História Catastrophic - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Catastrofe, Japao, Terremoto, Tragedia, Tsunami
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Palavras 860
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Científica

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem

Capítulo 3 - Durante a noite


20 de dezembro de 2072, 21:16h

Acabamos de jantar, e Keitaro serviu a sobremesa. Ele serviu uiro, que são bolos mastigáveis e ligeiramente doces.


Kanae pôs um na boca, e logo elogiou:

-Que delícia! Você também fez esses Keitaro?

-Não, na verdade eu os comprei.-disse Keitaro.

Ficamos bastante tempo coversando e contando histórias. Quando nós percebemos, já passava das dez e meia da noite.

-Nossa, que tarde!-disse Kanae.-Satoko, obrigada pelo jantar, mas é melhor nós irmos agora.

-Por quê vocês não ficam?-disse eu.

-Ah não, já demos muito trabalho a vocês.

-Quê isso... Já está tarde, e está muito frio para vocês caminharem até a estação de trem. Por favor, passem a noite aqui.

-Não seremos nenhum incômodo?

-Claro que não. Keitaro, por favor vá pegar aqueles dois colchonetes que estão lá em cima.

Keitaro pegou os colchonetes que tínhamos e os colocou na sala.

-Obrigada Satoko, você é muito gentil.-disse Kanae.

-Eu tenho que tomar conta da minha amiga, certo?

Fomos dormir às onze. Naquela noite não havia lua no céu. A noite estava calma e escura. Parecia que até os grilos haviam se escondido do frio. Havia parado de nevar, como Takashi havia dito.


Acordei no meio da noite. Olhei para o relógio, que marcava 02:24h da madrugada. Ia voltar a dormir mas ouvi alguns ruídos estranhos que vinham de dentro da minha casa.


Tentei acordar Keitaro:

-Keitaro! Amor!-disse eu, bem baixinho.

-Eh, ah, Satoko? O que foi?

-Acho que tem um ladrão na casa.

-Por quê você acha isso?

-Ouvi alguns barulhos lá em baixo.

-Certamente é a Kanae ou o Takashi. Eles devem ter se levantado para beber água ou para ir ao banheiro.

-Deveríamos ir lá ver.

-Para quê? Tenho certeza de que não é nada. Volte a dormir Satoko.

Keitaro se virou e adormeceu rapidamente.


Eu não estava confiante daquilo, então decidir verificar aqueles ruídos estranhos.


Me levantei da cama, e caminhei até a porta. A abri de maneira de que ela não fizesse muito barulho. Desci as escada que iam até a sala sem acender uma só luz, para não alarmar que estivesse na casa. A medida em que eu ia me aproximando da sala, o som ficava mais alto. Quando cheguei mais perto, ouvi gemidos, e logo passou pela minha cabeça que alguém estivesse sendo imobilizada ou agredida.


Corri rapidamente até a sala, acendi a luz, e tomei o maior susto. Não podia acreditar no que eu estava vendo, Kanae estava em cima de Takashi, os dois nus e fazendo sexo na minha sala.


Pus as minhas mãos sobre a boca e fiquei paralisada. Os dois ficavam me olhando, também assustados, e tentando esconder suas partes íntimas.


Disse rapidamente:

-Desculpe pelo incômodo!

Corri para o meu quarto ainda chocada.


Quando amanheceu, acordei tarde por ter passado um tempo tentando "digerir" o que eu havia visto, pois eu nunca vi outras pessoas nuas além do Keitaro e de mim mesma.


Quando cheguei na cozinha para fazer o café, senti um cheiro bom. Era Kanae preparando comida.

-Kanae?-disse eu.

-Hmm, bom dia Satoko...-disse Kanae, envergonhada.

-O que você está fazendo?

-Eu queria te fazer o café, para te compensar pelo que você viu ontem a noite...

-Não precisava...

-Me desculpe por fazer isso na sua casa Satoko! É que já fazia bastante tempo que o Takashi e eu não fazíamos "aquilo", e deu vontade naquele momento.

-Tudo bem Kanae, só por favor troque aqueles lençóis para mim. Sem querer ofender, mas eu fico com um pouco de nojo...

-Eu entendo, e já fiz isso. Já os lavei.

-Quando você lavou?

-Eu sempre levanto cedo, então eu aproveitei pra fazer o serviço.

-Entendi.

-Satoko, por acaso você contou para o Keitaro sobre o que você nos viu fazendo?

-Não, na verdade ele nem acordou ainda.

-Por favor, não conte a ele! Por favor, eu não quero que ele pense que somos pervertidos, e que fazemos isso em qualquer lugar! E ele também pode tentar imaginar o que aconteceu, e eu não quero que ele me imagine nua! Por favor, me poupe de mais constrangimento!

-Tudo bem, acalme-se. Eu não vou falar nada.

-Obrigada!

-Então, o que você fez pra comer?

-Bolinhos de arroz.

-Só por curiosidade, você lavou as mãos antes de preparar tudo?

-Lavei sim.

-Ótimo.

Depois que Keitaro acordou, nós quatro fomos tomar café.

-Itadakimasu!-dissemos todos juntos.

Deixamos a TV ligada para ouvirmos as notícias.

-E os protestos continuam nesta manhã em frente a sede da ONU em Nova Iorque. Os cidadãos mais uma vez protestam contra a Reforma, que chega ao seu 11° ano...

-Onde vocês pretendem passar o ano novo?-pergunta Takashi.

-Amanhã o cargueiro do meu avô parte para a Antártica, e nós vamos estar a bordo.-respondi.

-Espera, como assim nós?-pergunta Keitaro.

-Ora, nós dois!

-Eu não vou a lugar nenhum.

-E porque não!?

-Eu não posso sair e abandonar a minha família aqui no Japão.

-E eu não vou te deixar aqui! Venha comigo, por favor!

-Desculpe Satoko, mas se eu for, ficarei preocupado com as pessoas que eu amo, e se elas morressem eu jamais me perdoaria por não estar do lado delas. Sinto muito, mas eu não vou.



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