando foi mesmo que nos afastamos? Ah, quando ela começou a ser a médica da Chou.

 Ironia da vida. 


" Só que agora eu quero saber

 Se estivéssemos sozinhos

 Seríamos quem nós somos de verdade?"


 

 Ser quem somos de verdade, na frente dos outros, é possível?

 Todo mundo tem uma versão de mim, para os colegas sou antisocial e quieta. Para meus amigos sou engraçada, de sorrisos fáceis, boa companheira e sincera.

 Para meu namorado, tenho beijos quentes e doces. Sou manhosa, delicada e grossa. Sou quente.

 Para meus pais sou dedicada, responsável e que aprende rápido as coisas. 

 Para mim, a verdade é que ainda estou me descobrindo.


" Só que agora eu quero saber 

 Se você chora quando percebe que tudo o que você sonha se desmorona? "



 Eu chorava à algum tempo atrás, quando era ignorada pelas meninas. Era estranho ter alguém para conversar e do nada, não ter mais ninguém. De um dia para o outro.



" Você é verdadeiro consigo mesmo?"


 

 Alguém alguma vez foi verdadeiro consigo mesmo? 

 Desistiu de uma coisa porque não estava feliz, ou continuou na mesma por causa da outra pessoa?

 Já disse como se sentia, mesmo não sendo o que os outros esperavam?

 Você já disse que estava feliz com alguma coisa, quando não estava?




" Porque eu não sou 

 Não, não sou



 Dizem que os dias parecem voar

 Outros dizem que o tempo parece se arrastar

 Mas por que a pressa?

 Não sabemos o que está por vir "



 E não é tão cedo que iremos saber.



" Tem coisas que podemos mudar"

 

 Os erros. O passado.


" Tem coisas que temos que deixar rolar 

 Tem coisas que a vida vai levar

 E tem coisas que ainda vão chegar 



 Você sabe seus amigos mais confiáveis?

 Eles ja te traíram alguma vez "


 

 Dou um sorriso ao notar minha prima no meio das outras meninas, entrando na sala. Ela me cumprimenta e eu faço o mesmo, e volto minha atenção para a letra da minha nova música.


" Seja honesto na resposta 

 Ao se perguntar se você é verdadeiro consigo mesmo

 Sabe por que?


 Ninguém realmente é

 Ninguém diz o que sente"


 Escuto alguns passos duros e olho para cima, observando Inojin entrando na sala. Ao seu lado, Mitsuki. 

 O azulado me olha e sorri, observa o caderno e abre ainda mais o sorriso, diz algo para o outro que em seguida sorri, me olhando.

  Ambos se sentam nas primeiras carteiras, em dupla.


" Guardamos todas as mágoas e decepções 

 Uma hora nos enchemos de palavras não ditas  

 E transbordamos"


 É o momento em que todos, ao menos uma vez na vida, passamos. Quando choramos muito, tanto de raiva ou frustação, quanto alegria ou tristeza. 



" Você é verdadeiro consigo mesmo?

 Eu não sou

 Não, eu não sou


 Você quer dizer o que sente de verdade?



 Não precisamos guardar tudo

 Em algum momento iremos transbordar 

 Mas antes que aconteça

 Vamos dizer o que sentimos


 Muitas vezes somos obrigados à viver como se fôssemos de ferro

 Mas não somos"



 A cadeira do lado se move e observo Toneri se sentar, com raiva. O que aconteceu? Antes de perguntar, noto ele com os fones e resolvo não o incomodar com isso, por agora.


"Você é verdadeiro consigo mesmo?

 Por que eu não sou

 Não, eu não sou"



 O sinal toca e sou obrigada a fechar o caderno, guardando-o na bolsa. Minutos depois o professor Tobirama entra na sala, e a aula chata de sociologia começa.




                         ☆


 -Boa tarde, Mai-chan.-cumprimento a mais velha, sorrindo. Ela devolve o sorriso enquanto me joga uma sacola. Pego a mesma no ar.

 -Dez minutos.-diz. Concordo com a cabeça, seguindo para o vestuário. 

 Abro meu armário e coloco minha mochila dentro, rapidamente tiro a calça e a blusa, guardo os mesmos e fecho a portinha. Pego o vestido rosinha e o visto, por cima coloco o avental florido.

 Prendo meu cabelo em um coque e volto para a entrada. Coloco as luvas e em seguida, começo a atender os clientes que chegavam e pediam doce.

 Alguns minutos mais tarde, Mai comentou que sua avó está com muitas entregas de doces para uma festa na próxima semana e me perguntou se eu sabia de algum evento. Respondi que não e logo em seguida mais pessoas chegaram, não conseguimos mais conversar antes da mesma sair para o mercado me deixando sozinha na loja. Justo hoje na quinta-feira, que é o dia mais corrido.

 Quando deu o meu horário, me despedi dela com um beijo na bochecha e fui me trocar. Assim que coloquei os pés fora do estabelecimento sai correndo para o curso de administração.

 Não sei porque ainda faço isso, não vai me servir para muita coisa. Ah, para meu pai achar que estou sendo uma filha seria e responsável, que segue o que ele diz.

 Entro na sala e por sorte, consegui chegar antes do professor. Pego minhas anotações e começo a revisar o assunto, já que faltei duas aulas semana passada.

 

                           

                          ☆


 -E então? Gostaram?-pergunto, me sentando na cadeira giratória e me rodando.

 -Muito. Ritmo?-pergunta Mitsu, parecendo pensar em algo.

 -Manda ver, estou sem muitas idéias.-digo, fazendo ele sorrir e começar a falar com os outros dois.

 Meu celular toca e percebo ser o número da mamãe. 

 -Oi.-atendo, e com as mãos faço gesto para os outros três ficarem em silêncio.

 -Vai demorar muito para chegar, filha?-pergunta. Sua voz é de cansada. Será que ela trabalhou demais hoje?

 -Daqui uma meia hora.-respondo, observando os outros fazerem bico. 

 -Ah, sim. Tudo bem se eu e seu pai sair para jantar? Quer dizer, você está com a chave, sim?-murmuro um sim e consigo ouvir um resmungo do seu lado. Provavelmente é o papai reclamando.

 -Beijos, meu amor. Não volta tarde. Eu te amo.-diz. Sinto meu coração acelerar.

 -Também, beijos.-respondo apressada e desligo.

 Por que não consigo dizer "eu te amo"?

 -Como a Sara disse, temos trinta minutos, galerinha. Vamos ver se esse ensaio vai render para sábado.-diz Inojin, me fazendo despertar.

 -Vai render.-resmungo, pegando o microfone e fecho os olhos. Primeiro os meninos deram as coordenadas e logo depois, começo a cantar junto com o toque dos instrumentos.

                 


Notas Finais


Desculpem a demora ❤
Espero que tenham gostado, ainda não revisei 😊
A música fui eu que escrevi, e se não gostaram, ignore. O ritmo ainda não pensei muito. 💕
Provavelmente amanhã terá capítulo novo 😉


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