História Castelos de Areia - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kizashi Haruno, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Temari
Tags Romance, Sasusaku
Visualizações 156
Palavras 4.665
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal, bom dia!

Aqui quem fala é a irmã da autora. Ela não vai poder postar hoje e esses dias por que como ela já havia falado está com alguns problemas pessoais.

Ela me repassou esse capítulo assim como alguns outros para que eu revisasse e fizesse a postagem. Me chamo Karol e espero que voces gostem do capítulo e continuem por aqui hem...😊

Boa leitura a todos!!!

Capítulo 8 - Você não deveria ter feito isso...


 

Depois de expulsar da mente e do corpo todas aquelas sensações, Sakura levantou da cama, seguiu para o banheiro e levou consigo um vestidinho de alças finas de cor rosa bebê, ele era de tecido fino e leve, bem confortável, seu cumprimento ia até um pouco acima do joelho. Calçou suas sandálias baixa enlaçada no calcanhar, pôs as costumeiras pulseiras nas cores pratas e ouro e amarrou como sempre seu cabelo para o alto em seu coque frouxo fora do padrão . Olhou-se no espelho uma vez mais e algo não lhe parecia bom. Percebeu logo em seguida que aquela era a primeira vez que ela se pegava analisando suas vestimentas. Se repreendeu, tentando negar algo que aos poucos surgia dentro de si e que faria de tudo para que não permanecesse ali ou que germinasse e criasse forças.

Saiu do banheiro sem fazer barulho, passou os olhos em volta e agradeceu internamente por nem uma das meninas estarem acordadas. Seguiu cautelosamente para a porta e saiu.

Do lado de fora Sasuke estava escorado um pouco mais a direita, com seus braços sempre cruzados  a frente do peito musculoso. Vestido com a blusa manga longa preta de malha grossa por cima da charmise fina de cor também preta, um colete de couro de material mais grosso por cima da blusa. Ele estava de luva, a manhã estava fria de mais, a calça preta e o coturno também preto completavam seu look, que ficava ainda mais belo com a espada atada ao lado esquerdo de sua cintura. 


– O que foi... – Sakura tenta argumentar, mas Sasuke a puxa pelo braço... – Ei...
– Vem. – Ele segue para o corredor a direta e escora ela com as costas na parede enquanto ele olha de lado com o corpo escondido para o corredor que acabaram de sair. 
– O que está acontecendo? – Sakura questiona preocupada, seus olhos passam pela nuca e costa do moreno que se mantém alheio olhando para o corredor. Sakura nota que a mão dele não abandou seu pulso mesmo ele estando de costas para ela. 

No final do corredor Sasuke vê alguns soldados passarem direto e logo em seguida seu pai, Itachi e Kakashi. 
– Merda... – Ele exclama. – Eles já estão indo. – Ele comenta ao escorar as costas na parede e olhar para o alto.

 Sakura fita o expressão preocupada dele por um momento antes de questiona-lo de novo. – O que foi? O que está acontecendo? Porque me chamou à essa hora? O reino está sendo invadido? – Ela questiona curiosa

Ele se vira para ela ao ouvir sua última pergunta, e sorrir de lado. 
– Não! O reino não está sendo invadido. – Ele permanece olhando para ela um momento enquanto um leve vinco surge na testa dela. – Mas o templo dos escribas sim. – Ele a puxa em direção ao corredor novamente. – E você vai me ajudar. 
– Ei...espere. – Ela fala ao ser levada por ele. – Quem invadiria um templo? – Ela questiona.
– Eu te explico depois.. agora venha. 

Seguindo para a saída de trás do palácio, a mesma que eles utilizaram nos últimos dias, Sasuke nota seu pai e o grupo que o acompanha sair do palácio pela rua principal.

 
– É o rei ali? – Sakura pergunta ao subir em Aoda. 
– É! – Ele responde ao subir no outro cavalo. – Vamos... 
– Se você me disser para onde vamos eu posso segui-lo... – Sakura cruza os braços em cima do cavalo enquanto vê Sasuke fazer a volta e parar em seu lado. 
– Tá legal... Preciso chegar ao templo dos escribas antes do meu pai...
– Por que? – Ela arqueia uma sobrancelha ao semicerrar os olhos em direção à ele.
– Te conto depois....
– Por que ? – Novamente ela o olha desconfiada...
– É sério Sakura... se você me ajudar eu te conto tudo... – Ele se afasta um pouco com o cavalo e olha para trás esperando por ela....
– Me siga jovem príncipe... – Ela passa por ele, Sasuke sorrir ao vê-la falar daquela forma.  – Irei mostrar-lhe um atalho. – Ela conclui ao seguir no sentido diferente do qual estavam acostumados para ir à vila.

 

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Quando chegaram ao templo Sasuke teve o cuidado de parar longe com os cavalos. Pegou a trouxa de livros de cima do cavalo e pôs no ombro. 
– O que é isso? – Ela questiona ao ser pega pelo pulso novamente enquanto eles andavam para os fundos do templo. – Você quer parar de me puxar como se eu fosse uma criança... – Ela resmunga ao parar e retirar seu pulso da mão dele. Sasuke para ao vê-la cruzar os braços e empinar o nariz para o lado. Ele ergue as mão para o alto em sinal de rendição e faz um gesto para que ela passe a frente. 

Sakura passa por ele e assim eles chegam até a porta que Ebisu disse a Sasuke que daria ao corredor principal do templo onde a sala contábil fica. 

Destrancando-a Sasuke pede que Sakura o espere do lado de fora por um momento. Ele entra, não nota movimento algum aonde está. Existe corredores para a direta e esquerda, mas conforme Ebisu lhe orientou ele deve seguir sempre em frente até chegar no corredor de cor vermelha, onde a sala contábil fica. 

Sasuke se aproxima do corredor central olha em volta e quando vê que tudo esta seguro retorna no intuito de chamar Sakura, mas se assusta ao vê-la parada ao seu lado. 
– Mais... – Ele olha para ela ao por a mão no peito. 
– O que foi? Te assustei? – Ela pergunta ao olhar em volta curiosa. 
– Eu disse para você esperar lá fora... – Ele sussurra...
Sakura da de ombro. – Você demorou. – Ela justifica.
– Não faz dois minutos que entrei... – Ele rebate. – Sakura revira os olhos e suspira. – O que viemos fazer aqui mesmo? – Ela muda de assunto. E no momento seguinte a porta ao fim do corredor em que estão é aberta. 

Sasuke a puxa para o corredor a frente. Ambos se escondem. 

Pela a porta aberta entra Fugaku, Itachi e Kakashi acompanhados de alguns escribas que provavelmente os receberam ao chegarem ali.

Aproveitando o momento de distração deles ao conversarem na entrada Sasuke puxa Sakura para o corredor principal, seguindo rapidamente para o corredor vermelho. 

Parando em frente a grande porta recentemente colocada ele procura pelas chaves.


– Rápido... eles estão vindo. – Sakura murmura em suas costas ouvindo os passos e as vozes  cada vez mais próximos. 

Quando a porta se abre ambos entram com urgência. Sasuke fecha a porta atrás de si e corre em direção a pequena mesa ao centro da sala, Sakura o acompanha. 


– Ponha os livros nos lugares vazios da prateleira. – Ele pede ao olhar para a porta. 

Rapidamente Sakura pega alguns livros e se dirige a prateleira mais baixa pondo alguns livros lá. Sasuke faz o mesmo só que nas prateleiras mais altas. 

Os barulhos no corredor se fazem audíveis,  ambos se olham apreensivos e com mais rapidez põem os restantes dos livros nos lugares. 

Terminando ambos correm para a porta. A mão de Sasuke toca a maçaneta quando o barulho da chave girando ecoa na sala. Eles se olham por um momento e logo depois Sasuke a guia a até o fundo da sala, o ambiente pouco iluminado e com vários armários amontoados provavelmente por que estavam sendo trocados por prateleiras, lhes serviu de esconderijo. O lugar era apertado e escuro Sakura sentiu a costa bater contra a parede de um dos armários quando Sasuke se pôs em sua frente. Havia um armário do lado esquerdo e outro do direto ambos de costas um para o outro criavam um pequeno vão que serviu de refugio para eles, na frente não havia nada que impedisse de vê-los ali, apenas a falta de iluminação naquele ponto da sala os livravam de serem vistos ao longe. 
– Onde está o escriba chefe? – A voz de Fugaku se faz ouvir no ambiente. Sakura não consegue explicar o porque, mas seu coração disparou ao ouvir a voz do rei. Se sentiu como se fosse uma criança, como se estivesse se escondendo por ter aprontado algo. Ela olha para Sasuke ao desviar o olhar do rei que prossegue conversando com Ebisu. Sasuke está olhando para o pai, ele está ofegante assim como ela. 


– O que está aprontando príncipe? – Ela sussurra baixinho. Seu rosto está rente ao dele, é possível ouvir a respiração dele. 

Sasuke vira o rosto em direção à ela. Analisa a face dela por um momento e desvia o olhar para o vestido rosa. Sem propriamente respondê-la ele indaga: – Você poderia ter vindo com um vestido escuro. 

Um vinco se forma na testa dela ao ouvi-lo. – Qual o seu problema com o meu vestido? 

– Nem um... É só que é mais fácil de ver cores claras no escuro. – Ele pontua ainda encarando ela. 

Sakura empurra o peito dele dando um leve soco. – Talvez se você tivesse me dito que faríamos algo pelas costas do rei essa manhã eu teria me vestido apropriadamente. – Ela resmunga ao empurra-lo de novo. Sasuke bate a costa no armário levemente. – Pare... – Ele sussurra ao segurar o pulso dela. 


– Quem está  ai? – Fugaku questiona ao ouvir um barulho. 
Sasuke põem a mão na boca de Sakura e a prensa contra a parede ficando a frente do corpo dela no intuito de não deixa-la ser vista. 

Fugaku dar alguns passos em direção ao fundo da sala quando Itachi o detém. 


– Não se preocupe meu pai... volte para os livros, eu olho isso...
– Está bem. – Fugaku retorna para a mesa. 
– Deve ser ratos meu príncipe, não precisa ir até lá. – Ebisu tenta intervir. 
– Não custa nada olhar, não é mesmo? – Itachi pontua ao parar em frente ao homem que se pôs no caminho. – Ou você ver algum problema nisso? – O moreno questiona. 
– N-Não...de forma alguma. – Ele se retira do caminho e volta a mesa, mas antes olha para trás de forma apreensiva, pois notou que provavelmente Sasuke ainda estava por ali, ele só não imaginava que Itachi sabia. 

Vagarosamente Sasuke retira a mão dos lábios dela, os olhos verdes o encaram de perto, ela pode sentir a respiração dele tocar seu rosto, o cheiro embriagante de menta com chá invade seu olfato misturado com o perfume amadeirado e o cheiro de essência que vem dos cabelos parcialmente molhados dele.

Os olhos ônix se prendem nos lábios semiabertos dela, vez ou outra sobem até os olhos verdes os fitando por um milésimo de segundo até voltar para os lábios novamente. Ele nota a respiração dela ainda mais ofegante e o semblante confuso que ela sustenta como se quisesse entender o que está acontecendo ali...

Ele aproxima  seu corpo do dela. – Não se mexa. – Sussurra aproximando vagarosamente seu rosto ainda mais. Nota que os olhos verdes se arregalam ao vê-lo tão perto. 
– Sasuke.. é Você que está ai? – Ambos ouvem a voz de Itachi ecoar baixinho em meio à penumbra, porem eles permanecem se olhando de forma intensa. 
– Ahm ham... – Sasuke sussurra ainda olhando para ela.
– Quer fazer o favor de ficar em silêncio?. – Itachi argumenta ao escorar em um dos armários sem propriamente olhar para o vão onde eles estão.
– Não fui eu que fiz barulho. – O mais novo sussurra ao sorrir de lado olhando fixo nos olhos verdes que parecem sorrir para ele.
– Vai dizer que foi os ratos? – Itachi bufa ao ajeitar a espada em sua cintura. – Você mente tão mal quanto Ebisu. 
– Foi a Sakura. – Em um impulso ela tapa a boca dele ao ouvir seu nome ser pronunciado. 

No momento seguinte Itachi vira o corpo em direção a eles. 

Sakura está ofegante com o corpo colado ao de Sasuke, suas mãos estão na boca do moreno enquanto Sasuke parece sorrir da atitude dela. 

Parado olhando a cena à sua frente Itachi sorrir quase que imperceptível.


– Não é nada disso que você está pensando... – Sakura argumenta nervosa e Itachi arqueia uma sobrancelha. 
– Vocês podem fazer isso em outro lugar. – O mais velho comenta e Sasuke sorrir. 

Sakura bate no peito do moreno novamente antes de responder, Sasuke faz uma falsa careta de dor ao olhar para o irmão. – Não estamos fazendo nada... nós...
– Sei.. – Itachi corta as palavras dela. – Agora fiquem quietos ou caso contrário o rei vai desconfiar de algo. 
– Não  se preocupe, nós não vamos fazer tanto barulho dessa vez. – Sasuke brinca ao ver o irmão se afastar. Logo depois recebe outro empurrão sobre o peito. 
– O que você está fazendo? – Ela questiona furiosa, ao sussurra rente ao rosto dele.
– Eu? – Ele olha desentendido. – Nada...
– Você..., porque você?... porque você deu a entender que estávamos.... fazendo algo? – Ela o fuzila com o olhar, mas ao mesmo tempo sente-se envergonhada diante dele.
– Por que está nervosa? Foi só uma brincadeira! – Ele da de ombros. 
– Eu não Estou nervosa. – Ela bate novamente nele. 
– Está!
– Não! Não estou!
– Quer parar de me bater? – Sasuke segura o pulso dela antes que ela lhe atingisse novamente sobre o peito. Com a outra mão livre ela tenta acerta-lo de novo, mas Sasuke a segura prendendo suas mãos ao lado do corpo. 
– E agora? – Ele provoca ao sorrir. Ela se debate de vagar. – Fica quieta... vai fazer eles ouvirem a gente aqui. – Sasuke tenta segura-la prensando seu corpo contra o dela.
– Seu príncipe irritante. – Ela sussurra ofegante ao erguer o queixo para encara-lo. 
– Eu não sou irritante, você é que é irritante. – Sasuke fala ao impedi-la de acerta-lo no abdômen. 
– Não me chame de irritante. – Ela rosna baixinho rente ao rosto dele que sorrir ao vê-la tão brava.  
– Irritante... – Ele provoca. 
– Não sou... – Suas palavras são cortadas ao sentir o corpo dele prensar o dela contra a parede com mais firmesa. Com os rostos próximos demais ela sente a respiração pesada dele contra seus lábios. Ela não se move, só o observa ofegante,  vendo o rosto de Sasuke cada vez mais perto do seu. 

Sua mente grita para ela fugir, para não permitir que ele se aproxime mais, porém seu corpo não responde aos seus comandos. 

O corpo entes agitado aos pouco parou de se mover. As mãos que antes estavam erguidas foram baixando vagarosamente.

E aquela sensação que uma vez Temari a descreveu se fez presente em seu corpo. As vozes ao redor foram ficando abafadas, pareciam sussurros ao longe, não conseguia desviar os olhos dos dele. Parecia que algo a prendia ali, um frio lhe subiu pela coluna fazendo os pelos de seu braço se eriçarem em uma gostosa e nova sensação. 


O que ele quer? – Se perguntou ao sentir os lábios dele a centímetros dos seus. Se ela fechasse os olhos poderia jurar que aquela sensação nada mais era do que a energia que emanava de ambos os corpos. 

Sakura só notou que suas mãos estavam soltas ao sentir sua cintura ser levemente apertada por ele, como se ele desejasse senti-la mais perto de si. Como se ele quisesse abraçá-la. 


– Não. – Ela desviou o rosto ao perceber que ele a beijaria.

 

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Não...-  Ela se recusa a acreditar que ele faria aquilo. 
Não pode ser...

Sua mente confusa tenta assimilar o que houve a momentos atrás. 

Não houve um pedido de desculpas, não houve qualquer constrangimento por parte dele. Sasuke apenas afastou o rosto fitando ela por um momento de forma intensa e desviou o olhar em direção ao pai que momentos depois saiu da sala. 

Saindo de onde estavam permaneceram na sala um instante até que pudessem sair. Quando em fim saíram do templo Sasuke pediu à ela que o aguardasse um momento nos fundos do templo. Sakura assente sem olha-lo nos olhos.

Após alguns minutos Sasuke retorna, mas encontra o lugar vazio e apenas seu cavalo pastando ao longe perto das grades que rodeiam o templo. 

 

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Ao chegar no palácio Sakura corre em direção ao quarto. Esbarra com Aika pelo corredor e pede desculpas antes de entrar no quarto de forma afoita. A morena olha preocupada em direção à ela, porém resolve não incomoda-la, afinal elas não se conhecem o suficiente para ela questiona-la sobre qualquer coisa que fosse. Seguindo seu caminho ela desce para a sala principal onde a rainha está tomando seu café da manhã na companhia de todas as outras meninas. 

A manhã passou, e logo a tarde veio, Sakura permaneceu deitada displicentemente sobre sua cama, com a desculpa de que não estava se sentindo bem. Hinata até ficou com ela durante algum tempo no período da tarde, mas logo saiu ao ouvi-la dizer que queria ficar sozinha. A morena não se opôs, imaginava que ela estava entediada por ainda estarem ali. Dando um leve beijo sobre a bochecha da irmã saiu do quarto sem perceber que Sakura chorava silenciosamente. 

As palavras pareciam ter-lhe sumido, Sakura se recusava a pensar em tudo o que aconteceu naquela manhã.

Com o tempo ela ficou expert em enganar e ignorar o que seu coração sentia a falava, porém naquele dia, as lágrimas desceram mesmo sem sua autorização.

A briga interna parecia aos poucos se tornar mais intensa conforme ela lutava para sufocar o que estava sentindo. Lembrou de quando Hidan foi embora, e dos momentos que permaneceu apática até decidir que não mais pensaria a respeito e que seguiria com sua vida, porém sobre aquela manhã em especial embora não houvesse acontecido nada de mais, ela não conseguia ignorar com a mesma facilidade que fez sobre Hidan. 


Por que ? – Se perguntou ao afastar o rosto do travesseiro quando o feixe do sol de fim de tarde entrou pela janela lhe atingindo a face fazendo-a lembrar do sonho que teve.

 

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Por mais que tivesse tentado Sasuke não conseguiu se concentrar em suas andanças pela vila. Aquele dia em especial teria muitas coisas para resolver, porem ao meio da tarde decidiu voltar para o palácio. Havia algo que estava o incomodando. 

O fato dele não ter conseguido se desculpar pelo que tentou fazer no templo. Qualquer homem comum ao notar que se excedeu de alguma forma com uma moça pediria desculpas por isso, mas ele não, não conseguiu falar o que até veio em sua mente, porem que não era verdadeiro.

Por que se desculpar por algo que de fato desejou fazer?

Seus pensamentos giravam em torno disso enquanto Itachi, Naruto e agora Kalashi que estava a par de toda a situação, conversavam a portas fechadas na sala de Sasuke.
– O que você acha disso Sasuke? – Itachi pergunta ao fita-lo.
O moreno permanece calado olhando um ponto qualquer da sala. 
– Sasuke... – Naruto que está sentado à esquerda da mesa o chama, atraindo sua atenção.
– Sim? – Sasuke olha para o loiro ao endireitar a postura. 
– Itachi lhe fez uma pergunta. – Naruto reitera. 
– Pode repetir a pergunta novamente? – O moreno solicita ao olhar para o mais velho que o encara por um momento antes de responde-lo.
– Estávamos falando sobre o governador Kizashi, pensando sobre a possibilidade dele ser alguém confiável. Kakashi fez os levantamentos nos outros três templos e percebeu a mesma situação nos demais, porém o governador parece está repassando os valores corretos para os escribas. Então deduzimos que se está havendo algum desvio ele não deve está sabendo disso. Pensamos em conversar com ele, abrir o jogo, assim ficaria mais fácil...
– Não! Sasuke responde categórico. 
– Mais.. – Naruto tenta argumentar.
– Não podemos confiar nele só porque nos livros contábeis do palácio aparecem as retiradas correta dos valores para pagamento dos lavradores. Quem me garante que ele não faz isso justamente para que ninguém desconfie dele?  
– Sasuke tem razão. – Kakashi acrescenta. – Não podemos confiar nele até que tenhamos uma prova concreta de que ele não sabia de nada. 
– Sim! – Sasuke diz ao levantar de seu lugar
– Então está dizendo que continuara com o plano? – Pergunta Naruto. – O de se aproximar...
– Sim! – Sasuke o corta. – Agora se me dão licença eu vou me retirar. Todos acentiram ao vê-lo sair do ambiente de forma pensativa. 

Já era fim de tarde quando saiu da sala. 

Seguiu até seu quarto no intuito tomar um banho antes de fazer a refeição da noite. Quando saiu já estava escuro, havia poucos soldados transitando nos corredores. Seguiu para a sala separada exclusivamente para suas refeições quando avistou Sakura parada de costas no fim do corredor que passava. Ela parecia olhar pela janela algo interessante. Estava tão ligada que não notou ele se aproximando de suas costas.

Ela usava agora um vestido de cor creme, as alças eram presas por um laço atrás do pescoço delicado e as costas ficavam expostas até o meio. Seu cumprimento ia até um pouco abaixo do joelho e sua cintura era bem marcada pela faixa branca. Os cabelos como sempre presos num coque frouxo. 
– Boa noite senhorita. – Sasuke diz ao parar ao lado dela. Sakura o olha surpresa, não havia notado a aproximação dele. 
– Boa noite! – Ela se limita a dizer, ao desviar seu olhar dele.
– Porque veio embora sem mim hoje de manhã? – Sasuke a questiona como se tivesse lembrado de repente desse fato.

Ela não olha para ele, permanece com os olhos fixos no jardim lá fora. Sasuke nota que as expressões dela parecem mais pesadas do que o habitual. 


– Eu não estava me sentido bem. – Ela responde indiferente.
– Deve ser porque não teve tempo de comer algo de manhã. – Ele pontua.
– É deve ser! - Ela responde sem olha-lo. 

O silêncio reina por um momento, apenas o barulho do vento se faz ouvir no ambiente. Lá fora algumas vozes baixas sussurram conversas paralelas. 


– Como pedido de desculpas por tê-la feito sair de manhã daquela forma, peço que aceite jantar comigo essa noite. – Sasuke se pronuncia ao tocar no ombro dela. Sakura o olha surpresa. 
– N-Não... eu já jantei. – Ela tenta mentir, porém seu estômago ronca alto deixando ela sem jeito diante do olhar atento e do sorriso de lado que ele da.
– Vem. – ele a toma pela mão e segue em direção à sala. 
Aika que estava indo em direção ao quarto naquele momento viu quando eles dobraram no corredor a frente.

Sasuke tomou o lugar e solicitou que ela entrasse. 
Sakura relutante foi puxada para dentro por ele, Sasuke a guiou até a mesa, afastando a cadeira que normalmente Itachi senta, para que ela sentasse. Feito isso ele abriu as duas bandejas postas em cima da mesa e aproximou dela ponto um prato e alguns talheres em sua frente. 
– Você prefere sopa de legumes ou peixe grelhado? – Ele pergunta com o prato dela em mãos.
– Não precisa, eu me sirvo. – Sakura tenta pegar o prato das mãos dele. Mas Sasuke se recusa.
 – Tudo bem... – Ela da de ombros. – Pode ser a sopa. – Por fim diz.

Sasuke a serve pondo um generoso prato de sopa na frente dela. Logo após ele também se serve e senta de frente para ela com seu prato. 

– Não vai comer? – Ele a questiona ao vê-la olhar para o prato por longos minutos. Ela meneia a cabeça ao olha-lo rapidamente. Começa a comer sua comida quando ele torna a falar. 

– Não vai me perguntar o porque fomos ao templo hoje? – Ele questiona ao vê-la pegar o pão sobre a mesa. – Eu disse que te contaria tudo, lembra?
– Acho melhor não! – Ela responde seca. 
Ele para fita-la por um momento. 
– Por que não? – Novamente pergunta. 
– Porque não! – Ela afirma indiferente, ao olha-lo sem expressões.
– Por que não, não é resposta! – Ele rebate.

 Sakura suspira incomodada ao desviar o olhar dele e voltar a comer, ignorando seu olhar e a pergunta.

 
– Qual é o seu problema? – Ele a questiona ao por os talheres ao lado do prato. Recostando as costas na cadeira e cruzando os braços fortes em frente ao peito.

Sakura faz o mesmo, pousa os talheres sobre a mesa e encosta as costas na cadeira mantendo aos mãos cruzadas sobre as pernas.
– Você! – Ela responde.
– Eu? – Ele a olha com uma sobrancelha erguida. 
– Sim! Você! Você é o meu problema. – Sakura levanta da cadeira e bate as mãos abertas sobre a mesa. Seu rosto retorcido em uma dura expressão. 
– O que eu fiz pra você dizer que eu sou o seu problema? – Sasuke também levanta jogando sobre a mesa o lenço que estava sobre sua coxa. Encarando ela com um vinco entre a testa ele espera por uma resposta. 
– Porque você age como se não tivesse tentado me beijar naquela droga de templo? – Ela aponta o dedo para ele. – Não se deu nem ao trabalho de se desculpar.... 
– Desculpar? – Ele corta a fala dela ao se aproximar de onde ela estava. – Porque eu deveria me desculpar?.
– Como o porque? Você....
– Eu me desculparia se fosse algo errado. – Novamente ele a corta.
– E não é? Vai dizer que é certo...e que...
– Pra mim é certo, porque eu queria aquilo... – Ela se cala ao ouvi-lo. O encarando com a boca semi aberta como se tivesse a intenção de dizer algo que ficou entalado em sua garganta.
– O-O que você disse? – Ela argumenta ao olha-lo incrédula. 

No momento seguinte Sasuke a puxa contra seu corpo. A mão direita segura a lateral do rosto feminino enquanto a esquerda pousa suavemente sobre a cintura. 
– É isso que você ouviu. – Ele desvia o olhar dos olhos verdes que estão arregalados para a os lábios de reentrância bela e suave. 
– Você... – Ela tenta argumentar, mas sente os lábios dele tomarem o seu com delicadeza. 

Envolvida pela suavidade dos lábios masculino, aos poucos ela sente seus olhos pesarem, como se fosse quase impossível de mantê-los abertos. Sente seu estômago esquentar e novamente tudo ao redor parece perder o sentido conforme os lábios dele se tornam mais exigentes, só que diferente da outra vez ela não consegue ouvir nada ao redor, nem um mero som abafado, como se só existisse aquele momento e seus pés não mais tocassem o chão.

 A respiração pesada como um prenuncio da falta de ar não foi o suficiente para os lábios se separarem um do outro. A mão esquerda do príncipe apertou com um pouco mais de força inconscientemente a fina cintura fazendo os lábios se separarem por um milésimo de segundo enquanto uma lufada de ar quente deixou o pulmões de ambos, como uma súplica pelo tão necessário ar. Mas logo os lábios se uniram novamente. Não de forma voraz, mas doce e necessitada como um casal de amantes que só podem se ver uma vez a cada sete dias. Ao mesmo tempo que era doce era intenso, porém suave.  Como se os lábios estivessem se conhecendo e saciando suas vontades a tanto reprimidas. 

O barulho da porta atrás de ambos se abrindo não os tirou da bolha em que estavam. As mãos feminina foram para o peito de Sasuke, traçando o caminho até o pescoço do moreno que aprofundou o beijo ao sentir as pequenas mãos tocarem sua nuca de forma carinhosa. 


Um tempo depois...

Como um fatídico incidente ela separa os lábios. Ouve um leve estalar de língua dele como se ele estivesse reclamando pela falta de contato. E só então se dar conta da imensurável besteira que acabou de fazer. 

A verdade se descortina diante de seus olhos como uma trágica fatalidade, grande de mais para ser dita em palavras. Ela se afasta do corpo dele ao por ambas as mãos na boca,  sentindo seus olhos enxerem-se de lágrimas. A cabeça pende de uma lado para o outro como se estivesse negando o fato de ter retribuído o beijo dele.

Sasuke tenta segura-la pelo pulso, mas ela se afasta ainda mais ao erguer uma das mãos para a frente do corpo pedindo que ele se mantenha afastado. Sasuke a obedece. 
– Você não deveria ter feito isso... – Ela sussurra ao segurar o choro. 

O barulho na porta a faz desviar o olhar para encontra Itachi parado ali. Os olhos verdes o olham de forma pesarosa como se estivesse se desculpando por algo. Sasuke também o olha por um breve momento antes de voltar sua atenção para ela novamente. 
– Me desculpe... – Ela sussurra ao abaixar o olhar. Encontrando naquela única palavra a forma de expressar o que estava sentindo naquele momento. 
– Saku... – Sasuke tenta se aproximar, mas ela se afasta e sai correndo em direção a porta. Itachi permite que ela saia enquanto permanece em pé olhando as confusas expressões no rosto de Sasuke. 

 


Notas Finais


Olá! Cá estou eu!

Bom, quero agradecer por ter lido até aqui! E aproveitando a oportunidade gostaria de pergunta o que achou do capítulo....

Em breve postarei o próximo! Então, até lá!!!


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