História Casamento Arranjado - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Gaahina, Itamay, Itasaku, Naruhina, Sasuhina, Shikamay, Shikatema
Visualizações 201
Palavras 2.627
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura <3

Capítulo 11 - Aliados Aparecem


— Você não tem o direito de tratá-la assim!! — Neji gritou enfurecido — Ela é um ser humano e não uma de suas ações estúpidas que você vende para abutres com você!!

— Mais respeito, Neji!! Sou seu pai, não vou permitir que fale comigo dessa forma!! — Replicou o mais velho.

— Respeito tem que ser merecido!! E um pai que vende a sua própria filha não merece nem um pingo!!

— Eu não vendi, Hinata!!

— E o que você fez então?

Pai e filho se encaravam furiosos. Eles estavam discutindo desde que o mais novo chegou e praticamente expulsou os Uchiha's da casa com suas ofensas e sarcasmo. Ele sabia ser filho de Hiashi quando queria.

— Até quando eles vão ficar trancados lá? — A azulada afundou o rosto entre as pernas. Ela estava envolvida no sofá desde que tudo começou. Ela estava com medo, conhecia o pai e principalmente o irmão mais velho. São dois arrogantes, cabeças-duras e explosivos que estão trancados em um escritório sem nenhuma câmera ou testemunha.

Toda essa situação significava apenas uma coisa: Morte.

Ok, talvez estivesse exagerando, o máximo que pode acontecer são alguns hematomas, um olho roxo, por exemplo.

— Deixe-os, Hina — Mayumi diz com a atenção nas unhas — Uma boa discussão faz bem para o relacionamento a base de ódio deles. Com sorte eles se matam.

— Mayumi!! — Repreendeu a prima que revirou os olhos entediada. Eles sempre discutem qual a novidade?

Olhou ao redor e encarou a morena de coques sentada em uma cadeira no canto da sala. Analisou, calmamente, as vestes da mesma: Uma calça jeans, uma blusa branca e uma sandália nos pés. Simples.

Simples até demais...

De relance viu Hinata ainda encolhida no sofá como olhar petrificado na porta do escritório. Ela se assustava com cada grito que vinha da sala, enquanto uma mexa de cabelo era enrolada no dedo indicador repetidas e repetidas vezes.

Em passos lentos e precisos caminhou em direção a garota misteriosa que olhava o chão como se fosse a coisa mais interessante daquele lugar.

Insegura.

Assim que os saltos entraram em seu campo de visão, um pequeno calafrio percorreu a espinha de Tenten que engoliu a seco, muito seco. E lá vamos nós!

Bem lentamente levantou a cabeça, queria atrasar ao máximo aquela conversa. Maldito seja Neji que insistiu para que ela viesse!

As orbes azuis, eram intensas, penetrantes e transmitiam uma frieza impressionante, e  acompanhadas da postura impecável a morena teve certeza que a pessoa em sua frente não era muito legal.

— Nome?

— Tenten. — Ela não gaguejou, ótimo começo.

Mayumi tombou a cabeça, levemente,  para o lado e estreitou os olhos.

— Me diga, Tenten, o que você é do Neji?

"Não se preocupem com Mayumi, ela é legal, na maioria das vezes. Mas vai tentar de intimidar quando se conhecerem. Esteja preparada!", Aquelas foram as exatas palavras que Neji lhe disse quando estavam no avião.

Ela, definitivamente, não estava preparada!

Foco, Tenten, foco! Ela é a prima do seu namorado e te fez uma simples pergunta, apenas isso! Responda, droga!!

— Namorada...

Mayumi franziu o cenho.

— Sobrenome?

— Mitsashi.

Fechou os olhos, as mãos foram automáticamente para a cintura e a mente começou a trabalhar.

E assim passaram-se três minutos.

— Não é um sobrenome conhecido. — Afirmou por fim — Você não é herdeira de nenhuma família rica ou coisa do tipo.

Os olhos castanhos arregalaram-se e o desespero aos poucos foi dominando o corpo da Mitsashi.

— Como você...?

— Mayumi, pare de intimida-la! — Hinata disse alto o bastante para a prima ouvir.

— Só fiz três perguntas, Hina. E foi o bastante.

Voltou ao lugar de antes, e contou mentalmente

3...2...1...

— Eu... Eu preciso ir — Anunciou Tenten, já de pé, em um tom baixo — Por favor, falem para Neji que eu voltei para o apartamento. — Não esperou a resposta de Hinata ou Mayumi e saiu.

A Hyuuga olhou acusadoramente para a prima.

— O que você disse para ela?

— Só fiz três perguntas, já disse.

Antes que Hinata pudesse fazer mais perguntas, a porta do escritório foi aberta bruscamente e por lá um Neji furioso saiu. Hinata se pôs de pé na mesma hora e Mayumi o olhou.

— O que aconteceu? — Perguntou ao irmão, avaliando-o dos pés a cabeça para ter certeza que ele estava inteiro.

— Hinata... Você assinou algum contrato?

— Sim... Por quê?

Ele suspirou.

— Vamos conversar no seu quarto. — Passou o braço pelo ombro da irmã e a guiou até o quarto. Antes de saírem da sala olhou para Mayumi, que permanecia no mesmo lugar, e fez um leve aceno com a cabeça.

Aquilo foi o bastante para ela entender o recado: "Vamos conversar".

[...]


Eu sou uma idiota! Por que raios vim embora? Aquela garota deve achar que sou uma medrosa. Que ridículo!

A garota suspirou, derrotada. Havia feito totalmente o contrário do que prometeu a Neji no avião. Ela não enfrentou de cabeça erguida a família dele. Deixou-se ser intimidada facilmente. Tinha o pressentimento que família Hyuuga não iria pegar leve. A garota loira confirmava isso e ela só fez três perguntas. Três simples perguntas.

Neji falou da família e contou como cada um, provavelmente, reagiria ao conhece-la. E como ela torcia para que ele estar errado. Mas infelizmente nunca teve muita sorte. Mayumi, a prima de consideração cujo o hobbie é fazer compras, não havia gostado dela. Como alguém podia ter um olhar tão assustador como aquele? Se Hinata não estivesse na sala, com toda certeza, teria sido assassinada.

Ok, ela estava exagerando.

Mas que Mayumi não gostou dela, isso ninguém tirava da cabeça de Tenten.

Tenten entrou no elevador se perguntando como Neji a convenceu a ir na casa da família dele? E o pior ele ainda expulsou os convidados do pai com palavras simples carregadas de sarcasmo. E céus! Como aqueles convidados eram assustadores. Na verdade, todos naquela casa, com exceção de Neji e a irmã, eram assustadores. Pelo menos na visão da garota.

— Segura o elevador para mim!!

A voz desconhecida a tirou de seus pensamentos e rapidamente segurou a porta de metal. Em questão de segundos o dono da voz apareceu.

— Valeu, Morena. — Ele sorriu e escorou-se na parede. Parecia que tinha corrido uma maratona.

Tenten franziu o cenho com o apelido, mas decidiu ignorar e apertou o botão que indicava seu andar. Logo o homem fez o mesmo.

— Você é bem bonita.

Ela revirou os olhos, com um misto de raiva e tédio. Era só o que me faltava!

— Tenho namorado — Disse curta e grossa.

Ele riu e levantou as mãos em sinal de rendição.

— Calma, Morena. Não estou dando em cima de você. Foi só um elogio, sem segundas intenções, juro!

— Se você diz...

Ela bufou e olhou para o lado ignorando-o.

Ele sorriu. Aquela garota não queira papo, infelizmente ele não pensava da mesma forma.

— Você parece irrita com algo, e acho que não é comigo. — Ela revirou os olhos — Ou talvez seja. — Levou a mão ao queixo — Vejamos: Você disse que tem namorado. Tem algo a ver com ele? Brigaram? — Analisou o rosto dela a procura de qualquer movimento que denunciasse que tinha acertado. Nada — Hum... Não é isso. É a família dele?

Os olhos de Tenten a traíram no momento em que pararam no loiro que agora sorria convencido.

— Parece que acertei.

— Alguém já disse que você é bem intrometido?

— Todos que conheço e desconheço. — Ela tentou, mas não conseguiu conter o sorriso. — Olha que surpresa! Consegui um sorriso.

— Como você sabia?

— Chutei. — ele deu de ombros — E também você arrumou a postura quando ouviu a palavra namorado. — Admitiu. — As pessoas são fáceis de ler, Morena. Se não fosse o namorado, seria a família, e se não fosse a família, seria o emprego, e assim por diante.

— Entendi...

Ele tombou a cabeça para o lado, sem tirar os olhos da garota.

— Você está fazendo a cara de novo. — Avisou e logo endireitou a postura. Seu olhar concentrado na porta de metal — Seja qual for o problema com a família do seu namorado, um conselho: Fique de cabeça erguida. Estamos em Konoha, sempre vai haver alguém pra ter humilhar, desprezar ou simplesmente odiar. Experiência própria.

O som agudo, anunciou que o elevador parou. As portas se abriram.

— Ah, é o meu andar. Bye bye, Morena. — Acenou e saiu.

— Espera! — O chamou quando já estava no corredor. Ele parou e a encarou. — Qual é o seu nome?

Ele sorriu vendo as portas se fechando.

— Deidara.

[...]


— Você está irritado comigo? — Já era a terceira vez que ela perguntava isso. É como antes não obteve resposta do irmão mais velho.

Neji estava concentrado lendo um livro que encontrou no quarto da menor. Já estava no quinto capítulo.

— Você falou que íamos conversar, depois que eu me arrumasse para dormir. Por que só fica lendo esse livro?

— São 23:00, boas meninas já estão dormindo em suas camas nesse horário. — Disse sem tirar os olhos do livro.

A Hyuuga bufou, irritada. Amava o irmão, mas odiava quando ele a tratava com crianças. Ela já tinha vinte e um anos!

— Não sou uma criança, Neji! Pare de tratar como uma.

— Então pare de agora como uma!! — O grito de Neji a fez se encolher na cama em um gesto de proteção. — Você tem noção do que fez, Hinata? — Perguntou tou se aproximando — Caso não sabia, eu lhe digo: Você arruinou a sua vida!! Como pôde assinar aquele contrato? Por que não me ligou? Você sabe que eu viria voando pra cá!! Nunca iria permitir que ele lhe vendesse dessa forma!!

O Hyuuga andava de um lado para o outro em frente a cama, os longos cabelos eram puxados por si mesmo. Um hábito que sempre fazia.

— Por que não me ligou, Hinata? — Tornou a perguntar — Responda!! — Gritou mais uma vez.

— Você estava trabalhando... — Encolheu-se ainda mais na cama. Lágrimas molhavam sua camisola roxa. Quando ela começou a chorar? — Tinha prioridades, não queria te incomodar....

Admitiu em tom baixo. Neji, ao ver o estado em que a irmã se encontrava, sentiu-se o pior irmão da face da terra. Por que ele estava gritando com ela? Não tinha motivos! Hinata não sabia lidar com o pai. Ela tinha medo dele. Hiashi era o único culpado!

Respirou fundo, se acalmando. Caminhou lentamente até a irmã que chorava baixinho. Aquela cena lhe partia o coração. Hinata era tudo para ele.

Sentou-se na cama ao seu lado e abraçou o pequeno ser.

— Você é minha irmãzinha, Hina. Você é minha prioridade, o resto não importa. Entendeu?

Ela assentiu.

— Desculpa...

— Você não tem que se desculpar. Não é sua culpa. — Depositou um beijo entre os cabelos da mesma — Nada disso é sua culpa. Nada.

[...]


— Ela dormiu?

Neji assentiu. Havia acabado de sair do quarto da irmã, e encontrou Mayumi do lado de fora sentada no chão. Ao lado da garota uma garrafa de alguma bebida alcoólica e dois copos.

O Hyuuga sentou-se no chão encostado na outra parede, ficando assim de frente para Mayumi que lhe estendeu um copo já cheio com a bebida.

— Bebendo a essa hora? — ela riu sem humor.

— E tem hora para beber? Como sabia o que estava acontecendo? — Quis saber.

— Você me ligou bêbada.

— Ligar para ex quando está bêbada, tipo de minha pessoa.

O silêncio reinou por um tempo. Neji se permitiu analisar a garota em sua frente. Os cabelos loiros soltos e bagunçados caim sobre o rosto da menor, os lábios pintados de vermelho, o longo vestido vermelho de renda como ela gostava, e nos pés, como sempre, saltos, não importa a cor. Mas aquilo não importava, não muito, os olhos perolados do Hyuuga estavam concentrados no colar que Mayumi usava. Como ela o encontrou?

— Paris? — ergueu os olhos para olha-la.

— Divertido. — Sorriu — Shikamaru?

Ela bufou.

— Problemático.

— Ino?

— Piorou.

Os dois riram. Não precisavam terminar uma pergunta. Eles se entendiam. Os anos de namoro ajudaram bastante para isso.

Mayumi ainda se lembrava de quando os dois fugiam para alguma festa no meio da noite, eram bem difícil se esconder das câmeras, dos seguranças e principalmente pular o muro. Era engraçado que, de alguma forma, Hiashi sempre descobria e ia buscá-los.

Hinata tentou segui-los um dia, mas ao tentar pular o muro ela caiu e machucou o joelho. Naquela noite ouviram um belo sermão do pai/tio que decidiu colocar um segurança na porta do quarto de cada um, não adiantou muito, já que eles pulavam a janela. Eram bons tempos.

— Eu devia ter impedido ela de assinar o contrato.

— Não é sua culpa, Mayumi. Nem sua, nem de Hinata, nem minha... O que você poderia fazer? Prende-la em algum lugar até Hiashi mudar de ideia?

Ela riu.

— A ideia é boa. — Bebeu mais um gole da sua bebida — Ah, sua namoradinha falou que ia voltar pro apartamento.

— Você só me fala isso agora? — Ela deu de ombros — Você não gostou dela, né?

— Minha intuição diz que a garçonete vai fazer merda.

— Primeiro, não está exagerando? Segundo, como sabe que ela é garçonete?

— Primeiro, não. Segundo, sempre é uma garçonete. — Suspirou e encarou o teto. Ela já estava ficando com sono, seus olhos pesavam — O que vamos fazer? O contrato está assinado, não tem volta.

— Vamos fazer o que sempre fizemos: vamos proteger a Hinata de tudo e todos. Não vamos permitir que esse Uchiha a magoe.

[...]


O quarto de Sasuke se encontrava escuro e silencioso, o dono do quarto se encontrava dormindo.

Depois do tal irmão da noiva chegar, e expulsar sua família, Itachi teve que o segurar para não partir para cima dele. Ninguém falava daquele jeito com a sua família.

Fugaku falou para não ligarem, pois segundo ele, Hiashi não havia contado nada ao filho mais velho e ele extremamente protetor com irmã.

Então, irritado Sasuke voltou para o seu apartamento, tomou banho, escovou os dentes e dormiu. Estava exausto pretendia dormir até o meio-dia do dia seguinte.

É, seria uma boa ideia, porém o seu celular tocando não ajudou muito.

Ele resmungou algo e virou-se para o outro lado da cama ignorando a música.

Tocou de novo. Ignorou de novo.

Tocou mais uma vez. Ignorou mais uma vez.

Tocou. Ignorou

Tocou. Ignorou

Tocou.

— Mas que caralhos!! — Gritou e pegou o celular atendendo a ligação — Que é?!

É, ele não estava nada feliz.

Educação mandou lembranças, Uchiha.

Foi impossível para Sasuke não revirar os olhos ao ouvir a voz do melhor amigo.

Deitou-se novamente na cama.

— Você sabe que horas são?

— Duas da manhã. — Ele estava rindo, Sasuke tinha certeza disso.

Respira, Sasuke. Ele é seu melhor amigo. Não merece esse título, mas é.

— O que você quer? — Perguntou com uma tranquilidade que não tinha no momento.

— Minhas fontes, mais conhecidas como Itachi, me contaram que vai se casar. — É claro que o assunto seria aquele — Eu não posso sumir por quatro dias que você arruma uma noiva?

— Correção: A dona Mikoto me arruma uma noiva.

O melhor amigo riu do outro lado da linha.

— Ela finalmente conseguiu o que queria, né? Você casado. Só falta o neto.

— Cala a boca! Minha vida está arruinada.

— Não seja dramático, Sasuke! Vamos dar um jeito nisso. Não vou perder meu melhor amigo pra um contrato de casamento, quem vai ir comigo nas baladas e apostar quem pega mais mulheres? — Foi a vez de Sasuke rir. — Chego em três dias, vamos dar um jeito, ou eu não me chamo Sabaku no Gaara.






Notas Finais


Oie!!! Primeiramente, mil perdões pela demora, não foi minha intenção, juro que não. Mas ultimamente estou atolada de trabalhos da escola.

Segundamente(essa palavra existe né?), O que acharam do capítulo? Sorry se ficou um pouco chato. Na verdade, ele estava pronto, porém como sou azarada, meu computador simplesmente apagou o capítulo. Chorei muito.

Deidara apareceu, Gaara, tecnicamente, também kkk. Neji e Mayumi são ex-namorados quem diria, não? E a intuição da Mayumi sobre Tenten? Será que está certa?

Alguém já tem alguma teoria? Se sim, compartilhe comigo nos comentários, estou curiosa.

Até o próximo.


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