História Casados e Divorciados - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Onda, Yaoi
Exibições 28
Palavras 3.430
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


é minha primeira estoria se tratando desse tema de casamento e divorcio, então deem muito amor a ela <3 atualizações pretendo ser mais breve possivel.
boa leitura e ignorem os erros

Capítulo 1 - Que os jogos comecem!


Casados & Divorciados

 

Namoro

— E se eles não gostarem de mim? — Choraminguei.

— Por que meus pais não gostariam de você, amor? — Chanyeol se aproximou retendo firmemente meus ombros. — Baekhyun, você é incrível. Aposto que eles iram te amar, mas não tanto quanto eu.

Chanyeol sorriu pra mim, mesmo sôfrego consegui enxergar a exatidão em seu falar. Talvez ele estivesse certo enquanto a isso. Conhecer seus pais nunca pareceu tão legitimo, era um passo muito importante em nosso namoro.

°°°

— Amor, fiz uma música pra você. — Chanyeol sentou ao meu lado no gramado verdinho e saudável do colégio.

— Ah, é? — Sorri empolgado deixando de lado o livro sobre a matéria de ética.

— É sobre pepinos. — Meu sorriso morreu e vi Chanyeol gargalhar excessivamente, se jogando no gramado dirigindo olhares de outros alunos que passavam no local.

— Você é um idiota, Park. — Revirei os olhos capturando meu livro outra vez. — Pepinos, eca!

— Calma... — O vi limpar os resquícios de lagrimas no canto dos olhos. — Você nem se quer ouviu.

— E nem quero, vou indo. — Ameacei levantar, mas sua mão agarrou meu pulso me puxando para baixo.

— Não fica bravo comigo.

— Não estou bravo.

— Está sim!

— Não!

— Sim!

Então, ele me beijou.

♡ ☜ 

Noivos

— Chanyeol, pra que esse venda? — O olhei desconfiado e confuso.

— Quanto menos você souber, melhor. Agora feche os olhos para eu por em você. — E assim eu fiz, meu coração disparava, não sabia o que pensar com aquela situação inusitada.

Não soube dizer quantos minutos passei andando, mas as lufadas de ar em minha frente me fez deduzir ser o vento alvoraçado que me acariciava. Entretanto, o frio na barriga e os arrepios que eu sentia não era o vento da natureza.

E sim porque, Chanyeol me guiava por trás tomando muito cuidado para eu não cair; sua respiração tão irregular batia em meu pescoço mal coberto. E por algum motivo ele parecia mais nervoso que eu.

— Chegamos. Não tire a venda ainda. — Assenti, ouvi seus passos se distanciando e depois sons de pássaros. — Pode tirar, Baek.

Minha visão embaçou quando vi Chanyeol ajoelhado e sobre nós o pôr-do-sol se destacava com seu brilho alaranjado, no céu consegui enxergar um bocado de pequenos pássaros voando livremente dando uma visão privilegiada.

Meu namorado segurava uma pequena flor branca, eu chorava silenciosamente pela surpresa.

— Chanyeol...

— Baekhyun, há um tempo eu venho pensando nas melhores formas de te dizer isso. Mas ai eu percebi que não tem como se expressar apenas com palavras. Tudo que passamos no colégio até hoje... somos adultos e temos um futuro brilhante agora. Então, eu, bem, eu adoraria ter você do meu lado todos os dias, sermos apenas um. Na verdade sempre fomos... M-mas, chegou a hora Baek. Você sabe que eu te amo demais, e sei que retribui os mesmos sentimentos.

Minha respiração faltou, minhas pernas tremiam e já não existia água dentro de mim do tanto que eu chorava.

— Você, você quer casar comigo?

Não pensei duas vezes e pulei em cima de Chanyeol, o abracei, o beijei e ele entendeu que aquilo era um sim.

°°°

— Eu estou nervoso. — Murmurei para mamãe que estava sentada com um belo vestido azul. Hoje era o dia do meu casamento. — Eu estou tão feliz, mas me sinto angustiado.

— Isso é normal, meu filho. Fique tranquilo, tudo irá dar certo. — Mamãe se aproximou me dando um caloroso abraço. — Você quer mesmo fazer isso, Baekhyun?

— Eu amo o Chanyeol, o sentimento é recíproco.

— Casar é algo serio, seu pai e eu gostamos muito dele também. Mas lembre-se que ainda existem pessoas ruins no mundo, filho.

— Acredito que eu e Chanyeol passaremos por tudo isso juntos. — Sorri demonstrando confiança. Mamãe sorriu ainda desconfiada. No fundo eu sabia o medo dela.

Contudo, eu não queria saber desse lado.

 

Casados

— Felizes dois anos de casados! — Exclamei com um pequeno bolinho acompanhado de uma vela em mãos. Acordei Chanyeol do seu décimo terceiro sono. Mas valeu a pena em vê-lo sorrir.

— Ah! Isso não é justo, eu iria ser o primeiro a desejar os felizes. — Ele pareceu ficar um pouco chateado, então o beijei e fui prontamente retribuído.

— Você deveria ter acordado um pouco mais cedo. — Posicionei o bolinho em cima da escrivaninha e sentei ao seu lado.

— Bem, não seja por isso. Eu também tenho a minha surpresa. — Sorriu amostrando todos os seus dentes, estava realmente feliz naquele dia.

— Ah, não Chanyeol. Eu só trouxe pra você um bolinho, não precisa me dar nada.

— Nada disso, se arrume que hoje teremos um longo dia.

Virei de costas até o banheiro, contudo o ouvi me chamar e olhei para trás.

Chanyeol ainda me observava, e eu sabia que ele me amava. Porque toda vez que eu viro de costas e tomo um rumo para o trabalho ou até comprar simples pães na padaria, eu sinto que ele me olha indo embora.

— Ei, Baek.

— Sim?

— Você é lindo.

°°°

— Você está bem, amor? — Chanyeol batia varias vezes na porta do quarto. — Por favor, não fique bravo comigo.

— Sai daqui! — Funguei.

— Você está chorando? Por favor, abre antes que eu faça alguma besteira.

Eu sabia que ‘besteira’ era ele quebrar os objetos que ver pela frente, Chanyeol costuma tomar atos impulsivos quando está nervoso demais. Mas eu não me importava, eu queria apenas chorar no quarto da minha casa, da nossa casa.

— Foi uma besteira, eu falei aquilo sem pensar. Por favor, amor. — Conseguia ouvir socos dessa vez na parede.

— Peça desculpas!

— Desculpa, desculpa, desculpa. — As respostas vieram rápidas, Chanyeol parecia desesperado. — Nunca mais zoou com você.

Abri a porta e quase, quase, Chanyeol caiu em cima de mim. Mas o desespero o fez querer me beijar, porém eu impedir dessa vez.

— Baek...

— Ainda estou magoado, você é um ridículo.

— Eu entendo que você queira mudar de emprego, mas escritor? O dinheiro é muito pouco, dependendo se...

— Eu tenho meus gostos, assim como você. Nada irá mudar minha decisão.

Chanyeol se calou e vagarosamente se aproximou tentando me abraçar, não retribui então o ouvi sussurrar.

— Independente de suas decisões, eu te amo e isso que importa.

 

Divorciados

— Baekhyun, você pode vim aqui no quarto? — Chanyeol berrou.

— Já estou indo, deixa eu apenas desligar o forno. — Recebi um ‘certo’ e rapidamente desliguei o forno correndo até o quarto.

Chanyeol mexia em seu guarda-roupa, colocava uma porção de camisas, calças, e sapatos em cima da cama.

— Essas roupas estão limpas, por que...

— Baekhyun.

Chanyeol me encarou serio, e logo depois o vi pegar uma mala dentro do guarda-roupa.

— Vamos viajar? — Perguntei empolgado. Chanyeol bufou.

— Não, eu...

— Por que está arrumando as malas se não é uma viagem nossa?

Chanyeol olhou para o chão, e logo depois para a mala preta em mãos.

— Você vai doar suas roupas? Achei meio louco colocar todas elas na cama, mas olha tem umas que...

— Baekhyun eu quero divorcio.

 

Dias atuais

— Byun Baekhyun, certo? — A recepcionista sorriu pra mim, e assenti. — Estávamos a sua espera. Só um momento, irei chamar Kim para lhe recebe-lo.

A mulher se retirou me deixando sozinho com outros funcionários que atendiam telefones impacientes. Olhei para minhas mãos que suavam, ah, como eu estava nervoso para meu primeiro dia.

Certo, não era minha primeira vez trabalhando. Porém era minha primeira editora que trabalharia. Estava aflito porque no fundo sabia que escritor não era lá um emprego tão bom assim. E que, todos a minha volta tinha um preconceito nojento sobre.

No máximo um ano depois do meu divorcio decidi seguir o que eu sempre fui preso, daquilo que eu sempre tive receio de não me dar bem: escrever historias. Antigamente pode se dizer que eu era um tolo.

Mas hoje em dia me descrevo como: construtivo, ou fracote para ser mais especifico.

— Ya! Baekhyun, olá seja bem-vindo. — Um garoto se aproximou estampando seu melhor sorriso pequenininho. — Achava que não iria vim hoje, faz muito tempo que estávamos planejando sua chegada.

— Desculpe, cheguei muito atrasado? O metrô não colaborou tanto...

— Não se preocupe com isso, ainda a tempo. — Olhou em seu relógio de pulso verificando as horas. — A proposito me chamo Kim Minseok, prazer em conhece-lo.

— O prazer é meu. — Lhe sorri.

— Venha deixe-me amostrar o local melhor, vamos ao segundo andar.

Minseok começou a caminhar e eu o acompanhei logo atrás. Ao nos aproximarmos do elevador dois casais saíram olhando fixando para papeladas em mãos, e quase me atiraram para o chão com a brutalidade que atingiram meus ombros.

Entramos no elevador com um silencio absoluto. Nessas horas eu nunca sabia como reagir, na verdade era um pouco constrangedor.

— Você parece tenso, não se preocupe. — Minseok ditou assim que as portas metálicas do elevador se abriram. — Hoje todos estão preocupados.

— Por que?

— Digamos que, terá uma reuniãozinha daqui a pouco. — Sorriu outra vez.

— Ah, tudo bem eu posso esperar na recep–

— Nada disso, você irá.

Que ótimo, minha primeira reunião. No primeiro dia.

— Aqui é a cafeteria, se você quiser refletir para lhe dar mais inspiração é só vim até aqui e olhar a paisagem.

Minseok tinha razão, as janelas eram enormes dando uma visão muito bonita das árvores de fundo e os carros entre elas. A noite as estrelas poderiam ser alcançadas só com a vista da cafeteria.

Minha mãe dizia que, não importa onde estejamos às estrelas podem ser alcançadas em qualquer lugar. Contanto que tivéssemos fé poderíamos entrega-las a pessoa amada se ela estivesse olhando para a mesma naquele mesmo momento que nós.

É meio inusitado pensar nisso, porém há um tempo pra cá eu refletir sobre as coisas fantasiosas que minha mãe dizia. Eu nunca dei importância, porque de fato era inútil.

— Bem, aqui é o corredor que leva até aquela sala. — Minseok apontou para a ultima sala no fundo do corredor. — A reunião será ali.

— Certo.

Minseok me explicava sobre cada andar e disse que para não tornar cansativo acabou não me levando para os outros. Entretanto caso eu quisesse explorar melhor eu poderia. Fui levado até outra sala – não tão grande, e nem tão pequena.

— Essa é nossa sala, você ficará naquele canto. — Observei meu lugar, era até satisfatório a sala era bem dividida. — Você gostou?

— Sim, obrigado. — Lhe sorri um pouco tímido.

Nossa sala tinha uma janela enorme também, o carpete era vermelho vinho e as paredes em um tom branco. Minha mesa era média, mas o suficiente para eu me concentrar e escrever e do lado possuía um computador.

Mal notei quando fui puxado com um pouco de brutalidade para fora da sala, Minseok corria olhando a todo instante para o relógio.

— Passamos do horário da reunião. Droga!

Esbarramos em diversos corpos, até Minseok abrir a porta da sala de reuniões me dando uma visão vergonhosa de mim mesmo. Todos estavam sentados em seus devidos lugares e havia três cadeiras desocupadas, um homem de terno que estava de pé nos olhou fuzilante e rapidamente nos curvamos antes de sentar nos lugares deixando apenas um vago.

— Como eu ia dizendo. — O homem começou a andar de um lado para o outro com um tom de voz autoritário. — Precisamos de um grande sucesso, um livro que faça um bum na Coreia...

Encarei as pessoas totalmente concentradas no homem com uma postura formal. Segurei minhas mãos debaixo da mesa brincando com meus dedões.

— ... E eu preciso disso esse ano. Entenderam? — Todos assentiram. — Ótimo, em quanto tempo conseguiriam fazer?

Um garoto de pele bronzeada levantou a mão que logo foi permitido falar.

— Quatro meses?

Outro garoto se pronunciou.

— Seis meses?

— Hm. Que tal um mês. — O homem de terno decidiu, causando espanto da maioria. — Vamos lá, eu sei que vocês conseguem. Afinal eu só aceito os melhores aqui.

Seus olhos se fixaram em mim, meu coração intensificou seus batimentos e fiquei nervoso com a péssima hipótese de fazer um livro de grande sucesso em um mês.

— Mas,

— Sem “mas”, senhor Do. É isso e encerrou a reunião. Podem ir.

Todos se levantaram de supetão inclusive Minseok que segurou meus ombros para nos retirar. Consegui ouvi resmungos e sussurros de ofensa para o homem que felizmente não ouviu.

Sentei no pequeno sofá preto da minha nova sala confuso ainda com aquela reunião e o Kim parecia mais preocupado com tudo aquilo, pois andava em círculos pela sala.

— Ele só pode esta de brincadeira! Um mês?.

— Por que ele está tão preocupado com isso? — Perguntei.

— Junmyeon com certeza fez isso para ver o potencial dos novatos, e principalmente porque os negócios dele caíram. — Minseok respondeu se sentando ao meu lado.

— Novatos? Quer dizer que eu não sou o único?

— Bem, você é definitivamente um, porém tem uns que fazem parte daqui a um ano, dois anos. São consideráveis novatos pelo Junmyeon.

— Você trabalha aqui há quantos anos? — Não pude controlar a curiosidade.

— Cinco anos, irei te amostrar os principais escritores na hora do almoço. Agora devemos trabalhar.

Assenti, trabalho era primordial.

 

Na hora do almoço Minseok me arrastou até uma mesa no fundo da cafeteria, o local estava razoavelmente cheio. Mas as pessoas estavam infiltradas em seus próprios mundos, preocupadas.

— Toma. — O loiro me entregou um copo de café se sentando em minha frente. — Eu costumo almoçar fora, mas hoje como aconteceu esse caso do senhor estoudesesperadoporsucesso acabei não indo.

Entendi a certa indireta que Minseok quis passar, e rir um pouco.

— Vamos lá, irei apresentar para você as pessoas. — Sorriu, olhando em volta e logo apontando para uma mesa discretamente. — Aquele casal ali são Jongin e Kyungsoo, os dois têm dois anos aqui. Eles são muito grudados e sempre que podem fazem parceria um com o outro, eles são bastante amigos do Oh Sehun e do Park, e, bem eles não tão aqui agora. Mas enfim.

— Eles namoram?

— São casados, enfrentaram barreiras para estarem onde estão. — Minseok dizia com brilho no olhar.

— Certo...

— Naquela outra mesa, é o Luhan. Ele veio da China para ser independente e pelo jeito deu muito certo, ah, boatos que ele e Sehun estão em um relacionamento. Mas os dois sempre negam. — Riu. — Luhan está aqui há três anos, é um dos veteranos.

— Ele parece serio. — Percebi ao ver o semblante concentrado do moreno do outro lado da cafeteria.

— É apenas esforçado. — Comentou. — Tem o Yixing, aquele que está na maquina de refrigerante. Ele é, digamos que bem próximo do Junmyeon, desconfiam deles. Yixing também veio da China, e está aqui há cinco anos também.

— Eles parecem serem legais.

— E são, porém é difícil todos se reunirem. Sempre a aquele grupinho se é que me entende. — Minseok fez uma careta desgostosa. — Sehun não está aqui pelo jeito, mas ele entrou aqui há dois anos, e tem o Park–

— Minseok! — Um garoto sorridente se aproximou. — Oh! desculpe interromper.

— Eu estava apresentando os meninos pra ele. — Explicou. — Aproposito, esse é Kim Jongdae, ele é um dos meus melhores amigos, entrou junto comigo.

— Prazer. — Ditei um pouco acanhado.

— O prazer é meu, seja bem vindo. — Sorriu outra vez. E logo voltou para o loiro. — Não seria melhor apresentar eles pessoalmente?

— Estão todos muito frustrados, não seria uma boa ideia. — Minseok lançou um olhar sugestivo para Jongdae que logo assentiu.

— Certo, certo. Eu queria pedir uma carona no final da tarde, estou sem dinheiro para o metrô.

— Tudo bem, você já pode ir. — Jongdae o encarou ofendido, mas logo riu para o outro, senti um clima.

— Vem Baekhyun, é melhor voltarmos ao trabalho.

O dia passou conturbado, nunca imaginei que teria tanto trabalho no primeiro dia. Na verdade, eu estava exausto. E o brilho e pela paisagem que jazia do lado de fora havia se diluído. Pois um breu de nuvens grosseiras se instalou no céu.

Uma chuva gigantesca iria ocorrer, e eu detestava chuvas. Minseok havia me oferecido carona e eu aceitei, não sairia na chuva para no dia seguinte ficar resfriado.

Todos do prédio saíram apressados, deixando poucas pessoas do lado de fora na cobertura. Jongdae havia pegado um guarda-chuva para dividir comigo enquanto o outro ele deu para Minseok. Corremos até o lado do carro e percebemos que Minseok reclamava, pois a moto de um dos funcionários estava na frente do carro. E estava complicando para ele sair.

— Jongdae, vá chamar o dono dessa moto antes que eu passe por cima! — Minseok gritou de dentro do carro e Jongdae rapidamente me deixou sozinho para entrar novamente na empresa.

Conseguia enxergar o nervoso que Minseok estava passando, chegou a apitar cinco vezes para ver se o dono aparecia. Mas estava apenas me deixando surto do lado de fora, meu casaco cinza refletia sobre o guarda-chuva vermelho que se destacava ali.

Era como se tudo fosse cinza e que a única coisa que chamasse atenção fosse o próprio guarda-chuva.

Eu odiava chamar atenção.

Porém eu percebi que não era o único a chamar atenção ali, pois no fundo consegui enxergar Jongdae acompanhado de um rapaz com cabelos vermelhos também. Ao visualizar a silhueta tão conhecida por anos eu me virei de súbito impedindo que ele me visse.

— Droga, Chanyeol não dava para você ter tirado antes a moto não? — Minseok gritou outra vez, recebendo um olhar insignificante dos de cabelos vermelhos.

— Ai, eu já entendi. Não enche, Kim. — Chanyeol tirou a capa de proteção da moto e logo montou nela a retirando.

Não acredito que aquele era mesmo ele.

Não podia ser.

Não, tudo menos isso.

Por que?

— Baekhyun deve está exausto, assim como eu e o Jongdae. Você só atrapalha, né. — Minseok soltou, e antes que eu pudesse ver o rosto de Chanyeol entrei rapidamente no banco de trás me escondendo atrás do guarda-chuva vermelho que fechei.

— O que você disse? — Ouvi Chanyeol dizer, e atrás de uma brecha pude ver seu rosto pálido cheio de pingos de chuvas, ele estava encharcados. Jongdae entrou logo em seguida no carro. — Minseok! O que você falou?

Meu coração acelerou, eu precisava ir embora.

— Vamos embora, por favor. — Notei que minha voz saiu levemente tremula, eu iria chorar. E Minseok percebeu, pois acelerou deixando um Chanyeol ensopado na calçada encarando o carro confuso.

Céus, o que havia acontecido?

Depois de alguns minutos silenciosos lembrei que faltava Minseok me apresentar uma pessoa, então liguei os fatos.

— Minseok, quem era o que faltou você me apresentar? — O olhei que rapidamente me encarou pelo retrovisor.

— Era o Chanyeol, Park Chanyeol. Bem, ele já é algo complicado de apresentar... — Encarou rapidamente Jongdae ao seu lado. — Ele chegou há três anos, nunca foi comunicativo com ninguém apenas com Sehun, e Kyungsoo. Ele prefere ter privacidade, sabe?

— Certo.

— Ele deve ser assim por ser hetéro. — Jongdae comentou rindo, mas eu não vi nenhuma graça. — Chanyeol é sempre visto com as funcionarias, sempre dá carona e chega de ressaca no dia seguinte no trabalho desabafando com Sehun.

Park Chanyeol hetéro desde quando?

— Eu acho que ele curte as duas frutas, soube que Chanyeol já foi casado com um homem. — Engoli a seco, meu coração quase saiu pela boca.

— Serio? Mas você sabe por que se separaram? — Jongdae perguntou.

— Não exatamente, ele que terminou. Não duvido que seja traição. — Bufou.

— Chanyeol tem cara que trai, o que eu acho muito estranho é ele tratar os garotos mal, parece que tem desgosto. — Jongdae comentou.

— Como vocês sabem de tudo isso? — Finalmente me pronunciei, que anteriormente parecia invisível.

— Baekhyun algo que você deve aprender é: as paredes têm ouvidos. Então cuidado. — Minseok respondeu.

Eram muitas informações sobre Chanyeol, pois quando nos divorciamos nunca soube do porque da separação e muito menos sobre o que aconteceu com ele depois.

Chanyeol trabalhava ali há três anos, estávamos juntos a dois então quer dizer que todo aquele teatro para eu não trabalhar como escritor era porque ele fazia isso e não estava satisfeito? Não entendo.

— Como ele era antes, tipo, no inicio? — Perguntei com medo da resposta.

— Era normal, na verdade ele começou a ficar estranho dois anos depois. Nunca soube que ele era casado e quando descobri foi por um deslize dele mesmo.

Pude sentir minha garganta se fechar.

— Como assim? — Foi à vez de Jongdae se pronunciar.

— O ouvi conversar com Kyungsoo sobre casamento e divorcio. Ouvi várias vezes ‘ele’ então deduzir.

Eu estava em choque, chorava baixinho no banco de trás.

Eu não queria mais ouvir, queria apenas ir para casa e dormir. Queria apagar Park Chanyeol das minhas memorias assim como ele fez comigo.

Ou pelo menos era o que parecia.

Eu estava dedicado a fazer um livro de maior sucesso, já que isso parecia um tipo de competição. E se eu competiria com Chanyeol então que os jogos comecem.

 


Notas Finais


espero que tenham gostado <3 a fic será pequena entao nao irei prolongar muito nas notas inicias e nem nas finais;
é isso até o proximo


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