História Casos e Acasos - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Babz, Drama, Sobi, Sope, Yoonseok, Yoonseok Da Babz
Visualizações 332
Palavras 3.400
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


RESSUSCITEI!!!!!! Gente, eu sinto muito mesmo por ter deletado essa fanfic :-( eu acabei passando por uma situaçãozinha meio chata, e decidi por deletar todas as minhas fanfics em andamento. Depois de um tempo, eu restaurei Nem um Pouco Assustador. Agora, resolvi restaurar essa, porque eu gosto muito do plot dela <3 Espero que não fiquem bravxs comigo e gostem desse capítulo T-T

Betado pela minha princesinha @hanif <3

Capítulo 2 - O primeiro acaso


Após receber a ligação preocupante de Hoseok, Jeongguk literalmente saltou da própria cama, tomando um banho frio e rápido antes de pular em uma roupa qualquer. Era tão raro ter seu hyung para baixo daquele jeito que não conseguia evitar pensar nas piores hipóteses possíveis, sentindo-se cada vez mais preocupado ao imaginar o que teria deixado o mais velho daquela forma.

Em toda a sua vida, nunca havia dirigido tão rápido. Sequer se preocupava com a chance de causar um acidente de trânsito, pisando fundo no acelerador sempre que tinha a oportunidade.

Realmente, estava profundamente preocupado com o melhor amigo, seu coração não conseguia se aquietar. Sentia que tinha algo bastante errado; eles sempre tiveram uma conexão de dar inveja em qualquer um. Sempre que algo acontecia com Hoseok, Jeongguk sentia — e vice-versa. Eles podiam compartilhar dores e pensamentos com tanta facilidade, chegava a ser assustador.

Por isso se preocupava: o que mais doía era o seu peito.

Quando chegou ao prédio em que os dois amigos moravam, não deixou de fazer as coisas o mais rápido possível — chegou a xingar mentalmente o elevador por ser tão lento. Estava tão inquieto, era quase como se Jeon pudesse ouvir as lágrimas do ruivo caindo no chão em que ele permanecia sentado; entretanto, não sabia dizer quem ou o que teria causado aquilo ao mais velho.

Ainda assim, tinha certo pressentimento ruim quanto ao companheiro de apartamento de Hoseok.

Por isso, quando a porta foi aberta após tocar a campainha com insistência, Jeon não se prestou a saudar o Min, simplesmente o encarando com tamanha frieza que Yoongi se sentiu intimidado.

— O que aconteceu? — Sua voz parecia mais um rosnado.

— Do que está falando? — Yoongi se fez de desentendido; não gostava da presença do moreno ali, não naquele momento, não naquela situação.

— Hoseok hyung me ligou chorando, Yoongi. E eu ‘tô te perguntando o que caralhos aconteceu. — O olhar dele era como o de uma fera defendendo seu filhote; o que poderia até ser adorável se não fosse pela tensão naquela sala de estar.

E Yoongi se deu por vencido, embora ainda contrariado.

— Ele está no quarto — respondeu baixinho.

O garoto seguiu o caminho já muito conhecido por si, prontamente chegando ao quarto do Jung. Tocou na porta com leveza, como se tudo que pertencesse a Hoseok, naquele instante, tivesse se transformado na mais delicada e frágil porcelana.

— Hobi hyung? Sou eu... — falou com mansidão por detrás da porta.

Não obteve resposta, apenas ouviu o som da tranca da porta girar. Logo, esta foi aberta, dando a Jeongguk a visão de um ruivo com os olhos inchados e um rosto avermelhado. Também sem dizer nada, o mais novo só abriu os braços, recebendo o melhor amigo em um abraço em seguida — Hoseok o apertou tanto que fora o suficiente para ele entender qual assunto tinha causado aquilo tudo.

Sinceramente, já queria socar a cara de Min Yoongi.

Delicadamente, empurrou o Jung para dentro do quarto com o próprio corpo, fechando a porta atrás de si de forma meio desleixada. Afagou os fios cor-de-laranja com carinho, deixando que ele chorasse tudo que precisava antes de fazer perguntas.

— Eu o odeio, Jeonggukie — choramingou baixinho, chamando a atenção do moreno. — Eu odeio o Yoongi, odeio.

— Não chore por ele, Hobi — acariciou os cabelos do mais baixo outra vez. — Não vale a pena.

Por alguns minutos, ambos permaneceram em silêncio. As lágrimas do Jung foram parando aos poucos, trazendo um sentimento de impotência e autopiedade em seu lugar. De repente, o ruivo já ria sem vontade, achando graça da própria cara naquela situação.

— Quer me dizer o que aconteceu? — perguntou depois que Hoseok se afastou de seu abraço. O olhar vazio dele fez com que perdesse a vontade de saber seus motivos. — Ou... quer ir àquela cafeteria que você gosta?

O Jung sorriu.

— Vamos lá.

 

 

Desde que abrira a porta para Jeongguk, o Min permanecia na mesma posição no sofá: sentado, apoiando os cotovelos nos próprios joelhos e segurando o rosto com as mãos. Tentava, ele jura que tentava, mas não conseguia evitar nutrir certo sentimento de raiva daqueles dois; não conseguia não se sentir substituído, embora tivesse plena consciência de que ele mesmo causara aquela situação toda.

Entretanto, aquela raiva era mais antiga. Não era a primeira vez que Hoseok corria para Jeongguk quando ele mesmo estava bem ali, ao seu lado, preocupado e totalmente disposto a ajudá-lo no que quer que fosse. Sentia-se tão insuficiente, tão inútil; o Jung era sempre o primeiro a colocar seu ânimo lá em cima quando estava para baixo, era terrível pensar que não podia fazer o mesmo.

Parecia que ele era a eterna segunda opção, ainda que Hoseok fosse sempre sua primeira.

Tão perdido em pensamentos que estava, sequer percebeu quando a porta do quarto do ruivo foi aberta e o Jeon saiu dali desacompanhado. Teve que fazer um esforço tremendo para não fazer uma careta ao ver a cara do mais novo — ainda sentia aquela vontade intensa de socá-lo também.

— Cadê o Hoseok? — perguntou desconfiado.

— Tomando banho — deu de ombros enquanto se sentava no sofá ao lado do Min.

— Por que ele...

— Espera aí — interrompeu-o rapidamente, logo o encarando de forma incrédula. — Eu que tenho que te perguntar: por que o hyung estava chorando? — Yoongi apenas desviou o olhar do seu, obrigando-o a reformular sua pergunta. — O que aconteceu para que ele esteja assim?

E, sinceramente, o Min não sabia dizer; não entendia o que havia acontecido, os motivos para aquela reação, as razões para Hoseok estar daquela forma. Tudo o que sabia era o que tinha feito... o resto estava lhe causando dores de cabeça, e nem eram onze horas da manhã ainda. Ele só desejava poder voltar no tempo e não sair da cama, não ir àquela festa, não dormir com a droga da irmã da droga do seu melhor amigo... mas não tinha como. Estava feito, e não tinha como voltar atrás.

— Eu não sei — disse sincero. — Ontem, eu fui à festa do Taehyung... fiquei meio bêbado e acabei dormindo com a Dawon, acordei hoje de manhã e a merda já estava feita.

Jeongguk fitava o outro total e completamente desacreditado.

— Você transou com a Dawon noona?

O mais velho apenas deu de ombros, embora o arrependimento já estivesse começando a lhe incomodar.

— Você é inacreditável, Yoongi. — Jeongguk exaltou-se, levantando do sofá e parando de frente para o outro. — Inacreditável! Como tu tiveste a coragem de fazer algo assim? Sabe do quão próximos Dawon e Hoseok são... — franziu o cenho, interrompendo a própria fala ao perceber algo. A irmã mais velha do Jung era culpada também, e muito. — Vocês dois são inacreditáveis.

O Min se sentia ainda mais confuso naquele instante; sabia que havia errado ao dormir com a irmã do melhor amigo, mas para que todo aquele exagero? Por que o Jeon precisava se alterar daquele jeito, querendo fazer tempestade em copo d’água? Merda, aquilo só o confundia, deixando seu peito desconfortável e lhe causando certa raiva.

E ele queria perguntar a Jeongguk sobre o porquê daquilo tudo, mas se distraiu ao ver que a porta do quarto de seu amigo havia aberto de novo, dando passagem, dessa vez, a um Hoseok de cabelos molhados, vestindo calças jeans rasgadas nos joelhos e um moletom grande demais para seu corpo magrinho.

— Vocês vão sair? — Quis saber, alternando o olhar entre os dois mais novos.

Em toda a sua acidez, Jeon se obrigou a responder da forma mais cínica possível.

— Sim, vamos àquela cafeteria aqui na esquina.

Yoongi se irritou; Hoseok se encolheu.

— Ah, ótimo — rosnou, pegando o controle da televisão e procurando por algo para assistir.

Não dando atenção à ceninha do Min, Jeongguk puxou o amigo pela mão até a porta, não deixando que ele se abalasse por toda aquela indiferença do outro — que tanto lhe machucava, pois ele parecia realmente não se importar.

Em meio àquilo, Jeon percebeu uma coisa que acabou lhe chamando muita atenção: Yoongi estava incomodado demais, mais do que o seu normal. Entretanto, decidiu que não diria nada a Hoseok — poderia estar enganado e acabar alimentando uma falsa esperança no ruivo; não poderia e nem gostaria, em hipótese alguma, de magoá-lo de qualquer forma. Mas se aquilo realmente existisse, faria de tudo para que viesse à tona de uma vez.

— Hoje é por minha conta — piscou para o mais velho enquanto o via destrancar a porta do apartamento, recebendo uma risada sua em resposta.

— Eu sou o mais velho, Jeonggukie. Você não pode pagar as coisas para mim!

Então, saíram, deixando um Yoongi inconformado para trás.

— Droga, Hoseok — resmungou para si mesmo, deitando-se no sofá e fechando os olhos. — Que merda você está fazendo comigo?

 

 

Duas semanas. Levaram exatamente duas semanas para que o Min surtasse de vez, não aguentando mais o jeito estranho como estava sendo tratado por Hoseok, nem o fato de que Jeongguk havia decidido que iria morar no quarto do ruivo, não desgrudando dele nem por cinco minutos.

O mais velho não queria dar o braço a torcer, porque não entendia os motivos do Jung para estar assim, não via motivos para isso. Entretanto, devido à confusão causada antes mesmo que pudessem conversar, Yoongi se negava a pedir desculpas; negava-se a pedir perdão por algo que não achava certo, por algo que não conseguia compreender.

Por causa do orgulho de Yoongi e da mágoa de Hoseok, o clima naquele apartamento ia de mal a pior. Embora ambos quisessem acabar com aquilo de uma vez e voltar à amizade que tinham, era difícil quando nenhum dos dois queria conversar e resolver as coisas de fato.

Todavia, naqueles dias em especial, Jeongguk teria uma prova difícil na faculdade, o que o obrigou a ficar na própria casa por uns dias para que pudesse se concentrar e estudar. Por isso, o apartamento dos mais velhos se encontrava num estado crítico: duas pessoas brigadas, sozinhas e sem saber o que fazer.

O Min, porém, já não suportava nem mais um único dia afastado de seu melhor amigo; estava decidido a conversar com ele de uma vez por todas, querendo resolver e entendê-lo. Assim, quando percebeu que o ruivo estava quieto na sala, provavelmente assistindo a um programa qualquer, respirou fundo e foi até ele, sentando ao seu lado no sofá.

— Hoseok... — chamou hesitante, recebendo a atenção do ruivo de imediato.

— O que foi?

— Acho que nós precisamos conversar, não é? — Seu olhar era vazio e fez o coração de Hoseok apertar; realmente, já passava da hora deles jogarem as cartas na mesa e tirarem aquela história a limpo.

— É... acho que sim — disse enquanto tirava o volume da televisão.

Por longos segundos, ninguém ali sabia o que dizer, como começar ou o que fazer. Apenas se encaravam timidamente, desviando o olhar quando já não podiam mais sustentar o contato visual com o outro. E, para a surpresa completa do Jung, quem começou a falar foi Yoongi.

— Eu sinto muito, Hobi — suspirou. Era sincero, e o mais novo podia perceber isso.

Pela primeira vez em duas semanas, o Min pôde ver o sorriso de Hoseok sendo direcionado apenas para si. Algumas borboletinhas estranhas se agitaram em seu estômago, fazendo com que ele sentisse seu rosto esquentar aos poucos.

O que diabos estava acontecendo?

— Eu também sinto, hyung.

Foi a vez do moreno sorrir com suavidade, exibindo seus dentinhos bem alinhados e uma parte de sua gengiva; Hoseok amava aquele sorriso tão raro, mas tão incrível. Desejava poder vê-lo o tempo todo, embora soubesse que era o mais privilegiado nessa questão — era quem mais recebia aqueles sorrisos sinceros, na maioria das vezes sendo o próprio motivo destes.

Mais alguns segundos de silêncio se fizeram presentes, mas dessa vez eles não ousaram quebrar o contato visual.

— Eu não deveria ter ido àquela festa. Sério, eu não deveria ter bebido tanto, nem... você sabe — olhou para o mais alto de cantinho, vendo-o assentir com a cabeça. — Aish, que droga — bagunçou os próprios cabelos em pura frustração consigo mesmo.

Hoseok riu soprado, timidamente permitindo que uma de suas mãos fosse até os fios negros, mesclados com mechas azuis, fazendo um carinho suave ali. O Min apenas fechou os olhos enquanto aproveitava daquela carícia que, há muito tempo, não recebia.

— Eu sei como você fica quando está bêbado — disse baixinho, ainda fazendo o cafuné no mais baixo. — Está tudo bem. Eu só, hm... eu só precisava de um tempinho para assimilar as coisas.

— Mesmo assim, eu não deveria ter feito isso justo com a irmã do meu melhor amigo — fez uma careta engraçada, franzindo o nariz e formando ruguinhas adoráveis.

Sentindo seu peito mais leve, embora ainda meio dolorido, Hoseok suspirou. Sabia que era daquele jeito que Yoongi o via, e sempre seria somente assim: seu melhor amigo que cuida de si a qualquer hora. Um sorriso triste se formou em seus lábios cheinhos; o Min não tinha culpa.

— Já falei que está tudo bem... tudo irá voltar ao normal agora — prometeu não só para Yoongi, como para si mesmo também.

Não era como se aquela tivesse sido a primeira vez que o moreno levou alguém para passar a noite no apartamento que dividiam — ele mesmo já havia passado a noite com alguém ali. Sequer Hoseok conseguia entender a si mesmo, compreender o porquê de ter ficado tão magoado daquela vez... sabia que o fato de ter sido justo sua irmã pesava naquilo, mas temia algo pior. Seu coração guardava um estranho mau pressentimento.

— Abraço de reconciliação? — O Min perguntou meio risonho, abrindo os braços na direção do ruivo, que, prontamente, atirou-se no abraço dele.

Naquele instante, não parecia que a saudade era apenas da amizade que tinham; era como se seus próprios corpos sentissem falta um do outro, daquela proximidade, daquele calor. Eles tinham o hábito de dormir juntos em dias de chuva, pois Hoseok tinha medo dos trovões; também guardavam a mania de assistir filmes abraçados no sofá, embora não soubessem dizer a razão disso. De qualquer forma, eles mantinham um alto nível de contato físico diariamente, conheciam bem do calor do corpo um do outro.

Entretanto, durante aquele abraço, Yoongi se perguntou como seria conhecer mais além... conhecer as curvas bem desenhadas que sabia que Hoseok tinha, sentir sua pele macia e quente sob seus dedos. O perfume do ruivo que o inebriava fazia com que sensações e vontades estranhas florescessem de uma só vez no peito do Min.

Quando percebeu os pensamentos que invadiam sua mente, afastou-se de imediato do mais novo, que o olhou estranho.

— O que houve?

O coração do moreno batia de modo descompassado, deixando-o ainda mais assustado e nervoso. O que caralhos estava acontecendo?

— Nada, eu só... — O nervosismo não permitia que ele encontrasse alguma desculpa a tempo.

Todavia, o toque do celular do Jung foi seu salvador naquele momento, pois chamou a atenção do ruivo, que prontamente o pegou para atender a ligação. E Yoongi poderia, tranquilamente, continuar julgando aquela chamada como sua salvadora, porém, ao ouvir Hoseok atendê-la, fora impossível não fazer uma careta de desgosto.

— Oi, Jeongguk — atendeu sorrindo animado; desde o dia anterior, não recebia notícias do mais novo e estava um tanto preocupado quanto às provas dele.

O moreno não sabia da resposta do outro, nem do que estavam falando, mas não conseguiu evitar bufar antes de se levantar do sofá, saindo da sala enquanto pisava forte no chão. Hoseok estranhou sua atitude, mas preferiu não comentar sobre. Ainda mais do que o Jung, o próprio Yoongi estranhou sua reação, sentindo-se ainda mais confuso sobre tudo aquilo.

Quando chegou ao próprio quarto, atirando-se na cama de qualquer jeito, só conseguia se perguntar uma única coisa: o que estava acontecendo? Estava tudo tão confuso e embaralhado em sua mente, não conseguia dizer o porquê, nem como, ou quando aquilo havia iniciado.

Entretanto, borboletas irritantes faziam uma bagunça em seu estômago cada vez que pensava no sorriso do colega de apartamento.

 

 

Embora tivesse ligado para o Jung durante a tarde, Jeongguk não apareceu no apartamento dos mais velhos naquele dia, nem nos seguintes. Yoongi tentava evitar aqueles sentimentos ruins, afinal costumava ser amigo do Jeon também, mas não conseguia evitar se sentir aliviado por não ter o moreno por perto naqueles dias.

Depois de ter se reconciliado com Hoseok, o Min se sentia um tanto mais leve, pois não era mais ignorado pelo ruivo — este que, inclusive, voltara a preparar as refeições dos dois como antes —, porém aquela confusão estranha lhe incomodava mais a cada dia. Era estranho como ficava incomodado por ter o mais novo longe, mas ficava ainda mais alterado por tê-lo perto demais; não conseguia voltar à normalidade na presença do melhor amigo, e isso já estava lhe deixando louco. Sempre tivera um sentimento estranho por ele, no entanto, costumava pensar que era devido à proximidade e intimidade exageradas que tinham entre si.

Por outro lado, Hoseok se sentia vazio. Tinha perdoado Yoongi e Dawon, embora esta não tivesse entrado em contato consigo desde o ocorrido, entretanto, não conseguia sentir algo de fato. Era como se os dias estivessem apenas o empurrando para frente, sem que ele pudesse interagir ou se desenvolver ao longo dos minutos e nas diferentes situações em que se encontrava. E ele simplesmente não conseguia se sentir à vontade com alguém, era como se todos pudessem lhe decepcionar ou lhe fincar uma faca nas costas a qualquer instante.

Não estava magoado de verdade, estava apenas vazio.

E ele sabia o porquê: apesar de todos os pesares, Hoseok nutria certa esperança quanto a Yoongi, tinha aquela pontadinha de esperança de que, um dia, ele fosse correspondê-lo como tanto queria. Contudo, aquele choque de realidade acabou servindo como um soco esmagador, pondo um fim indubitável naquele sentimento esperançoso.

Por isso se sentia vazio; não tinha mais em que se agarrar.

No entanto, naquela noite chuvosa, o Min pretendia alimentar aquele sentimento morto, ainda que minimamente — ou, talvez, apenas o suficiente — e sem conhecimento; não poderia saber, afinal, sobre o que o ruivo nutria. Sabia, porém, do medo que Hoseok sentia daqueles trovões barulhentos, por isso não hesitou ao sair da sua cama quentinha, trilhando até o quarto do mais novo de pés descalços, sentindo o choque de sua pele contra o piso gélido.

Bateu na porta só para avisar que estava ali, abrindo-a sem nem esperar por uma resposta. Então, encontrou um Hoseok amedrontado em sua cama, tapado com o edredom dos pés ao último fio de cabelo, tão encolhido que sequer parecia ter aqueles centímetros a mais que si mesmo.

— Hoseok-ah — chamou baixinho, com medo de assustá-lo. Não obteve resposta, portanto se aproximou mais da cama, sentando-se na beirada e deixando que uma de suas mãos escorregasse pela lateral do corpo do mais novo por cima do edredom. — Está com medo? — Novamente, longos segundos de silêncio seguiram após sua fala, fazendo-o a respirar fundo; sabia que ele estava acordado. — Quer... quer que eu durma aqui com você?

E o silêncio se fez presente mais uma vez.

Dessa vez, porém, Hoseok lhe deu uma resposta. Sem dizer coisa alguma, o Jung apenas puxou a ponta do edredom, escorregando mais para a beira da cama e dando espaço para que o mais velho se acomodasse ali. O Min não conseguiu não sorrir com a cena, imediatamente pulando para junto do ruivo, que soltou uma bufada de ar.

Com toda a delicadeza possível, Yoongi puxou o mais novo para si, abraçando-o contra o próprio peito e fazendo com que o rosto dele se encaixasse na curvatura de seu pescoço, escondendo-se ali. Podia sentir a respiração agitada de Hoseok se chocando em sua pele, causando-lhe alguns arrepios estranhos. Lentamente, deslizou uma mão até os fios alaranjados do outro, iniciando um cafuné carinhoso. Também pôde sentir quando o corpo esguio enfim relaxou em seus braços, acomodando-se melhor em si.

O Jung adormeceu sem falar nada, apenas circulando a cintura de Yoongi com seus braços, como se temesse que ele o deixasse durante seu sono — ainda que de modo inconsciente. E Yoongi não conseguia pregar os olhos um segundo sequer, pois só se concentrava em acariciar os cabelos macios do melhor amigo adormecido em seu abraço, tentando ignorar aquela imensidão de sentimentos embaralhados que se amontoava em sua mente e em seu peito.

O coração do moreno batia de um jeitinho bagunçado, e ele finalmente pôde identificar algo em meio àquela confusão incômoda.

Droga, estava tão ferrado. Como podia ser tão ingênuo?

 

 


Notas Finais


QUESTÃO PARA DEBATE: na era YNWA, o cabelo do Yoongi tava preto com mechas azuis ou preto com mechas verdes?

Enfim, gente, espero que não tenham desistido de mim T-T como eu disse no meu jornal sobre ressuscitar Casos e Acasos, eu não vou mais desistir das coisas que gosto por causa de gente que não gosta de mim ou do que eu faço. Então, não me xinguem, porque eu prometo que essa história não será mais excluída :-(

E eu, sinceramente, peço perdão a vocês, do fundo do meu coração :-( [perdão a quem eu não respondi os comentários! Eu não pude responder por ter excluído a fic, e agora tô com vergonha de responder depois de meio ano apjofd me perdoem mesmo, por favor]

ESPERO QUE TENHAM GOSTADO DESSE CAPÍTULO!

beijinhos da babz, até breve <3

p.s.: lara, obrigada por dar um soco nas minhas várias inseguranças quanto a essa fanfic :-( eu te amo muito muitão!

ai mds eu tô tremendo eu não qUERO ENVIAR ESSE CAPÍTULO

ok agora vai


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