História Casamento Arranjado- Pride And Prejudice - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Camus de Aquário, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Kanon de Gêmeos, Mascára da Morte de Câncer, Miro de Escorpião, Misty de Lagarto, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Shunrei, Shura de Capricórnio
Tags Drama, Romance, Saint Seiya, Yaoi
Exibições 117
Palavras 3.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Anelos


                                 Anelos

 

O médico que Milo chamara, entrou apressado e fora levado ao quarto de Hyoga, por uma das empregadas da mansão. Ao chegar encontrou o rapaz acordado nos braços de Camus acariciado por Shun, e Ikki junto a Milo que andavam pelo quarto, ambos nervosos com a sensação de impotência.

—Boa noite. – Cumprimentara o doutor.

—Doutor Allende, graças a Deus o senhor chegou. – Milo o recebeu com um sorriso de alívio.

—Tudo bem? – Estendeu a mão, educado. – Gostaria que deixassem o quarto para que eu ficasse a sós com o rapaz e o examinasse melhor.

O último a deixar o quarto fora Ikki, mesmo assim porque fora arrastado por Milo.

—E aí mocinho me diga tudo o que você está sentindo? – Perguntou de maneira simpática enquanto iniciava o exame no rapaz.

—Tenho tido algumas dores de cabeça, acho que desde que cai da bicicleta e bati com ela no chão, há alguns meses atrás. Mas fiz aquelas tomografias computadorizadas e não deu nada. E agora tenho tido febre e hoje parece que desmaiei. – Dissera tudo o que vinha sentindo ultimamente.

O médico auscultou seu coração, o revirou de toda a forma, até que sorriu para ele.

—Tudo bem meu rapaz. Não é nada grave. Você é jovem e os jovens tem uma incrível capacidade de recuperação. – Deu alguns tapinhas nas mãos do loiro. – Provavelmente você terá uma forte gripe, tem que cuidar melhor de sua alimentação.

—Está bem. – Respondeu o Hyoga mais aliviado.

—Bem recomendo bastante repouso e que se alimente bem e beba muito liquido. Agora falarei com seus pais. – Bateu mansamente no ombro de Hyoga e sorriu.

Do outro lado da porta quatro rostos ansiosos aguardavam alguma notícia...

—E aí doutor? É grave? Como está o Hyoga? – Camus estava aflito.

—A princípio receitarei alguns remédios e pedirei alguns exames. Mas ele está bem, não é nada grave, ainda...

—Ainda? – Era Ikki que praticamente jogara-se em cima do médico.

—Se acalme meu rapaz. – O senhor idoso deu alguns passos para trás. –Hyoga está pegando uma forte gripe, mas o que me preocupa é o seu baixo peso. Ele parece que não tem se alimentado direito.

—É complicado doutor, os meninos sempre foram bons de boca, mas de uns tempos para cá Hyoga está sempre sem fome. Come um pouco e já acha que comeu demais... – contou Milo.

—É a ditadura da magreza! – Concluiu o médico. –Eles querem ser belos a todo o preço e não se importam com o quanto estão prejudicando a própria saúde. Minha neta estava vendo um site outro dia sobre esses meninos; esses tais andróginos que estão na moda... –parou ao lembrar-se que Shun também o era. – Enfim, nada contra os meninos andróginos, mas alguns deles estão nitidamente anoréxicos, algo que infelizmente tornou-se comum entre as modelos femininas e agora acomete os masculinos também. Uma lástima!

—O que está dizendo? Que Hyoga é um anoréxico... Hyoga não é nada disso. Você não o conhece... – Ikki ficou extremamente irado, e já gritava com o médico.

—Para com isso Ikki. – Milo o puxou pelos braços o prendendo aos seus. –Quieto menino!

—Ele ficará bem não se preocupem. Hyoga precisa de cuidados e atenção. Uns dias em casa de repouso o fará bem. Vou passar os exames, aliás, Camus você ficou de levá-lo amanhã na clínica não é mesmo? – O médico continuou, porém afastara-se um pouco, o filho mais velho de seus clientes era bravo demais para seu gosto, completamente diferente dos outros dois meninos.

—Sim doutor. Estaremos lá sem falta. -Respondera Camus prontamente.

—Então, melhor ainda. Fica assim, amanhã faremos exames minuciosos no menino, e a princípio recomendo repouso e alimentação saudável e reforçada e também muito liquido. –O médico disse antes de despedir-se.

—Esse médico imbecil! Hyoga não tem anorexia. –Resmungava Ikki saindo dos braços do pai.

Milo ficara com os garotos enquanto Camus levava o senhor até a porta onde se despediu e subiu rapidamente, encontrando seu marido e filhos paparicando o loiro. Hyoga parecia melhor, o que deixara a todos menos preocupados.

—Me desculpe por preocupá-los. – Pedia Hyoga entre o feliz e constrangido com os mimos que recebia de sua família.

***

Era tarde quando Shura e Aiolos chegaram em casa. O casal estava junto há quase sete anos, mas continuavam completamente apaixonados, e por um momento esqueceram-se de que não estavam as sós naquela casa e entraram rindo e se beijando.

—Estou louco para fazer amor com você Aiolos. – Dizia Shura no ouvido do amante.

—Aiolos! –A voz forte de Dion Cicreu chamou a atenção do casal.

Dion fazia o possível para disfarçar seu desconforto ao ver o filho nos braços daquele homem, que ele considera um maldito, o culpado pela família ter se rompido. Cicreu um dia renegara o filho, e ainda não o aceitava, mas sabia que no momento precisava dele.

—O que foi meu pai? Algo com a mamãe? – Aiolos e Shura eram generosos, e mesmo sabendo o que aquele homem realmente pensava deles, decidiram ser superiores e lhe estenderam a mão em um momento de precisão, tendo a consciência que o velho não faria o mesmo caso a situação se invertesse.

—Sua mãe está bem, eu gostaria de falar com você sobre Aiolia, seu irmão. – Ele virou-se indicando que o filho deveria segui-lo até o escritório.

—Seu pai não perde a empáfia. –Disse o espanhol ao ver o homem se afastar.

—Me desculpa por isso meu amor, é só até eles se reerguerem...

—Não se preocupe com isso Aiolos, eles são sua família, eu realmente não me importo. - Beijou docemente os lábios do grego.

—Sabia que eu te amo muito Shura? – Estalou os lábios do amante recebendo um sorriso.

—Também te amo muito. – O espanhol sussurrou antes de vê-lo entrar no escritório e fechar a porta atrás de si.

—Estou aqui pai. –“Pai” alguns anos atrás fora proibido de repetir aquela palavra por aquele homem a sua frente. –Pode falar.

—Aiolos sei que tivemos nossas diferenças no passado, e eu sinto por isso. –Mentia, ainda tinha nojo do filho e de sua homossexualidade. –Mas seu irmão, Aiolia. Ele não teve culpa de nada que aconteceu entre nós...

—Claro que Aiolia não teve culpa. Ele não teve culpa do senhor ter me rechaçado, me espancado, expulsado de casa, me proibido de usar seu nome e me deserdado. – Seu olhar mostrava uma magoa profunda. –Ele era só um menino de doze anos. Que culpa Aiolia teria nisso tudo afinal?

—Vejo que ainda guarda muitas mágoas de mim Aiolos...

—O senhor não parece estar muito arrependido do que me fez senhor Dion Cicreu! – Olharam-se como se estivessem si digladiando. –Mas enfim, não foi para isso que me chamou aqui. Diga logo o que quer.

Aiolos gostaria de fingir que não sentia nada, mas olhar assim nos olhos do pai e ver que nada naquele homem havia mudado o irritara profundamente, sua falta total de arrependimento o afetava e muito.

—Seu irmão Aiolia está trabalhando em uma lanchonete de um maldito shopping. Você acha que esse é um trabalho digno de um Cicreu?

—Todo trabalho é digno Dion. – Respondera o filho mais velho firmemente porque era naquilo que Aiolos acreditava de verdade.

—Vamos parar com esse papo politicamente correto e vamos ser práticos Aiolos. – Não estava a fim de rodeios e das ideias moralistas de seu filho mais velho. –Aiolia é um rapaz bonito, inteligente, preparado. Ele estudou nas melhores escolas da Europa, ele é um jovem bom, esforçado e merece mais.

 —Eu concordo que meu irmão seja um jovem de caráter e que merece ter um futuro bom. Mas ele estava na faculdade de administração de empresas, ele terá de trabalhar para voltar a estudar. Claro que eu estarei disposto a ajudá-lo...

—Aiolos isso é muito pouco... Aiolia estava a um pouco mais de dois anos de terminar a faculdade. Ele estagiava em uma de minhas empresas e era muito bom, um jovem de talento. Ele poderia voltar a estagiar em alguma empresa enquanto termina a faculdade. Eu li sobre um empresário do ramo de supermercados Milo Chrissaki, ele é um grego como nós e sei que seu marido o conhece...

—O senhor está querendo que eu peça a meu marido que interceda por Aiolia junto a Milo? É isso? – Interrompeu o grego mais novo.

—Basicamente... Sim é isso.

—E por que não o senhor que tem mais experiência no ramo? – Perguntou interessado. –Afinal, era justamente ao Milo que Shura iria recorrer no seu caso. Só que ambos andam ocupados..., Mas não se preocupe, Shura será o DJ da festa de aniversário de um amigo em comum, os filhos de Milo irão...

—Leve Aiolia. – Disse mais que depressa achando aquilo tudo providencial. –Apresentem-no ao tal empresário e a seus filhos. Veja bem Aiolos, eu logo farei sessenta e seis anos, não tenho mesmo muito tempo de vida, mas o Aiolia está começando a vida dele. Seu irmão tem dezenove anos, é um bom garoto, merece ter seu futuro garantido.

—Puxa pai! Estou impressionado! Jamais pensei que o senhor pudesse ter uma atitude assim tão altruísta, abrir mão de algo para outro ser humano. –Suspirou profundamente, ficara impressionado com a atitude daquele homem. –Não posso prometer nada, a não ser que tentarei, mas o Milo é um cara muito legal, com certeza ele irá querer ajudar um compatriota.

O velho sorriu abertamente, atingira seu intento.

—Obrigado Aiolos sabia que iria entender e que eu poderia contar com você. - Deu dois tapas no ombro esquerdo do filho e saiu do local com um sorriso vitorioso nos lábios.

***

Camus e Hyoga entraram na mansão encontrando três pares de olhos sobre eles, preocupados e ansiosos.

—E aí falem logo. Quanto mistério! – Milo beijou o marido e puxou o filho para seu colo. Hyoga estava mesmo magro demais, observou. –Como está meu loiro magricela?

Beijou a testa dele e sentiu-o se aconchegando em seus braços. Ikki ficava de esguelha os olhando, enquanto Shun abraçava Camus e se sentava junto a ele, recebendo uma gostosa carícia em seus longos cabelos.

—Está tudo bem. Hyoga fez uma bateria de exames, claro que os de sangue teremos de esperar os resultados, mas os outros estão todos bem.

—Ah que bom Hyoga. – Milo o abraçou apertado, Shun também veio abraçar e beijar o irmão.

—O que o médico voltou a falar foi da magreza do Hyoga, ele está muito abaixo do peso e também avisou que ele precisa tomar mais sol. – continuou o ruivo. –Mas já tivemos uma conversa séria no caminho e ele prometeu se cuidar.

—É Hyoga você deverá seguir à risca o que o médico mandou. – Continuou Milo. – A festa de dezesseis anos do Seiya é daqui a menos de duas semanas. E se você quiser ir terá de se cuidar.

—Não to muito a fim de festa pai. – Respondeu o loiro, ele estava cansado e querendo sua cama.

—É, mas aí acabará com a nossa festa também Hyoga. Com certeza os nossos pais não te deixarão aqui sozinho se ainda estiver doente, nem Ikki ou eu. – Disse Shun ao irmão.

—Fale por você mesmo pirralho. – Retrucou Ikki.

—Ikki você fala agora, mas ontem estava querendo bater até no médico por causa do Hyoga. – Shun disse rindo inocentemente enquanto os olhos claros de Hyoga caiam sobre os tempestuosos de Ikki.

—Ok, parem com essa discussão inútil. – Ordenou Camus. –Ikki e Shun a vida continua, já para seus quartos para estudar um pouco, as provas se aproximam. E Hyoga, suba tome um banho que logo levarei um sanduiche natural com suco de laranja para você.

Os meninos obedeceram ao pai e subiram cada um para seu quarto.

—Adoro te ver os pondo na linha. – Milo abraçou Camus beijando-o no pescoço e o ruivo sorriu. –Parece que tudo está voltando ao normal. Ontem eu senti tanto medo, tanta impotência...

—Milo você é maravilhoso, como pai e como marido. – Camus virou-se nos braços do loiro. –Você é a nossa força, é o responsável por essa família ser feliz, linda e unida. Sabe, ontem em meio a todo aquele desespero, eu pude ver o quanto nós cinco nos amamos, o quanto nós somos fortes juntos e que aconteça o que acontecer lutaremos e venceremos juntos.

—Minha força vem do amor que sinto por você e por nossos filhos, Camus. – O loiro o beija profunda e apaixonadamente. – Eu te amo tanto.

—Eu também. Amo-te demais Milo.

Voltaram a se beijar ainda mais intensamente. Sabiam bem onde aquilo iria dar... Na cama.

***

—Você está bem mesmo Hyoga? – Shun disse ao deixar o irmão na porta do quarto.

—Estou sim Shun não se preocupe. – Beijou a testa do menor.

Shun fez um carinho no rosto do loiro e seguiu para seu próprio quarto que ficara a frente.

Ikki veio logo atrás e segurou nos braços de Hyoga, sentiu-o magro em suas mãos, sabia o quanto ele havia emagrecido, tinha notado aquilo há algum tempo. Mas não podia acreditar que Hyoga seria tão estúpido a ponto de parar de comer para ficar parecido a uma caveira. Não o seu loiro, ele é lindo e não precisava disso.

—Hyoga eu te amo. Não esquece. Você é lindo! É o amor da minha vida, então se cuida. Eu... – Sua voz embargou nada mais saía dali. Hyoga o beijou a face e acariciou o rosto bonito de expressão forte.

—Eu prometo me cuidar melhor Ikki. Eu te amo. – Se afastou e entrou em seu quarto deixando o moreno parado no corredor por mais alguns minutos até que Ikki resolvera entrar em seu próprio quarto.

***

Uma semana e meia depois...

O porsche preto parou em frente ao shopping, dele desceram seu dono, Ikki, acompanhado de seus irmãos mais novos Hyoga e Shun, que por sua vez vinha de mãos dadas com June, sua namorada.

Ikki entregara as chaves nas mãos do manobrista e seguira junto aos outros adolescentes para dentro do local. O moreno odiava aquele tipo de atividade, um dia de compras no shopping, era uma tortura para si, no entanto fora ordem de seu pai e ele não ousava o desobedecer, Milo era maravilhoso, mas sabia impor respeito. Além do mais, Ikki não gostava de saber que alguns urubus sobrevoavam seus doces irmãozinhos.

—Olha Shun aquele vestido preto que lindo! – Apontou June encantada. – Acho que vou comprá-lo.

Saiu puxando o namorado para a loja, Ikki revirou os olhos, mas pegou no braço de Hyoga e o levou consigo, não iria o deixar para trás e nem Shun sozinho, ou eles jamais sairiam daquele lugar, e ele pretendia ser rápido. Aliás, por ele cada um escolheria uma roupa qualquer, um presente para o Seiya e pronto, mas sabia que a companhia de June estragaria seus planos.

—Trezentos euros? Este vestido custa trezentos euros, June? –Shun olhava a etiqueta com o preço.

—Shun ele é um... – ela suspirou profundamente. – Eu sei o que está pensando meu amor. Muitas famílias nesse mundo vivem com menos que isso. Eu sei e sinto muito. Então farei uma coisa. Comprarei o vestido para o aniversário de Seiya, depois o venderei e com o dinheiro farei uma doação para uma séria instituição de caridade.

A moça sorriu belamente recebendo um beijo estalado de seu lindo namorado.

—Você não sente enjoo? - Ikki sussurrou no ouvido de Hyoga.

—Ikki deixa de ser chato. Eles formam um casal fofo. – O loiro falou baixinho só para o moreno ouvir.

—Você está mesmo bem para sair assim? – Ikki ainda estava preocupado com Hyoga.

—Estou ótimo, Ikki, tenho comido bastante, tomado sol e todos os remédios que o doutor Allende me passou. Eu prometi que faria tudo direito não prometi? – O loiro sorriu.

—Mas você continua tão branquinho e magro! – Ikki tocou sua face com os nós dos dedos.

Hyoga se afastou do toque, não queria que Shun e June percebessem nada.

—Mas Ikki eu comecei o tratamento há pouco tempo, vou melhorar você vai ver. – Hyoga foi para o lado de Shun e sua namorada, os olhos de Ikki sobre si o queimavam, o fazia perder todas as suas convicções, a vontade de se entregar nos braços morenos dele era cada dia mais violenta, estava difícil resistir com ele tão perto.

—E aí June? Eu tenho mais o que fazer garota! –Ikki foi ríspido já se aproximando e se impondo.

—Calma Ikki. – Shun a abraçou protetoramente.

Ikki bufou, Shun namorando era muito chato, sentia falta do irmão, mas agora ele só tinha tempo para a loira aguada.

—Venha Ikki vamos escolher alguma coisa para nós. – Hyoga o puxou para longe. Ficar sozinho com ele seria uma tortura, mas o deixar perto de June seria um desastre. –Shun nós te esperaremos naquela loja que compramos sempre.

—O Hyoga é um amor, mas o Ikki me assusta, Shun. – A moça deitou a cabeça no ombro do namorado.

—O Ikki está um pouco nervoso June, ele não gosta dessas coisas, além do mais todos estamos apreensivos por causa da saúde do Hyoga.

—E aí como ele está? – Voltou a olhar as roupas da loja.

—Eu não sei, ele diz que está se sentindo melhor.

—Eu não entendo muito disso Shun, eu vejo que o Hyoga parece mais animado, mas assim; a aparência dele não está muito melhor do que há uma semana.

—Vamos ter fé, meu irmão é forte, logo irá se recuperar. – Sorriu Shun confiante.

June comprou as roupas que queria e logo seguiram para loja em que Ikki e Hyoga estariam. Os dois já estavam pagando por suas compras e Shun rapidamente viu uma roupa que gostara e correu para se juntar aos irmãos. Partiram então para o presente de Seiya, o que para os três garotos fora tarefa rápida, para June levara quase uma hora, irritando Ikki, que era puxado por Hyoga que junto a Shun tentavam impedir a terceira guerra mundial.

No fim do dia resolveram lanchar pelo shopping mesmo, e apesar de não sentir fome Hyoga acabou comendo o lanche que Shun e Ikki lhe escolheram, por ele apenas tinha ficado no suco de abacaxi.

—Aqui está; sanduiche natural para o rapaz e a mocinha. – Um rapaz alto moreno e muito bonito os serviu. – E os hambúrgueres para vocês dois.

—Você é grego? –Perguntou Shun curioso.

—Sim, sou sim. Estou aqui há menos de um mês. – Respondeu o rapaz. –Mas como sabia?

Franziu o cenho curioso, era engraçado, mas aquele garoto não o era estranho.

—Meu pai Milo, é grego. – Shun sorriu abertamente.

—Milo Chrissaki? – O rapaz arregalou os olhos. Seria coincidência? Não Shun era um adolescente. E o que mais tem em shoppings são adolescentes...

—Sim. É o Milo Chrissaki. Você o conhece?

—Não, não. O vi em uma revista. Aliás, a família toda. – Acabou reconhecendo os outros dois membros da família.

Hyoga e Shun não resistiram e começaram a rir deixando o empregado sem graça.

—Ah que bom que eu divirto vocês! – Seu orgulho de leonino fora ferido aquele instante e ele simplesmente afastou-se irritado.

—Não, não. - Shun ficou um pouco desesperado. – Não estamos rindo de você. Hei, Aiolia! –Chamou o nome que vira no crachá.

Aiolia respirara fundo, estava com raiva, mas era seu trabalho e não era a primeira vez que ouvia gracinhas de filhinhos de ricos mimados.

—Me desculpem, fui grosseiro e mal-educado. Se quiserem se queixar de meu atendimento chamarei o gerente. – Mostrava dureza em seu semblante.

—Não claro que não. – Shun disse logo, iria se desculpar, mas Hyoga levantou-se rápido e correra para o banheiro e aquilo chamou a atenção de todos a mesa.

Ikki levantou-se logo e correra atrás, Shun fez o mesmo e June ficou ali parada, meio perdida.

—Vai querer mais alguma coisa senhorita? – O grego ganhara um ar mais formal.

—Não, não. Depois se precisar eu chamo.

No banheiro Hyoga entrara em uma das cabines fechando a porta atrás de si, mas não houvera tempo de trancá-la. Abaixou-se no vaso e vomitou tudo que acabara de comer.

—Hyoga! Hyoga você está bem? –Ikki batia na porta do lado de fora, mas ele continuava vomitando, decidiu entrar e o viu naquele estado, mas o loiro mostrou a mão o pedindo para parar.

Shun chegara logo e parou ouvindo o que acontecia.

—O que está acontecendo Ikki? – Cutucou o irmão mais velho.

—Não sei ele está vomitando desde que chegou e não me responde nada. - Ikki virou-se para falar com o menor e estava visivelmente nervoso.

—Você acha que ele... – Shun faz um gesto como se estivesse enfiando o dedo na garganta.

—Não. – Ikki respondeu rapidamente, mas estava confuso. –Não, acho que não. Eu não sei Shun.

—Ele comeu o que? Ele não chegou a dar duas mordidas no sanduiche. – Shun estava tão confuso quanto o irmão.

—Dividimos um sorvete mais cedo Shun, na verdade ele quase não tomou. – Falavam baixo para o loiro não ouvir.

Hyoga vomitou mais um pouco, parou encostando a testa no braço sobre o vaso. Estava cansado e fraco, queria sua cama. Ikki vendo que ele tinha acabado puxou a porta e o tomou nos braços, e sem forças o loiro aceitou a ajuda.

—Hyoga você está bem? – Shun vinha atrás preocupado.

—Shun eu vou levar o Hyoga para casa, tome um táxi e leve sua namorada. – O moreno retirou-se do banheiro com o loiro que deitou em seu ombro, sentindo-se frágil e sonolento.

***

Camus segurava firme a beirada da janela de seu quarto, sua mão praticamente perdia a cor com a força que fazia para manter-se seguro ali, estava suado e ofegava, mordendo os lábios para não gemer alto. Estavam no segundo andar de sua casa era praticamente impossível serem vistos ali, mas mesmo assim só deixara aquilo prosseguir, porque fora pego de surpresa por seu marido, que arrancara suas roupas e o tomara ali, em frente à janela que dava para a piscina de sua casa.

Milo o acariciava o beijava, e entrava firme e forte de maneira possessiva em seu corpo, o fazendo delirar de prazer. Sentia os lábios quentes o marcando, sorriu. Sua vida era perfeita. Milo chegara como um vendaval em sua vida em um momento de desespero e transformou-a para sempre, jamais pensara que poderia existir aquele tipo de amor, tão intenso, tão profundo e único.

—Meu ruivinho gostoso! – Ouviu-o dizer em seu ouvido e virar seu rosto para trás buscando seus lábios em um beijo apaixonado. –Amo-te meu menino.

Segurando firme em sua cintura, continuava num ritmo incessante, acertando sua próstata o envolvendo nas delicias daquele amor selvagem e terno.

Por fim acabou por deixar seus gemidos fluírem livres pelo quarto, até gozar nas mãos que o masturbava. Sentiu-se preenchido por seu grego tão amado. Curvou-se, as pernas tremiam e sentiu as mãos tão cuidadosas impedirem sua queda. Não era preciso, era um homem, era forte, no entanto Milo fazia questão de cuidar de si, esse carinho de seu homem sempre o emocionava.

Sentiu-se ser aconchegado nos braços do loiro, seu corpo estava amolecido e sonolento após o orgasmo intenso, recebeu um beijo molhado, gostoso da boca faminta de seu amado. Milo o levou para cama deitando-o em seu peito e com os toques de seu marido entregou-se ao paraíso.

Continua...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...