História Casamento Arranjado - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Miro de Escorpião, Shun de Andrômeda
Tags Drama, Romance, Saint Seiya, Yaoi
Exibições 231
Palavras 2.385
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Primeira parte do capítulo narrado por Camus.

Capítulo 6 - Pelos olhos dos inocentes


                    Pelos olhos dos inocentes

 

Senti-me despertar no meio de um beijo insano que aquele homem gosto.... Louco me dava. O empurrei com força afastando-o de mim.

Deus! Estávamos no meio de um estacionamento correndo o risco de sermos flagrados por qualquer um.

–Você é doido? – Vocifero procurando minhas roupas que ele tirara sem minha prévia autorização. – Quem você pensa que é para me atacar dessa forma?

Ele lambeu os lábios lascivamente e sorriu sensual e debochado.

–Me deixa ver... Seu futuro esposo? – É uma constatação meio que óbvia.

–É, mas isso não te dá o direito de... de...de...

–De te tocar, de provar você, de me deliciar com seu gosto? – Mordeu meus lábios e eu soltei um gemido quase me entregando a ele de novo. Mas, voltei a mim e o empurrei.

–Maldito! Eu quero voltar imediatamente e se pôr as suas mãos em cima de mim novamente eu te capo. – Vociferei. Ele me deixa tonto, me faz perder o controle eu nunca agi assim em toda a minha vida. – O que é vai ficar parado aí me olhando?

Já estou totalmente fora de mim e esse desgraçado não se move.

–Tudo bem, nós iremos..., mas só depois que você me retribuir o favor. – Sorriu cinicamente e eu cerro o meu cenho sem entender o que esse loiro sensual quer de mim.

Ele abriu o zíper de sua calça devagar e tocou-se por cima da boxer e eu entendi enfim o que o Milo queria dizer.

–Ah, não. Isso nunca. – Eu me recusei, eu nem sei como se faz isso.

–Vai ruivinho, eu te aliviei! Você não pode deixar seu noivinho nesse estado. – Sorriu lascivo.

–Nem pensar. Você está é louco se pensa que eu farei isso. E também eu não te pedi nada, foi você quem me atacou. Seu... seu tarado! – Gritei já perdendo o pouco de paciência que me restava.

–Na verdade você pediu sim. Mas, está bem ruivinho, mas não vamos sair daqui enquanto meu sexo estiver desejoso e dolorido. – Milo parecia achar tudo muito engraçado. – Porém, lembre-se que três crianças lindas nos aguardam em casa.

–Filho da pu... – eu me calo, mas isso era golpe baixo.

Milo aproximou-se devagar e tirou seu membro pra fora, grande cheio de veias e grosso, a cabeça vermelha, ele pulsava e eu engoli em seco, e o grego sorriu luxurioso. Passou seu pênis por meu rosto e eu ofeguei.

Passava de um lado a outro e por meus lábios, sem muita consciência de meus atos abri a boca e provei dele. Não mais resistindo segurei seu sexo e passei a língua na pontinha da glande e comecei a chupá-lo meio sem graça.

Milo agarrou meus cabelos e forçou seu pênis para dentro de minha boca, eu quase engasguei, mas ele não me dava tréguas. Só sei que o gosto dele, ele quase inteiro em minha boca. Tudo ia me enlouquecendo, era como um vício e eu o queria mais e mais, inebriado com o prazer que era ter aquele membro quente e gostoso me fodendo os lábios com força.

Eu chupava e Milo gemia e eu sentia um prazer inenarrável ao dar-lhe prazer. O loiro me incentivava enquanto acariciava meu rosto e meus cabelos.

Eu também gemia e o chupava com mais vontade, suguei tanto de forma que nunca imaginei ser capaz, até Milo começar a me dar sinais que não iria mais suportar e enfim se desfazer em meus lábios e os tomá-los com intensidade e posse para si.

Quando o beijo acabou ele me olhou com carinho, sinceramente Milo está particularmente estranho hoje, eu me encolho morrendo de vergonha pelo que tinha tido a coragem de fazer.

–Está lindo assim rubro como seus cabelos. –Ele sorriu selando meus lábios e eu me silencio.

O grego safado se vestiu e ocupou seu lugar, eu também termino de me vestir, mas fico quieto onde estava. Voltamos para sua casa e assim que chegamos eu saí do carro e corri para casa, sem esperá-lo vou para o quarto que vinha ocupando em sua casa e tranco a porta, deito-me na cama. O que raios está acontecendo comigo?

¨¨¨¨

                  Fim da narração de Camus

 

Passaram-se alguns dias desde que Milo e Camus saíram para jantar e a cada dia que o casamento se aproximava, Camus ficava mais nervoso, especialmente com as investidas mais intensas de seu futuro esposo.

E a proximidade do enlace matrimonial entre Camus e seu noivo trouxera Misty para mais perto do ruivo. Contudo o organizador de casamentos sempre acabava por enlouquecer o jovem francês e para que a terceira guerra mundial não tivesse seu início, Afrodite era chamado para resolver os maiores pepinos.

Enquanto Misty tentava impor todas as suas vontades a Camus, sobre posições que deveriam ficar nos jardins, a roupa que ele deveria usar e como ficaria seu cabelo e o ruivo ficava a ponto de matá-lo apenas com seu olhar. Shun chorava sem parar querendo a sua chupeta, tendo Afrodite como uma barata tonta andando atrás do pequeno tentando acalmá-lo.

–Ikki, por Zeus, Athena e minha bela Afrodite onde está a chupeta de seu irmão? – Pedira o sueco ao ver o menino entrar pela porta.

–Hum! Eu é que vou saber? Procure você mesmo. – Respondeu o deixando as voltas com Shun.

–Moleque mal-educado! – O loiro ficou resmungando trazendo Shun para os braços e indo procurar a chupeta do menino em seu quarto.

–Camus, não seja bobo.... Olha esse penteado. Presta atenção ficará lindo em você. – O ruivo franziu o cenho ao olhar a foto de uma ruiva com um coque frouxo e alguns cachos adornando sua face e uma bela tiara que completava o visual.

Bufou irritado, mas Misty logo passava para a próxima foto sem prestar-lhe atenção.

–E este olha que maravilha! – Sorria encantado. – Um penteado grego em homenagem a seu belo esposo grego.

–Lindo! Se não fosse penteado de mulher. Sou um noivo e não uma noiva, seu tresloucado. – Camus perdera a paciência, tentava agir com a razão, porém estava difícil suportar aquele louco, criança chorando e um moleque malcriado.

–Calma Camuzinhus! Olha só, pensa por esse lado você será a “futura esposa” de um belo homem, Milo Chrissaki é...

–E você será um organizador de casamento no além se me vier com propostas escabrosas de novo. Como se não me bastasse o maldito vestido de noivas que você queria me empurrar. – Sua voz era gélida, mas seu ódio era intenso.

–Ah, mas ficaria tão lindo em você! – Piscou os olhos, encantado.

–Mais uma gracinha e eu te despeço organizador de araque. – o ruivo disse entre os dentes.

–Ok, já não está mais aqui quem falou.

“-Que mal tinha feito para se ver metido naquela situação humilhante? Um noivo tarado, com um filho birrento e o outro mal-educado, um amigo louco e um organizador de casamentos tresloucado. O que faltava mais lhe acontecer? ” – Camus pensava em completo desespero.

 

¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Ikki vira Hyoga sentadinho no balanço e seus cabelos clarinhos bailando ao sabor do vento. Sorriu achando linda aquela cena, seria uma bela aquarela.

–Hyoga por que você ta aqui assim sozinho? – Aproximou-se do mais novo e começou a empurrar o balanço arrancando sorrisos do loiro.

–Por nada. – Murmurou o pequeno.

Ikki continuava o balançando por alguns minutos até parar o balanço e sentar-se nele do lado contrário, porém ficando de frente ao loiro, que mostrava certa tristeza em seu olhar.

Ikki passou a pequena mão pelo rostinho triste do menor e sorriu.

–Você tá triste. – Concluiu. –Por quê? Não está gostando de morar aqui comigo e com Shun?

–Não, não é isso. Eu adoro morar com vocês dois. –Sorriu sincero. –É o Camus, meu irmão. Ele está me deixando triste.

–Por causa daquela cara de quem comeu algo estragado que ele faz? –Ikki gargalhou e Hyoga riu junto.

–Sabe, Ikki, o meu irmão não é como seu pai que sorri o tempo todo e brinca de todas as brincadeiras mais divertidas do mundo. – Suspirou. –Mas, o Camus é carinhoso me protege e sempre me conta lindas histórias de piratas, dragões e cavalos alados.

–E isso te faz feliz não é mesmo? – Acariciou os cabelos macios de Hyoga.

–Sim me faz muito feliz. Mesmo não tendo mais os meus pais o meu irmão cuida de mim e eu me sinto bem. – Suspirou mais profundamente. –Mas, o Camus não gosta mais de mim.

Falou triste deixando que algumas lágrimas rolassem por seu rostinho alvo.

–Claro que gosta Hyoga, ou ele teria te deixado sozinho na sua casa. – Falava inocentemente o pequeno moreno.

–Mas, por que então, Camus não me dá mais atenção e fica feito bobo pelos cantos suspirando feito princesa de contos de fadas?

–Eca! – Dizem os dois em uníssono.

–Ah, é isso. Bem disso eu não entendo nada. – Ikki apertou os lábios e virou a cabeça de lado. – Mas, eu acho que o meu pai gosta do seu irmão e o seu irmão ainda não sabe se gosta do papai. Aí o Camus está igual a João e Maria na floresta.

–Perdido? – Perguntou Hyoga.

–Sim perdidinho. – Ikki balançou a cabeça positivamente. – Outro dia eu vi o meu pai beijando o seu irmão na boca igual nos filmes.

–Mesmo? – O loiro arregalou os olhos azuis.

–Mesmo. – Continuou, Ikki narrando o que vira. –Então Camus o empurrou, mas estava com uma cara muito estranha.

–Ele ficou triste? –O mais novo mostrou-se preocupado.

–Não, só esquisito. E o meu pai queria o beijar mais e Camus não deixou, mesmo parecendo que queria beijar mais também.

–Os adultos são complicados! – Deduziu Hyoga.

–Sim são mesmo. Por isso eu não quero crescer. – Concluiu Ikki.

–Eu também não. –Ambos começaram a rir.

–Hei, Hyoga vamos lá dentro buscar o Shun? – Ikki o pegou pelas mãos. – Ele já chorou bastante na cabeça do Afrodite.

Os meninos correram de volta para casa e encontram Afrodite desesperado tentando acalmar Shun, Camus quase tendo uma sincope e Misty havia fugido com alguma desculpa esfarrapada apenas para livrar-se do choro.

–Shun vem, vamos brincar com Hyoga e comigo? – Ao ouvir a voz do irmão imediatamente o menininho parou de chorar e correu para as crianças que o aguardam na porta.

O menor deu às mãozinhas para os dois e os três correram pelos jardins da casa de Milo.

Afrodite e Camus olharam-se com caras de bobos, completamente abismados com o que acabaram de presenciar.

–CriOnças! – Vociferou Afrodite.

 

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Após o jantar Milo e Camus puseram seus lindos pimpolhos para dormir, com muito custo, pois os pestinhas queriam ficar brincando de guerra de almofadas.

–Ikki, Hyoga e Shun. Para a cama agora. –Milo falou um pouco mais grosso o que os assustou, fazendo os olhinhos do menor logo se encherem de lágrimas. –Não bebê do papai não chore.

Milo arrependido o pegou nos braços e o ninou enxugando suas primeiras lágrimas. Camus revirou os olhos, o grego era permissivo demais com aqueles meninos.

Com muitas dificuldades ambos enfim conseguiram os fazer dormir e os noivos deixaram o quarto.

–Você mima demais os seus filhos. Por isso são assim. Vê se não vai estragar meu irmão. – O ruivo vai em direção ao próprio quarto.

–Assim? Assim como Camus? Como são meus filhos? – O loiro o perguntou aborrecido.

–Um é chorão e o outro mal-educado. – Foi direto ao ponto, mas logo se arrependeu ao ver os olhos magoados de Milo.

–Não fale assim dos meus filhos, Camus. Eu não te dei esse direito. –Milo ficara realmente aborrecido e Camus assustou-se não conhecia ainda aquela face do outro.

–Me desculpe, Milo. Eu não quis ser grosseiro... eu...

–Você não gosta dos meus filhos. Não é verdade Camus? – Milo estava realmente indignado. –Eles são apenas crianças. Porra!

–Não é nada disso Milo...

–Você não faz a mínima questão de se aproximar deles de conhecê-los, mas é muito ágil em julgá-los. Já pensou que assim como seu irmão, meus filhos também são órfãos? E ao contrário de Hyoga eles nunca conheceram o amor de uma mãe, já que a deles só estava afim do meu dinheiro. Você não pode ser assim tão frio Camus. Eu não posso ter me apaixonado por alguém que tem uma droga de um iceberg no lugar do coração.

Milo não esperou uma resposta e entrou em seu quarto batendo a porta. Camus ficou parado sem saber o que fazer. Não queria tê-lo magoado, e Milo tinha razão. O loiro procurara se aproximar de Hyoga agradá-lo, enquanto ele nunca fizera questão de conhecer Ikki e Shun.

De repente Camus se atina para algo que Milo havia falado e que só aquele instante parecera fazer algum sentido em sua mente.

–Ele disse que se apaixonou por mim? Milo... será? – Fechou os olhos atordoado. E ele Camus o que sentia por aquele homem?

Ainda sem saber muito que fazer o ruivo seguiu em direção ao quarto de Milo e bateu a sua porta, mas o loiro não respondeu. O francês entrou devagar, ainda sem muita confiança. Viu Milo deitado na cama e resolveu aproximar-se.

–Milo, me desculpe você tem toda razão. Eu estou muito confuso com toda essa história, com os meus sentimentos... – parou de falar quando o grego se sentou e o olhou dentro dos olhos o tragando por seus belos azuis esverdeados. – O que você disse sobre estar...

–Apaixonado por você. Sim, Camus eu me apaixonei por você. Um pirralho, malcriado, cheio de vontades e empoado. – Suspirou.

O ruivo aproximou-se mais da cama e acabou por se sentar na beirada.

–Eu gosto de verdade de seus filhos, Milo. Eles são lindos, inteligentes e trouxeram um brilho especial a vida de meu irmão. Eu agradeço muito a eles por terem entrado em nossas vidas. – Camus estava sendo muito sincero aquele momento.

Milo sorriu lindamente e Camus aproximou-se ainda mais dele.

–Milo eu acho... – respirou fundo tentando encontrar coragem para falar. –Acho que também me apaixonei por você. – Disse em um sussurro.

O loiro sorriu mais abertamente e o tomou em um beijo apaixonado sendo prontamente correspondido por Camus. O colocou com todo o carinho em sua cama vendo os cabelos rubros acobreados espalharem-se o deixando extasiado.

O grego acariciou o rosto e os cabelos de Camus o beijando de forma doce e calma.

–Eu amo você meu menino. Amo você. – O beijou com paixão tocando seu corpo avidamente. Camus apenas deixou-se tocar gemendo baixinho, sorrindo feliz nos braços de Milo.


 

Continua...


Notas Finais


Até o próximo capítulo.


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