História Caso você volte... - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Colegial, Comédia, Escolar, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Apixib’etá, Crianças.
Trevosos?

Esse capítulo ficou um tanto curto, e com bastante falatório, mas quero construir a relação deles o melhor possível.
Espero que os entretenha~

Capítulo 5 - Apelidos


Abriu os olhos lentamente.

Sua cabeça latejava.

A noite anterior não era nada além de um borrão. Lembra de confessar, assistir um filme de terror, comer bolo e... Tomar cerveja. Lembrava também de pegar Theo no colo, mas após isso...

Tentou alcançar seu celular, que estava no criado mudo ao seu lado, mas ao se movimentar percebeu que seu peito pesava. Viu o outro garoto deitado em seu tórax.

Lembrou o que acontecera na noite anterior.

Ele ainda dormia. Seus braços envolviam sua cintura e suas pernas se entrelaçavam nas dele. Sorriu. Com sua mão livre, acariciou o cabelo do outro, fazendo cafuné, ‘Macio, como sempre’, riu. O menor ronronou ao toque, abraçando-o com mais força. ‘Tão lindo. Tão fofo. Tão... Borrado. Cadê meus óculos?’.

Theo bocejou, abrindo os olhos direcionando-os ao seu “travesseiro”, com um sorriso inocente.

“Bom dia, garotão. Dormiu bem?”, esfregava seus olhos, sem sair de cima do maior.

“Claro: dormi com você. Haha... Mas, sério, acho que você me deixou sem ar durante a noite”, disse, pegando seus óculos.

“Uau, sou assim tão bom?”, riu.

“Não, só pesado mesmo. Tava travando minha caixa torácica”.

“Ô, seu filho da puta”, e deu-lhe um leve soco no ombro. Luca ria quase histericamente, e Theo o seguiu, ainda desferindo-lhe golpes afetivos.

Luca segurou o rosto do outro e beijou-lhe o nariz, as bochechas e então os lábios, pedindo trégua ao menor, que aceitou de bom grado.

“Calma lá, Theo selvagem. Não precisa ficar agressivo. Foi a melhor transa que eu já tive. E olha que foi a primeira”, ria novamente, ainda mais alto.

“Eu vou te encher de porrada, se continuar com essas piadinhas infames, Luke selvagem”, apertou as bochechas do maior, fazendo-o ficar com biquinho, e lhe dando um selinho. Soltou-o devagar, “Ei... Você tem um apelido carinhoso, Luke. Por que não criou um pra mim?”, disse por fim, manhoso.

“Hum... Gatinho?”, disse Luca, hesitante.

”Não. ‘Gatinho’ é muito genérico. Se bem que Luke também é. Devíamos inventar novos apelidos um pro outro”, esfregava seus olhos novamente, sentando-se na cama e encostando-se na cabeceira.

“Muito genérico? Okay... Que tal... Tetê?”, logo apertando o mamilo do outro.

“Luca, seu porra, é sério. Que fogo no rabo!”, apesar da ameaça ria, segurando o local que fora atacado.

“Me conhece desde o primário. Sabia no que tava se metendo quando aceitou minha confissão”, também sentou, abraçando o menor. “Por que quer apelidos fofinhos assim tão de repente?”.

“Eu sei, haha. E sei lá... Só quero, eu acho”, encolhia-se nos braços do outro, encostando a cabeça em seu peito, ouvindo as batidas do seu coração. ‘Música... Tão... Relaxante. Reconfortante... ’.

“Hum... Quer marcar seu território, Theo selvagem? Um nome pra mim que só você usa?”.

“E um nome pra MIM que só VOCÊ usa. Por favor”, ainda manhoso.

“Ei, não neguei hora nenhuma. Só queria saber o porquê. Apelido carinhoso...”, soava pensativo. “Sempre que eu penso em você, o que me vem à cabeça são doces. Lembra aquele dia que você tava mexendo no celular, procurando a receita daquele doce de limão japonês? Podia te chamar daquilo. O que era mesmo? Ia...”, mas foi cortado pelo menor.

“Isso não é doce, Luca. Eu tava te zoando, mas... Doces?”, falava afobado.

“Sim. Você me lembra doces. E se eu te chamar de... Ciliegia?”.

Theo arrepiara por inteiro. Adorava a voz de veludo do maior, mas, quando misturada ao italiano – língua na qual era fluente, graças à sua família – ele transformava-se num idólatra e, misturada à luxúria que o consumia, entrava num estado no qual Luca poderia pedir o que quisesse, e o menor o faria sem pensar duas vezes. Parecia ter sido enfeitiçado.

“Sei que não é doce; é fruta. Mas sempre tem uma em cima do bolo e... Levando em conta a dilatação de suas pupilas, acho que você aprova, haha”, Luca disse, trazendo Theo de volta à realidade.

“Ah... Sim. Eu- Eu gostei... ”, estava vermelho.                “Quanto ao SEU nome fofo... Sempre que eu penso em você penso num urso enorme e super fofinho!”, disse, com voz aguda, apertando seus olhos e sorrindo largamente, enquanto mexia os braços, pensando num urso. “Vou te chamar de Kuma!”, estava decidido.

“Eu aceito! E obrigado por usar ‘enorme e fofinho’ ao invés de ‘gordo’”.

“Eu acho fofo e adoro seu corpo, Kuma. Não vou tolerar baixo astral corpóreo! ”, disse, abraçando-o. Ambos riam.

Em meio às risadas, Luca viu o criado mudo no qual estava a tão misteriosa cestinha. Lembrou que não a havia aberto ainda.

“Ei, Theo”, foi interrompido por um grunhido vindo do outro, “Desculpa. Ciliegia, o que tem naquela cestinha?”.

“Que cestinha?”, estava confuso. Não se recordava de cesta nenhuma.

“Essa aqui, ué. Tava aqui quando eu cheguei. Achei que você tivesse deixado pra mim, ontem, mas não cheguei a olhar dentro”, pegou-a nas mãos.

“Kuma, eu não faço a mínima ideia do que é isso”, estava preocupado. Realmente não sabia o que era aquilo, de onde viera ou o que tinha dentro.

“Bom, vamos descobrir, então?”.

Luca desfez o laço que a amarrava e o paninho xadrez que a cobria.

Dentro havia apenas um pedaço de papel e uma pedra azul escura, enrolada numa corda fina preta. O papel estava dobrado. Pegou-o na mão.

“Hum?”, desdobrou-o, com cuidado. “3896? Quê?”, franzia o cenho, confuso.

Olhou o menor, em busca de respostas, mas estava tão perdido quanto ele. Não sabiam o que significavam os números, ou por que estavam na casa de Theo. Apenas sentiam que precisariam lembrá-lo.

Respiravam profundamente. Emitiam sons altos. Estavam tensos. Musculatura rígida.

“AI, CARAL- POR! THEO!”, gritou Luca, assustado. O celular do menor tocou. Recebera uma mensagem.

Pegou o aparelho rapidamente. Não sabia por que, mas estava ansioso. Vinha de um número desconhecido, mas o a tela não mostrava números. Na mensagem lia-se:

“Esse é o apelido dela”.

Entreolharam-se, preocupados.


Notas Finais


Boa conversação é a chave mestra de uma boa relação.

~Esperam que tenham gostado.
Cuidem-se, minhas Crianças. Tudo de fantástico, sempre. Até o próximo capítulo.


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