História Casa Cheia - Capítulo 48


Escrita por: ~

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Categorias Johnny Depp
Tags Comedia Romantica, Johnny Depp
Exibições 167
Palavras 2.137
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá leitoras! Capítulo novo pra vocês, espero que gostem! ♥
Boa leitura!

Capítulo 48 - Não vai mais se repetir


Fanfic / Fanfiction Casa Cheia - Capítulo 48 - Não vai mais se repetir

POV - JOHNNY

- O jantar foi maravilhoso, amor. Obrigada por tudo. - Tom disse para Poliana ao se despedir dela.

- Eu que agradeço por ter vindo. E desculpa pelo idiota do meu amigo. - Poliana se referiu a mim.

- Não tem problema. - ele riu. - Até mais. - a beijou e saiu pela porta.

- Vá com cuidado. - Poliana disse e fechou a porta.

Eu e Jane estávamos em pé ao lado do sofá, os braços dela envoltos ao meu. Poliana foi até nós.

- Obrigada por hoje, isso foi muito bom pra mim.

- Também gostamos muito. - Jane disse e Poliana nada respondeu. É mais do que claro que há um atrito entre elas. Ainda não sei ao certo por que, mas acho que foi por aquela briga que as duas tiveram.

- Não foi nada. - sorri.

- Exceto por aquela hora que você só sabia massacrar o Tom. Seu idiota. - Poliana me deu um tapinha e foi até a cozinha.

- Estou um pouco cansada, vou subir e descansar. - Jane disse.

- Tudo bem. - ela me deu um selinho e subiu.

Fui até a cozinha falar com Poliana.

- Poliana.

- Fala.

- Desculpe pelo o que aconteceu hoje.

- Qual das duas partes? - ela sorriu se referindo a nossa transa. Eu sorri também.

- Pelas duas. - sentei na mesa. Ela parou e me olhou. - Não sei o que deu em mim.

- Tudo bem, não se preocupe. A culpa não é só sua. Sexo casual acontece com várias pessoas, não é? - eu a encarei.

- Poliana, nós somos comprometidos. - eu disse baixo.

- Ai meu Deus, eu sei! - ela se desesperou. - Nós vamos para o inferno!

- Calma, calma. Pelo menos estávamos sóbrios. - eu disse como se isso fosse melhorar em algo.

- Isso é ainda pior!

- Eu sei. - eu disse baixo.

- Johnny, isso não pode mais acontecer. A primeira vez não valeu, estávamos bêbados, achamos que eram outras pessoas, certo?

- Sim, eu acho. - disse baixo.

- Você não acha nada! Não valeu e ponto!

- Tá, tá, não valeu. Mas e a segunda?

Poliana me encarou e sentou na mesa. Ela não sabia o que falar.

- Ah, a segunda foi... foi... Eu não sei o que foi, tá legal?! Não sei o que deu na gente! - ela se desesperou e quase gritou.

- Shhhhh! Quer acordar a Jane?!

- Desculpa. É que eu, sinceramente, estou tentando achar uma explicação pra isso. - ela disse preocupada com as mãos na cabeça.

- O que aconteceu, foi que nós somos dois adultos que sentiram vontade de fazer sexo naquela hora. - eu disse calmo.

- Isso não faz o menor sentido.

- Poliana, é o instinto do ser humano, não há como negar. Tivemos uma coisa sexual ali, nada demais. Eu não quero me casar com você por causa disso.

Poliana parecia pensar.

- É, você está certo. Foi um impulso, nada demais.

- Exatamente, nada mais que um impulso, não precisa se preocupar. - eu disse tentando acalmá-la.

- O problema é, como vamos dizer isso a Jane e ao Tom?

- Ficou maluca?! Nunca! Se eles souberem já era! Foi apenas um erro, somos seres humanos, nós erramos.

- Você tem razão, isso fica só entre nós. - ela concordou.

- Ótimo.

Nós nos acalmamos e pegamos algo para comer.

- Acho que isso se deu pelo fato de eu não transar faz um tempo. Minha primeira vez depois da minha separação, foi na festa com... você. - isso soou tão estranho.

- Meu Deus, que estranho. - ela riu com o nariz.

- Eu sei. - ri também. - Acho que só quis repetir a dose. - ela arqueou as sobrancelhas. - NÃO! Não é isso que está pensando, não queria exatamente transar com você, eu queria só transar, entende? Poxa, sou homem. Não que você seja um objeto, nada disso, eu te respeito, você é minha amiga e... - eu estava deixando tudo cada vez pior.

- Tudo bem, Johnny, eu entendi. - Poliana riu do papel de idiota que eu fiz. - Espera... - ela me olhou surpresa. - Você e Jane não transaram ainda?!

Eu fiquei sem graça, mas aquela era uma verdade.

- Na verdade, não. - eu disse baixo.

- Nossa... - ela se surpreendeu. - Por que?

- Eu não sei, acho que quero ir com calma dessa vez.

- Entendi. - ela deu um risinho e foi até a pia da cozinha.

- Por que está rindo?

- Ah, nada.

- Fala.

- Nada, Johnny.

- Fala logo.

Ela se virou pra mim.

- É que... é estranho.

- Estranho? Como assim estranho?

- Ah, é que vocês já foram casados, já fizeram isso várias vezes, não é novidade pra você, muito menos pra ela. É mais do que normal já ter acontecido.

- Está me chamando de covarde? - eu me levantei.

- Eu? Que isso, nada a ver. - sim, ela estava.

- Acha que não dou conta de transar com a minha ex mulher?

- Eu nunca disse isso.

- Então você vai ver, vou fazer isso hoje mesmo.

- Nossa, que bom que é por livre e espontânea vontade. - ela foi irônica.

- É sim.

- Vai lá então, tigrão. Vamos ver se você dá conta. - ela me provocou.

- Eu dou sim!

- Duvido. - ela disse lentamente.

Eu nada disse, estava irritado. Apenas subi e fui até o quarto de Jane. Abri a porta bruscamente.

- Johnny. O que foi? - Jane disse assustada.

- Não fala mais nada.

Fui até ela, tomando seus lábios subitamente. E, bem... nossa noite começou.

(...)

POV - POLIANA

- Bom dia, Poliana! Como vai? Precisa de alguma ajuda? - Jane surgiu na cozinha toda feliz.

- Ham? - eu não entendi nada por um momento, mas depois liguei as peças. - Ah, entendi o motivo dessa felicidade. - pensei alto.

- Como disse?

- Ah, nada. Obrigada, Jane, não preciso de ajuda.

- Tudo bem, então. Vou sair, não sei que horas volto.

- E desde quando isso me interessa? - eu pensei alto novamente.

- Disse alguma coisa? - Jane perguntou.

- Ah não, nada. Pode ir.

Assim que ela ia sair, Johnny apareceu na cozinha.

- Oi meu amor! - Jane disse ao esbarrar com ele na entrada da cozinha. Ela deu um beijo nele.

- Oi, Jane. - Johnny sorriu.

- Vou ao Shopping em Dunkinan, quer vir? - Dunkinan era outra cidade aqui pelos arredores, uma cidade grande, porém longe daqui.

- Não, vou ficar por aqui mesmo. - Johnny respondeu.

- Tudo bem. - ela o beijou novamente. - Até mais.

- Tchau. - Johnny sentou na mesa.

- Como foi perder a virgindade com Jane?

- Engraçadinha. - ele sorriu falso. Um silêncio breve se fez e ele comentou: - Ela está bem feliz. - sorriu.

- De nada.

- Por que eu agradeceria a você?

- O que ela disse sobre o sexo? - perguntei.

- Isso é pessoal, não acha? - ele se envergonhou.

- Ah Johnny, me fala logo. Acho que temos intimidade suficiente pra isso.

- Em uma palavra?

- Só fala.

- Selvagem. - ele disse todo bobo.

- E é por isso que deve me agradecer. - eu disse colocando a mesa do café.

- Ainda não entendi.

- Ontem quando eu te provoquei, você ficou bravo, não foi?

- Sim.

- Eu provoquei você ontem antes de você e Jane transarem, de propósito. Quando você está irritado ou querendo muito aquilo por alguma razão, você fica mais, digamos assim... selvagem. Como ontem, e faz tudo... maravilhosamente bem. - eu estava encostada na pia secando a louça e disse aquilo baixo e naturalmente. Acho que eu não estava me ouvindo.

- Como é? - eu o encarei apavorada. Eu não acredito que eu disse aquilo. Ele sorriu com os braços cruzados e sobrancelhas arqueadas.

- Como é, o que? - tentei disfarçar.

- Você disse que sou selvagem e que faço tudo muito bem? - ele não tirava aquele sorriso debochado do rosto, estava me irritando.

- Eu não disse isso. - eu me virei de frente para a pia terminando a louça.

- Acabou de dizer.

- Não disse não.

- Você me acha selvagem... - ele me provocava.

- Para com isso, Johnny. Parece uma criança.

- Você quer mais um pouco do tio Johnny? - ele ria.

- Você é um babaca.

- Você me acha gostosão, pode falar. O tigrão aqui vai te mostrar a selvageria. - ele ria cada vez mais.

- Tá bom, Johnny! Você é bom de cama, só isso! E daí? Foi selvagem sim, foi bom sim! Quer que eu coloque uma placa na minha testa falando isso?! - eu me irritei. Johnny só ria.

- Tá bom, desculpa, vai? Só queria te irritar.

- Percebi. - eu disse ainda irritada.

- Gosto quando me elogia, só isso. - eu parei e o encarei.

- Ham?

- É difícil ver você me elogiando assim, é difícil até você ser legal comigo. - ele riu.

- Não exagera.

- Tá, você é legal. Mas é bom saber que eu te satisfiz... assim como você me satisfez, e... - ele olhou para a parede. - ...nossa. - ele suspirou.

Acho que ele também não se ouviu. Ele estava olhando fixamente para a parede quando disse isso, parecia pensar. Eu o olhei da mesma maneira que ele olhou pra mim.

- Como é? - cruzei os braços e seu rosto ficou sério.

- Nada. - ele pegou o café e foi para sala.

- Quer dizer então que eu também te satisfiz e fui... "nossa". - suspirei imitando exatamente como ele descreveu.

- Eu não disse isso. - ele sentou no sofá para assistir TV.

- Aham, eu que disse. - eu ria.

- Para de se achar, tá?

- Quer dizer que o senhor Johnny Depp está extasiado pela tigresa aqui. - eu o provocava e ria.

- Está passando vergonha. - ele disse tomando o café.

- Você que está, já que me ama e não consegue admitir.

- Eu não te amo.

- Ama sim, confessa.

- Não amo não. - eu me pus em frente a ele, tapando sua visão da TV.

- Pode falar que eu sou incrível, você sabe disso. - eu disse baixo. Eu adorava implicar com ele e deixá-lo sem graça.

- Tá bom, Poliana! Você é ótima na cama! Eu amei a noite de ontem, sim! Está bom pra você?! - ele gritou tudo de uma vez. Eu ria muito alto.

- Eu sabia! - continuei a rir. - Adoro te deixar assim. - eu baguncei o cabelo dele e voltei para a cozinha.

(...)

POV - JOHNNY

Quando ela voltou para a cozinha, um sorriso se formou em meu rosto. Foi bom descobrir que nossos corpos se atraem.

(...)

Eram 22:40h quando Jane chegou. Poliana estava no quarto e eu na sala vendo TV.

- Oi amor. - ela veio até mim e me beijou.

-Oi Jane. - sorri. Estranhamente, eu ainda não conseguia chamá-la de "amor".

- Como passou o dia?

- Bem. - respondi.

Ela sentou ao meu lado e ficou ali em silêncio abraçada a mim, até que ela disse:

- Eu não estou nem um pouco cansada. O que acha de subirmos e nos divertimos um pouco? - ela beijou meu pescoço. Eu me afastei.

- Hoje não.

- O que? Por que?

- Não estou me sentindo muito bem, estou com dores fortes de cabeça.

- Tomou algum remédio?

- Sim.

- Não pode fazer um esforço? Esperei o dia todo por isso. - ela disse manhosa.

- Desculpa, mas não me sinto muito bem.

- Tá. - ela se levantou e subiu para o quarto, estava brava. Parecia que  eu era obrigado a transar com ela agora.

A verdade é que, eu realmente não queria. Ontem a noite, ela me elogiou, dizendo que sentiu saudades e que foi incrível, mas apenas pra ela. Eu não gostei nem um pouco. Não sei o que houve, mas foi tudo muito forçado, sem sal e sem paixão. Não me senti bem, não me levou as alturas, foi sem graça. Óbvio que não disse isso a ela e muito menos a Poliana. Ela ia começar e me zoar e a se achar, só por que com ela é diferente.

"Com ela é diferente". Essa frase não saiu da minha cabeça por alguns instantes. Por que com Poliana era diferente? E por que com a mulher que amei não dá mais certo? Isso está errado, muito errado.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Até o próximo, amores! ♥


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