História Cartas para Jeon (Vkook - ABO!) - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Abo, Bts, Cartas, Taekook, Vkook, Yaoi
Exibições 337
Palavras 1.463
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Annyeong VOLTEIIIII

RAPIDINHO NÃO?

HAUSJSHSJ

Boa leitura :3

Capítulo 8 - Quando digo que gosto de você 》EIGTH


- Já lhe ocorreu que ele estará diferente? - o mais novo perguntou baixinho.

- Bem, talvez ele ainda esteja ferido, mas espero sinceramente que não.

- Estou me referindo ao espírito do capitão Jungkook

- Porque ele esteve na guerra? - Jimin deu de ombros. - Suponho que isso tenha tido algum efeito nele.

- Você acompanhou alguma das notícias sobre ele?

- Tenho andado muito ocupado - retrucou o mais baixo, na defensiva.

- O capitão ganhou a medalha da Ordem de Medej por ter salvado um oficial turco ferido. Algumas semanas mais tarde, rastejou para dentro de um abrigo que havia acabado de ser bombardeado e onde dez soldados norte coreanos haviam sido mortos e cinco atiradores deixados sem condições de continuar. Ele tomou posse da arma que restara e manteve a posição sozinho, contra o inimigo, por oito horas. Em outra ocasião...

- Não preciso ouvir isso - protestou o outro. - O que está querendo dizer, Tae?

- Que o capitão talvez volte um homem diferente. E se você de fato se importa com ele, deve tentar entender pelo que está passando. - entregou a Park um maço de cartas amarrado com uma fita azul fina

- Para começar, poderia ler essas cartas. Eu deveria ter copiado as que escrevi para o capitão, para que você também pudesse lê-las. Mas infelizmente não pensei nisso.

Aceitou as cartas com relutância.

- Muito bem. Vou lê-las. Mas estou certo de que Jungkook não vai querer conversar sobre cartas quando voltar... ele me terá bem aqui, ao meu lado.

- Você deve tentar conhecê-lo melhor - disse Taehyung- Acho que o quer pelos motivos errados... quando há tantas razões certas para se interessar por ele. O capitão merece. Não por causa de sua bravura em batalha, ou por todas as medalhas cintilantes... na verdade, essa é a menor parte de quem ele é.

Ficou em silêncio por um instante, enquanto se dava conta, melancolicamente, de que dali em diante deveria mesmo evitar as pessoas e voltar a passar seu tempo com os animais

- O capitão escreveu que, quando você e ele se conheceram, nenhum dos dois olhava muito abaixo da superfície.

- Da superfície do quê?

Kim encarou o amigo com uma expressão desolada e concluiu que, para Jimin, a única coisa sob a superfície era mais superfície.

- O capitão disse que você talvez seja a última chance de ele pertencer ao mundo novamente.

O outro olhou para Taehyung com estranheza.

- Talvez no fim das contas seja mesmo melhor você parar de escrever para ele. Está parecendo bastante obcecado. Espero que não tenha pensado que Jungkook iria... - Jimin parou por educação. - Deixe para lá.

- Sei o que você ia dizer - falou num tom conformado. - É claro que não tenho ilusões a esse respeito. Não esqueci que, certa vez, ele me comparou a um cavalo.

- Ele não o comparou a um cavalo - observou - Disse apenas que você era mais adequado aos estábulos. No entanto, Kook é um homem sofisticado e jamais seria feliz com um ômega que passa a maior parte do tempo com animais.

- Prefiro a companhia dos animais à de qualquer pessoa que conheço - retrucou Kim.

No mesmo instante se arrependeu da declaração rude, ainda mais quando viu que o mais velho encarara aquilo como uma afronta pessoal.

- Sinto muito. Não quis dizer...

- Talvez seja melhor você partir, então, e voltar para os seus animais - disse o outro ômega num tom muito frio. - Se sentirá mais feliz conversando com alguém que não pode lhe responder.

Abatido e envergonhado, saiu

Mas não antes do mais velho dizer:

- Para o bem de nós dois, Tae, precisa me prometer que jamais irá contar ao capitão que foi você que escreveu aquelas cartas. Não há motivo para isso. Mesmo se contasse, ele não iria querê-lo. Seria apenas um constrangimento e um motivo de ressentimento. Um Alfa como ele jamais esqueceria um engodo desse tipo.

Desde aquele dia, os dois só tinham se visto de passagem.

E mais nenhuma carta fora escrita.

Kim se atormentava imaginando como estaria Jungkook, se Chiu ainda estaria com ele, se os ferimentos haviam se curado devidamente... mas já não tinha mais o direito de lhe fazer perguntas.

Na verdade, nunca tivera.

Para júbilo de toda a Coréia, Gwanthy caiu em setembro de 1855, e as negociações de paz começaram em fevereiro do ano seguinte

Lay, cunhado de Taehyung, comentou que, apesar de a Coréia ter ganhado, uma vitória numa guerra é sempre conseguida a um custo imensurável, já que ninguém poderia colocar um preço em cada vida perdida ou arruinada.

Essa era uma convicção cigana com a qual concordava plenamente.

No total, mais de 150 mil soldados aliados haviam morrido em decorrência de ferimentos de batalha ou de doenças, assim como mais de cem mil norte coreanos

Quando enfim foi dada a tão esperada ordem para que os regimentos voltassem para casa, Ji e a Sra. Jeon souberam que a Brigada de Rifles do capitão chegaria a Busan em meados de abril e seguiria para Daegu.

A chegada dos Rifles estava sendo ansiosamente aguardada, já que Jungkook era considerado um herói nacional.

A fotografia dele fora recortada dos jornais e presa nas vitrines das lojas, enquanto relatos de sua bravura eram repetidos vezes sem conta nas tabernas e nos cafés.

Os aldeões e moradores da região estavam assinando longos tributos de admiração que seriam entregues a ele, e ao menos três espadas cerimoniais gravadas com o nome dele decoradas com pedras preciosas haviam sido cunhadas por políticos ansiosos por recompensá-lo pelos serviços prestados à nação.

No entanto, no dia em que os Rifles aportaram em Busan, ele esteve misteriosamente ausente das festividades.

As multidões no cais aplaudiam a Brigada de Rifles e exigiam a presença de seu famoso atirador, mas, ao que parecia, Jungkook preferira evitar os aplausos, as cerimônias e os banquetes...

Ele nem sequer apareceu no jantar comemorativo oferecido pela rainha e seu consorte.

- O que você acha que aconteceu com o capitão Jungkook? - perguntou Jin, irmão mais velho de Tae, depois de três dias em que ele não aparecera em lugar algum.

- Pelo que me lembro, ele era um homem sociável, que teria adorado ser o centro de tantas atenções.

- Ele está recebendo ainda mais atenção por sua ausência - comentou Lay

- O capitão não quer atenção - o mais novo não conseguiu evitar retrucar. - Está fugindo disso.

Lay ergueu a sobrancelha, parecendo achar divertido.

- Como uma raposa? - perguntou.

- Sim. Raposas são astutas. Mesmo quando parecem estar se distanciando de seu foco de atenção, sempre voltam e finalmente o alcançam. - hesitou,

o olhar distante voltado para a janela mais próxima, na direção da floresta imersa nas sombras daquela primavera inóspita e relutante... ventos frios demais, chuva demais.

- O capitão quer voltar para casa. Mas ficará escondido até que os cães parem de ladrar para ele.

Ficou calado e contemplativo depois disso, enquanto lay e Seok Jin continuavam a conversar.

Devia ser apenas imaginação... mas tinha a curiosa sensação de que Jeon Jung Kook estava em algum lugar muito próximo.

- Taehyung. - Jin parou ao lado do irmão na janela e passou o braço gentilmente pelos ombros do ômega

- Está se sentindo melancólico, querido? Talvez devesse ter ido a Busan ou Seul para a temporada social, como fez seu amigo Jimin. Você poderia ficar com Namjoon e...

- Não tenho interesse algum em tomar parte dos eventos sociais da temporada - disse - Já fui quatro vezes e isso já foi o triplo do que deveria.

- Mas você foi muito procurado depois de cada uma dessas temporadas. Os cavalheiros o adoraram. E talvez haja alguém novo dessa vez.

O mais novo ergueu os olhos para o céu, impaciente

- Nunca há ninguém novo na sociedade de Busan

- É verdade - disse o outro, após pensar por um instante. - Ainda assim, acho que você ficaria melhor la do que aqui, no campo. É quieto demais.

Um garoto pequeno, de cabelos escuros, entrou correndo na sala montando um cavalo de pau e soltando um grito de guerra, enquanto brandia uma espada.

Era Rye, o filho de 4 anos e meio de Jin.

Quando o menino passou em disparada, a extremidade do cabo de madeira em que estava montado esbarrou sem querer numa luminária de pé com uma cúpula de vidro azul.

Lay agiu rapidamente por reflexo e pegou a luminária antes que ela se espatifasse no chão.

O pequeno se virou, viu o pai caído e pulou em cima dele, rindo.

O mesmo começou uma luta de brincadeira com o filho, parando brevemente apenas para informar ao esposo

- Não é tão quieto assim.

- Sinto saudades de Soo - reclamou Rye, referindo-se ao primo e companheiro de brincadeiras favorito. - Quando ele vai voltar?

- Ainda vai demorar um pouco - informou ao filho, com pena. - Talvez só no Natal.

- Falta muito - reclamou Rye com um suspiro triste.

- Você tem outros primos, querido - comentou Jin. - Estão todos em Busan


Notas Finais


Avisinhos....

JEON JEONGGUK!

ESTÁ PERTO DE CHEGAR!

*fui*


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