História Casados com a Máfia- em ADAP - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Piece
Personagens Personagens Originais
Tags Casais Originais, Saboala, Zorobin
Exibições 32
Palavras 2.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Harem, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - As línguas da Russa


Sala de reunião da Alinaça Pirata 09:08 AM - Hancock POV'S ON

Eu estava assustada com o que acabei de ouvir... A líder do clã Yahamana é mesmo uma criança? Seus olhos brilhavam intensamente em maldade, eu conseguia enxergar nitidamente aquela fome por matança e joguinhos mentais. 

Nem mesmo um Yonku joga sujo desse jeito, ela é muito mais perigosa do que pensamos. 

— Espera aí, Yahamana! -Mihawk gritou esbaforido, seus dentes rangiam de raiva- como vamos saber se não está mesmo mentindo?! 

— Alguma vez menti para vocês? -ela riu sádica- mas eu já sabia que você me questionaria. Então... -ao estalar seus dedos, um dos criados entregou uma caixa para Mihawk, que olhava confuso, era feita com um material especial e bem caro, provavelmente- parabéns adiantado, Olhos de Falcão. 

— O que é isso? 

— Abra... -pediu- 

Juro que quase enfartei em cima daquela mesa, Mihawk estava quase tão branco quanto eu, Shanks até estranhou a reação de quem estava perto. 

— O que houve?! -ele perguntou receoso- 

— I-isso é... 

A cabeça do Barba Negra estava lá, insumada e em estado perfeito de congelamento, seus olhos estavam abertos e sua pele estava azulada. Dava para perceber suas veias transparecidas e envenenadas, ela não estava brincando... Quando ele virou a caixa para Shanks, ficaram todos perplexos, Alvida sentiu nojo puro daquilo. 

— Bom, foi meio difícil dar uma dosagem calculada, que levasse algum tempo para agir e sem levantar suspeitas. -Kazura explicava calma e alegremente- de qualquer forma, meus legistas cuidaram de tudo, inclusive da dissecação do cérebro desse imbecil. 

— O-o quê?!

— V-você dissecou o cérebro dele?! -eu tremia por dentro, uma garota de 16 anos matou um dos mais influentes nomes da Trindade Apóstola... Com um simples veneno em uma bebida... E nós tentávamos mata-lo com armas a mais de trinta anos.

— Sim... Eu recebi uma instrução do clã Mugiwara para que não deixasse nada acontecer com este cérebro e por isso optei por envenenamento invés de um tiro na cabeça, eu prejudicaria o novo experimento deles.

— Experimento? -Shanks estava nervoso- mas que história é essa?! 

— Já que não estão conseguindo entender bem, tem alguém aqui que lhes deseja explicar de melhor maneira. -o projetor foi ligado e logo apareceu uma vídeo-chamada, Kazura atendera-

— Privet, rebyata!—aquele sotaque russo perfeito... Ficamos boquiabertos.

— D-dra. Nico?! -todos falamos surpresos- 

— Da...  —ela sorriu grande do outro lado da tela- me perdoem por não estar aí pessoalmente, ordens médicas... 

— Você está bem, Nico-dono? -a Yahamana perguntou leve-

— Sim, já estou até em casa! 

— O bebê está bem? 

— Sim, mas ainda vai demorar um pouco para ser apresentado a vocês. 

— Bem, de toda forma, a nossa conversa já chegou no ponto crucial e como você disse, eles não entenderam nada. -a Yahamana dissera num sorriso compreensivo, que se instalara também nos lábios da Mugiwara-

— Sim, sim... -ela me olhou- Hebi-Hime, o capitão Luffy lhe manda saudações e agradece a ajuda com as mercadorias. 

— E-eu quem agradeço... -corei- onde ele está? 

— No momento está em reunião com o líder da máfia russa, por este motivo, ele me pediu para conduzir a reunião ao lado do segundo imediato. 

Ao lado dela estava a gata ladra, Nami. - Imagino que vocês já estejam cientes sobre a morte do Inspetor Goya, as investigações da Marinha, a morte do Barba Negra e o caso Setsuna. 

— Sim... -Shanks começou de novo- Nico-chan, o que está acontecendo? 

— A Equipe de Inteligência G-5 da Marinha agora é responsável pelos casos: Undercover, Masashiro e Ono. -Nami respondeu- em compensação, dois deles acabam de ser declarados como resolvidos. Masashiro Setsuna foi declarada oficialmente como morta e os Gêmeos Ono já foram deportados para Atami novamente, a esta altura, noticiários do mundo todo estão com os holofotes virados para cá. 

— Como assim deportados? 

— Eles foram sequestrados e mandados para um navio negreiro que faz carregamento de tráfico de sexo do Japão para a Mongólia. Os militares que atuam no norte de Ohara identificaram movimentação suspeita no canal de Sakimigaki, que liga a ponte Dea com a ponte Hira, descobriram que aquele navio não tinha ID e  não pertencia a nenhuma saída das Baías de Honshu. 

— Oharanos e russos deram um jeito na situação em menos de meia-hora, os militares conseguiram encontrar mais de 400 crianças sequestradas nos últimos doze dias e mais algumas prostitutas que estavam sendo vendidas para a China. -Robin continuou a explicar- ainda acharam 23 toneladas de maconha não processada e 80 quilos de tabaco cru. 

— Por quem foram vendidos? 

— Bom, aí é que está... -Kazura respondeu- não foi nenhum Yakuza, para falar a verdade. 

— EEEEH?! 

— Foi outro Infiltrado da Marinha, e desta vez é do G-2. Não sabemos de quem se trata, mas temos duas possibilidades enormes. 

— A primeira delas é Ceasar Clow, ele não é um militar em si, ele é um cientista psicopata e pedófilo, tem uma tara por crianças há bastante tempo e sempre causou problemas por conta de seus distúrbios e fetiches malucos. -a Nico suspirou- nos últimos dois meses a Marinha tem o vigiado com muita severidade, porém ele ficou responsável pela guarda do armamento pesado dos militares, além de cria-los, guarda-os e só os utiliza quando recebe acesso total a eles, o que só acontece uma vez por mês. É possível que Ceasar tenha pago um antigo membro do clã Sobayashi, ex-filiado do clã Yakuza para sequestrar os gêmeos Ono. 

— M-mas como? -Mihawk indagou mais confuso ainda- 

— Por que eles sequestrariam os príncipes de Atami sendo que o clã Sobayashi só tinha ligação com o caso Masashiro? -Alvida perguntou irritada- 

— Aí é que está! -Nami sorriu- o clã Sobayashi é um fragmento do clã Yakuza original, Robin analisou as situações e deu duas possibilidades reais. 

— A primeira é que tenha havido um conflito interno entre dois irmãos do clã Yakuza, logo, o clã Sobayashi nasce e reage por vingança sequestrando a filha da cabeça principal dos Yakuzas. A segunda possibilidade, é que o clã Sobayashi, na tentativa de proteger Setsuna de um possível atentado na noite de 16 de julho de 2007, foram obrigados a forjar um sequestro, mas durante o plano, algo dera errado. -a Dra. Nico respondeu-

— E o que isso tem a ver com os gêmeos? 

— O clã Sobayashi também devia favores para a família Ono. -Kazura interveio- o problema é que não tinham como pagar e a melhor forma, foi forjar um sequestro para pedirem resgate, assim teriam dinheiro para pagar o que deviam. O que os dois casos têm em comum é o clã Sobayashi, porém, Masashiro Setsuna foi mandada de navio cargueiro até a Rússia, traficada como uma "aprendiz de prostituta", além dela, mais de 180 mulheres japonesas foram traficadas para lá como cortesãs ou garotas de programa. Todas elas foram enviadas para um único donatário no centro-leste asiático. 

— Então... Aonde vamos chegar com tanta informação? -indaguei por fim- 

— O Barba Negra foi um dos compradores de Setsuna na época, mas um líder da máfia russa conseguiu leva-la por 90 mil a mais que ele, Setsuna foi mandada para Omisk e coincidentemente, Yuhgobranvitsh a encontrou no meio da mercadoria. -Robin suspirou num sorriso estranho- invés de usa-la como prostituta ou abusar da menina, apenas lhe deixou para ser criada com um casal que prestava serviços para a máfia russa, nesse meio tempo ele perguntou sobre a história dela e tentou, inúmeras vezes, fazer contato com o clã Yakuza, mas na época, o Barba Negra dominava desde o centro até a zona norte de Honshu. 

— Setsuna cresceu e acabou se tornando parte da máfia russa, em forma de agradecimento a eles, realizou inúmeras missões de nível A até nível S. -a Yahamana completava- Os russos decidiram trazê-la de volta para o Japão para tentarem, mais uma vez, contato com os Yakuzas, até que um deles finalmente reconheceu-a quando este fora falar com Yuhgobranvitsh em St. Petersburgo há quatro semanas atrás. 

— Com ajuda dos russos ela voltou pro país e finalmente conseguiu entrar em contato com o pai. -a ruiva terminou- Os Mugiawaras foram informados que Goya e Barba Negra foram mortos pelo clã Yahamana, mas entendam, principalmente você, Akagami-san... -ela disse fria- a morte deles foi mais do que necessária. Tivemos também de despistar a Marinha para longe de Setsuna, deixar um corpo qualquer com as digitais dela implantadas e fios de cabelo, foram a melhor forma de fazê-lo.

— Luffy já sabia que Goya seria usado como peão pela polícia e pela Marinha, após o suposto desaparecimento da detetive Meiyaga, ele foi caçado tanto pela Marinha quanto pelos Yakuzas, que acharam que ele era inimigo. -Robin também fazia cara séria- pedimos para a Yahamana-dono matar o Goya antes que os Yakuzas fizessem algo desnecessário. A Marinha não conseguiu nenhuma informação valiosa com ele, então... 

— E o Barba Negra?-Shanks ficou muito sério de repente- por que mata-lo? 

— É aí que vem a parte divertida! -a morena sorriu- ele será o nosso entretenimento! Na verdade, meu entretenimento até a quarentena acabar... 

— Aonde quer chegar? 

— Aonde já deveriam ter notado... -seu sorriso ficou maldoso- Barba Negra será minha cobaia para novos experimentos e por isso seu cérebro foi dissecado, se eu reidrata-lo, ele volta a ficar novo em folha. 

— E que experimento seria este? 

— Shanks! -Luffy apareceu na tela e todos ficamos assustados, era a primeira vez (mesmo em vídeo-chamada) que ele aparecia numa reunião nossa- cara, quanto tempo! 

— Yoo, Luffy! -o ruivo sorriu torto- então quer dizer que vocês pretendem fazer novos experimentos? 

— Ah sim, a Robin já processou mais de 70 experiências novas em menos de dois meses, isso porque mais da metade já foram aprovadas nos testes! 

— Whoah... 

— Ela me disse que precisava do cérebro do Barba Negra então eu pedi pra Kazura-chan dar um jeito nele! 

— Luffy! -eu falei finalmente, depois de muito olha-lo naquela tela, sorri alegre- por que não me pediu para fazer? 

— Porque poderiam suspeitar de você, Hancock. Além do mais, é mais fácil utilizar as cargas que a Kazura-chan me envia, assim conseguimos manter as aparências de ambos os lados. 

— É verdade... -eu não tinha pensado nisto- e como você está? 

— Ah, o bebê da Robin é tão divertido! Ele nem se mexe direito ainda, mas parece uma múmia toda enrolada num monte de cobertas! 

— Ah Luffy, cala essa boca! -Nami socou-o e eu fiquei vontade de soca-la também- 

— Jajaja, sem problema, sem problema! -Robin riu- o importante é que... O caso do Undercover ainda não foi resolvido e o corpo dele está sob a nossa custódia agora, se a Marinha vier atrás de nós, será um problema. 

— Não se preocupe, faremos o que puder para ajudar! -a sala inteira quase que consentiu, logicamente que eu não recusei, na verdade eu queria ver o Luffy. 

— Pois bem, Kazura-san, tome bastante cuidado, sabe que daqui em diante, você será um alvo e tanto para eles. 

— Sim, estou ciente. -ela respondeu como sempre- 

— Continue com o nosso plano! 

— Claro! 

— Obrigada por ajudarem, pessoal! -Luffy sorriu e eu me derreti. 

*

*

*

*

Clã Yahamana 19:00 PM - Tachibane POV'S ON

Eu havia acordado faz um tempo, me disseram que a Yahamana estava fora, então peguei no sono novamente. 

Quando acordei, ela estava no quarto, me observando com uma feição... Triste?... 

— Está tudo bem?... -perguntei preocupada, ela realmente me parecia triste- 

— Tachibane... você não vai gostar nem um pouco do que eu tenho para lhe mostrar. 

Fiquei apreensiva. Peguei o tablet que ela segurava e abri o arquivo que me indicava; era um vídeo. 

Meus olhos transbordaram em surpresa e desespero... 

— Oi, Meiyaga...—era o Inspetor Harumura, sentado numa cadeira e com um semblante simples e triste- se você está vendo vídeo, pode ter certeza de que eu estou morto. 

Meu coração parou por um minuto... Aquilo ecoava na minha cabeça, meus olhos arderam e inundaram-se com lágrimas. - Quero que escute com atenção tudo o que eu disser... A polícia estava nos usando o tempo todo, nós seríamos mortos logo que a missão acabasse. Na verdade, só eu. Você seria morta antes, porque existe uma missão especial da Marinha na qual você deve ser executada... Eu não sei o motivo, mas mesmo que soubesse, não poderia fazer muita coisa para ajudar. 

A partir de agora, você deve ficar com a Yahamana e nunca saia de perto dela, me entendeu? Se isso acontecer, você vai morrer. Eles já devem estar atrás dos seus pais e seus amigos, você não pode mais falar com eles até que tudo se resolva. Você é uma detetive incrível e tenho certeza que será muito útil para a Yahamana, como foi para mim... Quero que continue sendo a tão simpática e amável Meiyaga de sempre, que traz o café da manhã, que sorri quando alguém está zangado, que sempre se concentra em seu trabalho... Será a pequenininha Meiyaga do departamento que sempre fazia questão de cair da cadeira quando ficava com sono. -ele riu- seja uma boa garota desta vez e viva. Viva por um objetivo e lute por ele, vai me prometer isso, tá bem? 

Eu realmente queria fazer mais por você, mas infelizmente, não vou passar além de um peso morto... literalmente... Por isso, cuide-se e não se esqueça: Nunca mais saia do lado da Yahamana ou você vai morrer. Só me prometa que vai continuar sendo boa em tudo o que faz, ok, Tachibane?...—ele sorriu de forma alegre e gentil- foi um prazer te conhecer, talvez um dia eu te encontre de novo... Vai trabalhar, pestinha! 

O vídeo acabou e eu não conseguia conter meu choro de nenhuma forma. Parecia que a dor no meu ombro foi levada para muito mais fundo, meu coração chegava a doer bem mais que aquilo. Eu não consigo acreditar... 

— Eu sinto muito, Tachibane... -ela sussurrou com os olhos culpados, mas eu não consegui ficar brava ou coisa do tipo, eu só queria que ela me abraçasse...  E foi o que fez. 

Acho que nunca senti um abraço tão confortável e aconchegante... Depois de tanto chorar, pedi para que ela dormisse comigo, eu não queria ficar sozinha naquele quarto. 

 

Fiquei um bom tempo tentando me acalmar, Kazura me ajeitou na cama e me cobriu com gentileza - Eu vou trazer seu jantar, tá bem? -esperei ela e o jantar, e enquanto esperava, já começava a me determinar em relação ao que o Goya me pediu. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...