História Caso 287: Park Jimin - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens Jackson, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V, Yugyeom
Tags Bangtan Boys, Bangtan Sonyeondan, Bts, Got7, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Minkook, Namjin, Sope, Taeseok, Vhope, Vmin, Yoonseok, Yugyeom, Yukook
Visualizações 39
Palavras 3.545
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Josei, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Slash, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bem-aventurados sejam os que encontro nessa jornada!

Sei que desapareci, porém, aqui estou eu de volta para vós. Já me expliquei na minha outra fanfic, mas como não sei se todos são leitores de ambas, irei explicar-lhes novamente: eu tive um bloqueio geral. Nada que eu escrevia me agradava, e eu havia pensado seriamente em abandonar a minha 'carreira' de ficwriter. Pois bem, um belo dia de fim de julho eu me arrisquei uma última vez, e consegui desenrolar um pouco a estória.

Estou de volta! \o/
Com menos tempo do que o de costume, então, por favor, sejam pacientes comigo. Estarei escrevendo pouco a pouco.
Sei que no capítulo passado eu perguntei sobre escrever um lémon, mas eu fui iluminada por outros caminhos. Não será nesse que irá sair o primeiro, sinceras desculpas.

Obrigada de verdade a todos os 44 favoritos! \o/ Cada um de vocês é muito especial para mim pois eu estou me esforçando bastante nessa fanfic. Obrigada pelo apoio!

Esse capítulo está sem capa porque eu acabei de escrevê-lo e queria postar logo, mas em breve eu atualizarei.
Sem mais delongas, boa leitura! ~~~<3

Capítulo 6 - Ardor


Taehyung levou os dedos longos e franzinos da mão destra à testa — os quais estavam ornamentados por anéis de prata em dedos ímpares — e bagunçou os fios da cumprida franja que caía sobre os seus olhos. Eles moveram-se, balançando de um lado para o outro preguiçosamente no sopro de liberdade do vento congelante daquela tarde de inverno, e o garoto suspirou.  

Seus olhos ardiam e a cabeça latejava pela madrugada que havia virado acordado, afinal, Kim não havia conseguido dormir. Não depois de ter falhado no plano ornado por Seokjin, que, além de ser a sua primeira missão como um Elemental, também havia sido incomum pelo simples fato de tê-lo sido escolhido a dedo para ser um dos Agentes atuantes. Indiscutivelmente, entretanto, era certo que o havia seguido tal como ordenava as instruções — chegando ao ponto de quase se humilhar para que Jungkook aceitasse ao melhor amigo como um Caso.

Ainda assim, o resultado não fora o desejado. O mais novo não o havia aceitado, Jimin continuava sem ajuda para com os seus problemas e os Elementais sem um espião. Não que soubesse o verdadeiro motivo por trás do desejo de Seokjin de que Jungkook fosse observado de tão perto, porém, ainda que aquilo não coubesse a si, mentiria se dissesse não estar curioso. E aqui estava ele, adicionando mais um tópico na sua lista de erros que já havia cometido apenas pela maldita curiosidade que não sabia controlar. 

E o da vez, era alistar-se a uma organização que nada sabia além do nome. Lembrou-se de quando tentou ser maçom, e de como aquela sua vontade não havia durado tampouco mais de dois dias quando, finalmente, ao contar de seu desejo a Jimin, amedrontou-se ao outro mencionar que havia ouvido histórias de que era necessário beber o sangue recém-retirado de pobres carneiros na cerimônia de iniciação. Claro que o mais baixo tentou reverter ao máximo a situação, alegando que, certamente, eram apenas lendas, mas nada fora o suficiente para fazê-lo mudar de ideia outra vez.

Seu único arrependimento, entretanto, e provavelmente o que mais estava lhe irritando em todo o acontecimento horas mais cedo na boate, era o fato de tê-lo falhado justo na frente de Yoongi.

Certamente, algum deus deveria estar rindo da sua lastimável situação, uma vez que, depois de finalmente ter riscado o maldito nome de Yoongi da sua lista de pessoas as quais ele tinha algum apreço, o destino parecia ter jogado um contra o outro mais uma vez. Taehyung mentiria a si mesmo se afirmasse que já houvera esquecido tudo pelo qual ambos passaram no verão de um ano atrás, porém, como já era de praxe mentir, não havia nenhum arrependimento em sua amarga ilusão. Entretanto, mesmo com as suas mentiras, aqui estava ele, com um encontro marcado com o enriquecedor de todas os seus prazeres carnais. Não que se arrependesse do que fizera com Yoongi: ele, tal como se fosse o próprio deus Baco, deveria e sabia apreciar como ninguém os prazeres que a vida carnal tinha a oferecer.

E, no que concerne aos seus prazeres carnais, Jimin também era um dos culpados pela a sua impiedosa insônia. O mais alto tampouco poderia se ofender com o menor por ele ter ido embora no meio da madrugada. Não depois de suas mentiras, do seu teatro, da humilhação e exposição na boate mais cedo e, por fim, a sua estúpida e falha tentativa de uma transa casual, no desfecho do que ele julgou ser uma das noites mais traumáticas da sua vida.    

Certo também que Taehyung tinha — e não tinha — todos os motivos do mundo para mentir para Jimin, e o mais baixo não estava equivocado em sentir-se enganado e bravo porque, realmente, o mais alto o estava ludibriando. Em todos os quinze anos de amizade, Kim nunca havia mentido para Park, nem quando achou que a sua paixonite pelo melhor amigo pudesse estragar o seu duradouro companheirismo. Ele tampouco conseguia fazê-lo, do tanto que ambos se conheciam. Todavia, Taehyung sentia que, pelo menos nesse ponto, sua amizade com Jimin não era mais a mesma, e o culpado daquele infeliz decesso tinha nome, sobrenome, piercings e tatuagens, mais conhecido por ele como Min Yoongi.

Maldito fosse o dia que o conhecera no Subway em Daegu, nas suas férias de verão. Taehyung facilmente era capaz de rememorar àquele momento como se apenas algumas horas tivessem se passado, afinal, mesmo que o garoto hora ou outra amaldiçoasse o encontro, havia sido uma das lembranças mais marcantes de toda a sua existência em Terra, porque, diga-se de passagem, não são todos os dias que um modelo e ator famoso, tal como ele o era, transava com um cara que nunca vira antes no banheiro de uma estação de metrô.

Taehyung sorriu sacana e arrastou o lábio inferior entredentes ao pensamento. Havia ido a Daegu para passar um mês na casa de seus avós, todavia, com uma ou duas mentiras hábeis dos ossos do ofício, pode aproveitar daquelas quatro semanas do jeito mais carnal e impuro quanto fosse impossível, no âmbito erótico e devasso que havia se tornado o apartamento de Yoongi. E não. Ele não se arrependia.

  Ainda lembrava do cheiro do cigarro e da voz rouca sussurrante do mais velho no pé do seu ouvido. Lembrava-se também como Yoongi odiava fumar, e de como aquilo havia se tornado um vício que era tão excitante aos olhos do mais novo que Kim culpava-se por não ter vontade alguma de fazê-lo parar. Lembrava-se dos arranhões, das mordidas, do sangue, e do modo como ele achava aquilo tudo tão sensual e instigante que acreditava firmemente que ninguém nunca seria capaz de satisfazê-lo tão bem quanto Yoongi era capaz de fê-lo.

Entretanto, como toda boa felicidade dura pouco, a sua se estendeu por apenas os trinta dias daquele mês. E depois de ter sido abandonado por Yoongi da forma mais humilhante e desprezível que Taehyung julgou ter sido, o mais novo o havia amaldiçoado e à toda a sua existência.

Kim, então, ao pôr os pés em Seoul, havia-se decidido a apagar Min de si por completo uma vez que, segundo ele, o mais velho não era merecedor de nenhum segundo que poderia passar sofrendo por ele — como se os seus sentimentos não-recíprocos por Jimin já não fossem suficientes para fazer o peito doer. Tae, portanto, determinado, trespassou por seus sentimentos ao resolver engatar um relacionamento sério com uma ídolo de um grupo feminino muito famoso, o qual, cabe aqui dizer, fora aberto ao público logo depois, e muito bem recebido por toda a nação, afinal, se tratava do Príncipe Kim, o queridinho idolatrado da Coréia do Sul.   

 Porém, como nenhuma tragédia é tão infame que não possa tornar-se-ia mais trágica, aqui estava Tae, no Palácio Gyeongbokgung, local onde havia marcado encontro com ninguém mais, ninguém menos, que o seu demônio pessoal a quem já havia matado e esfaqueado centenas de vezes, além de condená-lo aos confins do inferno — ação que se repetiu quinhentas vezes depois do e-mail que recebera de Min, pedindo para encontra-lo com urgência ali — mais algumas centenas.

As pulseiras de prata em seu pulso direito tintinaram ao se chocarem umas contra as outras quando Taehyung, ao atravessar o portão principal Gwanghwamun e chegar à área onde era realizada a cerimônia de troca de guardas, levou a mão à aba do chapéu negro que usava e a puxou para baixo, prendendo-o ainda mais em sua cabeça em uma tentativa segura de esconder o rosto de todas as pessoas que se encontravam ali. Era certo que o próprio Kim havia exigido um local público para se encontrarem se realmente ele precisasse vê-lo, mas por que diabos Yoongi havia escolhido logo ali, e justo em um horário de pico onde turistas e sul-coreanos se amontoavam para prestigiar aquela tão famosa cerimônia?

 O som alto da gaita de fole que se misturava com a batida dos tambores e mais alguns instrumentos que Taehyung não soube distinguir — tampouco se importava em fazê-lo — incomodavam os seus tímpanos na lembrança estressante de um dos últimos doramas que atuara, no qual o seu personagem treinava para ser um dos guardas do palácio, e deveria participar diariamente daquelas cerimônias. Ele apressou o passo, contornando o evento que acontecia no pátio e a multidão de pessoas que o prestigiava, tentando fugir do som alto que apenas ele sozinho fazia o seu corpo reagir estressado, e da chance de ser reconhecido por alguém, seguindo para a sala do trono.

Porém, andando firmemente com seu Splipper Princetown da Gucci pelo caminho de pedras, Taehyung interrompeu-se no meio da ponte sobre o córrego e aproximou-se da balaustrada, a qual apoiou-se nela usando de seus cotovelos. Ele olhou para cima, para contemplar o céu tão azul com poucas nuvens, fechou os olhos e suspirou: Yoongi estava atrasado, e a sensação de ter que esperar pelo mais velho não era nem um pouco agradável.

Afinal, da última vez, ele não aparecera.

— Esperando por alguém?

Taehyung abriu os olhos, sentindo a sua pulsação acelerar pelo leve susto, ou pela voz rouca e baixa tão conhecida por ele cutucar os seus tímpanos outra vez. Ele pendeu a cabeça e ergueu o pescoço de modo que seus olhos pudessem se encontrar. Não iria se dar o trabalho de mover o seu chapéu por ele.

— Finalmente, hyung. — Respondeu seco. Em hipótese alguma, deixaria transparecer que o rever havia feito o seu coração acelerar da maneira que o estava agora em sua caixa torácica. — É bom ver que deixar as pessoas esperando não se tornou um novo hobby para você.

Yoongi sorriu sem-graça. Sabia bem que a conversa com o mais novo não seria a mais fácil de sua vida e que estaria nervoso em sua presença, porém, a conversação era mais necessária, do que querida, por ambos.

 — Não marcaria e te deixaria esperando. — Droga. Yoongi mal fechara a boca e já se arrependia da frase que proferira ao receber o olhar cortante que Taehyung o lançara.  

— Sério, Min hyung? — O sarcasmo carregado do mais novo continuava a cortar o homem de cabelo preto e mechas azuladas. — Interessante ver como as pessoas podem mudar em um ano.

O mais velho engoliu em seco, coçando a sobrancelha com a unha que crescera em seu dedo indicador.

— Digo o mesmo, Tae. Como está o seu namoro?

— Ótimo. — Pigarreou. — E é Taehyung para você. Ou Príncipe Kim.

Min entreabriu os lábios. Sabia bem o que Taehyung estava fazendo, e era exatamente o que ele queria evitar que acontecesse.

— Achei que odiasse esse termo.

— É como as pessoas as quais não tenho intimidade me chamam, cabe a você. — Sorriu sob a máscara preta quando percebeu Yoongi erguer as sobrancelhas.

— Desde quando eu sou um estranho para você, Taehyung? — Indagou. O tom decepcionado e triste do mais velho foi bem percebido pelo mais novo.

— Desde quando? — Tirou a máscara de uma das orelhas e levantou a aba do chapéu ao se aproximar do menor. — Talvez, desde quando você me deixou pegar o metro de volta para Seoul sozinho. Você prometeu que ia voltar comigo, que íamos nos assumir, mas você não apareceu, hyung!

Yoongi desviou o olhar para o chão.

— Taehyung...

— Eu passei o dia inteiro com a bunda naquela cadeira esperando você aparecer, mas você preferiu se despedir de mim e terminar comigo por mensagem! — O tom agressivo do mais novo fazia Yoongi engolir em seco periodicamente. — Eu não sei nem porque caralhos em vim me encontrar com você!

Proferiu, se afastando de Min e voltando a encostar-se na balaustrada. Sua vontade era sair dali a passos pesados enquanto gritava xingamentos para Yoongi, porém, além de querer ouvir uma resposta convincente do mais velho por motivos que ele não sabia quais, Taehyung sabia que não poderia se descontrolar em público, principalmente quando tinha consciência de que uma das suas sasaengs o estava seguindo desde que saíra de casa.  

— Eu fiz para proteger você. — Murmurou, chamando a atenção do mais novo para si. — Eu não queria que você fosse alvo de ódio só por minha causa.

Taehyung suspirou alto, fazendo Yoongi mover suas irises negras para si.

— Me poupe das suas desculpinhas, Min hyung. — Voltou a soar seco. Já tinha explodido em raiva o suficiente para uma exposição só. — Diz logo o que você quer comigo.

Yoongi apertou os lábios. Era difícil olhar para Taehyung e não poder tocá-lo, era quase impossível.

— Por que você está trabalhando conosco? — Disparou. — Digo, para o Seokjin.

Taehyung molhou os lábios. Ah, como Yoongi tinha a capacidade de se fazer de cínico e irritá-lo demasiado por isso.

— Porque, Min hyung... — Estralou o maxilar, controlando-se para não erguer o tom de voz e voltar a gritar com o outro. — Você contou para ele que eu sou o V. Apenas por isso.

Yoongi franziu o cenho quando o sangue sumiu de seu rosto.

— O quê?

— Não se faça de desentendido, eu sei que foi você! — Encheu os pulmões de ar, controlando-se. — Eu sei que você foi você, Min hyung, pois eu contei para você.

— Eu não contei para ninguém, Taehyung!

— Hyung, pare de se vitimar. — Forçou um sorriso. — Só quem sabia sobre eram você e o Jimin e, ainda assim, ele veio atrás de mim, com essa informação, me ameaçando. Claro que eu, sendo o V — piscou, o provocando. —, poderia destruir o Seokjin antes que ele me destruísse, mas sabe, eu sou curioso. Se o governador precisa da minha ajuda, eu irei o ajudar. Negócios de família. Simples assim.

Yoongi suspirou.

— Seus pais realmente apoiam o governador?

— E você não? — Balançou suas pulseiras. — Você é o braço direito do governador Seokjin, Min hyung.

O moreno balançou a cabeça negativamente.

— Você não sabe onde está se metendo, Taehyung.

— Exato, não sei. E estou muito curioso sobre.

O mais velho exasperou, levando a mão esquerda à nuca enquanto arranhava as unhas na balaustrada. Havia marcado um encontro com Taehyung para convencê-lo a sair enquanto ainda tinha chances, enquanto ainda era só um iniciante com missões básicas, porém, como o previsto, não seria tão fácil. Apenas o brilho nos olhos de Tae ao falar tão animado sobre a sua curiosidade o havia desarmado completamente. Sim, sabia bem como Taehyung parecia uma criança quando estava com a curiosidade aguçada, e que era tão teimoso quanto era curioso.

Ele ergueu o olhar para o mais novo, que contemplava o céu mais uma vez. Ele estava esperando por uma resposta, porém, Yoongi não a possuía mais. O que ele deveria dizer? Nada o que convenceria a deixar os Elementais, principalmente quando os seus pais e Taehyung apoiavam politicamente a Seokjin abertamente, enquanto V faria o trabalho sujo na penumbra.

De todas as pessoas no mundo, por que Yoongi fora logo se apaixonar por alguém tão complicado quanto Kim Taehyung?

— Min hyung?

Yoongi apertou as mandíbulas e fechou a mão direita em um punho. Min hyung, Min hyung, Min hyung! Estava enlouquecendo! Não tirava o direito de Taehyung o tratar tão friamente depois do que fizera, todavia, aquela formalidade toda o incomodava em níveis absurdos!

Ele voltou o olhar para o outro, que mesmo que o houvesse chamado, continuava a olhar para o céu por baixo do chapéu de abas longas. Não sabia se Taehyung estava fazendo aquilo propositalmente, porém, engoliu em seco ao avistar o pescoço limpinho do mais novo totalmente exposto e o ossinho da clavícula saltando para fora. Queria mordê-lo até que sangrasse, marca-lo até que tivesse que passar maquiagem por todo o corpo, sugar a sua melanina que tanto idolatrava até que ganhasse outra coloração. Queria fazê-lo, mais do que nunca antes, abandonar toda aquela pose de homem inacessível e superior, só para ouvi-lo gemer “Yoon oppa” no seu ouvido mais uma vez.

— Sim, Tae? ...hyung. — Pigarreou. Seu corpo estava quente apenas de lembrar do que ambos eram capazes juntos em uma cama.

— Você sabia que era eu quem iria fazer a missão de ontem com você?

— Não. — Taehyung tombou a cabeça para olhar para o mais velho, e arregalou levemente os olhos quando o viu o olhando daquela maneira: com aqueles olhos felinos, predadores, que os usava quando estavam prestes a transar. Rapidamente os desviou. — Seokjin apenas me disse que era um novato. Por quê?

— Eu também não sabia que era você. — Sorriu fraco. — Acho que coincidências acontecem.

Yoongi exasperou, levando suas mãos para dentro dos bolsos laterais do sobretudo xadrez verde-escuro e preto que usava.

— Não acredito nessas coisas, você sabe. — Taehyung o olhou novamente. — É do Seokjin que estamos falando. — Yoongi molhou os lábios, olhando para o chão. — Eu acho que ele está querendo me punir de alguma forma.

— Te punir? — Yoongi sorriu sem-graça ao questionamento do mais novo. — O que você fez?

— Seokjin não confia mais em mim, porém, eu acho que não posso me abrir com você pois você agora trabalha para ele.

Taehyung franziu o cenho.

— Mas você ainda trabalha para ele, hyung.

Min deu de ombros.

— É o que eu tenho.

— Aconteceu alguma coisa?

Yoongi sorriu sem-graça.

— Claro que aconteceu, mas não precisa agir como se importasse, porque eu sei que não. — Suspirou. — Seu Min hyung sabe se virar sozinho.

Taehyung remexeu-se desconfortavelmente, sentindo um formigamento e uma queimação estranha em suas orelhas. Ah, não acreditava que havia corado com o seu.

Não, não deixaria Yoongi controla-lo outra vez.

Abriu a boca para responder, mas interrompeu-se ao sentir o seu celular vibrar no bolso lateral da calça folgada que usava. Yoongi acompanhou com o olhar enquanto o mais novo o alcançava e, sorrindo à tela do smartphone, digitava rapidamente com seus dedos longos e franzinos. Ah, lindos dedos longos e franzinos...

— Eu preciso ir, Min hyung. — Declarou. Yoongi piscou, atordoado.

— Mas eu ainda não disse o que tinha para falar?

— Não? — Taehyung pendeu a cabeça, se afastando do balaustrado. — Pois diz de uma vez.  

— Não posso dizer aqui, em público. — Molhou os lábios. — É sobre sua próxima missão, Tae, segredo de estado. Não podemos ir para um local mais reservado?

— Taehyung. — O corrigiu, fazendo o mais velho revirar os olhos. — Agora não posso, hyung, tenho coisas para resolver.

— Você é um Elemental agora. — Ditou. — A missão deveria ser o mais importante.

— Meu casamento é tão importante quanto.

Yoongi desarmou-se. Ele realmente havia ouvido aquilo certo?

— Seu... o quê?

— Casamento. — Tae não pode evitar rir à expressão chocada do mais velho. — Eu e a noona vamos nos casar! — Forçou uma animação na voz, que saiu tão natural quanto qualquer uma de suas atuações.

Min entreabriu a boca e a fechou três vezes antes de desistir se pronunciar sobre, arrancando um sorriso vitorioso de Taehyung, que não conseguiu se conter ao ver a reação desamparada de Yoongi.  

— Mas... por quê?

— Porque eu a amo, hyung.

— O caralho. — Taehyung piscou à resposta zangada do mais velho. — Você é gay, seu idiota.

O mais novo engoliu em seco, e encarou o outro quando a sua expressão divertida sumiu de seu rosto. Yoongi não tinha o direito! Não tinha o direito de humilhá-lo assim!

— Eu não sou gay, Min hyung.

— Ah, não? — Sorriu incrédulo, deixando transparecer o seu doce – ou nem tanto – sorriso gengival, o qual fez o coração do mais alto parar por meio segundo. — Preciso te lembrar de todas as vezes que você implorou que eu te fodesse?

 Os dedos das mãos de Taehyung se contraíram. Estava irritado, muito irritado. Yoongi não tinha direito algum de jogar tudo aquilo em sua cara, depois de tudo o que fizera. Havia o humilhado um ano atrás, e aqui estava ele, o humilhando novamente!

— Chega, Min. — Taehyung se aproximou, furioso, encarando o mais velho, que o devolveu a mirada com a mesma intensidade de sentimentos. Se não estivessem em público, teria socado o rostinho lindo de Yoongi ali mesmo. Espera, lindo?! — Nós transamos, é fato, e eu não me arrependo, porque olha, foi bom para um caralho. — Yoongi sorriu de canto. — Mas foi só sexo.

O sorriso do menor sumiu com a facada que levara. Só sexo?

— Só sexo?

— Sim. — Reafirmou, exasperando. — E se me der licença, minha noiva está me esperando para decidirmos os últimos detalhes do nosso jantar de noivado, então, oppa — proferiu debochadamente —, essa missão vai ter que ficar para outro dia.

Taehyung se afastou, saindo a passos pesados e rápidos pelo caminho de pedras pelo qual havia entrado meia hora antes. Talvez, fosse uma boa ideia tê-lo dito sobre o fato de Hoseok ter batido à sua porta horas antes, porém, não estava com cabeça para isso.

Era frustrante como o seu coração não parava de bater acelerado um segundo enquanto esteve ao lado de Min.

Era frustrante saber que, mesmo após um ano e todas as decepções, seu órgão pulsante ainda estava apaixonado pelo pior tipo de cara que andava sobre a terra.

No entanto, não era de todo tão importante. Iria oficializar o noivado com a sua noona, apagaria a tatuagem de seu corpo, e poderia se reportar diretamente a Seokjin, uma vez que o governador era um dos convidados de honra do seu jantar de noivado.

Tae apressou ainda mais seus passos, afinal, faltando apenas onze horas para que a festa que marcaria a nova fase da sua vida se iniciasse, o acastanhado estava ansioso para, enfim, poder se livrar de uma vez por de todas das marcas de Yoongi presentes em seu corpo e espirito.  

 


Notas Finais


Ah, Taegi. :(

Vocês têm alguma teoria sobre o que está acontecendo ou vai acontecer? c: Estão gostando do rumo que a história está levando? c: Por favor, contem-me tudo! Não escondam-me nada!

Se gostaram, não esqueçam de favoritar e/ou comentar! É muito importante para mim saber se estão gostando! <3

Vejo-os em breve, obrigada por terem lido!

Xoxo.


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