História Casamento por conveniência - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção
Tags Casamento-forcado, Drama, Família, Romance, Século Xix, Sexo
Exibições 225
Palavras 1.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi... Eu decidi fazer esse capítulo com a visão da Eadlyn, por que o Maxon não fez muita coisa nessas cenas.

Capítulo 35 - Capítulo 35 - Eadlyn


Eu descobri que tudo é frágil, que tudo que tudo pode ruir, muito cedo.

Tudo era fácil, tudo era bonito, tudo tinha o curso certo, até tudo desmoronar.

Eu aprendi no dia em que vi meus pais sofrerem, no dia em que senti que perderia alguém, que a vida não é bonita.

E descobri que deveria cuidar das coisas e fazer o que fosse preciso, para manter a minha família unida, não importa se isso me fizesse feliz ou não.

Família antes de tudo.

Tudo era fácil, e ao mesmo tempo difícil, até meu pai aparecer.

Era uma noite quando ele apareceu, quando Ahren havia sumido e ele gentilmente havia trazido ele para casa, naquele dia eu achei um homem muito legal e mesmo não sabendo que ele era meu pai, eu senti que necessitava do carinho dele.

Naquela noite eu percebi o olhar que meus pais trocaram, eu soube que havia algo entre eles.

No outro dia eu descobri que ele era meu pai, eu não poderia ter ficado mais feliz, mais contente, por que eu senti falta de meu pai e sabia que Ahren sentia mais ainda.

E as coisas começaram a desandar dai.

Eu ouvi diversas vezes meus pais brigando, eu ouvi diversas vezes as discussões deles e eu soube que as coisas não haviam ficado melhores.

Eu percebi que ao mesmo tempo em que eles não se permitiam ficar longe um do outro, ele também não se permitiam acreditam um no outro.

É estranho, o amor, quando se ama.

Ela foi embora, ele não foi atrás, ela o amava, ele também, mas eles precisavam mudar um ao outro.

Mas as coisas de repente ficaram pacificas, eles pararam de brigar e eu não soube de cara que eles estavam fazendo que eu percebesse que devo fazer; cuidar da família, antes de tudo.

Agora eu estou aqui, na casa da minha vovó, que nem ao mesmo conheço, sentada no sofá, eles acham que não mais tanto eu quando Ahren, nós estamos ouvindo o choro do meu pai, o desespero dele.

Eu também tenho lagrimas, por que eu amo minha mãe, eu não a quero perder, eu só a quero aqui, junto com nosso irmão, junto com nós.

Eu antes de tudo preciso dela, eu não lembro um dia em que ela não me tenha feito sorrir, não tenha melhorado meu dia, não tenha sido a melhor mãe do mundo.

Eu olhei para o lado e Ahren também estava chorando, eu fui até ele e o abracei, ele chorou mais com aquela atitude, todos nós estávamos desmoronando, só não sabíamos quem cairia primeiro.

– Ela não vai, Eadlyn? Ela não vai morrer? – ele disse chorando muito, eu queria fazer algo para conter o seu choro, mas o que eu poderia fazer, além de abraçar ele mais forte e torce para que tudo de certo.

Mesmo que eu saiba que nem tudo dará certo.

Criados passavam a todo o momento por aquela sala, com baldes, jarras, toalhas, eu não sabia o que estava acontecendo.

Eu levante, eu queria ver ela, uma vez, uma ultima vez, pelo menos, se acontecesse o pior, eu queria dar adeus a ela, queria que ela soubesse que eu nunca a esqueceria.

Eu fui até o quarto onde ela estava meu pai chorava ao pé da cama e tentou me fazer sair do quarto, mas eu me neguei, ela era minha mãe, nunca deixaria de ser.

Ela estava pálida, sua pele branca estava úmida por causa do suor, os cobertores estavam maculados de sangue que eu imaginava ser do parto, não sabia direito, ela parecia morta, mas não estava eu sentia isso, com todo o meu coração.

Eu me sentei a seu lado, pegando sua mão, minha avó chamou meu pai, para dizer algo e eu fiquei ali, as lagrimas.

Caindo.

Caindo.

Caindo.

Mas eu permaneci ali.

- Mamãe, se houver como você lutar, lute, por favor, mas se você não conseguir tudo bem, eu entendo você sei que esta cansada, mas se puder se tiver um pouco de força, por favor, lute, por que eu preciso de você, Ahren precisa de você, o novo bebê precisa de você e o papai mais que tudo, não vai conseguir viver sem você – Eu abracei seu corpo, colocando a minha cabeça no seu peito, eu ouvia vagamente os batimentos cardíacos dela – Mamãe, eu prometo que se você melhorar eu vou ser uma garota melhor, não vou te desobedecer, vou fazer tudo que você mandar, eu vou cuidar dos meus irmãos, mas, por favor, não vai, por nós, fica aqui, luta, por que eu sei que você é forte, por que eu sei que você consegue. Mãe nós não vamos conseguir viver sem você, por favor, fica.

Eu desabei a chorar e soluçar, pedindo, implorando que ela não se vá.

Eu não quero viver num mundo onde não haja ela.

A porta se abriu e Ahren entrou, eu não tenho ideia de quem estava pior.

Ele veio correndo abraçando a minha mãe e pedindo para que ela volte.

Eu só chorava e meu pai, parecia não tem onde se segurar, eu acho que ele não tinha mesmo.

E então, em câmera lenta, ouvimos minha mais balbuciar alguma coisa, ela não abriu os olhos, nem mesmo moveu um dedo, mas deu para ouvir o que ela disse, deu para entender o que ela quis dizer e aquilo nós encheu o peito de esperança.

- Eu vou lutar – foi o que ela tentou dizer.

E naquele momento eu soube, eu descobri, que se tudo ficasse bem, eu lutaria por minha família, manteria ela inquieta, eu sempre seria uma menina boa e nunca mudaria o meu destino, eu sempre ficaria seria o que esperam que eu seja.

Depois disso as coisas foram rápidas, eu vi o bebê, o Kaden, e ele era a coisa mais bonita que eu já havia visto, ele não parecia tanto comigo, mais com o Ahren, ele era tão pequeno e tão frágil, eu cuidaria dele, eu prometi que cuidaria dele.

E eu iria.


Notas Finais


Faltam só um capítulo e o epilogo e depois disso eu começo a postar a história da Eadlyn.
Beijos...


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