História Casamento Arranjado- Pride And Prejudice - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Camus de Aquário, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Kanon de Gêmeos, Mascára da Morte de Câncer, Miro de Escorpião, Misty de Lagarto, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Shunrei, Shura de Capricórnio
Tags Drama, Romance, Saint Seiya, Yaoi
Exibições 143
Palavras 3.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bem, essa é a continuação de Casamento Arranjado, porém, ela não é levinha como a outra e eu não poderei estar postando sempre, pois ela ainda está em andamento. A todos que resolverem se aventurar nessa continuação comigo: Sejam - bem vindos e obrigada pelo carinho.
Se você não leu Casamento Arranjado é aconselhável que a leia primeiro, porém, não acho que necessariamente vá interferir demais na leitura dessa, contudo como ela ainda está em andamento e caso eu insira algum personagem ou algum gancho da primeira pode ficar confuso de entender a trama.
Beijos a todos

Capítulo 1 - Por capricho


Alguns anos depois...

 

                      Por capricho

 

A crise que atingira a Europa fora violenta, entretanto nenhum país foi mais afetado que a Grécia...

 Dion Cicreu fora acertado em cheio pela crise, fora nocauteado em seu orgulho, acabara mergulhado em dívidas das quais não teria como se livrar, fato agravado pela terrível doença que acometera sua bela esposa Karina. Perdera suas empresas, seus bens mais preciosos. Fora a bancarrota.

 Sem poder mais recorrer a bancos, Dion pedira dinheiro a agiotas, não para suas empresas, mas para o tratamento de sua esposa, entretanto Karina ainda doente continuava a gastar, encurralado o grego junto a sua companheira e seu filho mais jovem ,Aiolia, fugira para Espanha, onde seu filho mais velho Aiolos, residia com seu esposo Shura, uma relação desaprovada pelo pai, que agora a via como providencial...

¨¨¨¨¨¨

 O DJ Shura era famoso por toda Europa, era um homem rico, e Aiolos era um jornalista premiado e muito bem relacionado. Com toda a consideração abriram as portas de sua casa para os parentes do grego. Imediatamente especialistas foram acionados para cuidarem da doença misteriosa de Karina. No entanto Dion não se sentia bem ao estar ali parado sem ter o que fazer, precisava reerguer-se reconstruir seu império... E foi quando viu em uma revista sobre a mesa a imagem imponente do empresário Milo Chrissaki e sua bela família, e uma ideia ambiciosa passou por sua cabeça...

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

 Camus estava parado já algum tempo só o observando; o viu sair da piscina e jogar os cabelos para trás e a água escorrer por seu dorso nu e moreno. Seu marido era um homem lindo, e quanto mais velho mais belo ficava. Milo era como o vinho melhorava com o tempo. Podia parecer clichê, uma frase feita, mas o grego era mesmo assim.

 Seu corpo começava a reagir à visão daquele deus, sentia-se um depravado, mas o que poderia fazer se desejava aquele corpo, se morria de prazer naqueles braços fortes e morenos, se era sempre seduzido pelo sorriso safado de seu marido? Se Milo o satisfazia em todos os sentidos...

 Viu-o vestir-se em um roupão de banho e tomar um pouco do suco daquela forma sensual que só ele tinha, engoliu em seco, estava muito excitado. Não resistiria mais, se moveu em direção aquele homem lindo, queria-o agora.

 —Paiiiii! – Ouviu um grito do menino de cabelos castanhos que vinha correndo abraçar o loiro. – Eu encontrei uma cachorra com dez filhotinhos, abandonados... Posso ficar com eles?

 —Qualquer dia você traz um leão, Shun. – Retrucou o irmão mais velho vindo logo atrás, jogando a mochila no chão.

 —Pai, eu to com muita dor de cabeça. – Vinha o loiro também abraçando Milo, assim como Shun já o fizera.

 —De novo Hyoga? – O grego tocou a testa do garoto. – E está febril.

 Milo olhou para trás vendo Camus parado completamente decepcionado, como se alguém o tivesse tirado o pirulito.

 —Demorou.... Perdeu! – Sorriu luxurioso.

 “Ah grego safado, sabia que eu estava o observando o tempo todo! ”

 —Shun traga a cachorra, mas precisa chamar à veterinária. Cuide dela e dos filhotes, mas depois arrume alguém para doa-los. – Milo diz beijando o filho menor. – Ikki ajude o seu irmão.

 —Ah fala sério! Shun pensa que é Francisco de Assis, e ainda sobra para mim... – resmungou o moreno, que antes de sair olhou para Hyoga que ainda se encontrava nos braços de Milo. – E você loiro, já inventou uma doença para se livrar, esperto!

 —Não enche Ikki! – Retrucou Hyoga.

 —Andem meninos. – Ordenou Camus. – Depois tomem um banho e entrem para o almoço.

 Camus aproximou-se dos loiros e tocou no rosto do menor.

 —Está quente. Hyoga eu marquei uma consulta para você amanhã pela tarde...

 —Camus...

 —Não tem essa de Camus dessa vez. Essas suas dores de cabeça têm se tornado constantes. – Ralhou o ruivo.

 —Camus tem razão, Hyoga. Agora suba, tome um banho, que a Maria te levará uma sopa. Daqui a pouco vou vê-lo para saber se está melhor. – O grego ordenou sendo prontamente obedecido.

 —Agora você meu marido lindo! – O loiro circundou a cintura delgada de Camus. – Estou louco para tê-lo nu em meus braços, e provar essa pele branquinha e sardenta, de pelos rubros e finos, de mergulhar em você meu príncipe francês...

 —Milo, para com isso os meninos estão por aí... ahhh! – Sentiu a pele do pescoço sugada pelos lábios do marido, que subiu o lambendo, alcançando seus lábios e os tomando em um beijo viril.

 Camus ofegava completamente entregue nos braços daquele grego maravilhoso.

 —Não Milo, não aqui...

 —Senhor Milo, senhor Camus. Boa tarde! – Depararam-se com um sorriso jovial da bela moça que os observava.

 O ruivo bateu com o rosto na clavícula de seu esposo. Aquilo só podia ser brincadeira!

 —Boa tarde June. O Shun está lá atrás cuidando de novos animais abandonados, pode ir para lá. – Milo tratou de logo a despachar e com um sorriso enorme a menina correu a direção que lhe fora mostrada.

 —É acho melhor esperarmos a noite. – O ruivo soltou-se do agarre do marido. –Não é engraçado o Shun está namorando essa garota?

 —Por quê? Por ele ser mais delicado que nossos outros dois filhos?

 —Não por isso, Milo. Mesmo porque o Ikki não seria delicado nem perto do Shrek, vamos combinar!

 —Camus fazendo gracinhas! – Milo gargalhou.

 —Sério Milo, o Shun tem dezessete anos e já namora, enquanto o Ikki e Hyoga nada. Será que tem algo errado com nossos meninos?

 —Ah o problema não é o Shun e sim Ikki e Hyoga! – Suspirou Milo tocando o queixo. – Hyoga também tem dezessete, Camus ele é só uns meses mais velho que o Shun, e o Ikki ainda não fez dezenove. Os dois ainda são jovens, talvez não tenham encontrado alguém que os interessasse de verdade. Lembra que quando eram pequenos viviam se beijando por aí e diziam que iam se casar, mas cresceram e pararam com isso. – Milo achara graça ao recordar o namorico entre os dois filhos. – O Ikki sabe como é né? Some por aí, e ele é fechado, não se abre muito comigo. O Hyoga parece você em miniatura... Eles são jovens, Camus, não se preocupe daqui a pouco eles aparecem por aqui com alguma namorada ou namorado... O Shun é doce, faz amigo em qualquer lugar, é natural que as pessoas se aproximem mais dele. Relaxa, meu amor!

 —Provavelmente você tem razão, Milo. E na verdade o que vem me preocupando mesmo são essas dores de cabeça constantes do Hyoga, mas amanhã vamos ao médico e saberemos o que está acontecendo.

 —Isso mesmo amor. Pensamento positivo. – Milo estalou seus lábios. –Vamos apressar esses moleques ou esse almoço não sairá nunca.

 ***

Hyoga acabara de tomar um banho, porém não tinha vontade de descer e muito menos de esperar o almoço em seu quarto. Sentia-se meio fraco e cansado. Pretendia se vestir e dormir, quando ouvira um barulho na porta e Ikki entrando por ela sem esperar sua permissão.

 —Ikki não sabe bater? – Perguntou irritado.

 —To cansado de te ver pelado, loiro. – Retrucou o maior sem se importar.

 —Que seja. –Não estava a fim de discutir com o moreno àquela hora.

 —Hyoga você está horrível, sabia? – Ikki perguntou o analisando.

 —Ah muito obrigado Ikki por tentar levantar o meu astral!

 —Sério Hyoga, você deveria tomar mais sol, está branco igual a um pedaço de papel. – O moreno o levantou o analisando, os dois encontravam-se de frente um para o outro. - Até seus olhos estão estranhos.

 —Me deixa Ikki. – Hyoga pediu ao ter o moreno o avaliando e tocando seu corpo.

 —Puta que o pariu! –Ikki soltou uma exclamação alta. –Quem foi que bateu em você? Eu mato o desgraçado...

 —Ninguém me bateu Ikki. – Hyoga bufou.

 —Não!? E o que é isso nas suas costas? – Ikki o levou até o grande espelho que era a porta do guarda roupas do loiro.

 Hyoga viu a mancha arroxeada em sua pele, deveria ter batido em algum lugar, porém, não se lembrava de como acontecera.

 —Ah isso? Devo ter batido em algum lugar... Ikki pare de querer bater em todo mundo. Você não precisa mais defender ao Shun e a mim, nós crescemos...

 —Vocês são meus irmãos e eu protejo vocês sim. – Emburrou-se.

 —Eu não sou seu irmão! – Hyoga disse imediatamente.

 —Não! Então, por que chama o Shun de irmão e o Milo de pai? – Ikki sorriu de lado vendo o loiro ficar confuso e um tanto perdido.

 —Por quê? Por que eu não sei, Ikki. não me perturbe, eu estou cansado e quero dormir. –Hyoga sentou-se na cama.

 Ikki se aproximou o ajudando a se secar e a se vestir, apesar de a princípio o loiro ter resistido um pouco.

 —Por que está aqui? Não era pra você estar ajudando o Shun? – Hyoga perguntou intrigado aceitando que Ikki o deitasse na cama e o cobrisse.

 —A June chegou... – disse apenas e o loiro entendera o motivo.

 —Sei, e aí eles começaram naquela melação e aqueles beijos intermináveis e apaixonados... – Hyoga sorriu divertido e o sorriso do loiro sempre o tragava para si, tanto que Ikki  aproximou-se o beijando nos lábios, porém, o beijo não demorara já que o garoto menor acabou por afastá-lo.

 —Não Ikki, não podemos; nós somos irmãos...

 —Você acabou de dizer que não éramos. – Ikki se emburrou dobrando os braços sobre o peito.

 —E não somos, mas para nossos pais, nós somos. Ikki melhor não arrumar esse tipo de encrenca, nossa família é unida e feliz...

 —Eu te amo. – Tentou beijar o loiro de novo.

 —Não Ikki. – Hyoga o empurrou, mas não tinha muita força no momento para resistir, porém, Ikki não o forçaria –E se nós brigarmos? Se algo der errado? Podemos prejudicar o relacionamento de nossos pais que é sério, maduro. Uma relação de amor que dura mais de treze anos. Não podemos Ikki, seria egoísmo de nossa parte.

 —E o que eu faço com todos esses sentimentos aqui dentro de mim, Hyoga? E você o que faz com os seus? Explica-me? Eu não to aguentando, eu quero um relacionamento normal... Eu quero transar Hyoga! –O moreno gritou enraivecido. – Eu sou jovem, tenho desejos. O que você quer? Que eu arranje outra pessoa pra transar?

 —Não, eu não quero isso, Ikki. – O loiro choramingou. – Eu quero muito transar com você, é tudo que eu mais quero, mas eu não posso. Nossos pais, nossa família, Ikki... Ah, ai.

 O loiro começou a gemer, sua cabeça latejava, e ele se afundou no travesseiro.

 —Me perdoa, me perdoa, meu amor. – Ikki arrependeu-se por tê-lo confrontado mesmo sabendo que Hyoga não andava bem. Sentou-se ao lado dele, virando-se em cima dele, sem pesar seu corpo no do loiro e beijou-o nos olhos que lacrimejavam. –Me perdoa.

 Ikki pedia um tanto desesperado.

 —Eu só quero dormir Ikki. – O loiro aninhou-se na cama.

 O moreno se levantou fechando as cortinas deixando o quarto no escuro.

 —Ikki eu estou com frio. – Sussurrou baixinho, e imediatamente ele recebeu mais duas cobertas, e o calor do corpo de seu amado que se deitou a seu lado acariciando seu rosto e o beijando algumas vezes com carinho.

 ***

 —E o Ikki não vem almoçar? – Camus perguntou ao ver o marido entrando na sala de jantar desacompanhado.

 —Ele e Hyoga estão dormindo. Estão tão bonitinhos que resolvi não os acordar. – O loiro beijou a testa do francês sentando-se a mesa. – E vocês Shun e June vão almoçar agora, não é mesmo? – Referia-se ao agarramento dos dois, mesmo a mesa o carinho exagerado não se dissipava. – Mas tarde nós dois teremos uma séria conversa garotão.

 Milo sorriu desarrumando os cabelos do filho. Estava preocupado com o rumo daquele namoro.

 —Tudo bem papai? – Shun também sorriu sabendo que lá vinha sermão. –E o Hyoga está melhor?

 —Amanhã iremos ao médico, não se preocupe Shun é coisa da idade. – Respondeu Camus confiante.

 O almoço foi servido e todos comeram conversando amenidades...

 ***

 —Aiolia sente-se aqui. –Dion Cicreu ordenara ao vê-lo entrar no quarto que ele dividia com a esposa doente. – Você tem assistido à derrocada de nossa família tem visto o sofrimento de sua mãe e a humilhação pública de seu pai. – Sentou-se em frente ao filho. – Você sempre foi um bom filho, obediente, responsável.

 —Papai vamos nos reerguer. Hoje mesmo começarei a trabalhar em uma lanchonete do shopping, é de um amigo do Shura. E o Aiolos está vendo um emprego para o senhor em uma empresa de um grande amigo...

 —Eu já fui dono de um império, Aiolia! – Exaltou-se o homem. –Acha que vou mesmo me conformar com esse empreguinho que seu irmão irá me arrumar?

 —Pai, o Aiolos tem sido bom e amoroso, mesmo depois do senhor o tê-lo rechaçado por saber que ele namorava um homem. – Lembrava-se bem de como o irmão fora tratado pelo pai, com desprezo, lembrava-se do quanto Aiolos sofrera e que apesar disso era generoso com toda a família que lhe virou as costas. –Ele e Shura abriram suas portas para nós e estão nos apoiando.

 —Achas mesmo que vou viver aqui junto com esses devassos, pecadores e pederastas por muito tempo? Vou morrer aqui, Aiolia e também sua mãe. – O mais velho usava de toda sua chantagem emocional.

 —E o que eu posso fazer para ajudá-los meu pai? – Aiolia conhecia bem o pai e suas artimanhas.

 —Está vendo essa revista? – Mostrou a publicação que tinha lido dias atrás.

 —Sim vejo. O que tem ela?

 —Esse é um empresário muito rico e bem relacionado aqui da Espanha, ele é grego, seu nome é Milo Chrissaki, um pederasta imundo como seu irmão.

 —Não fale assim do Aiolos pai...

 —Cale-se Aiolia e me escute. – O interrompeu com brutalidade. – Continuando... Milo é um empresário muito rico e de muito sucesso, ele tem o mundo a seus pés, como eu já o tive um dia. Ele casou-se com esse francês e eles tem três filhos. Procurei saber sobre os garotos. Ikki é o mais velho, tem dezoito anos, a idade ideal, porém ele é um rapaz difícil, então o descartei.

 —Descartou? – Franziu o cenho sem entender o que o pai estava pretendendo.

 —Apenas escute-me rapaz. – Ralhou o mais velho. –Esse aqui, é o Hyoga, não é filho legitimo, o bastardo de nada irá servir. Mas esse aqui o mais baixo, ele irá servir bem. Shun é seu nome. Infelizmente também é menor de idade. Porém é um menino doce, bondoso, preocupa-se com a causa dos animais entre outras bobagens desse gênero... E ele tem uma namoradinha boba, mas isso é fácil de tirar do caminho.

—Espera aí.... Eu estou entendendo direito ou o senhor quer que eu me envolva com esse menino? – Apontou a foto de Shun.

 —Não apenas se envolva, mas quero que se case com ele. – O olhar do mais velho tinha um brilho de crueldade.

 —Me casar? Mas nem o conheço papai! E o senhor é contra...

 —Já verifiquei, o Shura os conhece. Usou aquelas porcarias dele para tocar no casamento de Milo e Camus. – Tocou no ombro do filho. – Você o seduzirá o Shun, Aiolia, o beijará e fará o sacrifício de consumar o casamento, mas não se envolva por ele. Faça parte dessa família, você é um bom garoto, eles gostarão de você. Nós todos seremos uma grande e feliz família e uma vez próximo a Milo eu saberei bem o que fazer.

 —Não. Isso está fora de cogitação. Que absurdo! Isso é sujo, sórdido. Você quer os enganar, tomar o que eles têm e ludibriar um menino inocente... – Aiolia estava enojado só de ouvir aquela proposta nojenta. -Além do mais eu nem os conheço e se Shun tem uma namorada, ele nunca se interessaria por mim. Está pensando que é assim, você resolve que eu vou me casar com o garoto e do nada ele passa a gostar de homens?

 —Ai... Aiolia, por favor, obedeça a seu pai. –Karina que estava na cama ouvindo a conversa até aquele momento, gemeu quase inaudível.

 —Não mãe isso é errado. – Olhou novamente o rosto bonito e sorridente de Shun, ele parecia tão doce e gentil. –Olhe para os rostos deles, formam uma família adorável!

 —Eles são doentes e não merecem o que tem. – Vociferou o pai. – Eu mereço. Eu sempre fui temente a Deus, eu me casei com uma mulher e tive filhos com ela. É justo isso pelo que tenho passado, Aiolia? É justo que sua mãe e eu morramos nessa miséria?

 —Nós não estamos na miséria...

 —Me matarei Aiolia. Se não recuperar tudo que eu tinha. Não viverei assim humilhado, desprezado, dependendo da ajuda de um pederasta. – Cicreu vociferou.

—Mas quer roubar tudo que outro homem conquistou com seu trabalho honesto. Destruir uma família legitima por capricho. – Aiolia bradou, mas a mãe começara passar mal e ambos foram a seu auxilio.

 —Aiolia seu pai morrerá se ficar assim, pelo amor de Deus meu filho, faça isso por sua mãe. –Karina sempre amara o marido sobre todas as coisas e não se importava em fazer algo cruel até em seu leito de morte, desde que o visse feliz, mesmo se isso custasse à felicidade de um de seus filhos, ou de ambos.

 Não ajudara Aiolos, ao contrário o desprezara, não por sua condição sexual, mas pelo fato que ele envergonhara e fora contra a vontade do pai. Aiolia era menino quando vira tudo aquilo acontecer, sofreu muito por seu irmão, mas amava seus pais, especialmente sua mãe, que para si sempre fora amorosa. Talvez por ele sempre ter se calado e os obedecido. Talvez por ele sempre ter trazido orgulho aquela família.

 —Se acalme mãe. Tudo ficará bem. – Aiolia a consolava preocupado.

 —Então meu filho fará o que sua mãe pediu? – Sentiu os olhos de seu pai o queimando.

 Dion passara dos sessenta anos e apenas não queria recomeçar do zero, queria restaurar seu nome, e achava que tinha mais direitos que aquela família, por ela ser diferente. Aiolia jamais compactuaria com algo assim, era contra tudo o que acreditava, contra seus princípios. No entanto, não era fácil ver seus pais, especialmente sua mãe doente o implorando. Era um capricho tolo, Aiolos os estava ajudando, eles iriam reerguer-se não precisavam daquela maldade. Poderiam não ser mais poderosos, mas ninguém ali estava morrendo de fome...

 —Aiolia. –Sentiu a mão magra e pálida da mãe na sua. –Prometa meu filho, prometa que ajudará o seu pai no que for preciso.

 A voz era fraca, e os olhos opacos vertiam lágrimas intensas, ele mortificou-se com a aparência cadavérica de sua mãe.

 —Eu prometo minha mãe. – Sentiu seu coração se apertar. –Eu prometo fazer o que for preciso para ajudá-los.

 Ergueu os olhos tristes, porém decididos...

 

***

 —Ahhh Mi... Milo! – Camus gritou gozando nos lábios do loiro.

 —Eu não disse que valeria a pena esperar até a noite.

 O grego subiu pelo corpo delicioso de seu amado Camus distribuindo beijos intensos e chupões marcando a pele clara.

 —Eu te amo meu menino lindo!

 —Milo eu não sou mais um menino, não tenho mais dezoito anos...

 —Para mim você continua aquele mesmo garotinho lindo e assustado, mas agora mais bonito e sensual. – Beijou os lábios rubros de forma faminta.

 —Pais... Pais! –Ouviram gritos do outro lado da porta. –Por favor, ajudem...

 —Shun! –Milo e Camus vestiram-se e correram ao auxílio do filho mais novo.

 —Filho o que aconteceu? – Milo perguntava já procurando por algo errado em Shun.

 —É o Hyoga, ele está com muita febre, está delirando, o Ikki está com ele. Venham logo.

 Foram todos ao quarto do loiro apressados e preocupados.

 —Eu não sabia o que fazer. Hyoga tremia e delirava, por fim ele desmaiou. – Ikki dizia com desespero.

 —Hyoga! – Camus tomou-o entre os braços e envolveu –o carinhosamente.

 —Alô, doutor Allende. –Milo pegara o celular ligando para o médico. – Sei que está tarde, mas, por favor, venha imediatamente, Hyoga está com muita febre, tremores, teve fortes dores de cabeça e acabou por desmaiar.

 Milo dera um resumo da situação do adolescente para o médico que se prontificou a atendê-lo mesmo com o adiantado da hora.

 O caos instaurara-se naquela casa, Shun já chorava copiosamente, Ikki tocava os cabelos loiros e as lágrimas desciam silenciosas, enquanto Camus tentava despertar o irmão mais novo com o coração angustiado. Milo sentia-se impotente por não poder tirar a dor dos olhos das pessoas que mais amava na vida, por não saber o motivo de seu filho do coração está doente.

 

Continua...

 


Notas Finais


Gente eu comecei a escrever essa fic durante a crise na Europa, porém a deixei em hiatus e muito coisa mudou, enfim isso em nada interfere na história.
Beijos a quem chegou até aqui e até o próximo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...