História Cartas para o meu soldado - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Big Bang
Personagens G-Dragon, T.O.P
Tags Army, Gtop, Jiyong, Letters, Maria Zeverbrucker, Seunghyun
Visualizações 184
Palavras 647
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, pequenos grilos!

Tenham todos uma boa leitura <3

Capítulo 9 - Nona carta - Poema;


02 de Novembro de 2017.

Olá, meu soldado.

Ultimamente as palavras tem se feito escassas, assim como o calor em nossa casa e as roupas em meu armário, deixando-me cada vez mais desprotegido neste inverno rigoroso. Sinto frio quando estou longe dos teus braços, e este ano parece um pouco pior. O vento corta a minha pele e os meus ossos doem sob as camadas de derme já esbranquiçadas pelo tempo de Seul.

Os meus lábios estão machucados, estraçalhados e as minhas bochechas ardem. Os suspiros morrem na garganta e o desespero coça em meu peito, acomodando-se em incontáveis nós na garganta, calando-me ao não conseguir cuspi-lo. Nestes dias eu prefiro permanecer em nosso quarto, olhando pela janela e fazendo de conta que a vida não continua do lado de fora.

Ontem passei o dia trancado, olhando da sacada o absoluto nada da rua enquanto compunha uma música. Já era a quarta melodia triste que eu formava em minha mente, e já era o quinto maço de cigarros que eu fumava. Ao lado das baganas estava o seu uísque favorito esquecido em meu copo, cheio de cinzas de cigarro entre os diversos pacotes de chocolate amassados de qualquer forma sobre a mesa do nosso quarto. Lá pelas tantas – não muito depois de começar – acabei por desistir de compor, pois tudo me lembrava de você e nada saia tão bom quanto o próprio ponto de inspiração.

Então, com a coragem que há muito achei ter perdido, lhe escrevi este poema:

“Cante para eu dormir.

 

Leve-me entre teus braços e embale meu corpo contra o teu peito, permitindo-me morrer inebriado pelo cheiro do perfume que exala diretamente da tua camisa, tão semelhante ao aroma contido em quantidade excessiva sob a sua mandíbula.

Mergulhe as tuas mãos em meus cabelos esverdeados e faça um carinho grosseiro do tipo que provém somente de ti e do meio das tuas entranhas, machucando a mim em seus devaneios descuidados. Puxe os fios embaraçados dos meus cabelos e diga que foi sem querer, para que eu sorria mais uma vez e sussurre que tu estás perdoado. 

Cante ao pé do meu ouvido uma música qualquer de Oasis ou Aerosmith, aquelas que você encaixa tão bem no seu inglês defeituoso na ponta da língua aguçada e dona do linguajar mais decadente nos piores momentos possíveis. Apenas revire os olhos e sorria como se eu não soubesse, como se eu não fosse capaz de sentir teus lábios se abrindo aos poucos contra meus cabelos molhados sob a sua boca fria. 

Desencadeie em mim todos os sentimentos que somente tu e teus toques são capaz de aflorar em meu interior. Roube de mim a paz e o amor que dedico a ti e tuas peculiaridades. Mas faça isso rápido, porque eu também não gosto de admitir nada disso em voz alta.

Transforme as nossas manias e momentos em músicas. Abrace a mim e tudo que te pertence, porque eu também sou teu. Faça de mim seu  mais uma vez  e finja que não se lembra de todas as palavras que eu resmunguei ao seu ouvido e lábios durante o ato. Apenas esqueça tudo que se passa, faça de conta que nada aconteceu. Troque os pronomes e faça de mim, uma mulher, em suas composições. 

Mas faça tudo isso rápido, de preferência agora. Use e abuse de mim em sua estadia. Tenha e ganhe o seu tempo.

Apenas não se esqueça de mim antes de ir embora mais uma vez, amanhã.

 

Talvez eu não saiba o que é poema, não quando escritos ao invés de cantados. No entanto, cada palavra disposta sobre esse papel anexado, tem a ver com você. Guarde-o, caso queira, ou queime e se aqueça quando fizer frio. Eu não me importo.

Apenas fique bem e volte para casa, pois hoje falta menos do que ontem e mais do que faltará amanhã.

Com amor, Jiyong.

 


Notas Finais


Eu estou bem triste, like a Jiyong.

Se você chegou até aqui, deixe o seu "oi" e faça uma Maria feliz <3

xx Madu~


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