História Cast off - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Asuma Sarutobi, Chouji Akimichi, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Jiraiya, Karin, Kimimaru, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Tsunade Senju
Tags Narusasu, Naruto, Naruto Uzumaki, Sasuke, Sasuke Uchiha, Sasunaru, Universo Alternativo
Exibições 313
Palavras 5.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Passando para deixar mais esse cap pra geral o//
Hoje queria agradecer: Himari-chan, Himari-chan, hinauzumaki552, Kaliwarning, MrsSantinni, MikaelaProfirio, danielle1234, Killyan - Clan Akatsuki e a todos aqueles fantasminhas que pairam por aqui arigatou \o/
Não vou falar muito, só que o cap vai ser triste, alegre, engraçado, divertido, triste de novo :P e vai ter uma surpresinha pra quem estava com saudades de NaruSasu ^^
Obs: só vou poder responder esses coments lindos na sexta então gomennnnn >////<

Capítulo 10 - Família Parte 3


Fanfic / Fanfiction Cast off - Capítulo 10 - Família Parte 3

Sasuke estava parado enfrente a casa a mais ou menos quinze minutos enquanto tentava se preparar para a conversa. O moreno sabia melhor que qualquer um como Sakura podia ser difícil e tinha certeza que esse seria um desses momentos. Não sabia com o que estava mais preocupado se era referente ao colégio de Sarada ou a discussão que estava por vir referente a guarda da menina. Sasuke esperava que naquela conversa conseguisse por a pratos limpos tudo o que sentia e pensava e resolver como ficaria a guarda da filha sem um longo e cansativo processo judicial que poderia a vir a ser exaustivo e desgastante até mesmo para a própria filha.

Enquanto pensava em todas as possibilidades para as quais a conversa poderia seguir não percebeu o olhar desconfiado e temeroso de Sakura do lado de dentro da casa. A rosada já estava esperando por aquele momento há algum tempo e como havia demorado tanto para acontecer, chegou a cogitar que Sasuke havia escolhido deixar passar, o que agora se mostrava claro que não havia ocorrido. Enquanto observava o moreno seu coração se apertava e disparava, ela não sabia dizer quem estava em um estado de inercia mais perfeito, se o moreno que parecia nervoso e hesitante do lado de fora ou ela que estava desesperada o observando. Depois de algum tempo tomou coragem e com um grande suspiro se dirigiu até a porta convidando Sasuke para entrar com o sorriso mais autentico que possuía no momento.

Sasuke entrou cumprimentando-a apenas com um aceno de cabeça. Ambos se dirigiram em silencio até a cozinha onde a conversa ocorreria, não era necessário um acordo sobre o local e nem mesmo comunicar que precisavam conversar, era um fato que haviam ficado separados por cinco meses e que ambos tinham mudado nesse período, contudo os anos em que ficaram juntos fez com que eles se conhecessem melhor do que imaginavam.

- Temos que conversar não é mesmo? – a rosada disse com uma das mãos sobre o peito enquanto tinha seu olhar aflito.

- Sim. – respondeu apontando para a cadeira a sua frente, e assim a mulher se sentou.

- Qual o assunto? – perguntou receosa.

- Você sabe qual é Sakura, não se faça de desentendida! – disse com a voz controlada, mas de forma fria e autoritária.

- Sobre a guarda de Sarada. – disse em meio a um suspiro.

- Como pode levar ela daquela forma? – perguntou com a voz sufocada enquanto olhava dentro dos olhos verdes de Sakura.

Naquele momento Sakura sentiu seu chão ser-lhe roubado. A voz de Sasuke nunca falhara antes e tão pouco seus olhos ficaram marejados em sua frente, salvo quando seus pais morreram, e ali na frente da rosada estava Sasuke Uchiha. O moreno trincava os dentes tentando de toda forma segurar o choro que expressava o que havia sentido pelos cinco meses que passou sem saber se poderia ver a filha de novo, enquanto Sakura observava o homem que autora julgou indestrutível e inabalável lutando para conseguir falar em sua frente, tão frágil como nunca o havia visto antes.

- Eu tentei falar com você inúmeras vezes Sasuke! Eu ia te contar tudo o q... – foi interrompida pelo moreno.

- Não foi isso que eu perguntei Sakura! – gritou com a mulher que tremeu com seu tom. Se fosse em outro momento Sasuke se envergonharia e abaixaria o tom, mas não ali e não agora – Faz ideia do que eu passei? Eu cheguei a pensar que iria perde-la! Além desse inferno de casa estar repleto de partes sua e dela... – respirou fundo abaixando a cabeça para continuar enquanto as lagrimas que havia lutado tanto para conter corriam soltas por sua face – Todos os dia... em todos os momentos... – respirou fundo novamente após um soluço proveniente de seu choro – Sempre que eu olhava para as paredes, os quartos, quadros e tudo que existe nessa maldita casa eu lembrava de vocês! Essa casa se tornou meu inferno... ela está repleta das mais felizes lembranças da minha vida... – disse com um sorriso triste em meio as lagrimas.

Sakura não fazia ideia de como agir, o que dizer... ela só podia ficar a sua frente escutando tudo enquanto esperava que o homem conseguisse se reerguer novamente. Ela se sentia como o próprio lixo, nunca havia imaginado que Sasuke ficaria tão arrasado após ser afastado da filha por todo esse tempo. E por mais que quisesse jogar a culpa no moreno pelo que havia feito não conseguiria, ela sabia que tinha feito algo horrível, sem intensão, mas horrível. Apenas o fato de se imaginar sendo afastada da filha fazia com que seu peito doesse e seu coração se contorcesse de forma a aumentar ainda mais sua dor.

- Eu... Eu não... – respirou fundo olhando para o homem que mantinha seu olhar em suas próprias mãos fechadas em punhos – Eu não pensei que esse tempo em que estive fora com Sarada tivesse sido tão penoso para você Sasuke... eu não pretendia fazer com que sentisse que iria perde-la. – disse baixo com os olhos marejados.

- Não queria?! – falou com sarcasmo em sua voz entrecortada pelo choro – E o que foi aquilo de que só tinha três messes para me reerguer ou eu não teria a guarda compartilhada  de minha filha? Você saiu de casa por uma falha minha, eu não te dei a atenção que merecia, isso eu intendo e não te tiro a razão, mas levar Sarada junto sem aviso prévio e ameaçar tirar minha filha de mim da forma como você fez não tem perdão! – gritou dando um soco na mesa e em seus olhos antes cheios de pesar a mulher pode ver uma raiva tão grande que beirava o ódio – Eu nunca faltei com meus deveres como pai, eu estava tentando de tudo para que vocês ainda tivessem o conforto que merecem e mesmo assim você a levou... quis tirar minha menina de mim! – disse com a voz entrecortada pelo choro que voltava a correr por sua face e apesar da raiva ainda vivida em seus olhos a tristeza voltou a se mostrar presente.

- Para! – disse levantando a mão – Como assim eu ameacei tira-la de você? – perguntou sem entender.

- Não se faça de tonta Sakura! – gritou.

- Eu não estou! Eu disse que se você não se estabilizasse não teria a guarda compartilhada dela, nunca disse que não poderia vê-la ou passar algum tempo com ela! Você não queria que eu fosse obrigada por lei a deixar minha filha passar quinze dias na casa do pai sem ter ao menos o que comer né. – disse a ultima frase mais baixa encarando o olhar perdido de Sasuke.

- Então você... você não... – apoiou as mão na cabeça tentando digerir o que a mulher havia lhe dito.

- Pelo amor de Kami, Sasuke! – disse mais alto que o normal em meio a sua frustração – Você realmente achou que eu fosse capaz de afastar minha filha do próprio pai?! – disse com as mãos fechadas em punho – Filho da puta, acha que eu seria capaz de machucar minha filha assim?! – disse se levantando de um salto e praticamente se jogando contra Sasuke pronta para lhe dar o maior soco que poderia levar em toda a sua vida.

Sasuke viu a mulher se levantar e se dirigir até ele rapidamente com um punho preparado em sua direção e, para ser sincero, naquele momento até desejava levar aquele soco para ver se tudo aquilo realmente era real, mas não agora, não naquele exato momento. Sentiu seu peito se aliviar, era como se tivessem tirado um peso terrível de suas costas, e por mais que ainda achasse que a culpa do mal intendido era de Sakura pela forma com havia escrito aquela maldita carta, no momento não havia espaço para questionamento ou raiva, a leveza que sentiu naquele momento impulsionou seu corpo sem que o mesmo tivesse consciência do que estava fazendo e para falar a verdade não se importava mais.

Antes que Sakura pudesse lhe acertar Sasuke agarrou se braço e a puxou para um abraço. De inicio a mulher pensou em se afastar, mas quando ouviu o moreno sussurrar ainda com a voz entrecortada um obrigado não pode mais negar aquele abraço o retribuindo. Ficaram abraçados até que Sasuke conseguisse se recuperar e parasse de chorar, com Sakura sussurrando vez ou outra ‘Baka, até parece que eu faria uma coisa assim!’, ‘Será que ainda não me conhece?’, ‘Da próxima vez que falar uma merda dessa não vai fugir do meu punho assim tão facilmente!’ e em todas as vezes era agraciada pelo som de um pequeno sorriso do moreno.

- Então já acabamos o interrogatório? – disse com um pequeno sorriso após o moreno já estar recuperado.

- Sim e não. – disse em um pequeno sorriso.

- Ok, mais o que quer saber? – pergunta curiosa, não estava mais tão preocupada referente ao assunto, tinha certeza que a pior parte já havia passado.

- Antes queria discutir sobre a guarda de Sarada. – encarou a mulher serio, recebendo um suspiro de frustração da mulher.

- Sasuke qual parte você não entendeu? Você arrumou um emprego, consegue se manter sem nenhum problema e nunca faria mal para nossa filha, então é claro que vai ser a guarda compartilhada, vamos deixar ela decidir depois quais dias quer passar com cada um ou fica a critério dela mesmo, afinal aquela criatura é uma força incontrolável da natureza! – terminou de falar jogando as mão para o auto – Só terei que ver onde vou ficar, como voltei tenho que começar a trabalhar de novo e arrumar um lugar, você poderia me deixar ficar aqui até lá? – perguntou receosa se dando conta só agora que já estava a algum tempo na casa sem permissão de Sasuke, visto que foi ela a deixar o lar.

- Você não vai a lugar Nenhum Sakura! Você esqueceu, essa casa é da nossa filha com uso e frutos seus e isso não mudou. – disse permitindo-se dar um pequeno sorriso para a mulher – Quanto ao trabalho, você pode se organizar primeiro. Eu recebo bastante e  posso comer de graça no trabalho então nem faço compras pro mês, tenho um dinheiro sobrando, se precisar de algo é só falar, não precisa se afobar.

Apesar de ter dito isso e ter sido sincero Sasuke sabia que orgulhosa como a mulher era não tardaria a estar trabalhando e desconsideraria qualquer ajuda que fosse oferecer. Havia sido esse um dos motivos que o fez se apaixonar por Sakura, ela sempre fora independente, forte, generosa, tinha personalidade e corria atrás do que queria, embora quando mais nova conseguia ser, as vezes, muito irritante. Enquanto pensava nisso não reparou no sorriso que se formou em seu rosto, sem duvida depois de sua mãe, Sakura foi a mulher mais forte que conheceu.

- Que sorriso é esse? – perguntou estreitando os olhos desconfiada – E qual a outra coisa sobre a qual quer falar? – questionou.

- Nada, só lembrando do passado. Enfim, tenho que conversar com você sobre o colégio da Sarada. – disse voltando enfim para sua frieza habitual.

- O que tem? Eu conversei com o colégio sobre, e durante todo o tempo em que Sarada esteve fora ela entregou trabalhos e quando chegamos ela fez uma prova para ver se iria passar de ano ou não. Por que, aconteceu algo? – perguntou receosa se lembrando que a escola sempre ligava para o número de Sasuke.

- Lembra da escola que Sarada queria entrar? – perguntou se preparando para um novo surto da mulher.

- É claro que lembro, mas o que tem ele? – embora a mulher tenha perguntado Sasuke conseguia ver que Sakura já havia entendido onde queria chegar.

- Ela meio que arranjou um ‘patrocinador’. E para falar a verdade eu meio que fui incapaz de recusar. – disse meio encabulado por ter que admiti-lo.

- Quem? – estreitou os olhos.

- Meu chefe. –disse olhando em seus olhos.

- Seu chefe aceitou pagar uma mensalidade estratosférica no estudo de Sarada?! – disse incrédula – Por que ele faria isso, o que ele ganharia com isso? – questionou seria.

- Eu sinceramente gostaria de achar um sentido viável para o que ele faz, mas até onde eu posso ver aquela pestinha conquistou ele. – disse balançando a cabeça.

- Pelo amor de Kami Sasuke! – Sakura disse exasperada - Eles se conhecem a menos de um mês e o cara já vai até pagar o colégio dela? É claro que tem algo por trás! Nesses cinco meses em que estive fora você ficou burro ou o que? – disse batendo na mesa.

No momento Sasuke lutou uma intensa batalha entre a vontade de despejar toda a verdade em cima da mulher e por fim perguntar se ela ainda duvidava de Naruto mas não o fez, Sasuke queria poupa-la do medo das ameaças de Nagato, do medo de ter a filha machucada... Fora isso, por algum motivo se sentiu extremamente ofendido por Sakura se referir a Naruto como alguém que só agia por interesse próprio. Depois de todo o tempo em que o moreno trabalhou para Naruto e todo o restante em que passaram juntos conversando sobre os mais diferente tipos de assuntos havia ficado claro para Sasuke que o loiro era altruísta a ponto de chegar perto da burrice, e sempre se surpreendia por ele não ultrapassar esse limite, se surpreendendo com todo o retorno que Naruto recebia.

- Eu também pensaria assim se não o conhecesse Sakura... pra falar a verdade eu mesmo ainda não entendo por que ele vive fazendo esse tipo de coisa, mas posso assegurar de que não é nada suspeito e que ele não irá cobrar isso depois. – disse serio defendendo o loiro, recebendo uma alta bufada de Sakura como resposta.

- Isso serei eu a jugar! Quando posso vê-lo? – o olhar que Sakura dirigiu a Sasuke naquele momento quase fez o sangue do moreno gelar, quase.

- Esse é outro ponto que eu quero discutir com você. – Sakura levantou uma sobrancelha em questionamento – Eu consigo marcar esse encontro entre vocês em breve, se me lembro bem ele vai ter um tempo livre esse fim de semana... enfim, tudo bem você querer vê-lo, mas eu também quero falar com alguém.

- Quem? – perguntou recebendo apenas um olhar frio de Sasuke – Gaara. – suspirou.

- Eu não vou fazer nenhuma merda, mas quero falar com ele. Se ele vai ficar próximo de minha filha quero saber como ele se sente com a situação. – Sakura levantou uma sobrancelha – Não vou mentir que queria dar uma surra nele por tocar em você, mas vou respeitar sua escolha. Mesmo que eu realmente queira bater nele. – disse suspirando e sendo surpreendido pela risada da mulher.

- Tudo bem. – disse controlando sua risada ao ver a expressão de Sasuke – Eu vou conversar com ele e te aviso assim que ele estiver livre. Mais alguma coisa? – perguntou ainda com a voz denunciando sua vontade de rir do moreno.

- Queria saber se posso dormir aqui hoje, tenho um compromisso amanhã cedo e já está tarde. – disse ignorando o tom de riso na voz de Sakura, ele não queria brigar com a mulher uma vez que a conversa tinha acabado, para sua surpresa, pacificamente.

- Claro Sasuke. Mas vai ser ou no sofá ou na cama de Sarada. – saiu da cozinha mostrando a língua para o moreno.

Sasuke ainda se perguntava como a mulher conseguia ser tão madura num momento e no seguinte parecer uma criança. Passou toda a conversa pelo sua cabeça diversas vezes, todas as vezes sentindo como se uma parte do peso remanescente fosse tirado conforme percebia vagarosamente que não havia sido um sonho, e em todas as vezes sentia vontade de socar Sakura e rir de sua própria estupidez pelo mau entendido. Por fim com um suspiro de alivio e com o corpo parecendo mais leve se dirigiu para o sofá, aquele já havia se tornado seu amigo inseparável por quase cinco meses, e assim que se deitou adormeceu.

 

...

 

O ambiente que antes era iluminado e leve agora parecia sombrio e o peso que pairava sobre ele era inegável, até mesmo o ar naquele momento parecia estagnado. Naruto estava em silencio com os olhos perdidos em suas mãos enquanto procurava uma forma de colocar aquilo em palavras sem desabar, enquanto Sarada observava o homem com o peito apertado como se esperasse algo ruim. A menina já havia se arrependido da pergunta e de ter feito acusações contra o loiro quando Naruto enfim ergueu a cabeça.

- Foi a três anos sabe... – respirou fundo – estávamos casados a anos, e ela quis ter um segundo filho. – disse agora sorrindo – Ela me conhecia bem e sabia que sempre foi um sonho meu ter uma família grande. Quando Himawari estava perto de nascer ela sofreu um acidente. – e lá estava a sombra no olhar de Naruto novamente – Só conseguiram salvar Himawari. – e antes que o silencio preenchesse o lugar de novo o loiro abriu uma das gavetas de sua mesa e entregou uma foto para Sarada.

Na foto estavam Naruto e uma mulher com longos cabelos pretos e com olhos perolados, ela estava com os olhos marejados enquanto o loiro limpava as lagrimas de um deles. Naruto tinha um lindo sorriso aberto enquanto Hinata possuía um tímido e igualmente belo sorriso, até mesmo Sarada conseguiu identificar a proximidade de ambos na foto que parecia ter sito tirada em alguma festividade visto os trajes que usavam ambos lindos, Naruto trajando um yukata preto e Hinata um rosa claro com leves tons em lilás e algumas partes em vermelho, fora o detalhe floral no cabelo que realçava imensamente sua beleza natural.

Se perguntassem para Sarada o que ela achava deles, mesmo que quisesse que seu pai ficasse com o loiro, diria que eram um casal lindo e que se a mulher ainda estivesse por perto seu pai não teria chances, diria ainda que na foto era como se ambos conversassem apenas com o olhar e que com toda a certeza eram palavras de carinho e amor. Olhando aquela foto que parecia ter um valor sentimental imensurável a menina não pode se conter e seus olhos ficaram marejados.

- Ela era linda. – disse com um doce sorriso secando de leve as lagrimas que teimavam em se formar em seus olhos pelo aperto que sentia no peito.

- Sim, ela é. – disse ainda usando o presente – Por favor Sarada, não fale sobre ela na frente do Hotaru e nem da Himawari. – pediu suplicante.

- Po... pode deixar eu não vou. – disse decidida enquanto limpava o ultimo resíduo das lagrimas.

- Obrigado, e desculpe por te contar coisas tristes. – disse com um dos sorrisos mais forçados que Sarada já havia visto.

- Não, tudo bem. Afinal foi eu quem perguntou. – respirou fundo antes de continuar – Se estiver tudo bem para você eu gostaria que me contasse como ela era. – disse ainda olhando para foto.

- Talvez um outro dia. Quando eu estiver melhor eu conto. – disse agora com um sorriso mais autentico – Tenho certeza que se a tivesse conhecido teria amado ela. – naquele momento Sarada pode ver um brilho de vida nos olhos do loiro enquanto ele se lembrava da mulher.

Voltaram para a sala ainda em silencio, e ao chegarem nela se deparam com uma bagunça sem igual onde Hotaru tentava desesperadamente fazer Himawari ficar parada e aprender a jogar Mortal Kombat, enquanto parecia que a menina não se contentava em segurar uma manete, em vez de pressionar os botões ela dava socos no ar gritando ‘há’ e quando os personagens não a acompanhava dizia ‘meche moça, assim oh’ enquanto fazia os movimentos da forma mais desajeitada e fofa que os três já haviam visto. A sena era cômica e linda ao mesmo tempo, onde Hotaru se dividia entre tentar explicar a Himawari que para os bonecos se mexerem ela tinha que apertar os botões, e a vontade que sentia de rir e abraça a irmã.

- Já sentiu vontade de colocar ela em um potinho? – perguntou olhando de lado para Naruto que novamente possuía um de seus lindos sorrisos estampado na face.

- Se eu te contasse que já até pesquisei quais os modelos de pote disponíveis você não ia acreditar! – disse arregalando os olhos fazendo drama e por fim soltando uma estrondosa risada acompanhado por Sarada.

A risada de ambos foi alta e demorada o suficiente para tirar Himawari e Hotaru de seu transe e fazer com que olhassem para trás. Enquanto se perguntavam sobre o que estavam rindo, Hotaru com a sobrancelha erguida e Himawari com o dedo indicador na boca, as sobrancelhas unidas e o rosto levemente tombado, Naruto se aproximou dos dois carregando Sarada pela mão e ao alcançar as crianças as puxou para um abraço apertado que terminou com todos rindo pelos protestos de Himawari dizendo que o cabelo do pai estava entrando no seu nariz.

Após mais algum tempo, com Naruto e as crianças brincando com diversos jogos e se divertindo com todas a expressões que Himawari conseguia fazer para casa situação Naurto ligou para Hidan. Logo em seguida mandou as crianças irem tomar banho e se arrumar pois iriam sair e pouco tempo. Enquanto o homem dava banho na pequena não pode deixar o fio de tristeza transparecer em seu sorriso, sorriso bem diferente do de antes, não havia vida nesse, era apenas lamentação e pesar. Himawari, apesar de possuir a energia do pai tinha claramente a aparência da mãe, sendo quase uma copia perfeita da mesma. Isso sempre o lembrava da mulher que amou e perdeu.

- Pessoa o Hidan vai levar vocês para comprarem os uniformes e demais materiais que vão precisar no colégio. Você também vai com eles Sarada, e é bom aproveitar para comprar o seu uniforme e tudo mais junto. Tenho certeza de que irá passar da prova de adição e que seu pai vai convencer a sua mãe. – falou para a menina que parecia hesitante – Não precisa se preocupar com seu pai, com ele eu me ajeito! – disse piscando e recebendo em resposta um lindo sorriso de Sarada. Foi quando ouviu a campainha tocar.

- Senhor o carro está pronto. – Hidan disse ao entrar.

- Hidan, você está livre hoje o dia inteiro certo? – perguntou para o cinzento.

- Sim, estou senhor. – disse usando os tão temíveis honoríficos recebendo um suspiro alto de Naruto.

- Sem o senhor quando estivermos aqui Hidan, lembra? – disse balançando a mão e antes que o mesmo respondesse continuou – Se importa de levar esses pestinha para o parque que chegou ontem a cidade? – disse com um sorriso para as crianças que pareceram tão animadas quanto ele.

- Não sem... Naruto, eu levo sim. Mas achei que iria leva-las para comprar os uniformes e demais. – disse em duvida.

- E vai. Depois que tiverem comprado tudo, leve eles para o parque e depois pra lanchar. Quero que estrague um pouco esses pestinha, então não volte aqui antes das Sete ouviu. – disse sorrindo.

- Claro. – disse animado olhando para as crianças – Então, vocês vem? – perguntou tendo como resposta uma debandada de crianças que não se lembrou sequer de se despedir de Naruto salvo Himawari que abraçou a perna do pai e disse um tchal embolado e Sarada que deu um aceno enquanto corria atrás de Hotaru.

- O que o senhor vai fazer? – perguntou serio após as crianças terem saído.

- Vamos lá Hidan! Eu não vou fazer nada, só preciso de um tempo a sós. Quando vai chegando esse época as coisas vão ficando difíceis para mim, e hoje eu lembrei de bastante coisa dela sabe... só quero um tempo comigo mesmo. – Hidan acenou positivamente e saiu do apartamento a fim de alcançar as crianças deixando um loiro cabisbaixo para trás.

- Onde está o Teme para me animar quando eu mais preciso? – disse com um sorriso sarcástico – Como sinto sua falta meu amor. Hina você me deixou muito cedo. – disse com uma lagrima rolando enquanto encarava o teto com o mesmo sorriso triste de antes.

Naruto nunca fora de beber, tinha baixa tolerância a álcool. Em seu primeiro porre teve que ir para o hospital e por pedido de Hinata que chorava desesperada ao seu lado prometeu que nunca mais iria beber, nunca imaginaria que era tão fraco com bebidas, se sentia uma piada, um adolescente que não pode beber. Era tudo o que conseguia pensar de si mesmo até ver o sorriso da perolada ao fazer a promessa.

‘- Obrigado Naruto-kun. – disse com o sorriso mais lindo que o loiro já havia visto na época – Eu não gosto de vê-lo assim, sem contar que refrigerante faz mais bem pra saúde, tanto que a partir de agora eu vou beber só dele! – disse agora seria encarando Naruto como se fosse a coisa mais seria do mundo.’

- Ah, Hinata. – disse entre soluços – Se você soubesse o quanto você já era importante para mim naquela época! – passou a mão atrás da cabeça bagunçando os fios já desgrenhados.

Se dirigiu até o armário alto que havia na sala e de lá tirou uma garrafa do melhor Sake de todo Japão. Tinha ganho aquela garrafa a muito tempo mas nunca havia tocado nela como prometera para a perolada a muitos anos. Mas agora não a tinha mais, seu coração estava apertado e seu corpo tremia de impotência diante isso, não tinha mais nada a se agarras a não ser ao álcool.

- Gomen Hina, mas vou quebrar minha promessa mais uma vez. – disse com um sorriso triste.

E foi assim naquela tarde. Enquanto as crianças se divertiam com Hidan, Naruto tomava gole a gole de seu Sake enquanto era tomado por lagrimas e soluços até não fazer mais ideia do que estava falando. Se sentia frustrado, e enquanto gritava todo seu amor pela mulher, e seu ódio pelo destino da mesma  a saudade açoitava seu coração. Até que por fim, depois de algum tempo dormiu, agarrado a uma almofada no chão da sala. O cômodo que naquela manhã fora o lar de tantos sorrisos agora pairava uma aura de tristeza e pesar enquanto um loiro com a face ainda tomada pelas lagrimas repousava ao lado de uma garrafa que outrora estivera cheia de álcool.

...

- Naruto? – Sasuke perguntou ao entrar no cômodo, não havia entendido o motivo da ligação de Hidan naquela manha pedindo que o moreno chegasse mais tarde.

Sasuke caminhou pelo apartamento vez ou outra chamando pelo loiro, até que ao sair do escritório já frustrado achando que Naruto tinha esquecido que viria ali foi se sentar no sofá bufando. Foi nesse momento que o viu, e seu coração se apertou. Não tinha reparado antes mas a sala estava com um leve aroma de Sake, proveniente do loiro e a garrafa a sua frente. Em todo o tempo em que Sasuke trabalhou para Naruto nunca passou pela sua cabeça vê-lo da forma como estava, pálido e bêbado, com o rosto marcado pelas lagrimas já secas. Naruto nunca antes lhe pareceu tão frágil, nem mesmo quando o encontrou sendo espancado.

- Naruto. O que aconteceu? - chamou sacudindo o ombro do loiro que apenas resmungou sem acordar.

Suspirando e com algum esforço Sasuke ergueu Naruto, passou um de seus braços sobre seu ombro e o arrastou até o quarto do loiro tendo uma pequena ajuda de Naruto agora semiconsciente. O quarto do loiro era como uma zona proibida em toda a casa, a única coisa que Naruto não permitia ao Uchiha era entrar em seu quarto. Sasuke tentando provocar Naruto sempre fazia coisas e mexia em lugares que incomodariam as pessoas, bem, pessoas que não fossem o loiro. No dia em que Sasuke ameaçou entrar no quarto de Naruto a expressão do loiro fora o suficiente para para-lo.

O moreno já havia se perguntado muitas vezes o motivo disso, e agora que adentrara o quarto tinha uma ideia. Por todo canto que se olhava haviam fotos dele com uma linda mulher de olhos perolados. Não havia uma foto em que não se via o laço dos dois, sempre sorrindo e compartilhando beijos e abraços. Fotos dela gravida e o loiro velando sua barriga e em algumas velava o sono da mulher. Fotos de Hotaru gangorreando nos braços dos pais. Todo tipo de foto que uma família realmente feliz teria.

Sasuke já havia se perguntado porque em toda a casa não havia quaisquer fotos, e agora a resposta estava a sua frente. Não havia uma foto se quer em que a mulher não estivesse presente com um sorriso tímido e sincero. Ao ver do moreno das duas uma, ou a mulher havia morrido ou se separado. Sasuke achava mais provável a segunda opção visto que o loiro nunca tinha tocado no assunto e agora, ao ver do moreno, tudo que Naruto queria era a mulher de volta.

Deitou Naruto em sua cama e foi tirando seu sapatos, quando subiu para cobrir o loiro visto que aquela tarde estava mais fria que de costume se deparou com Naruto de olhos abertos o encarando. O olhar do loiro parecia ir dentro da alma de Sasuke o que fez com que o moreno ficasse paralisado encarando o vasto azul dos olhos de Naruto enquanto seu coração disparava contra a sua vontade. Naquele momento sobre o olhar do loiro Sasuke se sentiu exposto e o que mais impressionou o moreno foi que isso não o desagradou, era como se esperasse por aquilo a algum tempo e sentiu como se quisesse bem mais que apenas um olhar. Como se soubesse exatamente o que o moreno estava pensando Naruto envolveu o pescoço de Sasuke com as mãos, fazendo o moreno travar aproximou seu rosto do dele e sobre a respiração descompassada e um leve e gentil sorriso de Naruto se beijaram.

O beijo foi doce e sem presa, como nunca em sua vida Sasuke havia experimentado, não conseguia descreve-lo de outra forma se não como puro. Diante daquele beijo até mesmo o desejo que cresceu em seu peito foi subjugado pelo carinho e amor que o ato oferecia. Enquanto suas línguas firmavam uma dança calma e um pouco descompassada os pensamentos de Sasuke voavam e quanto estava prestes a cair na realidade do que estava fazendo com o loiro o sabor e sensação dos lábios de Naruto ludibriavam sua mente o prendendo ainda mais ao ato. Depois de algum tempo o loiro separou seus lábios do de Sasuke que estava ofegante e estranhamente em paz com o que havia acontecido.

- Sinto sua falta Hinata! – foi o que o loiro disse ao separar seus lábios do moreno acreditando ser sua amada e com uma lagrima correndo por seu rosto adormeceu, deixando um moreno atordoado confuso e frustrado por suas palavras.

Sasuke saiu imediatamente do quarto de Naruto e se sentou no sofá com a cabeça entre as mãos. Não conseguia entender o que estava sentido e nem o motivo de estar sentindo. Estava confuso, se sentia feliz pelo beijo e frustrado por não ter sido para ele todo o carinho e amor do ato. Ainda estava inebriado pelo sabor de Naruto e chateado com o mesmo. Não conseguia entender o motivo de ter gostado tanto do beijo do loiro, ele era hetero afinal, mas nem mesmo ele conseguiria mentir para si mesmo dizendo que não significou nada...

- Tio Sake! – gritou Himawari tirando o moreno de seus pensamentos ao perceber que as crianças haviam chegado.


Notas Finais


Então o que acharam O.O
Obs: desculpem por todos os erros que deixo passar nos caps, a verdade é que raramente tenho tempo de dar uma revisada e quanto tenho um tempim esqueço que tenho que revisar e vou assistir anime ^^'
Espero vocês nos coments u.u
Bjus ^^


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