História Casamento Arranjado - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Miro de Escorpião, Shun de Andrômeda
Tags Drama, Romance, Saint Seiya, Yaoi
Exibições 246
Palavras 3.919
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura

Capítulo 7 - Amor, sexo, beijos, confusões e aquela roupa...


                           Amor, sexo, beijos, confusões e aquela roupa...

 

Camus entregara-se sem reservas aos beijos e toques de Milo, tanto que começava a tocá-lo também. O loiro o sentou em sua cama e colocou as mãos na barra de sua camisa fazendo menção de levantá-la e o ruivo ergueu os braços sentindo a peça passar por seu corpo.

O grego voltou a beijá-lo e tocá-lo com carinho aproximando-se mais e beijando seu queixo descendo por seu pescoço, por seu tórax, chegando aos mamilos durinhos que logo ficaram vermelhos, ao serem abusados despudoradamente pelo loiro.

Voltou a deitá-lo em sua cama o olhando, assim tão branquinho, os cabelos rubros espalhados nos lençóis. Parecia um anjo! Retirou sua própria camisa mostrando seu corpo moreno e forte, o que fez Camus ofegar.

–Estaremos casados dentro de poucos dias, mas eu quero te fazer meu Camus, eu quero ser seu homem. – Lambeu os lábios do francês que gemeu com o ato.

–Me faça seu Milo. – Não resistindo mais a tentação o loiro arrancou a calça e a cueca do menor. –Ahh!

Camus gemeu e ofegou por antecipação deixando gotas de seu pré-gozo escorrer por seu membro excitado, e Milo os recolheu com sua língua o fazendo ter espasmos e se contorcer desejoso.

–Milo... –o grego lambeu com ardor a glande de Camus que se remexeu na cama agarrando os lençóis, louco de prazer.

O loiro sorriu ao perceber o estado que deixara o amante e o abocanhou inteiro usando a língua por todo o membro dele sempre no sentido contrário, aumentando a sucção junto aos gemidos do rapaz.

–Eu não vou aguentar Mi... Milo. – Tem fortes espasmos e gritando por seu noivo gozou em sua boca.

Camus ofegava seu peito subia e descia e Milo ficara extasiado assistindo a belíssima cena e ao perceber o olhar de luxuria do grego o jovem ruborizou e sendo beijado profundamente.

Ao terminar o beijo Milo pegou uma almofada e pôs no centro da cama.

–Camus deite-se de bruços sobre ela. – O ruivo o obedeceu sem hesitar.

Milo retirou os cabelos ruivos das costas do amado e começou a beijá-lo iniciando da nuca, descendo por sua espinha, mordendo as nádegas redondinhas e as abrindo bem. E foi naquele momento que Camus gritou ao sentir a língua do loiro em sua entrada.

–Meu Deus! Milo... ahh...ahh... –tinha espasmos intensos, a língua daquele homem o adentrava na medida em que suas mãos afastavam suas nádegas, era lambido, mordido, sentia tanto prazer, gemia tanto que não sabia se aguentaria aquilo por muito mais tempo.

–Está gostoso amor? – Camus apenas gemeu sem condições de responder e Milo continuou com sua língua maravilhosa a enlouquecê-lo.

Até que de repente o vira o encontrando com o rosto carmim, ofegante com os lábios vermelhos abertos buscando por ar.

–Coisa mais linda! –Apaixonado Milo o beija.

Sem mais poder se conter o grego se despiu, logo após levando seus dedos à boca de Camus que os sugou com volúpia, o que deixou Milo ainda mais excitado precisando se segurar pra não gozar antes da hora.

O loiro inseriu seus dedos um a um no noivo, que sentiu um grande incomodo inicial, mas seu ponto máximo de prazer fora atingido e Camus dera um grito mudo e se contorceu extasiado.

–Milo... Eu não to aguentando. – O ruivo já falava com certa dificuldade. –Vem pra dentro de mim.

–Ohhh... –gemeu ao adentrar o corpo apertado e virgem de Camus, este se retesando sentindo alguma dor. –Camus...

–Ahh, Milo. – O mancebo mordeu os lábios tentando conter a dor. –Milo dói, devagar.

O grego conteve o ímpeto de estocá-lo com força e parou esperando que a respiração de Camus se normalizasse. Quando enfim o sentiu relaxar começou a adentrá-lo devagar vendo os gemidos do ruivo se transformar, tornando-se cada vez mais prazerosos.

Aos poucos o ato se intensificava e desesperado de prazer Camus agarrava os cabelos de Milo, gemendo alto e loucamente pedindo por mais, o noivo o obedecera entrando e saindo com força do corpo amado.

–É tão gostoso, Milo... –ah ele era tão doce seu anjo ruivo! Sorrindo o loiro o beijou intensamente ondulando o quadril acertando em cheio a próstata do rapazinho.

Camus arqueava seu corpo, Milo o explorava, o marcava o tocava de modo a aumentar seu prazer. Transformaram-se um, misturavam suas peles dourada e alva numa dança sensual e quente.

Banhados de suor e amor, eles bailam entre gemidos de prazer e juras de amor eterno, gozando juntos chamando-se por seus nomes.

–Te amo Milo. – A voz saiu um tanto languida ainda envolta pela sensação do forte orgasmo.

–Eu também amor, te amo muito Camus. – Sorriram e se beijaram voltando a se amar.

¨¨¨¨

 Era madrugada e o casal ainda dormia entrelaçado na cama do loiro, quando um chorinho acabou por acordá-los.

–O que é isso? – Perguntou Camus sonolento, sem entender bem o que estava acontecendo.

–O Shun, meu filhinho. – Milo levantou-se correndo vestindo-se e indo para o quarto dos meninos.

Camus percebeu que ao lado da cama do noivo sobre a cômoda havia uma babá eletrônica, e mesmo sem intensão, acabou escutando o diálogo entre pai e filho.

–Shun meu anjinho, o que houve? – A voz de Milo demonstrava sua preocupação com o pequeno.

–Papai, tive um sonho uim. – A vozinha de Shun saiu embargada pelo choro.

–Meu amor, já passou. –O pai o consolara o trazendo para seu colo.

–Me deixa mimi com você papai? – Pediu o pequeno docemente.

–Shun, você já é um rapazinho. Olha, o Ikki e o Hyoga estão aqui com você...

–Mas, tem biso papão...

–Milo traga-o para seu quarto. –Camus que havia entrado em silêncio abaixou-se de frente aos dois tocando os cabelos do menor. –O papai é forte Shun, se o bicho papão chegar perto de você, o Milo dá uma surra nele.

O pequeno abriu um enorme sorriso para Camus.

Vedade? – Shun ficara animado.

O ruivo sorriu respondendo:

–Verdade Shun. – O garotinho abriu os bracinhos para Camus e o francês o pegou o beijando, isso trouxe uma alegria imensa ao coração de Milo.

–Sabia que você era a pessoa certa. – O grego disse sorrindo fazendo uma carícia nos rostos de seus amores, Camus e Shun. –Vamos para o nosso quarto.

Estendeu a mão ao ruivo que a segurou firme e levou-os para a cama, deitaram-se, com Shun ao meio do casal.

Milo e Camus, o acariciaram até o menino voltar a dormir e agora bem mais tranquilo.

–Ele é muito lindo, Milo! – O ruivo tocava os cabelinhos castanhos do menino. –Parece um anjo!

Camus sorriu com o sorriso que recebeu do amado.

–Eu quero cuidar dele e de Ikki também, quero que sejamos uma família. – Ao ouvir aquilo, Milo levantou-se um pouco para alcançar os lábios do rapaz.

–É tudo que mais quero meu amor. Que nós dois, Shun, Hyoga e Ikki sejamos uma família. – Concordou Milo feliz.

Ficaram assim, fazendo carícias um no outro e no pequeno Shun até que ambos acabaram por se entregar também ao sono.

 

¨¨¨¨

Ikki entrou na sala de jantar e encontrou a mesa posta, nela Hyoga tomava o café da manhã junto a Milo. O moreno parecia realmente irritado.

–Bom dia meu filho! – O pai o cumprimentara com um maravilhoso sorriso. –Que carinha é essa Ikki? O dia está lindo, o sol brilhando e os pássaros cantando...

–Bom dia Ikki! – Agora era o pequeno loiro que o cumprimentava.

–Não tem nada bom. – Resmungou o garoto mais velho.

–Ih, levantou mal-humorado. – O pai balançou a cabeça em negativa. –Ikki o que está acontecendo com você, hein meu pimpolho?

–Não sou pimpolho. O Shun é um pimpolho. Eu sou um homem. – Retrucou o menino emburrado.

–Ok, meu homenzinho. O que está acontecendo com você? – Milo o trouxe para seus braços e o beijou carinhosamente. –Quer conversar com o papai?

–Não é nada papai, pode ir trabalhar agora. –Beijou o pai.

–Vou sim que já estou atrasado, mas Ikki assim que eu chegar nós dois vamos conversar. Ouviu rapazinho? – Estava realmente preocupado com a carinha de tristeza do filho, mas sabia que ele não iria falar nada àquela hora.

–Tudo bem papai. –Milo o beijou novamente e o pôs no chão indo até Hyoga o pegando e o beija também.

–Bom dia meus anjos, cuidem bem um do outro. – O loiro se despediu dos garotos. Porém, antes de partir, Milo deixou instruções para que não acordassem Camus e que cuidassem dos meninos, Ikki e Hyoga.

Era início das férias e as crianças estariam mais livres, momento mais impróprio pensava o grego, que por sua vontade estaria na cama com Camus. Faltavam poucos dias para o casamento, deixaria para tirar uns dias só com seu amado depois.

Sorriu feliz ao pensar em passar um tempo só amando aquele ruivinho lindo e gostoso...

–Você tá triste comigo, Ikki? –Perguntou Hyoga com os olhinhos azuis brilhando já marejados.

–Não, não é com você. Então, não chora Hyoga. – Limpou com o dedinho uma lágrima que descia pelo rostinho do menor.

–Não?

–Não é com você. É com o Shun. – Ikki se emburrou novamente.

–Mas, o Shun tá dormindo Ikki. – O loiro franziu o cenho não entendendo nada.

–Eu sei que ele tá dormindo. Só que ele tá dormindo abraçadinho no seu irmão. – Fez uma expressão triste. –Seu irmão quer roubar o Shun de mim.

–Você acha? –Perguntou Hyoga assustado. – O Camus não faria isso. Será que ele não me quer também?

–Eu não sei Hyoga. Mas, o Shun parece um bebê e eu sou grande, acho que o papai e seu irmão vão se casar e vão querer ter um bebê.

–E nós vamos ficar sozinhos? – As lágrimas do loiro recomeçaram a descer.

–Acho que sim. Mas, e se a gente se casar primeiro, Hyoga? –Sorriu como se tivesse tido uma grande ideia.

–A gente? Como? – O menor arregalara os olhinhos, curioso.

–Se nós dois casamos primeiro, Shun poderá ser nosso bebê. – Concluiu Ikki mais animado.

–Tudo bem. Se é assim eu me caso com você, Ikki. E aí o Shun vai ser nosso filho. –Parou pensativo. –Mas, Ikki como vamos fazer pra casar?

–Nos beijar, oras igual meu pai beija seu irmão. – Sorriu o que fez Hyoga sorrir também.

Ikki se levantou da cadeira e foi até o loiro, segurou as mãozinhas dele e o puxou colando seus lábios nos dele. Logo se separam e acharam graça do que fizeram resolvendo repetir o singelo beijo.

–Mas, o que está acontecendo aqui? –Hyoga foi puxado com força e jogado no chão. –O que está fazendo com meu neto seu delinquente anormal?

–Não faz assim com ele sua bruxa! – Ikki gritou e pô-se a frente de Hyoga. –Eu sou o marido dele.

–É isso que aquele ordinário do Milo ensina para vocês? Perversão? – Olhava indignada para as duas crianças, Ikki devolvia o olhar desafiadoramente e Hyoga sem entender nada e sem saber de quem se tratava, a olhava assustado.

–Senhora, são crianças... –uma das empregadas que ouvira a confusão correra em auxílio dos meninos.

–Cale a boca serviçal. –Gritou com a moça. –Onde está o Shun? Eu vou levar vocês dois agora mesmo.

Agarrou os bracinhos de Ikki e o começou a arrastá-lo.

–Não eu não vou com você. – Gritava o menino e se debatia tentando fugir da mulher.

–Solta ele sua malvada. –Hyoga levantou-se e gritou também enquanto a empregada correia para cozinha e ligava para Milo.

Toda aquela comoção acabou por despertar Camus e Shun. O ruivo pensou em deixá-lo longe de todo aquele barulho, para não o assustar mais, porém percebeu que ficar ali só seria pior para o garotinho.

–Vem Shun. – O menino estendeu os bracinhos e rapidamente Camus saiu com ele do quarto e desceu as escadas o mais rápido que podia com a criança nos braços.

–O que está acontecendo nessa casa? – Perguntou ao ver a mulher arrastar Ikki, empurrar Hyoga e os dois meninos fazerem força para livrar-se da mulher. –Tire as mãos deles sua louca.

–Então é você? É pior do que eu pensava.... Contaram-me que o degenerado do meu ex-genro se casaria com um homem, mas você não é um homem é uma criança. – Disse horrorizada.

Camus colocou o pequeno no chão e avançou na mulher tirando Ikki e Hyoga das suas mãos.

–Desgraçado! Vou levar meus netos desse antro...

–Isso não é um antro é uma casa de família. – Vociferou. –Uma família que se ama, mesmo sendo diferente. Ponha-se daqui pra fora e nunca mais toque em meus meninos.

–Moleque insolente vou agora mesmo procurar a justiça. Quero ver o que acontecerá quando souberem o que está acontecendo nessa casa...

–E o que está acontecendo? Somos noivos, maiores de dezoito anos, estamos de casamento marcado e nos casaremos diante da justiça espanhola...

–Oras, fazem coisas sujas perto de três crianças. Depravados! – Gritara a mulher. – Vou tirar meus netos ainda hoje de vocês.

–Nós amamos os meninos nunca os expomos a nada...

–Não? Então, porque esse moleque aguado estava beijando meu neto na boca? – A mulher apontou para Hyoga.

Camus assustou-se com a informação, mas recompôs-se no mesmo instante. –Não fale de meu irmão bruxa. –Saia agora dessa casa. Você não foi convidada e está invadindo propriedade privada.

Apesar de contra a sua vontade, a avó dos garotos vira que Camus tinha razão. O melhor que ela poderia fazer é ir à justiça e contar que aqueles pervertidos estavam expondo seus netos a coisas indecentes e imundas.

O ruivo a acompanhou até a porta, fazendo questão de pô-la de lá para fora, exigindo que ela não voltasse sem ser convidada ou chamaria a polícia.

Quando Camus, voltou encontrou três pares de olhinhos molhados e assustados.

–Não deixa ela levar a gente, Camiyu. – Pediu Shun correndo para os braços do ruivo.

–Nem Milo e nem eu, permitiremos isso crianças. – Pegou Shun no colo e sentou-se no sofá fazendo sinal para Hyoga e Ikki aproximarem-se.

No mesmo instante Hyoga correu e o abraçou, mas Ikki ficou ali parado, ainda apreensivo.

–Venha aqui Ikki. – Camus o chamou. –Você não quer ficar pertinho de nós?

–Você quer me roubar o Shun. – O moreno o olhou feio.

–Não, Ikki. Quem te disse uma coisa dessas? – Ficou confuso com a declaração do menino.

–Shun sempre dorme abraçado comigo, mas hoje eu o vi abraçado com você...

–Ah, então é isso Ikki. –Pôs o menor no sofá e sentou Hyoga a seu lado. –Ikki seu pai e eu iremos nos casar, você sabe não sabe?

–Sim eu sei. Tudo bem, meu pai está sorrindo muito depois que te conheceu, mas eu não quero ir embora e nem ficar sem meu irmão. Hyoga e eu vamos nos casar primeiro aí podemos ter Shun como nosso filho. – Ikki disse tão inocente que Camus não conseguiu conter o riso, o que deixou o menino ainda mais bravo.

–Não deboche de mim, eu não vou te dar o meu irmão. – Gritou e fez menção de correr, mas Camus o segurou pela mãozinha.

–Não é nada disso Ikki. Querido, seu pai e eu amamos vocês três e queremos os três. – O pequeno moreno o olhou espantado. –Ikki, não sei exatamente de onde tirou isso, mas Milo e eu queremos ter uma família. Isso inclui o Shun, o Hyoga e também você. O Shun continuará sendo o seu irmãozinho para sempre e agora Hyoga também será. –Acariciou o rosto do menino que começara a demonstrar que acreditava nele. – Você e o Hyoga não precisam se casar para cuidar de Shun. Milo e eu somos adultos e cuidaremos de vocês.

–Mas, agora que Hyoga e eu nos beijamos temos que nos casar... – sentenciou o garoto.

–Vocês fizeram isso mesmo é? – Perguntou meio desolado aquilo ainda os ia criar problemas. Como poderia ter de lidar com tantos problemas ao mesmo tempo? Ele só tinha dezoito anos.

–Fizemos sim. E você e meu pai também por isso vão se casar e querem um bebê. Hyoga e eu também. – Concluiu o pensamento o pequeno Ikki.

– Ikki, mas não é por esse motivo...

–Camus, a Maria ligou me dizendo que a Ume estava aqui arrumando a maior confusão. O que aquela bruxa fez? –Não gostava de falar assim da ex-sogra perto das crianças, contudo estava muito nervoso não medindo as próprias palavras naquele instante.

–Ela empurrou o Hyoga e apertou meu braço. – Ikki fez beicinho.

–Ah, meus meninos! –Milo se abaixou pegando os dois no colo. –Eu vou chamar meu advogado vou impedir a entrada dela nessa casa.

–Viram meninos o pai de vocês vai resolver tudo. – Camus sinaliza com o olhar que não era tão simples assim, mas não queria assustar mais as crianças. –O Shun ainda não tomou seu café da manhã. Venham crianças fazer companhia a ele.

Camus pegou novamente o pequeno nos braços e Milo seguiu com os outros dois nos seus. Alimentaram o menor, e acabaram comendo algo para acompanhá-lo. Tranquilizam os meninos e os mandam brincar em seu quarto.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨

–Agora me fala Camus o que aconteceu aqui? – Tocou os cabelos ruivos o trazendo para seus braços percebendo o quanto ele estava mexido com toda aquela situação.

–Ela parecia uma louca, Milo. Eu tive de me controlar. A minha vontade era de bater nela. –Deitou-se no peito forte do amante. –Ela veio envenenada por saber que íamos nos casar e ainda viu...

Ficara em silêncio. Como Milo iria receber aquela notícia?

–O que ela viu amor? –Levantou o rosto de Camus o olhando nos olhos.

–Ikki e Hyoga se beijando... – sussurrou meio sem jeito.

–Se beijando? Na boca? – Milo arregalou os olhos azuis esverdeados, não acreditando no que estava ouvindo de seu noivo.

–Sim. Ikki me disse que vão se casar pra ficar com Shun... Eu sei lá o que deu na cabeça deles. Acho que pensam que vamos nos casar e ficar só com o Shun, ele pensa que quero tirar o irmão dele. – Camus explicava a Milo, o que ele também ainda não tinha entendido muito bem.

–Meu amor, isso é coisa de criança. Eles têm imaginação muito fértil sabia? – O loiro sorriu o beijando. –Não se preocupe tanto.

–Como não me preocupar, Milo? Somos homens sabe como essas coisas funcionam se nos acusarem de sermos má influência para os meninos os perdemos.

–Camus, a Ume quer dinheiro não meus filhos. Pior fez ela os agredindo. Vou ligar agora mesmo para meus advogados e vou pegar pesado com essa mulher. Ninguém toca nos meus filhos.

O ruivo sorriu. –Seus filhos?

–Sim o Hyoga também é meu você não sabia? – O beijou carinhoso. –São nossos filhos, meu amor.

O beijou apaixonadamente, sentindo o gosto dele e o desejando, já o apertando entre seus braços.

–Não Milo, aqui não. – Falou o ruivo, mas sem muita força para resisti-lo. – Os meninos...

–Os meninos. – Repetiu o grego.

–Sim Milo, os meninos...

–Vou ligar para os advogados antes que eu perca a cabeça e te faça meu aqui mesmo. – Selou os lábios do ruivo com um beijo.

Vinte minutos depois Milo voltou com um grande sorriso nos lábios.

–Temos um grande plano para parar com as sandices daquela maluca. – Abraçou o amado pela cintura. –Onde estávamos mesmo?

Cheirou o pescoço de Camus o beijando. O rapaz o segurava pelos braços e tentava o empurrar, mas não resistia Milo, e logo se entregou ao beijo intenso de seu amado, segurando-o pelos cabelos, sentindo o loiro o suspender e encostar mais seus corpos.

O beijo se intensificava, as línguas se buscavam numa deliciosa batalha, e o ruivo gemia sem pudor ao sentir as mãos do grego em suas nádegas.

–Epa! É para isso que existe cama! – Gargalhou Afrodite que entrava pela sala adentro na companhia de Misty.

Camus se soltara dos braços de Milo e tanto seus lábios quanto sua face encontravam-se vermelhos. Já o loiro ficara completamente frustrado, e tudo que queria era matar aqueles dois...

–Ai que fofo! – Disse Misty. –Ele está apaixonado. Será uma linda noiva!

–Linda noiva será a vovozinha. – Vociferou o ruivo se recompondo.

–Camus seu casamento é em três dias...se esqueceu de ir experimentar sua roupa? – Enfim, Afrodite se lembrou do porquê de estarem ali.

–A reforma está terminada, a casa toda arrumada para a recepção, só a ornamentação do jardim ficará para a manhã do matrimônio. –Continuava Misty super empolgado. –Está tudo tão lindo! Digno de uma princesa.... Um príncipe. – Se corrigiu rápido.

–Vocês poderiam trazer a roupa eu me vestiria aqui mesmo...

–Nem pensar. –O sueco interrompeu Camus. –E correr o risco de ser visto por seu noivo?

–Eu adoraria ver como meu anjo ruivo ficará para ser enfim meu marido! –Exclamou Milo.

–Isso dá azar. Sabia, senhor gostosão? –Respondeu Misty de forma afetada.

–Venha logo, Camus. Para loja já. – Ordenara Afrodite.

–Isso mesmo lá poderá ser feita as correções necessárias para a roupa. – Sentenciou Misty e ambos saíram carregando Camus pelos braços.

Milo riu da cara frustrada do noivo sendo levado por aqueles loucos varridos.

–Não demora amor, eu cuido das crianças. – Disse a ele antes que saísse pela porta.

–Milo, você bem que poderia dar um jeito nisso. –O ruivo saiu resmungando.

–Bem já que perdi um dia de trabalho vou ver como andam meus pestinhas!

Subiu ao quarto dos meninos e por incrível que pudesse parecer às crianças estavam brincando como anjos. Não isso não poderia ficar assim, tirou o paletó e a gravata os chamando para brincar, momentos mais tarde já se ouviam de longe os gritinhos e risadas infantis dos meninos.

Milo aquietou o coração ao vê-los felizes. Teve certeza que o que acontecera mais cedo fora esquecido. Mas, ainda precisava conversar e esclarecer algumas coisas com seus anjinhos beijoqueiros.

 

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Os três rapazes entram em uma loja luxuosa de roupas especializadas em casamentos, óbvio que Camus não escolhera aquilo. “Como se ele tivesse mesmo alguma escolha! ” – Pensou um tanto quanto irritado.

–Pierre! – Afrodite chamou assim que viu o especialista em moda que havia contratado para ajudá-los com a roupa do mancebo.

–Afrodite, querido! Como demoraram! – O homem de pele clara e cabelos negros beirando aos quarenta parecia disfarçar a irritação. –Tenho horário fofa!

–Nos desculpe tivemos alguns contratempos..., mas, está sendo muito bem paga para esperar querida, o tempo que for necessário. – Disse Afrodite com bastante acidez.

–Queridinhas amigas! – Tentava contornar a situação o loiro francês. –Temos um casamento fabuloso para realizarmos, o noivo tá esperando...

Camus revirou os olhos. Onde inferno ele tinha se metido?

–Esse é o noivinho? Ah, mas vocês tinham razão ele é lindinho mesmo! – Beijou o rosto do rapaz que se assustara um pouco. –Sou Pierre D'Alembert, muito prazer em conhecê-lo jovenzinho.

–Sou Camus Rousseau. O prazer é, meu senhor D'Alembert. –Cumprimentou o profissional.

–Venham, venham ver as belíssimas roupas que separei para o noivinho.

Todos os seguiram para uma sala separada apenas para Camus provar as roupas.

–Ruivinho, fomos unanimes ao escolher essa roupa aqui para você. Olha o que me diz? – Afrodite entregou a roupa para Camus. –Claro que temos outras, mas essa é a sua cara.

–O que? –O ruivo arregalou os olhos quando viu aquela roupa em sua frente.

–Estão loucos? Nem morto eu me visto assim. Estão me ouvindo!?Nem morto. –Vociferou.

Não ele nunca iria aceitar se casar com aquela coisa rosa, com aquela roupa estranha, nem pensar.... Parecia um pesadelo...

–Mas, isso agradaria tanto a seu homem! É tão sexy! – Disse Misty. –Você não quer fazer o Milo feliz? Não quer o ver sorrindo, Camus ao te ver entrando perfeito só para ele?

Camus ficara pensativo, realmente queria ver o sorriso lindo de Milo para si. Mas, será que Milo o queria vestido assim em seu casamento? – Perguntou-se confuso.

 

Continua...


Notas Finais


Beijos e até o próximo capítulo


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