História Catarina, o fim. - Capítulo 1


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Palavras 743
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Álcool, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Catarina, e o fim. 

"Aos treze anos catarina já era diferente da maioria das meninas "Nossa é a menina mais estranha da sala sem duvidas" cochichavam as suas professoras pelos corredores, "Nossa, como é calada essa menina" resmungava seu pai na mesa do jantar. Catarina nunca foi normal para ninguém, nem para ela mesma. 
Tinha certeza que algo estava errado, e com total certeza era ela. 
Aos 14, permanecia estacionada em seu mundo! Simplesmente invisível para todos, era como uma venda que tapava os olhos ao seu redor impossibilitando que fosse vista. 
Aos 15, exatamente nada mudou. "Quando for mãe vai entender tudo que eu faço por você" exclamava sua mãe todos os dias. 
Com 16, catarina passava a maior parte do tempo fora de casa! Isolada em seus pensamentos sentava-se todos os dias depois da escola no capô do seu carro velho e vermelho que ganhou do avô, que faleceu recentemente, pegava seu caderno amarelo e ninguém sabe o que tanto escrevia, eram todos incapazes de compreender o isolamento a quem cataria recorria desde que nascera. 
Surpreendente algo mudou, simplesmente mudou. Talvez cansada de ser invisível catarina decidiu que algo precisava ser feito, nossa como estava decidida a mudar, Levantou da cama olhou no espelho e tinha certeza que aquele era o dia! Caminhou até o seu guarda-roupa, pegou aquele jeans que sua mãe comprou recentemente, vestiu aquela blusa com decote que realçavam suas curvas que nunca foram mostradas. 
Desceu para o café e para a surpresa dos seus pais ela estava radiante, desejou bom dia os cumprimentou com beijos pegou seu lanche, correu para não chegar atrasada. 
Entrou no seu carro velho, mas muito conservado com carinho, dirigiu até a escola onde estacionou rapidamente se olhou no retrovisor ajeitou aquele cabelo bagunçado e deu um aperto naquelas bochechas brancas para que ganhassem vida, finalmente criou coragem para sair. 
Caminhou atraindo muita atenção até a sua sala, ao chegar foi recepcionada como nunca! Os alunos que ali nunca tinham notado a presença de catarina caíram em gargalhadas, ela seria a piada do dia, mês ou até do ano. "Quem ela pensa que é? Para usar essas roupas. Deve ter batido a cabeça em algum lugar" 
Sentou-se e ignorou ao máximo que pode todos os comentários e olhares. 
Passou o resto do seu dia recebendo insultos maldosos. 
Quando último toque da escola soou, seu destino estava selado. 
Passou em uma lojinha comprou bebida alcoólica, 1 vodka era mais que suficiente. 
Dirigiu até sua casa estacionou o carro longe e foi andando, deixou na caixa de correio o seu bem mais precioso. Antes que sua mãe notasse sua presença retornou ao carro, quando finalmente se sentou no banco. 
Da janela de sua casa, Amanda sua mãe só enxergou um borrão vermelho virando a esquina. Talvez se tivesse menos ocupada tivesse escutado todas as vezes que sua filha a chamou. 
Dirigiu até o penhasco, talvez uns 50 minutos. Pegou o atalho para subir, aquele que ela sempre usava. 
Sentou-se com as pernas penduradas, sentia o frio da água das ondas gigantes quebrando nas pedras. 
Bebeu tudo, exatos 1 litro. 
Levantou meio que cambaleando, virou-se da direção de seu carro ela quase pode sentir as mãos de seu avô tentando segura-lá mas a vida pode ser como um grande escorregam, se esvai em segundo. E antes mesmo que pudesse pensar em coisas felizes, ela sentia toda aquela água entrando em seu pulmão sentiu todos os momentos seu corpo contra toda aquela dor que ela sentia, sua vida era igual as rochas o impacto menos doloroso. Não demorou muito, pouco menos que 5 minutos. 
E quando finalmente estava feito, o mar ficou calmo a água antes vermelha voltou ao seu tom mágico, assim espero." 
- Essa foi a última mensagem que cataria nos deixou, nunca me curarei de tanta dor! Eu não pude ouvi-la enquanto precisava de mim, não ajudei quando necessário! Eu estava tão vendada quanto a maioria das pessoas para os problemas que não lhes convém. Assim como para todos ela era uma completa estranha para mim, e agora eu pago o preço. – Amanda. 
"Essas foram as minhas últimas palavras no meu diário amarelo, encontrado na minha caixa de correio."
"As vezes mudar significa muito para alguém, pode ser o começo ou talvez o fim." 
Mude por você, pois talvez em outra vida alguém faça uma "catarina" enxergar o quanto é valiosa e que pequenas coisas não são o mais importante fundamento para o amor. 
 



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