História Caso por acaso - Capítulo 21


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance Escravo
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Palavras 1.611
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


''A face oculta'' é um conto escrito por Josh em seu site/blog. Todos ao ao menos a maioria dos capítulos irá conter uma pagina da história do garoto. Vale ressaltar que ele viu tudo isso em sonho.

Capítulo 21 - O pesadelo da face oculta


Fanfic / Fanfiction Caso por acaso - Capítulo 21 - O pesadelo da face oculta

Naquela mesma noite....

Erike estava sentado embaixo de uma arvore e claro que avistou Josh de longe, vinha em sua direção com uma expressão tão serena, ignorando todos a sua volta. Ao chegar mais perto soprou deixando sair de sua boca uma nuvem de fumaça gelada e em seguida cruzou os braços, Erike se levantou o encarando.

- o que está fazendo aqui?- olhou o relógio.- não subiu por quê?- disse autoritário e sério.

- você disse para eu não fugir...- abaixou levemente a abeca, Josh fechou os olhos permitindo um discreto sorriso brotar.

- só para me certificar de que havia entendido.- silencio.- eu não vou perguntar.

- eu gosto quando pergunta...parece se importar.

- e como acha que fico, hã? Normal? Eu me preocupo com você, como um amigo nunca se preocuparia.- estreitou os olhos o encarando.

- não é querendo ser o dramático da relação nem nada....mas é sério, depois de tudo, eu ainda sou seu ‘’amigo’’.

Entenda que, qualquer pessoa normal olharia para os lados em uma situação assim para se certificar que ninguém ao redor havia ouvido algo assim, mas não Josh;  na cabeça do moreno, uma discussão com seu melhor amigo valia mais do que qualquer olhar preconceituoso pairando sobre eles, pois Josh e Erike são pessoa que não se importam com isso, são seres sem estereótipos, disciplinados. E mesmo com Erike falando aquilo num tom de voz normal e audível Josh nem se quer moveu os olhos para o lado, pois para ele a única coisa que importava era Erike, e mais ninguém ali. Apenas Erike sabia o que ele tinha por dentro, então o resto merecia o seu mais sincero ‘’foda-se’’; Josh não tinha tempo para encarar piadas homofóbicas, seu melhor amigo estava angustiado e o resto que se exploda, e Erike? Erike não tinha tempo para chacotas envolvendo seu melhor, ele estava ocupado pois seus sentimentos tinha que ser resolvidos perante o homem à sua frente, o homem que ele ama.

- Erike entenda...eu não gosto de você assim.

- eu sei, entendo perfeitamente. - marejou levemente. - mas entenda que não é essa a preocupação que eu quero.

- e qual é? Eu hesitaria?- perguntou segurando o choro.

- se soubesse o que penso..o que realmente quero te dizer, alias, você me odiaria mais ainda.

- Erike, eu nunca odiei você, nem vou...- chegou mais perto enlouquecendo o loiro com o aroma gracioso de seu perfume amadeirado.- se tem algo a me dizer, que diga e jogue tudo pra fora.- implorou. Mas não obteve muito êxito.

- é melhor não, você é meu melhor amigo.

Josh se segurou para não demonstrar um ato desrespeitoso, como revirar os olhos ou alterar a voz, por mais que a fúria fervesse dentro de si ele se manteve sereno.

- então.... é isso?

- isso o que,Joshua?- perguntou desviando o olhar.

- vai ficar escondendo tudo de mim?

Erike o olhou lacrimejando e segurando o choro mais uma vez, deu vários passos para trás com sua expressão triste encarando a de Josh .

- não vale a pena...- disse com voz fraca.

- loiro....- chamou não conseguindo terminar a frase.

- a gente se vê....

Josh abaixou o olhar, como quem tinha perdido a partida.

                                                                              *

O moreno chegou em casa com expressão pesada e um mau humor relevante; suspirou, ia subir direto ao quarto mas percebeu de cara uma luz azulada enfeitando o ambiente onde fica o escritório de sua mãe, retrocedeu seus passos e foi verificar; entrou na sala que com aquela luz era um ambiente de fato calmo, seu notebook estava sobre a mesa aberto em uma pagina, ao lado um bilhete de sua mãe:

‘‘Faça bom proveito. Terminei, e é seu’’

Sorri largo, porém, optou por fechar o aparelho e ir dormir está noite. Como sempre, passou no quarto de sua mãe para dar-lhe um beijo e foi direto ao seu. Retirou as roupas pesadas e desabou na cama macia, sem tardar para pegar no sono, adormeceu com um sorriso por finalmente estar em casa, em sua cama quente, a descansar.

 

01:37.....

Josh acorda como sempre, ofegante, assustado e suando frio. O sonho desta vez pareceu tão real que precisou tatear a cama para descobrir se era sua mesmo e não estava em outro lugar. Saiu da cama com o corpo estremecido, ficou segundos parado no meio daquele quarto refletindo, pensou em ir ao banheiro jogar água no rosto ,mas em vez desceu correndo as escadas e foi até o escritório onde entrou no seu mais novo blog, sentou-se e ficou minutos olhando a pagina inicial sem fazer absolutamente nada.

‘’  é sério...eu preciso relatar esse sonho em forma de narrativa. Impossível ignorar, daria um livro perfeito, ou pelo menos um primeiro capítulo’’ pensou consigo mesmo.

Logo começou a digitar...tudo que lhe vinha a mente elaborado ou adaptado em forma de drama, esse tipo que drama que qualquer leitor sem encanta de ler, em sua mente passava coisas que ele as vezes nem conseguia acompanhar. Mas se ele tinha uma certeza, é que aquele capitulo sairia nesta madrugada de sexta feira.

                                                                                 *

                                                                                 *

                                                                                 *

                                                                    Fronteiras do destino                  By Josh

   A face oculta

                              

                                                                          -1-

De vários, esse era um dos dias em que eu me via encarcerado por aquele homem de semblante frio e indiferente, eu o julgo sem sentimentos...seu olhar era tão frio.

Esse dia era uma manhã de ventania, nem queimava nem deixava esfriar, era cedo, devia ser umas sete da manhã, e daqui a quatro horas fará cinco dias que fui concebido a esse homem, sem uma defesa ou argumentação. Eu devo dizer que desci as escadas daquela casa de modo sereno, era uma casa semelhante à minha antiga, mas ainda assim não a era; ele estava plantado na sala de estar, entortei a expressão e cheguei mais perto, levei um belo susto quando de repente quando aquele homem virou-se de repente, eu tenho quase certeza que ele sentiu minha presença, pois eu não fiz qualquer barulho. Dei alguns passos para trás, e ele ficou me encarando com seu olhar gelado por longos minutos.

- chegue mais perto.-disse finalmente.

- não vou chegar perto de você.- ele estreitou o olhar pra mim na hora.

- você é estranho.

- sempre em minha vida fui estranho!

- é...acabei de me lembrar.

Disse se referindo ao fato de ter sumido, provavelmente, isso só me fez odiá-lo mais, cruzei os braços no sentido de me sentir mais protegido, evitei olha-lo.

- então, como será agora com você aqui?

Aquele homem me olhou de cima abaixo sem dizer uma palavra por um bom tempo, ao meu ver, ele parecia meditar algo detalhadamente.

- você pode me chamar de ‘’pai’’.- disse em tom sério, mas eu acredito que estava brincando, não podia ser tão cara de pau.

- não vou dar um nome a você, se nem sei ao menos seu nome de batismo- disse me fazendo de difícil ao máximo que consegui.

Este homem não me causava receio, me causava medo, ele tem o semblante de um ser desalmado e quem dirá que não é? Eu juro que não me vejo convivendo nesta casa com ele para descobrir. Parecendo adivinhar meus pensamentos me assusta com tal frase.

- eu sou essa figura agora, sou o seu pai, você ainda é uma criança e depende do meu calor até seu amadurecimento, você agora garoto, depende de mim e acostume-se com não ter mais ninguém.

- eu tenho um nome!

- eu sei, eu sei seu nome e não vou usar. Eu não t dei esse nome então para que vou chama-lo assim?

Essa frase soou mais ríspida do que eu podia imaginar. Cambaleei encostando-me a uma estante ali presente, ele me olhava feito uma estatua.

- você....me da nojo!- disse.

- você que deveria me dar puro nojo, não que não me cause esse sentimento. Você é fruto do meu ódio pela sua mãe, eu só tenho que sentir nojo de você. Você é estranho, moleque.

Naquele momento meu corpo amoleceu, quase que não respondia aos meus comandos, será que eu tinha real razão? Aquele homem seria mais desalmado do que pensei? Aquelas palavras serviram para me deixar com raiva e medo.

Tomei coragem forçando uma postura reta, não que isso me fizesse menos amedrontado, por mais que tentasse não parecer, eu estava.

-se me odeia tanto assim, me responda como será nossa convivência dentro deste lugar?...já que me trata com tanta repulsa....responda-me brevemente por quê me pegou para criar?!- disse, praticamente gritei abaixando a cabeça me debulhando em lagrimas. Mas aquele homem não esboçou reação alguma, apenas ficou parado em minha frente com as mãos para trás, sua expressão era de puro tédio.

- você está aqui.....por que sua mãe me entregou sua guarda, portanto irá permanecer aqui, e isso não foi ideia minha. E olha só para você, deixei um exemplo de fraqueza entrar em minha casa, veja, você está chorando em minha frente feito um idiota, feito uma criança que se perdeu de sua mãe.

- talvez seja porque eu realmente me perdi dela!!

- fala sério, você acha mesmo que aquela mulher  te ama depois de tudo que fiz com ela?- então ele chega mais perto, segura meu rosto com força com uma das mãos.- eu já disse, seu pivete do caralho, você é fruto do meu ódio, então acostume-se a ser tratado como um fragmento dele, entendeu?- disse ele perto do meu ouvido.

- sim...- então ele soltou meu rosto com brutalidade e se pôs a se afastar.

- então não me venha com essa de chorar na minha frente, eu estou pouco me fodendo para os seus sentimentos.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Fronteiras do Destino é um universo existente, escrito por este homem: https://spiritfanfics.com/perfil/wilkens (Wil Ash)


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