História Casa dos Lobos - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, KiBum "Key" Kim, Minho Choi, Personagens Originais, Taemin Lee
Tags 2min, A Casa Dos Lobos, Jinki!wolf, Jonghyun!wolf, Minho!wolf, Taemin!hunter
Visualizações 93
Palavras 4.546
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu to postando td hj pq eu ja vo começar a estudar e n ter tempo

Capítulo 6 - Quando ele te beijar, não negue...


Fanfic / Fanfiction Casa dos Lobos - Capítulo 6 - Quando ele te beijar, não negue...

- Na verdade... Tornei-me caçador logo depois que você se separou de mim. Eu... Bem, tive um amigo. Seu nome era JongIn, parecia uma ótima pessoa. Ele morava com seus tios e primos, seus pais haviam morrido mas ele não disse o motivo. JongIn foi se tornando próximo de mim e eu confiava nele. Afinal ele foi o tipo de pessoa que se aproximava de mim no colegial. Então tudo começou numa noite. Eu havia saído e... Meus pais haviam me mandado uma mensagem que se eu quisesse poderia chegar um pouco mais tarde mas de certa forma foi estranho. Eles nunca diriam isso logo para mim que havia saído. Mas voltei e percebi que havia algo diferente lá. Tudo estava silencioso e só o quarto dos meus pais estavam com as luzes acesas.

- E você foi lá.

- Sim. Meu pai foi um caçador. Então obviamente ele me ensinou umas coisas. Peguei uma arma que estava colada em baixo da mesa da cozinha e subi. Eu já estava atento por que qualquer coisa atirava. Mas nada aconteceu e quando entrei no quarto a cena foi a pior de todas.

- JongIn estava lá?

- Sim. Eu vi ele destroçando o meio do corpo da minha mãe. A cabeça dela estava do outro lado do quarto. E acabou que ele matou meus pais. E no meu lugar ainda. JongIn já havia passado da fase da transformação e veio para cima de mim. Mas no momento da raiva eu agi. – Suspirei e deitei a cabeça no ombro de Minho. – Acertei uma bala no crânio dele. Morreu na hora.

- Sinto muito.

- Tudo bem. Eu nem me importo mais com isso. Apesar de doer um pouco, não me atinge tanto.

- E quando isso aconteceu? Com que idade você se tornou caçador? Quem te treinou?

- Você está bem curioso para o meu gosto. – Ri baixinho. – Isso aconteceu quando eu tinha dezoito anos. Já terminando meu ensino médio. Então eu saí da cidade e conheci Belatrix, uma caçadora americana. Nós nos relacionamos no começo e ela me ensinou umas coisas então terminamos um tempo depois. E aí eu só vou aproveitando o que a vida de caçador ainda me dá enquanto vivo.

- Você foi ficando com outras pessoas.

- É. Afinal eu não poderia me privar apenas no trabalho. Fui andando por aí ficando com homens e mulheres, satisfazendo minhas vontades.

Senti o olhar reprovador daquele alfa idiota de novo. Revirei os olhos, empurrando seu rosto para o lado afim de prestar atenção na nossa comida. Minho tirou uma noite comigo para passar um tempo e para contar tudo o que fizemos longe de um ao outro. Acabei de dizer como na realidade tornei-me caçador. Na verdade essas mortes aconteceram depois que ele e sua família foram embora da vizinhança.

Nossas famílias eram muito amigas. Mas a mãe de Minho anunciou que os Choi iriam ir e a mãe dele contou para a minha, só que minha mãe nunca disse para mim por qual motivo. Ele disse que tinha que fugir o máximo possível pois tinham outros lobisomens que queriam matar o último alfa da família o qual teria a liderança pelo resto da vida e por isso ele fez isso. O mais interessante na nossa relação é que depois da descoberta, tudo havia mudado. Minho e eu nos tornamos mais próximos do que imaginava, ele vem me protegendo de tudo e todos de uma forma impressionante. Até mesmo dentro da casa dele – onde eu até quase acidentalmente bati num lobisomem por causa que ele estava se estranhando comigo, mas ele fez questão de tirar ele de perto de mim – me protege e estou me sentindo como antes. Na nossa amizade de quando crianças.

E também tipo... Como agora. Minho me tratava como se eu fosse uma boneca de porcelana valiosa.

Quando eu acordei depois do meu sono da tarde toda, ele me carregou pelos braços e me deixou sentado na bancada da cozinha. Ok, até aí eu achava tudo normal, mas ele ficava conversando comigo com o corpo no meio das minhas pernas e com as mãos na minha cintura. Acho que quando Minho fazia isso em mim, causava um arrepio no meu corpo. E ele sabia disso e ficava me provocando desse jeito.

E bem que eu sentia que estava caindo nos seus encantos... O que está acontecendo comigo?

- E você? Pegando o posto de professor na escola, pagando de bom mestre e ainda não arrumou alguém para ficar ao seu lado. Por que não está namorando até agora? – Perguntei.

- Antes eu não havia encontrado uma pessoa especial. Mas de uns tempos pra cá eu sinto que devo proteger e cuidar dessa pessoa. – Senti meu coração ficar acelerado. De quem ele estava falando? – E se ela quiser, posso dar minha vida cuidando dela.

Céus... Eu já estava ficando nervoso. Será que ele estava falando de mim?

- Você sabe, preciso de alguém que me ajude a comandar tudo por aqui. Que me ajude a segurar os pontos com todos aqui e principalmente se eu faltar um dia, pegar o meu lugar.

- O que você está falando, huh? Vira essa boca pra lá, você não vai faltar! – Decidi já mudar de assunto. Sei que não daria certo continuar com aquilo. Meu coração estava parecendo que ia explodir a qualquer hora. – Sabe... Uma coisa que eu acho interessante em você é os seus olhos.

- Meus olhos? – Arqueou as sobrancelhas e me encarou curiosamente. – Por que?

- Por que é... Interessante. Saber que é você o qual que é praticamente o criador de todos os lobisomens da terra. Que ainda está vivo. – Dedilhei seu peito delicadamente e enrolei os braços em seus ombros. Mas ainda sim não parando de encarar aqueles olhos vermelhos tão chamativos para mim. – Eu nunca tinha visto algo assim.

- Agora está vendo. – Seu rosto estava se aproximando do meu lentamente. Senti minha respiração ficar acelerada assim como meu coração mais uma vez. – E sabe que se quiser me matar, não vou fugir.

- Eu não seria capaz de matar o meu yang. – Falei baixinho e acabei mordendo o lábio. Minho agora olhava diretamente para minha boca e até lambeu os lábios pacientemente enquanto se aproximava.

Seria errado falar que eu estava com uma vontade de provar o beijo dele? Ou seria errado beijá-lo e ele não corresponder?

Fechei os olhos. As suas mãos ainda permaneciam em minha cintura, apertando com uma certa força. Meu corpo ficou trêmulo quando senti o toque macio de seus lábios nos meus mas não passou disso por que alguma coisa começou a queimar no fogão. Juro que quase caí ali de cima empurrando ele para trás. Certo, o que estava acontecendo?

- E-eu... Eu... Vou... Ir no quarto, então... Se não der certo v-você pode pedir pizza... – Respondi já descendo dali e já quase correndo dali. Eu sentia o olhar dele sobre mim, mas eu não conseguia encarar. – E-eu... Já volto!

E bem, tinha certeza que meu rosto estava tão vermelho quanto as batidas do meu coração estavam intensas.

...

Senti uma cutucada em meu ombro. O abajur ligou, mas eu não queria abrir os olhos. Cutucaram meu ombro mais uma vez e foi aí que abri, tentando me acostumar com a claridade ao lado, mas tive uma bela surpresa em minha frente. Porra.

Kibum. Eu sabia que seria ele, eu sabia que alguma hora ele iria vir atrás de mim como aquele lunático falou. Lembro de uma foto o qual Jonghyun havia me mostrado. É realmente ele.

Eu engoli seco. O braço de Minho estava me apertando contra o seu corpo por trás e ele estava dormindo sem perceber nada. Poderia ser até uma cena bonita se Kibum não tivesse acenado para mim e fez um “shhh” silencioso, logo me entregando uma nota de papel.

“Desça de vagar e vamos conversar lá embaixo. Não acorde Minho. Quero apenas te passar uma recados.”

Ele saiu andando despreocupado, sem menos olhar para trás. Merda, merda, merda. Ele estava aqui e Minho não pode acordar.

Mas não saí despreparado. Peguei minha arma junto com a minha faca e saí sem acordar Minho. Como eu suspeitava, esse é o próprio Kibum. Os traços fortes, o corpo dele e principalmente aqueles olhos que tanto me falaram é realmente ele. Estava parado ao lado do sofá, com os braços cruzados e sério. Já fui me preparando psicologia mente para ver o que aconteceria.

- Você é-

- O que você quer? – O cortei na hora. Ele sorriu. – Por que não é burro o bastante para me fazer uma visitinha sem ter um motivo.

- Então você é o caçador em que meus filhos falavam. Taemin. – Sorriu e se curvou. – É um prazer conhecê-lo Taemin. Você é bonito. Agora vejo por que Minho gosta de você. – Eu ainda continuava em silêncio. – E respondendo a sua pergunta, eu vim apenas conversar com você. Afinal, já que você é próximo de Minho, também deve ser próximo de Jonghyun.

Lembrei das palavras dele.

- Ele sente a sua falta.

- Eu sei. Diga a ele que eu também sinto muita falta dele. E ah, antes que eu esqueça... – Tirou uma coisa que mais parecia uma carta dentro da jaqueta e levantou, mostrando para mim. – Entregue isso a ele, ok? Não se preocupe por que é apenas sobre nossos sentimentos. Não tem nada que vá fazê-lo trair vocês comigo. Até por que não daria certo.

- O que você quer Kibum? Qual é, porra! Para de enrolar! – Respondi impaciente. – O que você quer?

- Para alguém que é tão bonito, é bem nervosinho. Mas tudo bem, pode relaxar que eu vou logo chegar nesse ponto. – Andou até o sofá, mas sentando no braço deste. – Eu vou ser direto com você. Eu quero que você se afaste desse caso. Se afaste dos lobisomens.

Eu ri. Ri ironicamente. O quê?

- Por que está dizendo isso?

- Por que eles não são confiáveis. E se ficar no meu caminho assim como Jisoo, vai acabar como ela.

- Como assim?

- Digamos que... – Fez um bico e desviou o olhar. – Ela está morta.

Eu arregalei os olhos. Então ela...

- Você matou a bruxa?

- Bem, sim. Mesmo antes que você resolver entrar na vida de Minho ela anunciou a mim que um humano iria entrar na vida dele e fazer com que seu coração vá amolecer e um novo amor irá se instalar na relação e blá blá blá... Como Yin e Yang, eles sempre estarão juntos e ligados nas dificuldades... – Mexia as mãos enquanto falava. – Então a pedi que fosse dar umas olhadas em você e tentar matá-lo mas ela negou. Então disse a mim mesmo que não precisava mais de seus serviços.

Eu não acredito. Minho vai enlouquecer.

- Se ir até a casa dela agora, vai ver que seu corpo vai estar destroçado. – Ele sorriu como se fosse a coisa mais certa a se fazer. – Então é este o recado. Não se aproxime deles Taemin. No final eles podem cravar uma faca no seu coração e nunca mais irá vê-los.

- Eu não vou sair de perto deles. – Segurei a base da minha faca com força. – E quero ver se é você quem vai fazer isso.

Em poucos segundos Kibum sorriu e se dirigiu até a porta.

- Você quem sabe. Da próxima vez em que nos encontrarmos de novo quero lutar com você. – Ele já tinha aberto a porta. – Saber se é tão bom de briga quanto eu.

Saiu. Saiu deixando-me confuso.

Por que ele disse que devo me afastar deles?

- Por que você não dorme?

Ouvi a voz sonolenta de Minho por trás de mim e me virei para ele. Já fazia um bom tempo desde que eu estava ali, na cama, sentado. Pensando nas palavras dele e também sobre o que fez essa noite.

- Kibum veio atrás de mim.

Senti a cama se mexer. Com certeza estava sentado.

- O que ele disse? E por que não me chamou? Podia ser perigoso Taemin!

- Por que ele queria conversar apenas comigo, Minho. Eu não ia acordar todos, por que era só comigo.

- Mesmo assim era perigoso. – Suspirei e fiquei de frente a ele em lótus. Ele estava do mesmo jeito em minha frente. – O que ele disse?

- Jisoo está morta. – Ele arregalou os olhos. – Entregou uma carta a Jonghyun e disse que não posso confiar nos lobisomens.

- Céus... Jisoo... Não acredito. – Passou as mãos no rosto. – Ele ainda continua com raiva de nós. Mas que carta é este que entregou?

- Eu vou entregar a ele. E vou conversar com ele ainda.

- Merda... – Suspirou, passando as mãos no cabelo. Abaixou a cabeça parecendo frustrado. – Ele a matou, não foi?

Eu concordei.

- Filho da puta.

Mas não é nem com isso que eu estava preocupado. E sim com o que ele disse sobre o que Jisoo falou.

“Mesmo antes que você resolver entrar na vida de Minho ela anunciou a mim que um humano iria entrar na vida dele e fazer com que seu coração vá amolecer e um novo amor irá se instalar na relação...”

Essa pessoa sou eu. E eu estava começando a sentir um sentimento se instalando no meu peito. Eu estou preocupado. Confuso. E principalmente: não sabia o que fazer.

- Vamos dormir. – Senti o mesmo erguendo meu queixo. Olhei para ele. – Amanhã nós poderemos resolver isso. Agora eu só... Quero ficar com você. Vem cá.

Mesmo no fundo hesitando, não conseguia sair de perto dele. Minho é o único que podia me acalmar, desde pequeno. E sei que não era bom para mim ficar deitado, logo com ele. Não por sua raça, mas por saber que meu coração bate por cada palavra carinhosa que ele diz a mim. E eu posso perceber facilmente que estou ferrado.

- Não pense nisso. Descanse. – Senti seu braço me apertando por trás e a respiração dele em minha nuca. Virei meu corpo para ele, passando a lhe observar. Os olhos dele brilhavam com intensidade. – Amanhã temos todo o tempo do mundo para resolver essas coisas... – Mordi o lábio mas o olhar dele abaixou para esse lugar de uma hora para outra. – Porra Taemin. Não faz isso.

- Fazer o que?

- Isso. – E enquanto mais eu fazia isso, Minho parecia ainda mais desconfortável. – Morder os lábios dessa maneira. Eu quero muito te beijar, mas sei que é errado.

- É errado sim. – Minho olhou para mim. – Mas seria errado sem o meu consentimento. – Ele estava ficando mais próximo. – Não é errado se eu também querer.

- Então é um convite.

- Só se você querer experimentar.

Senti a mão de Minho ir automaticamente para minha nuca. Juro que quando apenas encostamos nossos lábios senti um arrepio gostoso percorrer o meu corpo. Abri os lábios e ele começou a movimentar, num beijo lento. E com toda certeza me deixou arrepiado ainda mais, até por que eu meio que parecia um virgem. Fazia tanto tempo que não beijava alguém que até criei teia na boca.

Mas de Minho é diferente. Gostoso, macio e molhado, pronto para me deixar mole. Durante os segundos, subi em seu colo para aprofundar ainda mais o que estávamos tendo ali. Senti ele mordendo meu lábio leve, então levei as mãos para sua nuca e Minho sentou, agarrando minha cintura. Nossas respirações se misturavam, mesmo sendo a de Minho a mais pesava, ainda era uma completa sensação maravilhosa.

Minho adentrou com sua língua, avançando sobre a minha com vontade e principalmente por que pela primeira vez, eu sentia as famosas borboletas no estômago por estar beijando ele. Minho não é alguém qualquer, ele é aquela pessoa que me beijava numa certa intensidade, que me apertava contra o seu corpo, me passando o seu cheiro e principalmente por que ele estava me beijando e é uma das coisas em que eu mais quero aprofundar.

E quando percebi, ele estava mordiscando, beijando meu pescoço. Ah, eu estou ferrado.

- Minho... – Choraminguei virando o pescoço para o lado. Ele sabia que aquela área é uma das mais sensíveis do meu corpo, mas ainda sim não me obedecia. Mordi o lábio, abrindo os olhos mais uma vez e me afastando dele contra vontade. – Calma... Eu... E-eu... Não vamos muito longe, ok?

- Eu não pretendo ir tão longe quanto você pensa. – Me remexi em seu colo, o abraçando e pondo meu rosto na curva de seu pescoço. – Eu estava contando os minutos de quando iria poder fazer isso. Taemin, eu sempre quis beijar você. Desde criança.

- Você não pôde me beijar naquela idade... – Murmurei abafado e rocei os lábios por sua orelha, sussurrando – Mas pode me beijar agora.

Ouvi um som gutural saindo da boca de Minho que mais parecia um rosnado. Ele virou o rosto mais uma vez, me beijando intensamente. E devo dizer que o que eu senti hoje com Minho, eu não senti nem com Jonghyun me beijando.

...

- Apareceu, cinderela? – Jonghyun já provocou quando abriu a porta. Revirei os olhos e passei por ele, já vendo os olhares curiosos e raivosos para mim. – Você está com um cheiro diferente.

- Está mesmo. – Ouvi a voz de Jinki por trás e vi ele se aproximar, parecendo farejar. Já me esquivei e fui para trás. – Calma bonitinho. Você está cheirando ao perfume de Minho.

- Transou com ele? – Jonghyun perguntou.

Eu olhei para ele indiferente.

- Agora só por que o cheiro de Minho está em mim, quer dizer que transei com ele?

- Na língua dos lobos é. Na verdade o cheiro dele no seu corpo está forte. – Fui andando pela cozinha sendo seguido pelos dois. – Por isso os lobinhos daqui estão te olhando desse jeito. Queriam uma chance com o grande Choi, mas no final foi você quem roubou o coração dele. – Respondi um “tá” sem paciência. – Transou com ele?

- Não porra, eu beijei e dormi com ele, tá legal?! Eu só beijei ele! – Bufei cruzei os braços. – Satisfeitos?

- Um pouco. – Jinki riu. – Novidades?

Depois que passei a noite toda nos detalhes da boca maravilhosa de Choi Minho na minha, esta manhã acordei sozinho. Num bilhete ele dizia que eu deveria falar com Jonghyun sobre a carta enquanto ele iria queimar o corpo de Jisoo na floresta. Então hoje acordei de bom humor e resolvi vir na casa dele, na verdade aqui parece um dormitório. Só mesmo Minho para aguentar esses montes de cachorros ao redor e dentro de casa o tratando como se fosse a coisa mais importante do universo. Tudo falsidade.

- Sim, como vocês devem ficar sabendo, Jisoo morreu. – Eles disseram um “sim” – Eu tô na lisinha de mortes de Kibum e tenho certeza que uma hora ele virá atrás de mim. Então a proteção vai passar a ser de um nível máximo. – Tirei a carta da jaqueta e coloquei sobre a mesa, sentindo os olhares curiosos dos dois. – Jinki, eu posso ter um momento sozinho com Jonghyun? Quero saber se ele pode foder tão bem quanto Minho.

Falei isso na provocação mesmo. Nada pessoal e nem nada

- Opa. – Ele sorriu, erguendo as duas mãos. – Claro. A casa é sua caçador.

Saiu nos deixando sozinhos. Jonghyun riu e sentou na cadeira e acabei fazendo o mesmo.

- O que é isso?

- Isso é uma carta de Kibum. – Vi a expressão suave dele ficar mais tensa. Ele não parecia acreditar. – Vou te dar a liberdade para ler e depois me diga o que tem. Ele me pediu que entregasse isso a você.

Jonghyun leu quieto. Durante todo o tempo ele não ousava nem virar para outro lado ou fazer alguma coisa. Nesse momento as letras de Kibum pareciam muito mais atraentes que outra coisa fora dela. Ele parecia ler e reler tudo de novo. Demorou um tempo até ele olhar para a minha cara de novo. Respirou pesadamente e passou a carta para mim.

- Ele disse que sentiu sua falta.

- Eu sei. – Respondeu e eu pude pegar a carta para ler. – Aí diz que eu não posso confiar em nenhum caçador. Ele diz que me ama e nunca esqueceu, mas para viver junto a ele, tinha que matá-lo e o levar até Minho.

- Eu sou uma ameaça a ele.

- Praticamente sim. – Cruzou os braços. – Mas você é bonito demais para ser uma ameaça.

- As vezes o que é bonito pode ser perigoso.

Ele gargalhou.

- Minho deve ter sofrido muito para te domar. – Arqueei as sobrancelhas – Você é muito azedo.

- Não sou fruta ou que lá você esteja pensando. Mas Minho de certa forma não me domou. – Dei ombros. – Até por que mesmo se fosse apenas eu e você, levaria um tempo para ver o que realmente se esconde por trás do meu lindo rostinho.

- Eu não teria problema em ter paciência para descobrir toda a perfeição que existe por baixo dessas roupas também. – Revirei os olhos – Tá afim de tirar só para mim? Minho e nem os outros vão saber. – Fez um bico. – Bom, mas só se você quiser contar.

- Você é um caso perdido mesmo hein. – Jonghyun sorriu mas em segundos depois Minho entrou – Hey. E então? Como estava o corpo?

- Horrível. Ahgh, eu preciso de um chá. Mas ainda bem que ninguém desconfiou de nada. – Ele já andando de um lado para o outro em busca do chá. – Taemin, depois quero falar com você.

Jonghyun me mandou um olhar malicioso.

- Claro.

- Do que vocês dois estavam falando?

- Sobre o cheiro de Taemin. – Fiz um bico, desviando o olhar. – O seu cheiro está nele. Todos podem sentir de longe.

- Huh, pode ser que eu tenha dormido com ele.

- Eu ainda estou aqui, sabiam? – Apontei para mim mesmo no meio. Os dois olharam curiosamente. – Dê atenção para o que eu falo Minho e não nesse idiota. Só diz merda.

- Ah tá. Estar com o cheiro de Minho no corpo é super normal...

Assim, nossa discussão foi se prolongando com o tempo. A noite decidimos que iríamos dar uma olhada na cidade, como não tinha nenhuma informação até agora sobre Kibum.

- Eu já os mandei ir andando por aí e me avisarem caso vejam alguma informação de algum vampiro. Seremos só nós dois por enquanto. Leve suas armas. Nunca vamos saber se será preciso usá-las.

- Você parece uma mãe. – Fiz careta ao pisar nos galhos misturados as folhas secas no chão. Tudo estava num maior frio e apesar de tudo, a lua iluminava tudo. Eu sentia a brisa da noite chegando e batendo contra o meu rosto, fazendo-me encolher na jaqueta a qual ele insistiu que eu usasse. – Sabe... Eu queria falar com você sobre o bei-

- Tudo bem.

- Hm?

- Sério, está tudo bem. Foi apenas um beijo, não é? – Eu concordei, mas ainda sentia um leve desconforto por ele ter falado ‘apenas um beijo' – Pois é. Mas não vai mudar nada na nossa amizade. Vamos continuar os mesmos.

- Oh. Entendo. Eu meio que... Estava preocupado. – Sorri sem graça, coçando a nuca. – E meio que ter beijado o meu melhor amigo foi uma coisa louca da minha parte, mas mesmo assim eu gostei e até queria repetir a dose qualquer dia desses-

Quando Minho se virou para trás e sorriu, vi a besteira que tinha falado. Ah, por que eu sou tão boca grande?!!! Ai que horror, agora eu estava parecendo um pimentão na frente de Minho!

- Você quer repetir a dose? – Sorriu maliciosamente.

- E-eu... Não! Eu... Falei isso da boca pra fora! – Fui avançando na frente, andando rápido e nervoso. O que resultou em alguns tropeços entre meus próprios pés. Odeio ficar sem graça! – Vamos... Huh, v-vamos logo Minho!

Quando eu me virei para trás ele não estava mais lá. Engraçado, ele some do nada quando recebe esse tipo de notícia.

Mas foi até isso que eu pensei quando encontrei ele em minha frente, sorrindo. Obviamente levei um belo de um susto, quase caindo para trás com aquilo, mas seus braços não me deixaram cair.

Merda.

Fiquei ereto mais uma vez e senti Minho pondo uma das mãos em minha cintura e a outra subia e parou na minha nuca, causando um grande arrepio em minha pele. Minha respiração começou a ficar acelerada quando o vi aproximando tanto o seu corpo do meu quanto sua boca perto da minha. E assim o fez, me deixando totalmente a mercê de suas vontades.

Entreabri meus lábios, cedendo sua passagem para a minha, causando um atrito gostoso. Minho com certeza me deixava ainda mais viciado a cada segundo e duvido nada que depois eu vá atrás dele justamente para isso.

O beijo era então urgente, quente e sensual. Ele e nem eu mediamos esforços para fazer que aquilo ficasse lento e estava do modo como eu queria. Como nós queríamos.

O abracei pelo pescoço, sentindo o mesmo me empurrar contra uma árvore por trás. E na mesma hora, soltei um ofego por Minho já estar começando a beijar meu pescoço e mordendo cada centímetro. Soltei um gemido baixinho por aquilo e parece que isso só serviu para que fosse mais além. Suas mãos agarraram minhas coxas e pôs em seu quadril, me tirando do chão.

A forma de como ele passava a boca pelo meu pescoço é maravilhosa. Pois assim é uma área sensível e um novo arrepio deixava o meu corpo com vontade.

- Ugh, o que está acontecendo com vocês? Por que não pode acasalar em outro lugar, Minho?

Arregalei os olhos e olhei para frente. Jinki. Ai, céus... Eu não mereço isso! Já era vergonha demais para a minha pessoa!

- Nós estamos no meio da floresta e tipo, todos podem ouvir vocês. – Desci dos braços de Minho e me afastei, ficando por trás dele. Meu rosto estava queimando de vergonha. – Então se vocês quiserem um quarto...

- Vai se ferrar. – Minho disse numa raiva bem audível. Até seria engraçado ver ele engrossando a voz para falar isso com Jinki, mas no momento não. – Você não deveria estar em outro canto? O que aconteceu?

- Encontraram um corpo desfigurado na área leste. Parece que foi um demônio que está rondando por aí. Disseram isso a mim e cá estou eu... – Saí de trás do maior, ficando ao seu lado. Jinki farejou e sorriu. – Taemin está com o seu cheiro. Huh, que mal você é. Esfregando nas caras das meninas que está pegando Choi Minho.

- Quer um tiro na cara, vadia? – Respondi sem paciência e o ouvi rir. – Vamos logo, ok? Vamos resolver essas coisas.

- Ótimo.

E durante essa caminhada foi um tanto estranho, por que estávamos num silêncio desconfortável assim como eu também estava me sentindo. Mas nada é tão bom do que sentir os braços de Minho ao meu redor e me puxar para o seu corpo, rosnando para os outros que mantinham o olhar raivoso sobre mim. É engraçado por que eles se encolhiam em respeito.

Mas uma coisa ainda rodava a minha cabeça que era o que Kibum disse sobre Jisoo.

... seu coração vá amolecer e um novo amor irá se instalar na relação...

Essa nova pessoa e amor seria eu?


Notas Finais


Oi, p novos tiros pq eu to mt amável
Gente, dêem uma olhada em dupla identidade tb! Ta lá mo meu perfil, vcs vão gostar!


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