História Casei. E agora? - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Deusmelivy

Postado
Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Bonnie Bennett, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Enzo, Esther Mikaelson, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Mikael Mikaelson, Tyler Lockwood
Tags Bonenzo, Delena, Kalijah, Klaroline
Visualizações 332
Palavras 1.661
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem, está é minha primeira fanfic.
Bom, não deixem de comentar só pra saber se vocês gostaram.
E sempre bom um feedback.
Coautoria de Deusmelivy que não só me deu uma mão como o braço inteiro.
Te amo Liv 💜

Capítulo 1 - Vinte dias antes


Vinte dias antes


Hey! Spice Girl? estamos aguardando por você — Kat chamou através do microfone. Tive que rir.

Eu apenas balancei a cabeça negando, encostada ao balcão do bar, que ainda estava sendo organizado para atender aos seus clientes, enquanto bebericava meu suco de laranja mega artificial.
Não tem a menor graça sem você. Sua voz é a mais bonita — revirei os olhos e dei as costas às minhas amigas reafirmando a minha falta de vontade em colaborar com o divertimento delas.

Meu nome é Caroline Forbes, tenho 25 anos, sou colunista de um jornal e escrevo sobre moda, vida e sentimentos. Formada em jornalismo, especializei-me em literatura.
Escrever sempre foi meu grande sonho. Saí da faculdade já empregada, o que se tornou muito importante para a minha independência financeira. Tive a sorte de ver os artigos que escrevia caírem no gosto da população norte-americana.
Sou de Ottawa, Canadá, mas moro na nos Estados Unidos há sete anos, quando fui
aceita em uma das melhores universidades da Califórnia. Desde então, os Estados Unidos da América tem sido o meu lar. Ainda me sinto triste por ter resolvido morar tão longe da família e da minha terra natal, que tanto amo, porém o fato é que aqui estou e sem nenhuma previsão de voltar.
Eu estou noiva, aliás, foi por causa desse relacionamento que larguei tudo em busca de uma vida nova ao lado de Tyler Lockwood. Até hoje me pergunto como ele conseguiu me convencer. Tyler também é do Canadá e temos a mesma idade. É economista. Recentemente conseguiu um emprego numa grande empresa, o que para ele é motivo de orgulho. Claro que compartilho este sentimento, mas…Nós começamos a namorar quando tínhamos 15 anos. Sim. São dez anos de relacionamento. Tyler foi meu primeiro namorado, primeiro amor, primeiro tudo.
Assim como eu fui para ele. Primeiro e único… Até agora… Bem, o sonho de morar nos Estados Unidos era do meu noivo eu apenas o segui. Fui parar em Las Vegas, a cidade do pecado, com minhas três melhores amigas: Bonnie Bennet e as gêmeas Gilbert: Elena e Katherine.

Nós nos conhecemos na universidade. Bonnie e Kat também são jornalistas, embora tenhamos estudado em anos diferentes, Elena, é pediatra.

Bonnie, Kat e Elena e são amigas desde a infância, por isso tornamo-nos amigas
também. Kat é uma espécie de super irmã. Fala muito, é bastante divertida e extrovertida ao extremo. Ela é quem nos convence a cometer loucuras como esta viagem a Las Vegas. Elena e Katherine são gêmeas idênticas. São altas, magras, olhos castanhos, porém Kat tem cabelos encaracolados e Elena lisos. Uma combinação perfeita para rostos tão bem desenhados. Poderiam se dar bem como modelo, mas apesar de satisfeita com sua beleza, Kat gosta de ser jornalista, mesmo sendo apenas a garota do tempo de um jornal diário e estando ciente de que não conseguiu o emprego pela sua capacidade profissional e sim pela bela imagem diante das câmeras. Elena é totalmente o oposto de Kat. É tímida, meiga, romântica. Fala pouco, mas topa todas as loucuras da irmã, acho que esta é a forma que encontra de demonstrar sua cumplicidade. Sua fisionomia dizia exatamente o que ela era: uma romântica.

Bonnie é a que mais se parece comigo. Não somos muito de extrapolar, também não somos tímidas. Racionais, apesar de algumas vezes nos deixarmos levar pelas emoções. Acreditamos no amor, porém concordamos que respeito e amizade estão acima desse sentimento. Bonnie é morena, tem olhos verdes e é dona de um corpo fantástico.
Você deve estar se perguntando o que estávamos fazendo em Las Vegas. A história é longa, mas a verdade é que, após dez anos de relacionamento, e três destes morando sob o mesmo teto, eu e Tyler resolvemos oficializar a nossa união.
Um pouco por pressão da minha parte devo admitir.
Nos Estados Unidos, morar junto não caracteriza casamento, dessa forma
éramos apenas noivos que dividiam um apartamento. Eu queria me casar. Com
direito a vestido de noiva e tudo o mais.
Tyler concordou em oficializar a nossa união, com uma condição: passaríamos um mês separados. Separados mesmo. Não nos falaríamos, nem nos veríamos. Não existiria o relacionamento, a fidelidade, o companheirismo. Simplesmente seríamos solteiros, completamente livres por um mês.

Motivo? Ele acreditava que, apesar da certeza do amor que sentia por mim, não tínhamos vivido outras experiências. Sempre tinha sido apenas nós dois, o tempo inteiro, e isso, de acordo com os pensamentos dele, não era saudável em um relacionamento. Eu nunca senti falta de outras experiências. Para mim ele sempre foi o suficiente, no entanto essa foi sua condição para casarmos e, após uma semana chorando e outra tentando ser o mais racional possível, decidi aceitar.

Lógico que minhas amigas não concordaram com a minha decisão. Pelo
contrário, elas acharam um absurdo. É por este motivo que fomos para Las Vegas. Elas acreditam que se ele teria direito a um mês curtindo e vivendo novas experiências, eu também deveria ter.
E a minha opinião? Apenas queria poder me trancar no quarto e dormir o mês inteiro até tudo voltar ao normal, mas é claro que elas não permitiriam queisso acontecesse.

No dia seguinte a minha decisão de aceitar sua proposta,  Tyler  saiu de casa.
Foi morar com um amigo. O mesmo que conseguiu arrastá-lo para as baladas, o que sempre culminaram em brigas e desentendimentos entre nós dois. Acredito que esse rapaz tenha sido o grande incentivador desta separação temporária.
Eu, como não podia deixar de ser, fiquei trancada em casa, chorando por dias, e assim escrevi o artigo mais deprimente de todos os que já escrevera. Ironicamente foi o mais elogiado. As pessoas gostam de ler sobre sofrimento,
principalmente se for amoroso. Grande constatação. Ainda bem porque tenho certeza de que escreverei assim por um longo tempo. Após três dias, a primeira notícia chegou: meu noivo foi avistado em um bar, acompanhado por uma loira. Era “uma qualquer”, como me disseram, mas dentro de mim, havia a certeza de que não.  Tyler  gostava de beleza, eu era a sua
maior prova. Com meus 1,65 de altura, conseguia me manter firme na dieta, sim, porque aqui, dieta é sempre um grande sacrifício. Só assim mantinha meus 65 kg muito bem distribuídos. Meus cabelos são loiros ondulados e longos desde meus 10 anos. Tyler  adorava cabelos compridos, daí a minha decisão de mantê-los assim. Mas o que mais gosto em mim são os meus grandes olhos azuis-acinzentados. Eles são realmente lindos!
Não preciso descrever como me doeu receber aquela notícia, embora eu houvesse concordado que deveríamos adquirir novas experiências, e ele sair com outra mulher contava como nova experiência, então eu teria que aguentar.
Assim, após muitas lágrimas, minhas amigas conseguiram me convencer a embarcar naquela viagem maluca.
Chegamos a Las Vegas um dia antes do episódio do Karaokê. Ansiosas e sedentas por divertimento, logo nos aventuramos em um cassino. Confesso que adorei! Dei muita risada, ganhei algum dinheiro, e perdi muito mais. Tudo bem!
Estava apenas gastando um pouco do que havia economizado para o meu casamento.
Las Vegas nunca dorme e você sempre tem o que fazer a qualquer hora do dia ou da noite. É só escolher. Então entramos em mais um hotel cassino. Nosso objetivo era conhecermos todos os cassinos importantes da cidade, como boas turistas. Este não era o nosso único interesse, também queríamos conhecer os leões que ficavam expostos no local e que eram uma beleza de atração. Depois fomos nos aventurar nas máquinas alucinantes que nos estimulam a gastar cada vez mais. Despendemos nosso tempo absorvendo o máximo possível da cidade para o primeiro dia. Quando anoiteceu estávamos exaustas, mesmo assim, trocamos de roupas e voltamos para a Strip em busca de mais aventuras. E encontramos. Eu e Katherine nos arriscamos em uma montanha russa, que ficava dentro do hotel e se projetava para o lado de fora. Bonnie e Elena não tiveram coragem de nos acompanhar. Foi muito divertido apesar de bastante enjoativo para quem já tinha bebido um pouco além do que estava acostumada.
Las Vegas é quente. Sufocantemente quente. Mesmo com o ar-condicionado potente dentro dos cassinos, era possível sentir o calor do lado de fora. O que nos forçava a beber. Muito. Quando estávamos voltando para o hotel, após várias bebidas que nos deixaram cambaleantes e muito mais alegres do que realmente estávamos, vimos uma pequena loja, com letreiro em néon que indicava “Madame
Madeleine”. A ideia partiu de Katherine, como não poderia deixar de ser. Entramos, já achando tudo muito engraçado. Fomos atendidos por um rapaz magro, careca e muito alto, que vestia roupa larga branca, que nos tratou com polidez.
Ele nos encaminhou para uma sala reservada onde fomos atendidas pela tal “Madame”, fantasiada com uma túnica púrpura brilhante, um gorro da mesma cor e sua “bola de cristal”. Enquanto ela se concentrava, nós nos olhávamos
divertidas.
— Vejo lágrimas e tristeza — senti um pequeno aperto no peito, mas logo entendi que mulheres procurando por clarividência sempre seriam uma presa fácil. O que mais ela poderia pensar? – Não se atormente menina – a “Madame” abriu os olhos me encarando. Fiquei aflita. Não havia dúvidas de que ela falava diretamente para mim. – Vejo também um casamento em seu futuro, algo para muito em breve, e também muita felicidade.
Foi impossível evitar o sorriso e o alívio que senti. Mesmo sabendo que tudo não passava de charlatanismo, me senti esperançosa. Afinal de contas, eu realmente queria um casamento e desejava desesperadamente a minha felicidade de volta. Fiquei tão eufórica com as suas palavras que não consegui mais prestar atenção ao que ela dizia se reportando às minhas amigas. Permaneci perdida em pensamentos, imaginando como seria quando tudo acabasse. Restavam apenas vinte dias para o término do prazo e então eu teria Tyler de volta, da forma como almejei: casada e feliz.
Voltei para o Hotel, absorta em meus pensamentos. Antes de dormir ainda pensei “só mais dezenove dias e então: casamento e felicidade”. Eu tinha concordado em encarar tudo como uma despedida de solteiro estendida, por isso precisava me animar para curtir os longos setes dias ao lado das minhas amigas. 
Mal sabia o que me aguardava.
 



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