História Cartas Para Park - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao
Tags Angst, Baekhyun, Cartas, Casamento Arranjado, Chanbaek, Chanyeol, Guerra, Hunhan, Jongin, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Lemon, Luhan, Sehun, Yaoi, Yoosh11
Exibições 289
Palavras 1.830
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


voltei com chanbaek (essa é uma fanfic e a outra é uma oneshot que já já irei postar)
Desculpe pelos erros.
@boygroupain
Boa leitura

Capítulo 1 - Prólogo: Decepções


Prólogo: Decepções

 

ChanYeol saiu apressado da relojoaria com as alianças e a caixinha, até mesmo conferiu se realmente estava no tamanho certo do seu dedo. Ele havia pedido para sua namorada ir até a floresta, queria que fosse surpresa; aquelas alianças seriam de noivado e se ela aceitasse, a de casamento seria logo logo.

— Já pode tirar a venda agora, ChanYeol? — EunBin perguntou e ChanYeol tirou. — O que te trouxe aqui?

— Jung EunBin, você quer — ajoelhou-se, abriu a caixinha mostrando os anéis e terminou a frase: —, se casar comigo?

— C-ChanYeol... — EunBin falou surpresa. — Se levante.

ChanYeol se levantou confuso. Ela sorriu e ele colocou a aliança no dedo anelar da mesma. EunBin fechou o sorriso, mudando a expressão, tirou o anel e falou:

— Você só foi uma diversão para mim, Park ChanYeol... Me desculpe.

A menor deixou a aliança na mão de ChanYeol e saiu correndo. Naquele momento, seu mundo desabou.

Tudo caiu. Por alguns minutos, ChanYeol ficou sem reação, ele não sabia o que fazer, mal sabia se estava triste ou com raiva de si mesmo por ser tão burro.

Num ato de raiva, jogou a aliança no chão, chutou a terra até enterrá-la, não queria mais vê-la ou simplesmente pensar que um dia gastou seu dinheiro com aquilo.

Voltou para sua casa chorando ao ver que uma chuva ia cair, já estava chovendo dentro de si, não precisava de outra chuva. As pessoas o olhavam torto, como um homem daquele tamanho chorava como um bebê?

Chegando em casa, ChanYeol quebrou aquele piano lembrando que um dia tocaram juntos uma maldita música. Ele empurrou o piano contra a parede, algumas teclas caíram; pegou um taco de beisebol e deu várias tacadas no mesmo, o maior gritava a cada vez que via uma tecla cair, pobre piano... Jogou todos os quadros que tinha com ela no chão e até se deixou colocar fogo em algumas roupas dela. Não queria mais nada dela, nem o cheiro, nada.

 

 

×××
 

 

ChanYeol chorava descontroladamente encolhido no canto da parede da sala em caos, pegou seu telefone do bolso e ligou para SeHun.

— “Alô?” — SeHun atendeu no segundo toque.

— SeHun... — soluçou.

— “Cara, você tá bem? Ficou engasgado?” — perguntou abaixando o volume da televisão.

— EunBin... Foi ela — respondeu deixando mais uma lágrima cair.

— “O que ela fez dessa vez?

— Lembra de quando eu te disse do noivado? Pois é, eu comprei as alianças, levei naquela floresta e tudo — soluçou e fungou. — E então ela tirou a aliança e falou: Você foi só uma diversão para mim, Park ChanYeol.

ChanYeol chorava na ligação. SeHun se engasou com o cereal.

— Caralho, SeHun! — LuHan deu um tapa nas costas do maior fazendo o alimento sair boca à fora.

— Obrigado... — SeHun agradeceu e voltou a ligação. — “Já sei do que você precisa!”

— Do que?! — ChanYeol parava de chorar gradativamente de acordo com a chuva.

— “Beber”.

— Beber? Qual é a sua, SeHun?

— “Cara, se fosse pra lembrar eu tinha te mandado anotar e colar atrás da porta.” — retrucou.

— E onde sugere? — fungou.

— “Eu passo aí pra te buscar, vê se toma banho e se arruma.”

— Tá!

ChanYeol desligou, se era pra esquecer, aquela era a única e melhor forma de fazer.
 

 

×××
 

 

— Mas o que é isso? — O garoto de cabelos vermelhos perguntou-se desenterrando a aliança jogava por ChanYeol. Chovia forte, mas ele não podia fazer nada se a casa dele ficava bem na floresta. Era uma forma de se livrar de tudo e todos. — Uma aliança!

O ruivo colocou no seu dedo anelar, vendo caber perfeitamente. Ficou com ele.

Mais algumas dezenas de passos, ele já se encontrava em sua casa, era simples, mas era tudo o que tinha.

O garoto pintava para sobreviver, fugira de casa quando menor e arrumou um jeito de continuar a vida: pintar.
 

 

×××
 

 

— O que desejam? — o barman perguntou limpando a bancada.

— Cerveja, uísque, vodca, energético, pinga, cachaça... — SeHun falou sentando-se. — Qualquer coisa que deixe a gente doido. Meu amigo aqui quer esquecer daquela vagabunda.

— Então tenho a receita perfeita — respondeu o barman misturando energético, vodca e limão. Misturou tudo com um pouco de leite e uísque. — Aqui!

Colocou em pequenas doses para os dois. Ambos tomaram na mesma hora.

— Mais! — pediram no mesmo momento recebendo mais uma dose.

— Acho que é assim que se esquece uma ex! — ChanYeol afirmou batendo nas costas do menor.

— Vamos beber até cair! — SeHun afirmou.

E lá se foi a noite, jogaram conversa fora e beberam aquela mistura até acabar e quando acabou? Beberam o que havia ali naquela prateleira sem se importar com a conta depois. Eles vieram de famílias ricas, cujo a Park tinha uma empresa de arte (todos os tipos, desde música à literatura).

Chegou um momento que ChanYeol já não falava coisa com coisa sozinho naquela bancada. SeHun já tinha ido embora por causa de LuHan e ele ficou lá bebendo e fumando.

— Senhor, vamos fechar! — implorou o barman.

— Só mais uma — ChanYeol respondeu embreagado com a fala torta.

— Vocês já beberam tudo daquela prateleira, nem adianta mais, não sobrou uma gota. — disse.

ChanYeol se levantou e caminhou para a saída tonto. Colocou a mão na cabeça sentindo uma dor terrível que não cessava. Era muito estranho um homem de fina estampa sair aquela hora de um bar — que já ia amanhecer — , mais bêbado e tonto do que um peão. Esbarrou num poste, esbarrou na lata de lixo, caiu por tropeçar no próprio pé, mas seguiu em frente indo até sua casa no bairro de classe média alta.

— Precisa de ajuda, senhor Park? — perguntou EunHa.

— Preciso que você... — a voz saiu falha e soltou um soluço após — Vá tomar se ferrar!

EunHa queria ajudar, ela sempre acordava cedo e já estava até acostumada com a ignorância de ChanYeol, mas era a primeira vez que o via chegar em casa naquele estado.

O maior pegou o molho de chaves, balançando, como se fosse algum tipo de brinquedo. Enfiou chave por chave — muitas no lugar errado —, até se lembrar que nunca fechava a porta. ChanYeol já estava pra lá de bêbado e sujo; caiu no chão e por lá adormeceu num pedaço de piano. Aquela sim tinha sido uma noite longa.
 

 

×××
 

 

— Onde está ChanYeol? — Junmyeon andava de um lado para o outro na sala do mesmo. — Ele nunca se atrasa e se depender dele, ele está aqui antes mesmo de abrir o prédio.

— Eu acho que ele não vem, então comande a empresa por hoje, Junmyeon... Sabe, ChanYeol estava muito abalado ontem — SeHun explicou de forma curta.

— O que aconteceu com ele?

— Lembra daquela EunBin? Então... Ele comprou uma aliança e ela meio que desprezou aquilo, deu um tapa na cara dele e cuspiu letra por letra: você foi só uma diversão para mim, Park ChanYeol. Jogou a aliança no chão e se foi batendo o pé.

Junmyeon ficou de boca aberta.

Até que SeHun havia falado a verdade, mas sempre tinha que aumentar alguma coisa.

— Cheguei! — ChanYeol anunciou entrando na sua sala.

— Oh, graças a Deus! — Junmyeon falou abraçando o maior. — Caralho, você tá cheirando a vodca, tequila, pinga... Sei lá mais o que.

Largou-o.

— Eu te falei — SeHun disse.

— Eu tô de ressaca hoje, então se meu tio chegar aqui e perguntar o que eu tô fazendo, vocês respondam que estou descansando os olhos, boa noite — ChanYeol falou, deitou no sofá e voltou a dormir.
 

 

×××
 

 

— Acorda, cara, já são cinco horas da tarde! — SeHun balançou aquele corpo enorme no sofá, fazendo-o acordar.

— Ai, o que foi? — pergunto se sentando.

— Já são cinco horas, cara, o horário de trabalho acabou, vamos! — respondeu. — Eu te levo pra casa.

— Não... Eu vou sozinho.

— Mas vai chover!

— Anda logo, SeHun, eu não ligo! — cuspiu as palavras. SeHun era outro que estava acostumado com aquele jeito frio de ChanYeol.

O maior se levantou, pegou o elevador e passou pelo corredor.

— Até amanhã, senhor Park! — os funcionários desejavam vendo aquele cabelo bagunçado e riam pelas costas.

ChanYeol mal ligava se estava ou não bagunçado, tudo o que ele queria era um raio caindo em sua cabeça.

— Minhas pinturas! — um garoto ruivo chorava ao ver a chuva caindo e desfazendo uns traços das telas coloridas. ChanYeol correu até lá. — Não, por favor, não roube; são muito importantes para mim!

Passou tudo na cabeça do menor, menos que ChanYeol entendia de arte e sabia bem o preço de cada quadro.

— Pegue suas coisas, eu pego os quadros,  vou te ajudar!

Ambos já tinham o corpo molhado e tudo o que eles queriam era salvar alguns — por menores que fossem — traços daquelas pinturas.

O ruivo obedeceu, pegou as tintas e os pincéis. ChanYeol colocou as pinturas em baixo do braço levando até um lugar seguro: numa cafeteria. Essa cafeteria estava vazia, mas isso nem era um problema.

— Você está bem? — ChanYeol perguntou bagunçando seus cabelos para sair um pouco da água.

— H-Hm... Um pouco — respondeu. — Por que me ajudou? Eu pensei que fosse roubar.

ChanYeol deixou as telas no chão, uma do lado da outra.

— Eu entendo de arte — respondeu. — Eu nunca iria fazer isso — suspirou triste ao ver as telas todas borradas. — E além disso, precisava fazer algo de bom nessa minha vida.

O menor sorriu.

— Como se chama, ruivo? — ChanYeol perguntou.

— Byun BaekHyun, mas me chamam de pequeno Baek — respondeu. — e o senhor?

— Park ChanYeol, já deve saber. — BaekHyun se sentiu assustado, como um dos homens mais ricos do país iria ajudá-lo assim sem pedir nada em troca?

— O-Oh s-sim — gaguejou. — Não o reconheci, estava molhado. Desculpe.

— Tudo bem... Por quanto vende essas telas?

— Uns 20 à 50 — respondeu.

— Você deveria valorizar mais sua arte.

— Mas se eu aumentar o preço, ninguém irá comprar e eu vou ficar sem o que comer na semana seguinte.

Aquilo partiu o coração de gelo do maior. Ele notara também que o garoto era bem magro e, apesar disso tudo, era doce e educado.

— Está falando sério? Onde estão seus pais? Seus irmãos? Seus familiares? — sentou-se em uma cadeira.

— Eu fugi de casa depois de cumprir o alistamento militar — respondeu. — E-Eu fiz antes porque assim poderia ter mais tempo em focar no meu verdadeiro sonho: pintar.

BaekHyun levou as duas mãos ao rosto por causa do espirro, ChanYeol não deixou de notar aquela aliança tão familiar ali. Espirrou.

— Aliança bonita, é bem cara, sabia? — ChanYeol falou.

— Na verdade não, eu achei essa aliança no caminho de casa. É bem bonita, quem perdeu deve estar louco procurando.

— Ou gritando de alívio por ter se livrado.

— Como assim, sr. Park? Você conhece o dono dessa aliança? — tirou a do dedo.

— Conheço, conheço bem... Mas fique com ela, ficou muito boa em você.

— O-Obrigado — respondeu sorrindo.

— Agora eu tenho que ir — olhou pela janela vendo apenas finas gotas de chuva. — Amanhã eu passo para ver suas pinturas, OK?

— OK! — BaekHyun achou aquilo muito estranho, começando pelo fato de ChanYeol ajudá-lo sem querer nada em troca e ainda dizer para que ele valorizasse seu trabalho.

Pela primeira vez, BaekHyun sentiu um pouco de atenção.


Notas Finais


Até num sei quando porque tem duas fics pra atualizar


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