História Castle - Capítulo 3


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Personagens Personagens Originais
Tags Realeza
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Mundo Cruel


 

Em algum lugar em Weinsestein

Ele estava sozinho, a arma pesava sobre seus ombros, sua respiração estava acelerada, de repente, sua visão clareou, estava na Floresta da Fronteira de novo, já conseguia ouvir o choro e a canção em um idioma que ele nunca aprendera, uma criança a cantava, encolhida dentro de um buraco em um tronco da maior árvore da floresta, os braços de Antoni não o obedecia quando ele apontou a arma diretamente na cabeça dela, seu comandante surgia do nada ao seu lado e aplaudia o seu melhor soldado, depois, ele dava a ordem final, mate-a, Antoni conseguia o ouvir sussurrar, ela é membro dos rebeldes, não merece viver. O príncipe soldado sentiu as lágrimas rolarem livremente em sua face, ele não queria atirar, não era para ser assim, seu dedo posicionado no gatilho vacilou e seu comandante percebeu, vamos fazer isso junto, ele sussurrou posicionando-se atrás de Antoni e colocando seu dedo por cima do dele, a criança virou o rosto para ele, seus grandes olhos castanhos o encarou, brilhando por conta das lágrimas de um choro que já havia sido silenciado, Tom fechou seus olhos e com o olhar da criança ainda tão clara em sua retina, ele sentiu seu dedo deslizando pelo gatilho.

Ele acordou sobressaltado estava no avião que o levaria para o Burg Eltz, o sonho de uma memória ainda tão viva em sua mente, ele choraria se ainda conseguisse, mas Antoni acreditava que todos os seus canais já haviam secado, quando seu pai revelou seu segredo tudo que Antoni fez durante um ano foi chorar, por seu segredo, por seus amigos que morreram, pelos inocentes que ele havia matado, por saudades de casa, tantas coisas que haviam deixado um profundo corte em sua alma que ele acreditava que nunca iriam se fechar, não nessa vida.

Lady Tanith o encarou do outro lado do avião particular que deveria estar sobrevoando Weinsestein naquele momento, os olhos castanhos da mulher o lembrava da criança que fora obrigado a matar no primeiro ano que estava no exército, ela nada falou, então o general levantou-se de seu assento e pegou mais um copo da bebida forte que estava sendo servida naquele voo.

“Não é bonito um General se apresentar bêbado em seu serviço.” A mulher o encarou soltando seus cabelos castanhos cacheados e volumosos.

“Então nunca deveriam ter me dado essa patente.” Ele respondeu ácido, não queria conversar, principalmente olhando nos olhos castanhos que sempre o lembrava da criança. “Estou bêbado desde o dia que matei pela primeira vez.”

“Quando matamos alguém, só existe dois sentimentos e todos nos leva para a ruína.” Ela comentou, sem demonstrar nenhum sentimento em suas feições, Antoni conhecia bem essa tática, usava ela todos os dias de sua vida. “O primeiro é a sensação de ser o senhor da morte, você acha que com uma arma na mão, todos aqueles que estão ao seu redor só irão viver se você quiser, você acredita piamente dominou o que todos os seres humanos temem: a morte, portanto todos temem a você e assim você é deixado sozinho pelo medo. O segundo com certeza é o pior, você sabe que é errado tirar a vida de alguém e você se sente miserável por ter feito isso, o mundo deixa de ter cores, tudo que você consegue ver é aquela pessoa que você matou e por isso você se torna tão melancólico, em uma discursão eterna com si mesmo que prefere se afastar de todos, sendo deixado sozinho mais uma vez. A morte leva a solidão, Ant.”

“E a solidão leva a morte também.” Ele pensou alto recebendo um olhar curioso da Lady Tanith, o silencio se perdurou por mais algum tempo, Antoni já havia desistido do copo e tomava o liquido direto da garrafa sem se importa com o que os presentes iriam pensar. “Você já matou alguém, madrinha?”

“Sou uma mulher convicta de minhas crenças, Antoni, fiz tudo o que foi necessário para mantê-las intactas, até mesmo matar.” Antoni invejou a frieza com que a mulher falava, queria poder dizer que as mortes que provocou durante os cinco anos no exército não o afetou, entretanto por mais que tentasse não conseguia fingir.

“Qual o seu segredo?” O general sussurrou quase para si mesmo do que para a mulher, mas ainda assim ela havia conseguido ouvir. “Como consegue agir tão bem em relação a isso.”

“Na verdade é bem simples.” Ela respondeu, Antoni não acreditava que existiam coisas simples na vida, ele tinha uma prova, nascera em uma das famílias mais ricas e poderosas e a sua vida não era nada simples. “Você se culpa por que acredita que é mau por conta do que fez, mas você não é o vilão da história, as pessoas não são completamente boas nem completamente ruins. A gente passa a vida toda entrando e saindo das sombras e da luz.”

“Então, acho que estou feliz de estar na luz novamente.” Ele falou incerto, não acreditava cem por cento nas palavras que dizia para Lady Tanith, mas não queria incomodar a sua madrinha com mais problemas bestas, ele era um homem criado no exército e eles não se incomodavam com assuntos tão idiotas.

Mais uma vez o avião entrou em um silêncio sepulcral, os dois representantes dos reinos mergulhados em seus próprios pensamentos separados por um pequeno espaço e uma garrafa de bebida já esquecida, os pensamentos de Tom ainda estavam inquietos ainda pensava na criança que havia matado a tantos anos atrás, sabia que era inútil, não podia mudar o passado, mas não conseguia evitar de pensar que se estivesse vivo, o menino teria dezessete anos, a idade que o próprio Antoni tinha quando o matou, provavelmente estaria lutando junto a causa rebelde, derramando o seu sangue, mas dessa vez sabendo o porquê dele está sendo derramado.

“Às vezes eu me pergunto se escolhi o lado certo nessa guerra.” Antoni comentou quebrando o silêncio que já durara muito.

“Não existe lados certos em uma guerra, apenas pessoas com pontos de vistas diferentes dando as suas vidas para aquilo que acreditam.” O tom de voz da mulher era entediado como se não fizesse diferença todas as mortes por conta das diferentes ideologias, mas Antoni sabia que aquilo fazia toda diferença para a Lady Tanith e por isso que ele havia a escolhido para ser a sua madrinha.

“É um mundo cruel.” Antoni concluiu se aninhando em sua cama improvisada na poltrona do avião, estava cansado de discutir sobre aquele assunto.


Notas Finais


Novo capítulo feat Antoni crush supremo!
Esse capítulo é importante pois ele joga algumas pistas sobre a vida do Antoni no exército e o quanto isso o destrói por dentro e também pode nos explicar o porquê dele ter tomado certa decisão em seu passado que vai refletir agora, durante o tempo em que ele vai tá cuidando dos herdeiros no castelo.
Vocês se lembram da Lady Tanith? Eu mudei algumas coisas nela, anteriormente, ela e o nosso general nem se conhecia e ele tinha medo dela, mas eu decidi criar um laço entre eles que vai ser explicado um pouco mais no futuro.
Pra finalizar eu mudei a capa, do jeito que eu disse que ia mudar e também postei uma historinha no tumblr sobre a família real de Kielce, que explica "A questão do herdeiro." um episodio na história dessa família que só fez do Conrad um cara mais fdp, todos os outros reinos irão ganhar a própria historinha e vocês decidem o que vão querer ver!
Link do Tumblr: http://castleinterativa.tumblr.com/


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