História Cartas Para Você - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Krisho
Exibições 42
Palavras 1.777
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eeeeeeeeerrrrr..... Oi :)

Espero que curtam essa coisinha fofinha que ta me deixando com o cu na mão pra saber se vcs gostaram ou n

E se quiserem, ouçam Resposta, do Skank enquanto leem. A música é antiga, mas é tão fofa que ugh eu amo ela

Enfim
Até la embaixo e quem sabe, nos coments ;)

Capítulo 1 - Capitulo único


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“Sem seu sorriso, no meu mundo nunca haveriam cores.

Sem sua beleza, no meu mundo nunca haveriam amores.

Sem sua esperteza, no meu mundo nunca haveria segurança.

Sem suas piadas, no meu mundo ninguém nunca riria.

Sem você, meu mundo jamais existiria.”


 

Engolindo em seco, releu uma vigésima vez a carta antes de dobrá-la e a colocar no envelope em que havia desenhado uma flor, colorida com várias cores, as preferidas dele. Se perguntou mais uma vez se aquilo não era brega demais e se valia mesmo a pena entregar aquilo. Sentindo uma bola de papel bater na parte de trás de sua cabeça, olhou de cenho franzido para Chanyeol, atrás de si, que tinha uma sobrancelha erguida, com a mesma pergunta que ele estava fazendo nesses quinze minutos de enrolação: “Entregar ou não a bendita da carta?”. Se virando pra frente, derrotado, lacrou o envelope e o passou furtivamente para Baekhyun no mesmo instante em que a professora de literatura se virou para a lousa novamente para explicar algo que não chamava sua atenção no momento. Mordendo a bochecha por dentro, viu Baek passar para Kyungsoo, que passou para Zitao, que passou para Yixing, que passou para Luhan, que lhe deu um sorriso vitorioso antes de jogar a carta na mesa de Junmyeon, que se assustou brevemente e olhou para os lados, a fim de descobrir quem jogara aquilo ali. Fingindo estar escrevendo algo em seu caderno, tentou não parecer muito suspeito antes de voltar a olhar as reações do moreno, abrindo um sorriso ao mesmo tempo que ele ao ler o que escrevera. Revirando os olhos, viu Baek e Chanyeol trocarem um soquinho com sorrisos maliciosos para si.

 

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“Um dia, guardarei todos os seus sorrisos em uma caixinha

Para que, assim que o dia ficar nublado,

Você, com suas doces risadas,

Tragam o sol de volta e lembrem a todos

O quanto o amor é precioso e uma coisa dolorosa

Da qual vale a pena lutar.”


 

Desenhando detalhes em azul por toda folha de mais uma carta, a dobrou até que estivesse na forma de um avião e a entregou para Jongdae, que riu e mirou na mesa do moreno, a jogando e a acertando logo em seguida. Piscando para si, voltou a conversar sobre como “aquele grupo sequer sabe armar uma bomba caseira como eu, então é claro que vamos zerar na feira de ciências deste ano, relaxa Minseok!”, fazendo a mesa em que se sentavam durante os intervalos se encher de risadas sobre seu comentário. Risadas estas que não chegaram até Yifan, que observava atentamente como Junmyeon cobria mais um de seus sorrisos ao ler a carta que recebera. Suspirando, apoiou o queixo em uma das mãos.

 

Havia se apaixonado pelo menor havia dois anos, quando, em um show de talentos, o viu cantar sua música preferida. (Um total clichê, é claro, mas ninguém escolhe quando, como, onde e por quem se apaixonar, certo?). De cerca de um ano até aquele momento, escrevia o máximo de cartas diferentes com versos ou poemas totalmente seus e os enviava com a ajuda de seus amigos. Não, nunca sequer havia entregado uma pessoalmente. Preferia se manter distante, de modo a observar como o menino de cabelos castanhos e óculos sorria a cada vez que abria um daqueles papéis decorados com versos escritos especialmente para alegrar seu dia e lembrar que alguém o ama, mesmo que se mantenha em anonimato por todo esse tempo. Ah, quantas vezes já não tentou se confessar, ou sequer chegar perto do mais novo tempo o suficiente para não ter um ataque cardíaco ou jogar tudo pro ar porque talvez não valia a pena, apenas para ter certeza de que nunca conseguiria nem ser homem o suficiente para falar a verdade e nem se afastar de Junmyeon, nem de seus sorrisos a cada carta, nem de suas manias estranhas, nem de seu rosto, nem de sua beleza mesmo com aqueles óculos com fita adesiva do lado, nem de seu perfume doce, nem de sua altura tão menor que a sua, nem queria o abraçar a cada vez que o vê, nem de como...

 

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“Mesmo que não me vejas,

Mesmo que não me ouças,

Mesmo que não me sintas,

Quero que saibas

Que ainda posso te ver,

Que ainda posso te ouvir,

Que ainda posso te sentir,

Por isso,

Quero que veja o que vejo em você,

Quero que ouça a batida do meu coração por você,

Quero que sinta todo o meu amor por você,

Mesmo que ele seja expresso em palavras

Palavras com uma escrita horrível,

Palavras com desenhos para colorir seu dia,

Palavras que já foram e palavras que virão,

Palavras diferentes a cada dia,

Palavras que expressam tudo que sinto

Separadas parte a parte

Em cores diferentes

Em dias diferentes

Para um mesmo eu

Para um mesmo você.


 

Batucando com o lápis no caderno enquanto outro aluno apresentava seu poema, olhou de soslaio novamente para Junmyeon. Atrás de si, novamente, Chanyeol deu uma risadinha acompanhado de Baekhyun, enquanto o orelhudo sussurrava “Quando é que vai parar de bancar o poeta sofredor e ir logo reclamar sua Julieta, senhor Romeu?” perto de sua orelha, rindo ainda mais ao ver a careta reprovadora do chinês.

 

— Senhores Park e Wu, algum problema? — A professora de literatura perguntou, cruzando os braços enquanto toda a sala olhava para ambos. Se encolhendo na cadeira, negou com a cabeça. — Ótimo. Então, que tal apresentarem os poemas que eu pedi na aula passada?

 

— Eu não fiz, professora, mas tenho certeza que Yifan fez o dele. — Chanyeol disse em voz alta, dando um tapinha em seu ombro. Arregalando os olhos, sentiu sua pulsação acelerar enquanto olhava o traidor atrás de si.

 

— Então menos quatro pontos para você, Park. E você, Wu? — Alterando o olhar entre seu caderno, seu amigos e a professora, acabou por suspirar derrotado e pegar seu caderno com os dedos trêmulos enquanto se levantava e ia até a frente de toda a sala, sem nunca erguer o olhar. O desespero só aumentou ao ver o poema que tinha: Era o único que não havia usado em nenhuma das cartas e que a professora nunca havia lido, e justamente o único que havia desistido de mandar por o achar insuficiente e “depressivo” demais. Com as pernas moles, quase caiu ao tropeçar em um dos pés de Sehun, fazendo a sala explodir em risadas. Com o rosto ardendo, se pôs de uma vez de costas para a lousa, respirando fundo antes de começar a falar, com a voz um tanto vacilante.

 

— Por favor, perdoe minha distância de você,

   E não encare isso como uma ofensa.

   Não sou tão bom com palavras quanto queria que fosse,

   E apenas saiba que és tão amado quanto pensa.

   

   Por favor, perdoe minha grande covardia

   Pois mesmo eu tendo um ar tão arrogante

   O que mais me falta é ousadia,

   Ousadia essa que uso para me tornar distante.

 

   Por favor, perdoe meu medo

   Eu apenas não quero me machucar.

   Mas como já te disse antes em segredo

   O amor é uma dor da qual vale a pena lutar. — Abaixando o caderno, olhou para a sala, que batia palmas para si. A professora exibiu um sorriso satisfeito, Chanyeol assoviava e Junmyeon o olhava espantado, como se ele tivesse… Ah meu Deus, Junmyeon havia descoberto!

 

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Assim que o sinal daquela aula bateu, Yifan saiu correndo pela porta, numa tentativa de se livrar da enrascada em que havia se metido. Correu até ouvir aquela voz gritar por si. Automaticamente, parou e sentiu um corpo bater em si, quase levando os dois ao chão. Se estabilizando e arrumando os próprios óculos, acabou por engolir em seco uma segunda vez só naquele dia antes de se virar e olhar Junmyeon com os braços equilibrando livros e cabelos bagunçados, com um biquinho indignado para si. Adorável, tinha que admitir. Olhando para os próprios tênis surrados e com as mãos segurando fortemente na alça da bolsa, esperou. Esperou qualquer coisa, um tapa, um xingamento, uma piada, qualquer coisa mesmo. Ou até mesmo nada, já que lutava para não tremer dos pés a cabeça de nervosismo. Alguns instantes depois, ouviu o outro coçar a garganta antes de começar a falar.

 

— Então… Todo esse tempo, era você? — Perguntou, com a voz baixa, como se perguntasse para si mesmo. Yifan já se sentia rejeitado mesmo sem olhar para cima. Droga, ele estava tão perto. — Oh… Então nós temos algumas coisas para colocar em dia, não acha? — Assentiu novamente. — Como o fato de você ter coragem de estar há um ano me mandando cartas anônimas e não ter quando se trata de vir falar comigo. Tenho uma cara tão assustadora assim? — Negou, ainda em silêncio. — Yifan, olhe para mim, por favor. — Sentindo os dedos quentes dele erguendo seu rosto, piscou para afastar as poucas lágrimas que nem ele havia notado que haviam se formado.

 

— Me desculpe. — Disse, limpando os olhos após colocar os óculos na cabeça. — Eu deveria saber que você ficaria ofendido e desapontado. Não foi minha intenção. Eu juro, eu apenas queria… — Sua voz morreu conforme ele olhava o menor a sua frente, que tinha uma sobrancelha levantada e um sorriso mínimo.

 

— Você apenas queria...? — Incentivou, parecendo engolir uma risada. O chinês sentiu seu rosto corar e negou.

 

— Eu vou parar com as cartas, se é isso que quer saber. Com licença. — Se desviou dele, mas logo foi parado novamente ao ouvir ele falar.

 

— E quem disse que eu quero que você pare? — Parando, abaixou a cabeça. — E quem disse que me senti ofendido ou desapontado? Você tem que aprender a me ouvir além de quando estou cantando, Wu. E a me olhar quando estou te olhando também, já que no quesito amor estamos igualados. — Se virando a tempo de o ver soltar os livros no chão e correr para si, deixou a bolsa escorregar por seu ombro até o chão antes de envolver a cintura do menor em um abraço apertado, enquanto ele o apertava em seu pescoço. Inalando seu perfume, sentiu seu coração bater fortemente contra suas costelas e uma vontade imensa de rir o inundar aos poucos, até Junmyeon dar um beijo demorado em sua bochecha. Se afastando minimamente, o encarou por alguns instantes antes de abrir um sorriso enorme ao mesmo tempo que o menor, deixando outro beijo estalado em sua bochecha e juntando suas testas, com um sorriso enorme e bobo em seu rosto. Finalmente, se sentia satisfeito e cheio de um sentimento que nunca poderia por em palavras, por mais que tentasse. Afinal, o amor não se descreve, se sente.

 

“Lindo é quando dois olhares se cruzam

E dois sorrisos aparecem.”

 


Notas Finais


Entããããão... O que acharam??? Eu tava até pensando em fazer uma short-fic dela (em outro futuro utópico), mas preciso saber se vcs gostaram dela ou n
Ou a acharam mt sem sentido, sla, meus neurônios n tão bem dps desse comeback lacrador do BTS e enfins
Kpop vai me matar, to até vendo
enfim

Obrigada por lerem desde já
Qualquer dúvida, opinião ou xingamentos podem comentar, eu não mordo ~mentira, mordo sim, mas com carinho :3 Até mais meus merengues de morango


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