História Cartas para o Amor que se foi sem chegar - Capítulo 5


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Categorias Originais
Tags Amor, Filho, Saudade
Exibições 20
Palavras 510
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lírica, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eu já sei caminhar em tantas nuvens
E posso visitar de vez em quando o chão
No alto do parque, por cima das árvores,
Eu vejo você

Capítulo 5 - Quinta Carta


Fanfic / Fanfiction Cartas para o Amor que se foi sem chegar - Capítulo 5 - Quinta Carta

Você teria nascido na Primavera, Dom, quando as cores parecem dançar pelas ruas e as flores rodopiam com os ventos. E eu sei que faria um dia lindo em sua chegada: o céu estaria habitado de nuvens que me sorririam enquanto eu trazia você a este mundo. Talvez até mesmo tivéssemos as bênçãos da chuva quando seu primeiro chorinho se fizesse ouvir, expandindo-me o céu que carrego na alma.

Porque não importa o tempo que esteja fazendo do lado de fora da janela, filho, o céu se azula cada vez que penso você. E quase consigo tocar as imagens que crio dos dias mágicos que viveríamos nós dois... me atrevo a desenhar você em mim, meu menino-flor, inventando memórias coloridas do que nunca poderemos viver juntos: nós dois pintando o desenho de um balão, uma gaivota voando sobre um mar de todas as suas tintas, colorindo nuvens em tons de arco-íris.

De tudo que não posso saber sobre você, filho, carrego a certeza de que, assim como eu, você amaria o jardim de vó Maria e faria dele o seu primeiro mundo encantado. É que lá tem sempre rosas que nascem em buquês e o perfume único de um manacá em flor. As manhãs são todas de festa multicolorida das borboletas. E eu lhe ensinaria também a encontrar as delicadas joaninhas escondidas sob as folhas das beldroegas. Nas asas translúcidas de uma libélula, você seria capaz de ver um céu inteiro, Dom. E, por um instante, andar no ar ficaria muito, muito fácil!

Eu guardaria nas gavetas mais bonitas das minhas lembranças os seus soluços mais delicados, seus trejeitos, suas covinhas ao rir. Guardaria suas manias, os seus sossegos mais agitados, o brilho de cada nova descoberta nos seus olhos e o seu jeitinho de sorrir sozinho ao ver o vento dançar, mesmo quando um besouro lhe fosse perturbar a paz.

Guardaria também os seus cachinhos bagunçados à noitinha, antes irmos dormir. O seus primeiros passinhos vacilantes pela casa, a sua sensação de espanto e novidade quando seus pequenos pés tocassem a grama pela primeira vez, as histórias que você gostaria de ouvir naquelas tardes de chuva e nas manhãs de nuvem. E guardaria o seu jeitinho de me fazer sorrir, mesmo quando no céu só houvesse o sol.

Eu me perco nas suas fronteiras, Dom, como quem ainda quer encontrar uma fresta de amor, uma miríade de cor para me pintar de você. A vontade maior que tenho é de tê-lo em meu colo, revisitando o sonho de acordá-lo com um sorriso no olhar e um beijo do tamanho do mar ondulando em seu rosto de peixinho dourado. Meu peixinho!

A saudade, já sem espaço nesse meu pequeno coração, apertada pelo silêncio desajustado de amar você, filho, salta nestas linhas que se quereriam abraços para chegar até o longe onde você está, meu menino-flor. Um coração tão leve que voou...

São as estrelas dos seus olhos que me guiam, Dom. E quando chegam as madrugadas, sento-me nas costas do vento e os nossos silêncios conversam e se abraçam.

 

Mamãe.
 


Notas Finais


Vá com cuidado, meu amor!


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