História Casa da Morte/O Retorno do Noivo - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Demi Lovato, Fifth Harmony, One Direction
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Lauren Jauregui, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Normani Hamilton, Personagens Originais, Zayn Malik
Exibições 41
Palavras 1.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Saga, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoal perdoem a demora. Ando meio desanimada. Tentarei voltar a postar frequentemente.
Beijos
Jheni

Capítulo 5 - Portadora de notícias ruins


Quando alguém ouve uma batida na porta no meio da madrugada, a maioria das pessoas sabe, por instinto, que não é notícia boa.

Quando Jaycee York abriu a porta, Camila percebeu o medo estampado em seu rosto. Mesmo quando ela olhou nos olhos de Camila e antes de uma palavra ser dita, viu a tristeza se transformar em terror.

— Sari? Ah não. Ah não, não!...

— Sra. York, podemos entrar?

— Vocês a encontraram? Mas...

— Devemos entrar, sra. York. — Lucy tomou o braço de Jaycee e a acompanhou. — É melhor a senhora se sentar.

— Vai ser ruim, então. Vai ser muito, muito ruim. Será que vocês poderiam me contar tudo de forma rápida? Poderiam ser diretos?

— Sua irmã está morta, sra. York. — Com a mão ainda no braço de Jaycee, Lucy sentiu o tremor. — Nossos sentimentos por sua perda.

— Eu sabia, eu acho. Pressenti assim que eles ligaram do clube. Sabia que algo terrível tinha acontecido com ela.

Lucy guiou Jaycee até uma poltrona na sala de estar. Havia muitas coisas no ambiente, reparou Camila; isso atestava que uma família morava ali. Muitas fotos de meninos, de um homem rindo, da vítima.

Várias mantas coloridas e almofadões estavam espalhados pelo chão e aparentavam muito uso.

— Seu marido está em casa, sra. York? — perguntou Camila. — A senhora quer que entremos em contato com ele?

— Ele não está... Clint levou os meninos ao Arizona. Foram para... Para Sedona. Por uma semana. É um acampamento da escola. — Jaycee olhou ao redor, como se esperasse vê-los. — Eles foram para o acampamento, mas eu não fui. Não quis ir acampar porque tinha muito trabalho a fazer. E achei que seria bom ter uma semana inteira só para mim, em casa. Nem me comuniquei com eles desde que foram. Não lhes contei nada para não preocupá-los. Por que fazer isso se tudo iria acabar bem? Tentei convencer a mim mesma de que tudo acabaria bem. Mas não aconteceu assim. Não acabou bem!

Ela cobriu o rosto com as mãos e começou a chorar.

Camila avaliou que a irmã mais velha devia ter dez anos mais que a vítima. Seu cabelo era curto, louro, e seus olhos devastados tinham um tom azul de verão.

— Eu liguei para a polícia. — Ela soluçava entre as palavras. — Quando eles me avisaram que ela não tinha ido trabalhar, eu chamei a polícia. Fui para o seu apartamento, mas ela não estava lá; então eu liguei. Eles disseram para eu preencher um formulário. O comunicado de uma pessoa desaparecida.

Ela fechou os olhos.

— O que aconteceu com Sari? O que aconteceu com minha irmã?

Havia um pufe diante da poltrona. Camila se sentou nele para que elas se colocassem face a face.

— Sinto muito. Ela foi assassinada.

O rosto vermelho da irmã e as bochechas manchadas pela maquiagem que escorria se tornaram pálidos de choque.

— Eles disseram... eu ouvi que o corpo de uma mulher foi encontrado agora à noite no East River Park. O nome da vítima não poderia ser divulgado até a notificação de parente mais próximo. Eu sou o parente mais próximo.

Jaycee levou a mão fechada aos lábios.

— Eu pensei: “Não, não, essa não pode ser Sari. Ela não mora no East Side.” — Mas continuei esperando que alguém viesse bater na minha porta. E vocês vieram.

— Vejo que vocês eram muito ligadas; a senhora e sua irmã.

— Eu... Eu não posso. Não consigo...

— Vou pegar um pouco de água, sra. York. — Lucy colocou a mão no ombro de Jaycee. — Tudo bem se eu entrar na cozinha para pegar um pouco de água?

Jaycee simplesmente assentiu com a cabeça enquanto olhava para Camila.

— Ela era a minha bonequinha. Minha mãe morreu quando eu era pequena e depois, alguns anos mais tarde, meu pai se casou novamente. Eles tiveram Sari. Sarifina. Ela era tão bonita, como uma boneca. Eu a amava.

— Será que ela lhe diria se alguém a andasse incomodando? Se estivesse se sentindo desconfortável ou perturbada com alguma coisa?

— Diria, sim. Nós conversávamos o tempo todo. Ela amava o trabalho, era muito boa no que fazia e se sentia feliz. Só que isso era um problema para Cal, o rapaz com quem ela saía há alguns meses. Ela trabalhava à noite e não podia passar esse tempo com ele. Ela estava zangada e magoada por ter recebido um ultimato dele: Sari teria de desistir do trabalho ou ele romperia o namoro com ela. Foi por isso que eles se separaram. Mas ela estava melhor assim.

— Por quê?

— Ele não é bom o bastante para ela. Isso não é só conversa de irmã. — Ela fez uma pausa e bebeu a água que Lucy lhe ofereceu. — Obrigada. Muito obrigada. Ele só não era bom o suficiente. Era egoísta e não gostava de saber que Sari ganhava mais do que ele. Ela percebia tudo isso e reconhecia que já estava na hora de seguir em frente. Mesmo assim, andava triste com o rompimento. Ela não gosta de perder. Vocês não pensam que... Vocês acham que Cal pode tê-la machucado?

— A senhora pensa assim?

— Não. — Jaycee bebeu mais um pouco, respirou fundo e tomou outro gole. — Eu jamais pensaria isso. Nunca passou pela minha cabeça. Por que ele faria isso? Ele simplesmente não a amava — disse Jaycee, sem emoção. — E era muito interessado em si mesmo para se dar ao trabalho de... Eu preciso vê-la. Preciso ver Sari.

— Vamos providenciar para que isso aconteça. Quando a senhora a viu pela última vez?

— No domingo à tarde. Antes de Clint e os meninos saírem. Ela veio para se despedir deles. Era tão cheia de vida e de energia! Fizemos planos para fazer compras no sábado... amanhã. Meus meninos só voltam para casa no domingo e estarão se divertindo até lá. Sari e eu faríamos compras e depois almoçaríamos. Oh, Deus. Oh, meu Deus. Como ela morreu? Como minha bebê morreu?

— Ainda estamos investigando, sra. York. Assim que eu puder lhe dar mais detalhes, darei. — Camila não iria contar o que tinha acontecido àquela pobre mulher. Ainda mais em um momento em que não havia alguém ao lado para apoiá-la. — Podemos entrar em contato com o seu marido. A senhora quer que ele e seus filhos voltem para casa agora?

— Sim. Sim, quero que eles voltem mais cedo. Quero vê-los aqui em casa.

— Nesse meio-tempo existe alguém que possamos chamar? Há uma vizinha ou uma pessoa amiga que possa vir para ficar com a senhora?

— Não sei. Eu não...

— Sra. York — disse Lucy com suavidade. — A senhora não deve ficar sozinha agora. Podemos chamar uma amiga para lhe fazer companhia.

— Lib. Vocês poderiam chamar Lib? Ela virá.

Quando elas saíram do apartamento, Lauren deu um longo suspiro.

— Sempre me pergunto como você consegue fazer o que faz, mantendo-se em pé diante da morte e penetrando com tanta firmeza nas mentes daqueles que a trazem. Mas também acho que o que você faz, aguentando o que foi infligido aos que foram deixados para trás... como é o correto..., é mais penoso que todo o resto.

Ela passou a mão sobre a de Camila.

— Você não contou a ela o que aconteceu com a sua irmã. Está lhe dando um tempo para deixar passar a primeira leva de dor.

— Não sei se fiz a ela algum favor. Isso vai destruí-la por dentro. Talvez tivesse sido melhor contar tudo agora, quando ela já está em mil pedaços.

— Você fez o certo — garantiu Lucy. — Ela tem uma amiga, mas vai precisar da família. Eles vão precisar muito uns dos outros para enfrentar tudo até o fim.

— Muito bem, então. Vamos ver o que Harry pode nos dizer. Escute... — Ela se virou para Lauren. — Vou entrar em contato com você o mais rápido que puder.

— Eu gostaria de ir junto.

— Já passa de... Que horas são?... Quatro da manhã! Você não vai querer ir até o necrotério.

— Um momento — murmurou para Lucy. Tomando a mão de Camila, puxou-a de lado. — Eu gostaria de acompanhar tudo. Queria que você permitisse.

— Depois lhe conto tudo que conseguirmos descobrir com Harry e você poderá dormir por algumas horas. Embora eu saiba — completou ela antes que Lauren pudesse falar — que não é a mesma coisa. Quero que você me garanta que não se sente responsável por isso.

Lauren olhou para o apartamento da irmã de Sarifina e pensou na dor que tinha presenciado lá dentro.

— Ela não está morta porque eu a contratei. Não sou assim tão autocentrada. De qualquer modo, quero acompanhar até o fim.

— Ok. Você dirige o carro. Vamos precisar fazer uma parada no caminho. Preciso falar com Feeney.



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