História Cartas para mim - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Arashi
Personagens Jun Matsumoto, Kazunari Ninomiya, Masaki Aiba, Personagens Originais, Satoshi Ohno, Sho Sakurai
Visualizações 7
Palavras 1.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁÁÁÁÁ, alguém se lembra de mim? -q
Eu estava em época de provas e eu estava meio perturbada entre trabalho e faculdade, por isso pausei um pouco em escrever *Só pra constar, eu escrevo no papel, depois passo para o notebook -q*
Ah, antes de ler, preparem os papeis, o capítulo vai ser triste, tipo bem muito. Ao mesmo tempo vai ser um capítulo de transição.
No final eu explico melhor o que pretendo.
Boa leitura ~

Capítulo 23 - Por que ele fez isso comigo?


~ 1 MÊS DEPOIS ~

- Finalmente... - Dei um sorriso ansioso enquanto caminhava rumo a escola. Estava sentindo muita falta da bagunça dos meus colegas, de rir das loucuras da pior sala da escola e dos beijos de Jun Matsumoto, principalmente.

No momento em que cheguei na instituição, meu sorriso se alargou e meus olhos já queriam procurar Jun, não que encontrasse Kazunari não fosse ruim, foi maravilhoso! Abracei longamente meu amigo até ele se irritar e sair de meu carinho, indo em seguida abraçar Satoshi.

- Oh-chan! - Abracei ele também. Após Jun e eu começarmos a namorar e que Ohno passou a namorar Nino, também tive uma grande amizade com ele. - Onde está Jun?

- Eeeehh... - Satoshi coçou a cabeça e ficou mudo após perguntar. 

- Ohno, ele precisa saber.. - Kazunari disse sério a ele.

- O que estão escondendo de mim? - Falei em tom de desespero. Será que aconteceu alguma coisa de ruim com Jun?

- Masaki, o Jun foi transferido de escola.

Após ouvi as palavras de Ohno, pisquei os olhos rapidamente para tentar processar as palavras e no momento em que ia falar o motivo da transferência, o sinal tocou.

- Não se exalte, ele está bem... só mudou de escola. Tenho certeza que irá te visitar quando puder. - Kazunari tentou me acalmar e fingi um sorriso em resposta. Meu coração estava acelerado e sentia que havia alguma coisa errada nesta história. Não percebi a mão de Kazunari puxando-me para a sala. - Vamos, não fique assim...

Soltei um suspiro e caminhei até a nossa sala.

[...]

Durante toda a aula, permaneci calado e mais avoado que normalmente sou, o que estranhou bastante meus conhecidos. Em resposta a alguns que tiveram a coragem de perguntar, dava uma desculpa esfarrapada que era apenas sono. O que na verdade, estava bastante chateado com a transferência repentina de Jun. Ainda me perguntava o motivo de não ter me avisado antes.

Suspirei ao lembrar que no almoço, via vários casais comendo juntos, conversando alegremente e trocando carinhos. Acabei lembrando de meus momentos com Matsumoto, o que doeu meu coração ainda mais. 

Apenas ouvi o som estrondoso do sinal tocar e lentamente, guardei minhas coisas, ao mesmo tempo esperei o pessoal sair.

- Aiba-kun, eu não vou poder ir com você hoje... vou almoçar com Ohno. Tem certeza que você vai ficar bem?- Kazunari perguntou preocupado.

- Vou ficar sim, Nino... Aproveite com Oh-chan que eu irei para casa. - Fingi um sorriso e peguei minha mochila. - Nino, pare de ficar com esta cara de arrependido... - Fiz um bico.

- É que estou com um mal pressentimento que alguma coisa vai acontecer... - Ninomiya suspirou.

- Acho que é coisa da sua cabeça, além do mais... temos mais de seis meses para voltarmos para casa juntos. - Ri baixinho,

- Concordo com Aiba. - Satoshi disse por trás de Nino, vendo ficar abraçados e de repente, senti uma pontada de dor no coração e minha expressão ficou a ficar triste. - Desculpe...- Percebi que Ohno havia notado a minha reação.

- Ah, não precisa se desculpar, é coisa minha. - Ri tímido. - Vou indo agora, até amanhã - Acenei para o casal e caminhei em direção a porta da sala, pensando em chegar em casa.

[...]

Caminhei lentamente pelos corredores e pelo pátio quase vazio. Avistava um pôr do sol entre os prédios e mais adiante a porta principal da escola em direção a rua. Foi quase dois minutos de caminhada enquanto cantava uma música triste. A partir do momento em que cheguei na calçada avistei o movimento dos carros, enquanto ajustava a alça da minha mochila sobre meus ombros.

- Masaki-kun?

O tom de voz era familiar e tal forma que de me chamar haviam tomado a minha atenção e no momento em que virei meu corpo para trás, apenas um que poderia me chamar daquela forma. E se chamava Jun Matsumoto, que estava encostado no muro da escola. Meu sorriso me abriu ao vê-lo e apressei os passos e dei um abraço que não foi correspondido, o que estranhei e logo desfiz, junto com meu sorriso.

- Como está? - Jun perguntou.

- Estou bem... - Falei em tom tímido e triste. - Fiquei sabendo da sua transferência... O que houve?

- Muitos problemas pessoais... - Jun suspirou. - E era sobre isso que preciso falar com você.

Pisquei os olhos rapidamente, tentando prestar atenção em tudo que ele falava.

- Sabe, Masaki... Depois que eu te visitei, meu pai descobriu sobre nosso relacionamento e foi fruto de brigas, causando a separação dos meus pais por minha causa...

Fiquei sem saber o que respondê-lo. Não imagino meus pais se separando por minha causa, acho que iria me matar.

- ... E passei ocupando a minha cabeça com um trabalho que arranjei. Passava o dia todo por lá, porque não queria chegar em casa para meu pai iniciar outra briga... - Jun suspirou após falar com tristeza. - Por isso eu decidi morar... com uns primos no interior. Por lá eu posso estudar e trabalhar, pelo menos ficarei em paz.

- Jun... - Falei com olhos marejados. - Se eu estiver pensando em onde está querendo chegar...

- O que você acha? - Disse frio.

- Você quer... terminar? - Falei baixinho e uma lágrima escorreu sobre meu rosto.

- Sim... Na verdade, eu queria que a gente voltasse a ser amigos, mesmo que...

- É impossível. - Eu o interrompi, saindo do choque. - Desculpa... - Mordi o lábio, tentando controlar o queixo trêmulo. - Como fui ingênuo né? Eu achando que um cara pudesse se apaixonar por mim... Que idiota sou né?

- E quem disse que não apaixonei por você? - Respondeu com raiva e com voz alterada.- Se não percebe, eu estou fazendo para seu bem, eu não queria te ver mais magoado que está agora! Eu não me perdoaria... - Suspirou fundo, fechando os olhos. - E eu não vou mais enrolar, Masaki. - Falou mais baixo. - 

- Tudo bem... - Falei com voz embargada. - Eu vou superar, fique tranquilo. - Falei frio e fui embora apressadamente, tentando não relembrar do que havia falado a Jun. Com todas as memórias em minha cabeça, passei a correr enquanto soluçava de tanto chorar.

Não sei ao certo de quanto tempo ou por quantos metros eu corri, mas ao sentir meus pulmões e minhas pernas doerem eu acabei sendo vencido pelo cansaço. No entanto, sentia mais além do que apenas cansaço, senti o ar acabando e uma dor forte em meu peito. O desespero tomou conta de mim por completo, fazendo que os sintomas piorassem e as recordações de Jun aparecessem em minha mente. Apertei meus olhos e apenas avistei uma pessoa que não consegui saber se era conhecida ou não, pois meus olhos escureceram e meu corpo não respondeu mais por mim.

[...]

Minha cabeça latejou ao abrir meus olhos e percebi que estava em um local diferente, as paredes e o teto brancos identificaram que era um quarto de hospital? Como fui parar aqui? Quem foi que me trouxe para cá? O que aconteceu? Pisquei meus olhos várias vezes e lentamente virei minha cabeça para o lado oposto. Vendo que não havia ninguém naquele quarto, fechei meus olhos novamente e lágrimas apareceram novamente em meu rosto ao lembrar do que aconteceu entre Jun e eu. Senti que pudesse chorar o que não havia chorado ainda. Parecia que a dor em meu coração latejava mais que qualquer dor em meu corpo. 

- Oe oe... - Uma voz ecoou o quarto e senti o corpo desta pessoa me abraçar, mesmo que estivesse deitado, sem conseguir mover um músculo.

- Por que ele fez isso comigo? - As lágrimas me impediam de ver quem é a pessoa, mas não me importava... eu retribuí o abraço com um pouco de esforço. Queria apenas depositar minha tristeza em alguém.

- Não se preocupe com isso... Apenas pare de chorar e confie em mim. - Avistei um enorme sorriso para mim ao esticar seu braço, olhar em meus olhos e limpar minhas lágrimas.

~ 10 ANOS DEPOIS ~

- Oe oe... - Uma voz ecoou o escritório e no momento em que virei para trás, vi o corpo do indivíduo se aproximando até mim e me abraçou, ao mesmo tempo, jogando fora o bihete em minha mão.

- Por que ele fez isso comigo? - Falei em voz embargada, enquanto abraçava e ensopava o terno do outro com as minhas lágrimas.

- Não se preocupe com isso... Apenas pare de chorar e confie em mim. - Ele limpou as minhas lágrimas, sorriu ao olhar para mim e beijou meus lábios.


Notas Finais


Acho que vocês não devem estar entendendo nada, porque raios eu passei para 10 anos depois?
Porque eu vou contar tipo uma segunda fase da história, mas claro, sempre ligado ao passado e terá mais cartas no meio, além de muitas tretas -q
Aguardem -q
Até o/


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