História Cartas Para Mim Mesma 2 - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Cartas, Erisa
Exibições 21
Palavras 1.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá gente! Ok, eu sei, eu sei... passei uns três meses sem escrever, e acho que as pessoas maravilhosas que acompanharam a primeira temporada já até tinham perdido a esperança de que um dia a segunda saísse kkkk! Mas tudo andou uma loucura! Final de ano, problemas acumulados, correria... Acreditem, eu fiquei mal por não escrever por tanto tempo! Mas eu realmente quero voltar a escrever todos os dias, como era antes. Com as férias chegando, acho que vai ser mais fácil... Bom, chega se enrolar, me desculpem gente! Espero que gostem desse capítulo, uma boa leitura!

Capítulo 1 - Erik... voltou


"Querida Eu!

Parece que tudo voltou. Mas... Por que? Por que estou voltando a escrever estas cartas para mim mesma, se já escrevi, a algum tempo, tantas que seria possível publicar um livro inteiro apenas com elas? Por que preciso voltar a colocar no papel a minha confusa mistura de sentimentos? Bom, digamos que, desde o momento em que ele voltou, tudo o que em julgava estar certo dentro de mim se transformou, e agora estou novamente precisando encontrar uma maneira de fazer com que tudo volte ao normal...

Bem, eu preciso, novamente, falar... Sobre o Erik...

Bem, tudo começou naquela biblioteca. Eu lendo aquele antigo e empoeirado livro sobre sentimentos e emoções humanas. Naquele dia fazia exatamente um ano desde que Erik entrará naquele avião e partira de minha vida, supostamente para sempre. A saudade que desejava controlar, mas era incontrolável, acordou comigo, como se minha mente estivesse contando discretamente cada dia após sua partida. Foi por isso que, às 10.30 da manhã, eu me encontrava sentada numa das mesas de madeira escura da biblioteca, lendo novamente aquele livro, aquele livro que tanto representava as duas semanas em que o destino me deu o privilégio de estar ao lado de Erik...

Foi neste momento que tudo aconteceu. Foi neste momento em que, escutei as enormes portas da biblioteca rangerem, por alguma razão que desconheço, essa pessoa entrando que normalmente não teria tomado minha atenção, me fez levantar o olhar para ver que indivíduo estava naquela biblioteca aquela hora da manhã. Nesse momento, o mundo pareceu despencar diante de meus olhos, e o chão que estava sob meus pés pareceu sumir. Neste momento tive que apoiar o braço as costas da cadeira para não cair para trás. Eu suava frio, e milhares de pensamentos e imagens rodopiavam em minha cabeça. Nesse momento, tremendo e um pouco sonsa, absolutamente confusa, me levantei com esforço da cadeira, e olhei diretamente naqueles olhos verdes que teria reconhecido a quilômetros de distância. Consegui falar então, talvez num tom um tanto alto, pois todas as poucas pessoas que se encontravam no ambiente se viraram em minha direção:

-Er... Erik?!


Bom, e é a partir deste ponto que ele voltou para minha vida. E agora, todas as engrenagens que eu, com muito custo, havia conseguido fazer retornar ao normalidade, sairiam do ritmo novamente, e é por isso que tornei a escrever... Mas enfim...

Erik, que estava parado em frente às enormes e antigas portas de madeira, se virou abruptamente na direção de minha voz. Sua reação, bom, parece ter sido muito parecida com a minha. Porém uma expressão de enorme surpresa de formou em seu rosto, mas não parecia uma surpresa agradável... Mas naquele momento não notei está leve pitada de desgosto, pois estava chocada demais para pensar direito em qualquer coisa. Estava absorta nas idéias de como minha vida seria agora que ele retornará, se ele havia de fato voltado, ou se era apenas uma miragem da minha cabeça. Mas não era. Erik estava mesmo parado ali, e eu simplesmente não sabia como reagir...

Após alguns segundos, que mais se pareceram séculos, onde, nós dois, ficamos perdidos neste mar idéias e dúvidas, de repente parecemos acordar deste transe, e Erik colocou o dedo sobre os lábios e fez sinal com o olhar para que saíssemos da biblioteca. Agora percebia como eu havia sentido falta dele, de seus olhos, seus gestos, e principalmente, seu silêncio tão misterioso e mágico, que as vezes valia mais que milhares da palavras. 

Eu andei discretamente até as portas, sentindo sobre mim todos os olhos curiosos com aquela cena, me fazendo lembrar o primeiro dia em que havia, após perder a aposta, me sentado ao lado do garoto mais reservado da classe. Os olhares dos alunos que muito se indignavam com minha ousadia, queimavam sobre mim da mesma forma que os olhares dos senhores naquela biblioteca. Com estes pensamentos em mente, acelerei o passo e sai do ambiente, fechando atrás de mim as portas.

Erik estava, parecendo tão confuso quanto eu, parado em frente às escadinhas que levavam a biblioteca. Por um segundo nos olhamos, e parecia que nenhum dos dois sabia o que dizer naquela situação tão inusitada. Por fim, impulsionada pelas fortes emoções daquele momento, andei em sua direção e o abracei, um dos abraços mais calorosos que já dei em alguém. Porém, para meu espanto, Erik não pareceu corresponder meu gesto afetuoso, e afastou meus braços cuidadosamente de seu corpo. Eu não sabia o que pensar. Ele... Ele não sentia o mesmo que eu ao lembrar de nossos momentos juntos? Ele não sentiu minha ausência como eu senti a dele? Ainda um pouco atordoada, consegui dizer, enfim:

-Erik... Você... Você voltou! 

-Sim... Aparentemente voltei... -Respondeu com aquela surpreendente tranquilidade tão comum em sua voz. -Mas não para sempre, Luísa, e é isso que precisava te dizer...

Com aquela simples frase meu mundo voltou a desabar. Os poucos segundos daquela imensa alegria que tive desapareceram completamente, e estes sentimentos agora davam lugar a um desespero que mal cabia dentro de mim. Não, parecia que mal podia sorrir por alguns segundos, e o destino já queria me tirar isso. Em meio a um turbilhão de sentimentos, consegui murmurar:

-Isso significa... -Não conseguia terminar a frase, meus pensamentos simplesmente pararam.

-Significa... Significa que teremos que deixar de lado tudo que... aconteceu entre nós. -Erik disse, completando minha frase.

Eu não conseguia acreditar. Como depois de tudo que passamos, de todos os momentos mágicos junto dele, depois de cada lágrima e sorriso, ele ainda conseguia pensar em deixar tudo isso no esquecimento? Ele não sentia por mim o que eu sentia por ele? Ele estava melhor naquele um ano em Boston do que naquelas duas semanas comigo? Ele encontrara... Outro alguém?! Não pude evitar que uma lágrima atravessasse minha face rapidamente. Disse, desolada:

-Esquecer?! Erik, você não se lembra de... Tudo o que passamos juntos?! Você quer que eu deixe da lado todos os nossos momentos? O que aconteceu em Boston Erik? Quem você conheceu?

-Luísa, não exagere as coisas. Eu não conheci ninguém, e é lógico que ainda me lembro com felicidade de nossos momentos juntos. Mas as coisas mudaram. Um ano se passou, nós estamos diferentes, e, além do mais, em ficarei somente uma semana aqui!

Uma semana... Essas palavras me quebraram. Só uma semana? De que adiantava ele ressurgir em minha vida... Só por uma semana? Não fazia sentido. Meus sonhos e ilusões tão momentâneas já haviam sido destruídas. Ele parecia brincar comigo, voltava e me deixava esperançosa, para depois ir embora e me deixar tentando esquecer tudo por mais uma ano. Esse mar confuso de emoções escorria por meus olhos, e Erik apenas observava meu desalento sem dizer nada. 

-Esta certo Erik. Se você escolhe deixar tudo de lado... Podemos deixar. Nada aconteceu, não precisamos um do outro! -Essas palavras saíram de minha boca numa mistura entre nervosismo e desespero. 

Me afastei aos poucos e comecei a decer as escadinhas de concreto. Me lembrava agora de que havia deixado o livro aberto sobre a mesa da biblioteca. Aquele maldito livro, que sempre começava tudo... 

Quando já estava na porta dos jardins para a rua, Erik ainda conseguiu dizer:

-Luísa... Precisamos conversar...

Sem me virar para ele, disse, em meio às minhas lágrimas:

-Não desta vez.



Notas Finais


Gente, eu prometo que farei de tudo para tentar voltar a como era antes. Agora espero que consiga postar todo dia. Não desistam de mim kkkk! Espero que tenham gostado. #Erisa está de volta! Beijos e até o próximo cap.


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