História Casa Cheia - Capítulo 56


Escrita por: ~

Postado
Categorias Johnny Depp
Tags Comedia Romantica, Johnny Depp
Exibições 86
Palavras 1.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá leitoras! Espero que gostem do capítulo ♥
Boa leitura!

Capítulo 56 - Incertezas


Fanfic / Fanfiction Casa Cheia - Capítulo 56 - Incertezas

POV - JOHNNY

Senti a luz fraca do sol invadir o quarto. Estava virado para janela, e a primeira visão que tive ao acordar, foi o lindo e enorme carvalho ao lado da casa. Olhei para as cortinas, brancas e delicadas e lembrei de onde eu estava. Virei para o lado lentamente, dando de cara com quem eu realmente queria acordar. Poliana estava li, de bruços, com as costas nuas e apenas com o cobertor cobrindo sua cintura para baixo. Uma mecha do seu cabelo estava em seu olho, queria tirar, olhá-la melhor, mas tive medo de acordá-la. Apenas fiquei ali, com um sorriso bobo no rosto, olhando cada centímetro do seu rosto.

Eu não tenho palavras para descrever a noite de ontem. Não foi como das últimas vezes, foi suave, sincero, apaixonante. Eu estava nervoso, ia dizer o que achava que tenho sentido por ela essas últimas semanas, mas parecia que ela já sabia. Antes mesmo de eu terminar, ela me calou com um beijo, ela havia entendido o recado. Ela sente o mesmo que eu? Ou foi apenas carnal? Não, não acredito que tenha sido carnal. Do jeito que ela me beijava, como me tocava, do jeito que me olhava. Seu olhar transbordava sinceridade, eu sabia que aquilo não era mentira. Ela sente o mesmo que eu, eu posso sentir isso. Ultimamente, eu tenho sentido coisas estranhas por ela. Uma vontade enorme de estar perto dela, cuidar dela, a proteger, ficar longe dela me deixava ansioso. Esses são sentimentos que eu nunca pensei em sentir por ela algum dia. Nossa amizade cresceu muito, muito mesmo. Ela é minha confidente, está comigo sempre, mesmo nós quase nos matando as vezes, é assim que tudo flui. Meus dias são divertidos, são melhores ao lado dela. Não sei explicar de forma concreta o que sinto, mas é uma coisa forte, não me imagino sem ela. Tudo que aconteceu ontem, sentir sua respiração, sentir seus braços envoltos ao meu, seus lábios e seus beijos suaves, seu coração acelerado, nosso abraço mais que sincero. Foi algo mágico, inexplicável, nunca me senti dessa maneira com outra pessoa. O que fizemos ontem foi pura poesia, foram palavras não ditas, mas que sabíamos exatamente o que cada coisa significava. A sensação de senti-la na noite passada, cada cena, tudo veio a minha mente no instante em que fechei os olhos, me fazendo sorrir. Eu sinto algo por ela, uma coisa forte, mas não sei colocar em palavras o que realmente é. Talvez eu esteja confuso, com medo, ou talvez precise de um dicionário. É tudo novo pra mim, é uma coisa que eu jurei que nunca ia acontecer. Quem diria.

Enquanto eu a observava, completamente absorto em pensamentos, ela se move lentamente. Abrindo os olhos devagar, se acostumando com a pouca luz. Ela abre os olhos por completo, dando de cara comigo, sorrindo ao seu lado. Ela sorri de volta, mas sem dizer uma palavra. Não sei se palavras iriam ajudar, mas eu não queria dizer nada, apenas queria aproveitar aquele momento. Peguei em sua mão levemente, fazendo carinho em seus dedos. Ficamos nos olhando, sem motivo aparente, até que ela disse:

- Por que está me olhando tanto?

- Quando olho pra você, eu me lembro de ontem. Estou apenas memorizando, guardando os detalhes. - ela sorriu. Aquele foi o sorriso mais lindo que ela já deu.

- Tudo está passando como um filme na minha cabeça agora.

- Não consigo parar de pensar na noite passada, isso está acontecendo com você também?

- Seus olhos são lindos. - ela disse. Eu sorri.

- Está me ouvindo ou está distraída com a minha beleza? - eu disse e ela riu.

- Acho que os dois. E sim, também não consigo parar de pensar em ontem.

Ficamos em silêncio, nos olhando por um tempo, eu estava hipnotizado. Nunca a havia olhado daquele jeito. Não falo fisicamente, mas emocionalmente, eu acho. Isso tudo é muito confuso, eu não sei como lidar com isso ainda.

- Eu estou confusa. Com medo. Não quero jogar tudo para o alto.

- Acredite, estou tão confuso quanto você.

- O que estamos fazendo? - ela disse, com o semblante completamente confuso.

- Eu não sei.

Nós não trocamos mais nenhuma palavra. Se continuássemos pensando sobre aquilo, sobre por que aconteceu e o futuro, acho que iríamos enlouquecer.

Nos levantamos, colocamos nossas roupas e estávamos pensando em uma maneira de sair dali sem que Jane visse. Abri a porta lentamente, olhando pelo corredor, não havia nenhum sinal de Jane ali. Primeiro eu saí, desci as escadas lentamente, indo em direção a cozinha. Poliana veio logo em seguida, como se nada tivesse acontecido.

Eu estava na cozinha, logo Poliana apareceu.

- Ela está aqui? - cochichou.

- Ela não está em casa.

- Aonde ela foi?

- Não faço ideia. - fui até o armário. - Quer café ou cereal?

- Não estou com muita fome.

- Não vai comer?

- Não. - ela foi até a saída da cozinha. - Olha só, eu vou... andar um pouco, ok? Volto logo.

- Tudo bem, então. - nunca entendi essas saídas aleatórias dela.

Ela havia saído da cozinha, enquanto eu preparava um café. Mas de repente, ela volta, vindo lentamente até mim.

- Algum problema? - disse não entendendo muito bem.

Ela veio até mim, segurou em meu rosto e me beijou. Me beijou da mesma maneira de ontem, um beijo lento, sensual, indescritível. O pacote de cereal foi ao chão, pois minhas mãos logo trataram de segurar a cintura dela. Porém, alguns segundos depois, ela parou o beijo e saiu novamente, sem dizer uma palavra.

(...)

POV - POLIANA

Eu precisava pensar. Precisava colocar tudo em ordem. O que aconteceu ontem a noite, foi provavelmente uma das coisas mais loucas que já fiz. Eu tomei a iniciativa, eu queria beijá-lo, eu o queria. Não sei o que deu em mim, mas algo dentro de mim me fazia querê-lo, não da forma carnal, mas, emocional, entende? Não sei me expressar muito bem, não sei como lidar com isso e muito menos explicar o por que aconteceu isso. Johnny tem sido um cara incrível comigo. Ele mudou extremamente essas últimas semanas. Seu carinho comigo, sua preocupação, sua atenção e todo seu jeito protetor. Esse lado dele, esse homem que ele se mostrou ser, isso me intrigou. Eu sabia que ele era um cara legal, eu achava que o conhecia, mas me enganei. Aquele cara idiota que eu conheci, se mostrou um homem de verdade. Ele trouxe para fora o tipo de cara que eu admiro. Ontem a noite foi completamente diferente das últimas vezes, aquilo foi... amoroso. Foi carinhoso, foi apaixonante. O jeito como ele me olhava, como me tocava, tão suave como se não quisesse que eu machucasse. Seus abraços, seu rosto em meu peito, ele depositou seu carinho e confiança ali. Poder sentir melhor o seu cheiro, beijá-lo daquela maneira, enxergá-lo de outra forma, isso me fez refletir. Aquilo não foi só romântico, foi verdadeiro. Mas o medo tomou conta de mim. Nunca me imaginei numa situação assim. Ainda tem o Tom, a Jane. O que nós estamos fazendo? Eu jurei que nunca iria nem beijá-lo, e agora tenho sentimentos por ele?

"Tenho sentimentos por ele". Essa frase nunca foi tão sem sentido pra mim. Eu não sei como explicar, não sei como botar em palavras, mas eu sei que alguma coisa eu sinto, mas não sei exatamente o que é. Um sentimento pode ter vários significados, várias maneiras de interpretação, mas se pelo menos eu soubesse o que é isso, seria muito mais fácil. Eu e Johnny, Johnny e eu... isso é loucura! Não sei o que está acontecendo, estou muito confusa, receosa. Mas aquilo que vivi ontem, aquilo que senti, eu não quero deixar para trás, não quero esquecer, eu nunca me senti tão viva.

- Por que está fazendo isso comigo, Johnny. - coloquei as mãos em minha cabeça.

Eu só queria uma reposta, ter certeza de algo. Mas quanto mais eu procurava respostas, mais confusa eu ficava.

(...)

POV - NARRADORA

Johnny e Poliana estavam totalmente confusos e perdidos sobre o que sentiam, não sabiam ao certo o que queriam. Queriam arriscar, queriam experimentar, mas uma barreira os impedia. Ambos são extremamente orgulhosos e não abrem mão da palavra. São duas personalidades fortes lutando contra a razão e a emoção, arriscar ou não arriscar. Suas cabeças enlouqueciam só de pensar na noite que tiveram e como seria daqui para frente.

Mas essa não era a pior da situações. O que eles não sabem, é que há uma terceira pessoa no jogo. Assim que eles chegaram do restaurante, Jane estava em casa, acordada em seu quarto. Estava furiosa por Johnny ter passado o dia com Poliana. Ao ouvi-los entrar no quarto, Jane quis entender o por que de Johnny passar muito mais tempo com Poliana do que com ela. Ela ouvia toda a conversa, ouviu o silêncio repentino, logo em seguida ouviu os gemidos, as fortes respirações, ela os ouviu.

No dia seguinte, Jane não tinha sanidade ou calma suficiente para encará-los de manhã, então saiu, sabe-se lá para onde. Mas ela jurou a si mesma, que não ia ficar assim.

- Não se preocupa, Jane. A vingança é uma prato que se come frio, e você vai dar a volta por cima. - disse ela a si mesma.

Ela estava disposta a recuperar o seu orgulho, recuperar o que era dela, a qualquer custo.

(...)


Notas Finais


Até o próximo, lindas! Amo vocês! ♥


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