História Cartas Para Park - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao
Tags Angst, Baekhyun, Cartas, Casamento Arranjado, Chanbaek, Chanyeol, Guerra, Hunhan, Jongin, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Lemon, Luhan, Sehun, Yaoi, Yoosh11
Exibições 205
Palavras 3.293
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu não gosto de falar muito aqui, então vamos as notas finais!
Boa leitura ^~^
@boygroupain

Capítulo 3 - Trem 61


Capítulo 3 — Trem 61

 

— ChanYeol, ainda são 2h da manhã! — BaekHyun reclamou ao sentir ser puxado para fora de casa por ChanYeol.

— Eu quero passar cada segundo com você, BaekHyun! — ChanYeol respondeu, BaekHyun fazia força para não sair do lugar, porque estava morrendo de sono. — Mas que merda, hein... — ChanYeol pegou o menor como um saco de batatas.

— Seu monstro, me larga! — BaekHyun gritou socando as costas do mesmo. O garoto esboçou um sorriso depois.

Estava bem escuro andar por aquela floresta, mas quem disse que eles se importaram? Já fizeram aquele caminho tantas e tantas vezes que se fossem vendados, iriam saber bem cada árvore.

— ChanYeol... — BaekHyun bocejou.

— Calma. — respondeu. Era difícil se livrar daqueles braços fortes, BaekHyun gostava muito daquilo: sentir os braços de ChanYeol.

— Por que não podemos fazer isso mais tarde? Esse lugar não vai sair correndo, vai?

— Se a gente ir mais tarde, vamos perder a suspresa!

BaekHyun coçou os olhos tentando de manter acordado, mas era bem difícil. Ninguém era mais louco que ChanYeol naquele momento. E assim foram, até chegar num belo jardim, um jardim com muitas e muitas flores; dentre as flores, tinha-se a preferida de Byun: girassol.

Ele sempre dizia que havia um significado muito bonito, mas nunca chegara a falar para Park.

— Meu Deus, ChanYeol! — admirou-se com as flores ao ser deixado no chão. — E-Eu...

— Shhh... — pôs sua mão por cima da boca do menor. — Não faça barulho.

As palavras saíram num sussurro perfeito. BaekHyun apreciava cada detalhe e cada textura das pétalas, ele sim era um verdadeiro apaixonado por elas. Tudo o que ChanYeol queria era fazer o garoto se sentir especial e único antes de partir.

De repente, vários vagalumes se amontoaram causando uma grande luz, depois voaram em grupos de um lado para o outro. Eles eram silenciosos, porém incríveis. ChanYeol sabia bem que exatamente naquele dia e naquele horário os vagalumes iam acasalar, BaekHyun não sabia disso, mas achou tudo muito bonito.

— ChanYeol cadê você? — Byun perguntou sentindo o corpo tremer.

— Aqui! — gritou.

BaekHyun correu até lá com medo de algum bicho o pegar pelo caminho. ChanYeol estava vendo alguns girassóis.

— Sabe, Baek... Eu estava pensando em pegar, mas é tão triste ver uma linda flor longe de tudo que um dia amou.

O menor começou a chorar, escondeu o rosto no próprio braço, mas aquilo não era suficiente para que ignorasse.

— Ei, o que foi? — ChanYeol se curvou ficando na altura de seu namorado.

— Não vá, não vá! — abraçou o maior desesperado. — Maldito seja! Maldito seja!

ChanYeol afagou os fios claros, recém pintados de rosa.

— Eu vou voltar, eu prometi, não prometi?

BaekHyun assentiu.

— Então você também vai ter que me prometer — ChanYeol falou.

— H-Hm? — enxugou as lágrimas na camiseta branca do mesmo, olhando-o.

— Prometa-me que não vai tocar nesse assunto de novo.

— E-Eu não consigo, é doloroso demais...

— Baek, ficar mexendo na ferida não ajuda, sabia? Eu vou te encher de coisas para fazer, aí você não vai precisar se lembrar disso. Do mesmo jeito que você voltou, eu também vou voltar! Eu prometi e vou cumprir.

BaekHyun se acalmou, fechou os olhos e apertou mais o corpo enorme que tinha abraçado.
 

 

×××
 

 

Após os vagalumes terminarem o acasalamento, os dois partiram para praia ver o sol nascer; a noite havia sido muito longa. BaekHyun andava pelo meio-fio descalço com um girassol nas mãos e no outro as mãos de ChanYeol o segurando para não cair. Deveria ser umas 04:30am.

Park ChanYeol havia cedido a Junmyeon a liderança da empresa, assim ficaria livre para BaekHyun durante essas duas semanas.

Blam!

 

BaekHyun caiu por cima de ChanYeol.

— Desculpa! — falou baixinho recebendo um beijo após para se calar.

— Está tudo bem — ChanYeol passou seus braços pela cintura do menor e segurou-a com força, saiu rolando até sentir a água do mar batendo contra seu corpo. Se levantou juntamente com BaekHyun e o beijou mais uma vez. — Te amo! — falou alto dando mais um beijo. — Te amo! — gritou. A cada "Te amo", BaekHyun recebia um beijo.

— Você não vai parar? — perguntou segurando no pulso do acizentado.

— Só quando eu tiver certeza que estou perdoado — mordeu a bochecha.

— Eu já te perdoei desde o começo — sorriu. ChanYeol parou de beijá-lo.

Sentou na areia, BaekHyun sentou ao seu lado apoiando a cabeça no ombro do mesmo.

O sol nascia timidamente, esquentando a água gélida e atrapalhando a visão dos dois.

— ChanYeol... — BaekHyun chamou-o.

— Sim? — perguntou sem tirar os olhos da paisagem.

— E se você não tivesse me ajudado naquela chuva? E se você não tivesse voltado? E se aquela bruxa tivesse aceitado seu pedido?

— Provavelmente eu não seria feliz.

BaekHyun sorriu.

— Sabe, eu pensava que encontraria a felicidade dentro de outras pessoas, mas estava errado — ChanYeol olhou para o menor. — Eu a achei dentro de mim mesmo, você me ajudou e eu sou eternamente grato.

Entrelaçaram seus dedos, voltando a prestar atenção ao nascer do sol. ChanYeol sabia bem que seu namorado era extremamente romântico e queria fazer tudo aquilo para ter boas lembranças antes de ir servir ao exercito.
 

 

×××
 

 

“Quando você ama, você se torna responsável pela felicidade do outro, mesmo que custe a sua felicidade.”
 

 

×××
 

 

— Café da manhã! — BaekHyun falou animado adentrando a cozinha de ChanYeol. — Mas eu não sei onde fica nada.

O menor sorriu triste. Já fora ali outras vezes, mas eram bem poucas porque ChanYeol praticamente vivia na casa dele.

O maior riu baixo, abraçando o outro por trás.

— Eu faço café da manhã, você pode ir tomar um banho.

BaekHyun sentiu seu corpo tremer ao se chocar com o de ChanYeol todo molhado e o pior: apenas com uma toalha amarrada na cintura.

— Vá se vestir então! — falou.

ChanYeol revirou os olhos e soltou-o. BaekHyun correu para o banheiro, ChanYeol se vestiu como sempre: uma calça jeans escura e uma camiseta social branca.

ChanYeol fez o café da manhã do jeito que BaekHyun gostava — leite, biscoitos, frutas e pães de mel —.

— Já faz um tempo que... — olhou para o piano, puxou aquele pano escuro que cobria-o revelando sua forma recém reformada. Sorriu. — Não toco piano.

Sentou-se na cadeira e começou a tocar tecla por tecla, não demorou muito para ele estar tocando “All Of Me”.


“What would I do without your smart mouth;

(O que eu faria sem sua boca inteligente)

Drawing in me and you kicking me out;

(Me atraindo, e você me afastando)

Got my head spinnig;

(Minha cabeça está girando)

I can't pin your down.

(Eu não consigo te decifrar)

What's going on in that beautiful mind;

(O que está acontecendo nessa mente linda?)

I'm on your magical mystery ride;

(Estou em sua jornada mágica misteriosa)

And I'm so dizzy;

(E eu estou ficando tão tonto)

Don't know what hit me;

(Não sei o que me atingiu)

But I'll be alright.
(Mas eu vou ficar bem)

My head's underwater, but I'm breathing fine;

(Minha cabeça está debaixo d'água, mas eu estou respirando bem)

You crazy and I out of my mind.

(Você é louco e eu estou saindo da minha mente)

'Cause all of me;

(Porque tudo de mim)

Loves all of you;

(Ama tudo de você)

Love your curves and all your edges;

(Ama suas curvas e seus limites)

All your perfect imperfections.

(Todas as suas imperfeições perfeitas) 

Give your all to me;

(Me dê tudo de você)

I give my all to you;

(Eu vou dar tudo de mim para você)

You're my end and my beginning;

(Você é meu fim e meu começo)

[...]

— ChanYeol? — BaekHyun o chamou fazendo o mesmo parar de tocar.

— Sim? — abriu seus olhos encarando o menor.

— Você toca e canta muito bem! — elogiou.

— Obrigado. — sorriu. — Você quer tocar?

— Mas eu não sei.

— Sente aqui do meu lado, eu te ensino.

BaekHyun sentou no meio das pernas de ChanYeol.

— Coloque sua mão por cima da minha.

Colocou-a.

ChanYeol tocou uma tecla mais aguda indo para a mais grave.

— Ah, se fosse pra fazer isso, eu já tinha feito — o menor riu. — Vamos tomar café da manhã, estou com fome.
 

Ding Dong.

 

— Se for a polícia, fale que você não está — BaekHyun falou.

— Baek, eu já falei pra você não tocar mais nesse assunto — ChanYeol se levantou, caminhou até a porta e abriu-a. — LuHan?

LuHan abraçou o maior.

— Fiquei sabendo sobre sua partida ao exercito — falou soltando-o. Logo SeHun apareceu.

— Vamos logo, ainda tenho que ir trabalhar — disse SeHun.

— Vocês vieram pra tomar café da manhã? — BaekHyun perguntou.

— Exatamente! — ChanYeol desviou o olhar para as sacolas de SeHun vendo exatamente alguns cupcakes.

Tomaram café da manhã da melhor forma possível, saboreando cada sabor presente naquela mesa e jogando conversa fora. Até que o clima mudou quando SeHun começou a falar de seu pai, ChanYeol e LuHan já tinham ouvido aquela história várias e várias vezes, mas para BaekHyun, era a primeira vez.

— Não, por favor, continue! — o menor pediu.

— Então ele foi para a guerra... — SeHun continuou. — Minha mãe mandava cartas para ele todos os dias, mas, um dia, ele parou de responder. A guerra ficou mais crítica e ele já não tinha mais tempo, até que...

— Que...? — BaekHyun perguntou se aproximando mais de SeHun, ChanYeol e LuHan se entreolharam tentando impedir.

ChanYeol abocanhou o cupcake observando SeHun.

— Até que ele morreu. — terminou. — Guerras são frias, ninguém ali tem dó ou piedade, se você não for esperto, você morre. Se for apenas forte, morre também.

ChanYeol apenas ignorava aquilo, prometeu que ia voltar e ia cumprir a promessa.
 

 

×××
 

 

“Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de ninguém sem nenhuma razão.”
 

 

×××
 

 

BaekHyun ficou pensando naquilo pelo resto da tarde, ele tinha medo da história se repetir com ChanYeol.

— Baek, para com isso... — o menor andava de um lado para o outro no quarto enorme de ChanYeol. — Anda... Vem aqui.

— Eu não quero dormir — ele respondeu.

— Mas não é pra dormir — BaekHyun voltou a olhar para ChanYeol. O garoto caminhou para o maior ainda bem confuso. — Sabe o que duas pessoas fazem quando se amam muito, não é?

— H-Hm... Você está falando de sexo? — sentou no colo do mesmo.

— Sim, bebê... — desferiu um beijo na nuca.

— Você quer fazer isso mesmo? Você já fez antes?

— Já.

— É bom?

— Muito, por isso quero fazer com você.

— M-Mas eu sou virgem — riu envergonhado.

— Dizem que não dói quando duas pessoas se amam de verdade — sorriu.

— Promete que não vai doer?

— Prometo — sussurrou.

ChanYeol se deitou na cama de barriga para cima enquanto BaekHyun desabotoava a camiseta do maior. Já havia visto aquele corpo na cozinha, pela manhã, mas ainda sim seu corpo ficava quente. ChanYeol fechou os olhos sentindo as carícias das mãos macias de seu namorado em seu peitoral.

— E-Eu não consigo — BaekHyun falou se levantando do colo dele.

— Oh... Tudo bem então... — ChanYeol deu um sorriso gentil. Não queria forçá-lo a nada. — Vamos apenas dormir, certo?

— H-Hm! — BaekHyun se deitou ao lado do maior, ChanYeol abraçou o corpo que estava ao seu lado.

Sim, BaekHyun gostava muito daquilo, daqueles braços o rodeando e ele se aninhando até dormir. Era muito confortável.

Naquela noite, ChanYeol sonhou com BaekHyun, BaekHyun voava em direção ao mundo em caos, suas assas já estavam cansadas, mas ele não desistia. Quando finalmente chegou, havia apenas uma rosa vermelha lá, ela era vibrante e dava uma única cor ao local que se tornou cinza, sem vida, sem voz, sem cor.

“Isto não é certo.” BaekHyun falou tocando ao chão fazendo tudo se tornar colorido e belo novamente.

Ele tinha certeza que dormira bem naquela noite.

Abriu seus olhos lentamente vendo o menor acordado. Estava sentado na cama usando uma das blusas de seu namorado, enquanto olhava as flores pela janela.

— Já está acordado? — ChanYeol passou a mão pela cintura do mesmo, abraçando-o se levantando um pouco. — Fomos nós que cultivamos.

— Eu me lembro de quando cheguei aqui, tudo estava cinza e sem vida, as rosas estavam mortas e tudo era muito frio — comentou.

— Eu me tornei uma pessoa totalmente diferente pela sua causa.

BaekHyun olhou para ChanYeol meio tristonho, como se fosse algum tipo de culpa.

— E eu sou extremamente grato por isso! — ChanYeol puxou o menor para si e o encheu de beijos pelo rosto todo.

Eles riam alto acabando com o silêncio daquela casa.

BaekHyun ainda não se sentia bem ao ficar nú na frente de ChanYeol, então ele tomou banho antes do outro, por fim tomaram café da manhã juntos — muita geléia e pães doces —. O mais velho estava fazendo de tudo para agradá-lo, até tocou piano mais uma vez e cantou a mesma música. BaekHyun achava que ele cantava muito bem, até quando desafinava.

Ainda pela manhã, ChanYeol resolveu ir molhar as flores — já que não chovia há um bom tempo —, seu estilo havia mudado um pouco: calça escura, moletom preto gola alta e um relógio (como sempre). Saiu da casa encontrando EunHa, a mulher ajeitou o cabelo e já estava indo para seu trabalho.

— Bom dia, EunHa! — desejou com um sorriso.

Aquilo era extremamente estranho, nunca em toda a sua vida, EunHa havia recebido um “Bom dia” e ainda mais com um sorriso.

— O senhor me falou bom dia? — EunHa atravessou a rua caminhando até o maior assustada.

— Falei — riu.

— Está com febre? Bateu a cabeça? — ela perguntou.

— Eu me apaixonei, EunHa, me apaixonei pela pessoa certa, na hora certa e no lugar certo — respondeu.

— Está tão atraente! — EunHa sorriu.

— Obrigado, gostei da nova cor do cabelo.

BaekHyun observava tudo — morrendo de ciúmes — pela janela.

— Bom... — ChanYeol olhou para janela vendo BaekHyun com um bico enorme. — Se não se importa, eu vou dar vida as flores!

EunHa riu baixo e olhou para janela.

— É ele quem é o seu namorado?

— É ele sim, morrendo de ciúmes e eu o amo demais. Enfim, tenha um bom dia!

ChanYeol deixou mais um sorriso na memória da garota antes de partir até o jardim começando a molhar as flores.

— Quem é ela?! — BaekHyun perguntou ao ver ChanYeol pisar para dentro de casa.

— Ei, calma... — bagunçou os cabelos do menor.

— Responde! — ele continuava com um bico.

— EunHa, minha vizinha que maltratei durante anos. Só queria que me perdoasse.

— E precisava daquilo tudo? — colocou as mãos na cintura.

— Precisava sim, seu ciumento! — beijou aquele bico, mordendo-o depois.

 

 

×××
 

 

— É amanhã... — BaekHyun falou triste olhando bem nos olhos de ChanYeol.

— Não se preocupe, eu vou ficar bem. — ChanYeol respondeu.

— Eu não sei se vou me acostumar a dormir sem seu abraço — falou olhando para o tecido da cama.

Eles estavam sentados na cama, apenas com a luz da lua e das luzes de neon colocadas em garrafas de vidro.

— Prometa que vai voltar?

— Eu me prometi isso antes de você perguntar pela primeira vez.

ChanYeol abriu uma caixinha, havia lá dois colares lisos de prata, cada colar com um pingente com metade de um coração.

— Tudo começou no Olímpio há muitos milênios atrás, quando a civilização era habitada por seres míticos, que possuiam quatro braços, quatro pernas, duas cabeças, dois troncos, mas com apenas uma alma, rica em harmonia e amor. Existiam aqueles que possuiam duas cabeças membros de homens, as de duas cabeças e membros de mulheres, e tambem existiam os andrógenos, que eram metade homem e metade mulher, com dois membros e cabeça de cada. Os deuses, com inveja dessa hamonia, começaram uma terrivel guerra. — ChanYeol falou, colocou o seu e depois o de BaekHyun. — O verdadeiro objetivo de Zeus era dividir o corpo de todos os humanos e também suas almas em dois. Para que passem o resto da vida procurando sua alma gêmea.

Desferiu um beijo na bochecha de BaekHyun.

— Quando eu estiver em batalha, eu vou lembrar de você. Quando eu estiver chorando de saudade, eu vou lembrar de você e quando estiver voltando para casa, eu vou lembrar de você.
 

 

×××
 

BaekHyun terminou de abotoar o uniforme de ChanYeol e o abraçou logo em seguida.

—Por favor... — ChanYeol viu que BaekHyun iria chorar, então o apertou contra seu peito sentindo o aroma e a textura do tecido.

Foram até a estação.

SeHun, LuHan e Junmyeon estavam lá na estação de trem, todos esperando o trem.

— 61! — anunciou o delegado. Era hora de partir.

Park seguiu cabisbaixo até a entrada do trem, os outros amigos seguiram-o. A despedida foi rápida, não queria ver ninguém chorando.

— ChanYeol! — BaekHyun gritou segurando as lágrimas, ele se virou e o abraçou forte sentindo o cheiro pela última vez. O menor colocou uma carta no bolso do maior e falou: — Leia quando chegar.

ChanYeol o segurou pela cintura dando-lhe um beijo, sentindo a textura daqueles lábios macios, como se fosse a primeira vez. Seguraram as mãos e entrelaçaram os dedos, podiam sentir um nó tão forte que só poderia ser desfeito com um corte.

— Até logo, pequeno Baek — ChanYeol segurou suas lágrimas entrando no trem.

— Até logo, Grande Chan — BaekHyun respondeu. — Eu te amo!

— Eu te amo mais! — ChanYeol gritou já dentro do trem.

Eles estavam usando o colar dado na noite anterior.

Ver o trem 61 partir fora a pior cena para os quatro presentes ali.

BaekHyun caiu no choro quando o trem já não se encontrava mais no campo de visão dele. Junmyeon o abraçou.

ChanYeol sabia que tinha uma nação inteira nas mãos e por dois motivos chorou: chorou por BaekHyun e por talvez não ser suficiente para conseguir conter as bombas e as armas da outra nação.

— Ei, por que está chorando? — um homem que estava sentado ao lado perguntou.

— E-Eu estou? — ChanYeol engoliu o choro e enxugou as lágrimas que caíam com as mãos.

— É... Estava — respondeu. — Meu nome é MinSeok. Eu sou ótimo em conselhos, se me falar o que é, eu posso te ajudar.

— É só o medo de não ser suficiente e de não voltar.

— Você não tem que pensar assim, Park!

— Espera... — olhou para o homem. — Como sabe bem nome?

— Dono de empesa e também porque tá escrito aí — apontou pro uniforme.

— A-Ah... — riu. — Eu me tornei uma pessoa extremamente diferente por causa dele, eu levava fama de esquentadinho e rude. Não sou mais assim... Eu só precisava encontrar a felicidade.
 

 

×××
 

 

— SeHun... — BaekHyun falava manhoso.

— “Meu Deus do céu, BaekHyun, dorme. Já é tarde.” — SeHun respondeu.

— Mas eu não consigo pegar no sono, eu mal sei se o ChanYeol está bem — falou.

— “É só fechar os olhos.”

— Não é tão fácil assim.

— “Liga pro Junmyeon, eu preciso transar agora. Tchau.” — SeHun desligou.

— Eu espero que tenha lido, ChanYeol... — BaekHyun desejou suspirando fundo.
 

 

×××
 

 

“Não haverá borboletas se não tiver lagartas antes.”

 

 

×××
 

 

ChanYeol pegou a carta e a desdobrou, havia poucas palavras, pois BaekHyun não era muito bom com isso, ele preferia desenhar.

Deitou naquela maca de ferro com um fino colchão e começou a ler:

“Caro ChanYeol,

Eu sou muito inseguro, eu sei. Não sei se vou conseguir dormir sem ter seus braços me envolvendo, não sei se vou conseguir acordar sem seu beijo... Será que ainda posso usar suas roupas? São grandes e confortáveis, eu gosto disso.

Resolvi que vou passar a morar na sua casa, fica mais perto de SeHun, LuHan e Junmyeon, assim eu terei com quem conversar. Eu gosto tanto, tanto de você; te admiro tanto, tanto...

O mundo está acabando em guerra, eu sei porque você está indo e uma parte de mim está morrendo. Por favor, se for para matar, mate com razão.

Um dia me disseram que pessoas são como estrelas, quando você olha de longe ela parece brilhante e muito bonita, mas se você olha mais de perto, percebe que ela é tão brilhante que chega a cegar. Percebe também que ela é só mais uma bola brilhante no meio de todas outras, mas você... Você é a minha única e melhor estrela.

Com amor, BHH.”


Notas Finais


E ai? O que acharam? Quais são seus palpites para o próximo?
Vou fazer um trailer pra fanfic, assim eu consigo promover melhor ^~^
Tchau!!


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